O presidente argentino, Javier Milei, autorizou a entrada de militares dos EUA para a realização um exercício militar que acontecerá no país sul-americano.
Por meio de um decreto publicado no Diário Oficial da Argentina nesta terça-feira (30), o líder permite a entrada de tropas estrangeiras entre 20 de outubro e 15 de novembro deste ano.
O exercícios militar — chamado de “Tridente” — deve ser realizados no Mar del Plata, Ushuaia e Puerto Belgrano e incluem o uso de espaços destinados à instrução militar, marítima e terrestre.
O decreto também cita o exercício militar “Solidariedade”, que deverá ser realizado entre Argentina e Chile entre os dias 6 a 10 de outubro, na cidade chilena de Puerto Varas.
“A participação da República Argentina no Exercício “TRIDENTE” demonstra seu compromisso com a estabilidade regional e a segurança internacional, reforçando sua reputação como parceira, e ajudará a padronizar os procedimentos operacionais, facilitando a participação das forças argentinas em futuras operações multinacionais”, acrescenta o decreto.
Segundo a publicação, o objetivo é absorver procedimentos, técnicas e táticas de treinamento, melhorando a capacidade de resposta imediata ao uso de tecnologias e apoio técnico dos EUA.
O Congresso argentino é responsável por conceder este tipo de autorização, entretanto, a decisão do líder argentino se sobressai à regra. A publicação cita a “naturalidade excepcional da situação” que impede a decisão de seguir os trâmites previstos na Constituição Argentina.
A assinatura do decreto acontece em meio ao convite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para visitar a Casa Branca em 14 de outubro, enquanto o líder argentino busca assegurar um apoio bilionário dos EUA.
O Ministério das Relações Exteriores da Argentina chamou a reunião de “uma nova oportunidade para continuar a fortalecer a parceria estratégica entre os dois países”.
A Alexa realizou seu evento de hardware nesta terça-feira (30). Entre as novidades apresentadas, estão a Alexa+ (a assistente de voz turbinada com inteligência artificial) e quatro novos dispositivos Echo.
Ainda hoje, a OpenAI anunciou o Sora 2, uma atualização do modelo de geração de vídeos da empresa, e o Sora, uma rede social voltada para vídeos feitos por IA. O aplicativo permite que usuários criem vídeos artificiais e interajam com conteúdos de outros usuários – como se fosse um TikTok só de IA.
Os assuntos são tema da semana na coluna Fala AI, com Roberto Pena Spinelli, físico pela USP, com especialidade em Machine Learning por Stanford e pesquisador na área de Inteligência Artificial. Confira!
O Telescópio Espacial James Webb (JWST) conseguiu, pela primeira vez, identificar a composição química de um disco de gás e poeira que pode estar em processo de formar luas ao redor de um corpo planetário recém-nascido. A descoberta pode ajudar a explicar como se formaram as luas de planetas gigantes do nosso Sistema Solar.
Utilizando o espectrógrafo de média resolução do instrumento de infravermelho médio (MIRI, na sigla em inglês), o JWST observou o disco em torno de CT Cha b, objeto com massa equivalente a 17 vezes a de Júpiter, classificado como um planeta de grande porte ou uma anã marrom de baixa massa — a fronteira entre as duas categorias ainda não é bem definida.
Representação artística do Telescópio Espacial James Webb investigando o cosmos (Imagem: 24K-Production/Shutterstock)
Planetão (ou anã marrom), luas e disco formador
CT Cha b orbita uma estrela jovem, com apenas dois milhões de anos, localizada a 625 anos-luz da Terra, na constelação de Camaleão;
O disco que o envolve é suspeito de estar formando luas, embora nenhuma tenha sido detectada até agora;
As medições do telescópio revelaram uma variedade de moléculas ricas em carbono, como acetileno, benzeno, dióxido de carbono, diacetileno, etano, cianeto de hidrogênio e propino: tudo de que uma lua em crescimento precisa;
Outras moléculas provavelmente estão presentes, mas ainda não foram detectadas.
“Vimos moléculas na localização do planeta [em dados de arquivo], e sabíamos que havia algo ali que valeria a pena investigar, gastando um ano tentando extrair dos dados”, afirmou Sierra Grant, do Carnegie Institution for Science, em Washington (EUA), em comunicado. “Foi necessária muita paciência.” Grant liderou as observações junto de Gabriele Cugno, da Universidade de Zurique (Suíça).
Segundo Cugno, as medições mostram “qual material está sendo incorporado para construir o planeta e as luas”. Ele destacou ainda que CT Cha b está inserido em um disco circumestelar formador de planetas, mas em uma distância colossal de sua estrela: 440 unidades astronômicas (65 bilhões de quilômetros). Para efeito de comparação, Netuno está a 4,5 bilhões de quilômetros do Sol. Modelos sugerem que CT Cha b pode migrar para mais perto de sua estrela em cerca de um milhão de anos.
O objeto foi descoberto em 2006 por imagem direta com o Very Large Telescope (VLT), no Chile. Posteriormente, o instrumento SPHERE do VLT confirmou a presença do disco formador de planetas e estudos recentes do JWST revelaram que o disco é rico em grãos de gelo, mas com pouca presença de carbono. Isso sugere que a química do disco formador de luas em torno de CT Cha b evoluiu de forma independente nos últimos dois milhões de anos.
“Queremos entender como tudo isso funciona”, disse Cugno. “Como essas luas passam a existir? Quais são seus ingredientes? Que processos físicos estão envolvidos e em que escalas de tempo? O Webb nos permite testemunhar o drama da formação de luas e investigar essas questões de forma observacional pela primeira vez.”
Embora ainda não haja uma detecção confirmada de exoluas, alguns candidatos já foram identificados. A expectativa é de que as luas sejam até mais numerosas do que os planetas no Universo, considerando que Júpiter e Saturno possuem 95 e 274 luas confirmadas, respectivamente.
Júpiter (foto) e Saturno possuem centenas de luas (Imagem: Artsiom P/Shutterstock)
“Queremos aprender mais sobre como o nosso Sistema Solar formou luas”, reforçou Cugno. “Isso significa olhar para outros sistemas que ainda estão em construção.”
CT Cha b oferece essa oportunidade. O próximo passo dos cientistas será aprofundar as observações do objeto e realizar levantamentos em outros discos potencialmente formadores de luas, buscando semelhanças e diferenças que possam esclarecer como se formaram as luas do Sistema Solar.
A Polícia Civil cumpriu uma operação nesta terça-feira (29) na casa de Sandro Rogério Pardini, subsecretário de Gestão e Tecnologia da Prefeitura de Praia Grande, no litoral de São Paulo.
O subsecretário é investigado no caso da execução do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes. Na residência de Pardini, foram apreendidos um celular, computadores, três pistolas, R$ 50 mil em espécie, mais de mil euros e US$ 10 mil.
Em nota enviada à CNN, a Prefeitura de Praia Grande informou que mantém contato constante com a Polícia Civil e colabora integralmente com as investigações, fornecendo imagens, informações e materiais solicitados.
A administração afirmou não ter recebido comunicação oficial sobre buscas e apreensões relacionadas à operação, mas disse estar à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.
A defesa de Pardini declarou que o subsecretário nega “veementemente toda e qualquer participação, seja ela direta ou indireta, nos fatos que estão sendo apurados”. Os advogados Octávio Rolim, Patrícia Britto e Beatriz Mâncio afirmaram que Sandro está à disposição para colaborar e que os bens apreendidos são compatíveis com sua atividade profissional.
Segundo a defesa, as armas encontradas são regularmente registradas para uso em estande de tiro esportivo (CAC) e os valores em espécie têm origem lícita. “Não há absolutamente nada que tenha sido apreendido que possa ter qualquer tipo de ligação com o triste ocorrido”, diz a nota.
A CNN entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) para mais informações e aguarda retorno.
Até o momento, oito mandados foram expedidos e quatro suspeitos já estão presos, incluindo o homem apontado pelas investigações como um dos possíveis autores dos disparos que atingiram o delegado. De acordo com a pasta, o homem é Rafael Marcell Dias Simões, conhecido como Jaguar.
Execução de ex-delegado
Ruy Ferraz Fontes foi executado no dia 15 de setembro em uma emboscada. O crime ocorreu após uma perseguição em alta velocidade e o capotamento do carro do delegado. Criminosos efetuaram mais de 20 disparos de fuzil contra ele.
Após a execução, os carros utilizados pelos criminosos, que eram roubados, foram abandonados e um deles incendiado na tentativa de apagar vestígios.
A análise inicial da ação criminosa revela um planejamento meticuloso e o conhecimento técnico dos executores, que perseguiram Fontes antes de desferir mais de 20 tiros de fuzil.
Veja os destaques do Olhar Digital News desta segunda-feira (29):
Não precisa de estrela: este planeta usa belas auroras como aquecedor natural
Cientistas usaram o Telescópio Espacial James Webb para observar um mundo isolado chamado SIMP-0136, localizado a cerca de 20 anos-luz da Terra. Diferentemente dos planetas do nosso Sistema Solar e de outros sistemas estelares, ele não orbita uma estrela e por isso é considerado um planeta solitário e não um exoplaneta. Segundo o site da Nasa, podemos estar falando até de uma anã marrom, um objeto pequeno demais para ser uma estrela e grande demais para ser um planeta.
Robôs humanoides: mercado de trilhões ou uma furada?
O mercado de robôs humanoides é visto com muito otimismo, ainda mais com a integração à inteligência artificial. Mas nem todo muito tem muita fé nesse setor. Rodney Books, roboticista muito conhecido no setor de tecnologia, faz um alerta aos investidores que aplicam bilhões em startups de robôs humanoides: grande parte desse dinheiro pode estar sendo desperdiçada.
Inteligência artificial pode gerar dívida ‘impagável’
O entusiasmo em torno da inteligência artificial está impulsionando uma nova onda de investimentos — e de dívidas. E será que esse movimento vai se pagar? Enquanto gigantes como Microsoft e Google seguem em posição sólida, empresas menores e altamente alavancadas estão assumindo riscos cada vez maiores para disputar espaço nesse mercado.
OpenAI lança controles parentais no ChatGPT
A OpenAI anunciou a implementação de novos controles parentais no ChatGPT, que começam a ser disponibilizados a partir desta segunda-feira. O recurso permite que pais acompanhem e configurem como seus filhos adolescentes ou até filhos adultos que optarem por vincular contas usam a plataforma, mas exige que tenham uma conta própria para ativar as funções.
Ultraprocessados podem elevar riscos para câncer de pulmão
Quando o assunto é câncer de pulmão, o cigarro é rapidamente associado como o principal vilão. No entanto, um estudo recente revela que o consumo de ultraprocessados pode aumentar a chance de desenvolver a doença.
O Olhar Digital News vai ao ar de segunda a sexta-feira nas nossas redes sociais!
Você lembra que, há tempos, o Instagram contava com filtros que ajudavam a mudar um pouco o visual da foto antes de postá-la? Então, eles foram removidos pela Meta no início de 2025, o que deixou algumas pessoas insatisfeitas. Porém, a notícia boa é que existem aplicativos de filtros que podem ser utilizados pelos usuários da rede social.
Por meio deles, é possível editar a foto adicionando filtros, utilizar outros recursos disponíveis e, depois, postar a imagem final no Instagram. A seguir, o Olhar Digital traz 5 opções de apps para você utilizar.
5 apps de filtros para testar nas fotos do Instagram em 2025
Além de opções de filtros, os aplicativos contam com funcionalidades que permitem personalizar as fotos de acordo com as preferências do usuário. Confira!
1. Avatan
Aplicativo Avatan – Imagem: Captura de tela na Apple Store/ Matheus Chaves – Olhar Digital
Disponível para ser instalado em celulares Android e iOS, o Avatan é um editor de fotos que funciona por meio da contribuição de usuários, tendo diversos filtros que são compartilhados por outras pessoas da plataforma.
É possível utilizar filtros preto e branco, além de quentes e frios com temas conectados à natureza, vida urbana, entre outras temáticas. Além disso, a plataforma conta com as funcionalidades de texturas, retoques, efeitos e até a alternativa de adicionar adesivos.
2. Lightroom
Aplicativo Lightroom – Imagem: Captura de tela na Google Play Store/Matheus Chaves – Olhar Digital
Também disponível para dispositivos Android e iOS, o Lightroom possui vários filtros que podem ser utilizados em suas fotos, possibilitando a aplicação de filtros nos estilos brilhante, natural ou fosco.
Também é possível fazer uso de outras funcionalidades importantes para remover objetos e adicionar outros efeitos à fotografia. Outro ponto de destaque é que o Lightroom permite a criação dos próprios filtros e ainda faz recomendações em relação a cor, melhorias de iluminação e outras edições.
A plataforma ainda conta com uma comunidade que pode ser acessada pelos usuários, possibilitando interações entre diferentes perfis e suas fotos.
3. VSCO
Site da plataforma VSCO – Imagem: Captura de tela/Matheus Chaves – Olhar Digital
Outro app que pode ser utilizado tanto em aparelhos Android quanto em iOS é o VSCO, uma plataforma que conta com inúmeros filtros e funcionalidades avançadas para a edição de fotos.
Ele também possibilita o uso de filtros para tons frios, quentes, naturais e preto e branco. O usuário ainda consegue realizar ajustes na nitidez da fotografia, saturação, contraste e brilho, além de acrescentar bordas e textos às imagens.
Outras funcionalidades importantes incluem salvar as fotos favoritas encontradas na aba Descobrir e criar coleções que podem ser compartilhadas na comunidade da plataforma.
Epik na Google Play Store – Imagem: Captura de tela/Matheus Chaves – Olhar Digital
O EPIK também pode ser utilizado em Android e iOS. Nele, é possível encontrar filtros que estão fazendo sucesso no momento, como o Polaroid. Além disso, ele traz recursos de inteligência artificial (IA) para realizar ajustes e retoques nas fotografias.
A edição também pode ser mais detalhada, já que há os recursos para remoção de imperfeições e objetos, adição de texto e adesivos, papéis de parede e outros.
5. Kapi
Aplicativo Kapi na Google Play Store – Imagem: Captura de tela/Matheus Chaves – Olhar Digital
Você curte utilizar o filtro retrô em suas fotos? Experimente este app, disponível para celulares Android e iOS. Por meio dele, é possível ajustar a temperatura, o brilho e a cor da imagem, além de afinar o rosto, mexer no nariz e fazer outras alterações de visual.
Entre a Flórida, Porto Rico e as ilhas Bermudas, está uma das áreas oceânicas mais famosas do planeta: o Triângulo das Bermudas. A enigmática região foi palco de incidentes lendários, incluindo os desaparecimentos de navios e aviões que nunca chegaram ao destino.
Localizada no Oceano Atlântico, sua posição geográfica é propícia a adversidades climáticas e naturais que dificultam a travessia e explicariam os acidentes.
A misteriosa região ajudou a alimentar o imaginário popular e inspirou diversas produções ao longo da história. De suspense, ficção e investigação científica, o Triângulo das Bermudas segue como um dos maiores enigmas da humanidade.
De olho nos catálogos digitais, reunimos 5 produções disponíveis nos principais streamings do Brasil, que buscam contar ou explicar os mistérios dessa região.
Triângulo das Bermudas: 5 filmes e séries sobre o tema para assistir online no streaming
O Triângulo da Morte (Devil’s Triangle)
Lançado em 2021, o filme começa com a queda de um avião com um grupo de cientistas marinhos no Triângulo das Bermudas.
Os sobreviventes encontram a mítica cidade perdida de Atlântida, e o que parecia sorte logo se transforma em pesadelo quando descobrem que os habitantes possuem um plano para dominar o mundo. A produção, que mistura ficção científica, ação e horror, é estrelada por Fred Williamson (Um Drink no Inferno), Morgan Bradley (Gigantes dos Alimentos), entre outros.
O Triângulo da Morte está disponível no Prime Video, através do canal BOOH! ou para aluguel e compra.
1899
Criada por Baran bo Odar e Jantje Friese, os mesmos criadores de Dark, a série de 2022 mistura mistério, ficção científica e suspense. A trama acompanha um navio de imigrantes europeus rumo aos Estados Unidos que, em alto-mar, cruza com uma embarcação desaparecida. A partir desse encontro, segredos obscuros e fenômenos inexplicáveis começam a se desenrolar.
A produção é estrelada por Andreas Pietschmann (Eyk Larsen, “Dark”), Emily Beecham (Maura Franklin, “Into the Badlands”), Aneurin Barnard (Daniel Solace, “Dunkirk”), Mathilde Ollivier (Clémence, “Operação Overlord”), Miguel Bernardeau (Ángel, “Elite”), entre outros. Exigindo atenção aos detalhes, 1899 foi aclamada pelo roteiro e chegou ao Top 10 da Netflix, mas acabou sendo cancelada após sua primeira temporada.
O Mistério do Triângulo das Bermudas (Curse of The Bermuda Triangle)
A produção documental da Discovery, lançada em 2020, revisita alguns dos casos mais emblemáticos ligados ao Triângulo das Bermudas.
Capa do documento do Discovery Channel (Divulgação: Discovery)
Cada episódio aborda um dos grandes mistérios da região como o desaparecimento do Voo 19 e outras histórias fantásticas. A equipe que comanda a investigação é formada por Paul “Moe” Mottice, Mike Still, Chuck Meier e Dave Cziko, capitães de barco e mergulhadores experientes.
O Mistério do Triângulo das Bermudas está disponível na HBO Max.
Os Monstros do Triângulo das Bermudas (The Monsters of the Bermuda Triangle)
O documentário, lançado em 2023, acompanha o caso de um tubarão-tigre de 3 metros marcado por cientistas em Nova Inglaterra, que desaparece dentro do Triângulo. A produção acompanha o Dr. James Sulikowski e uma equipe de cientistas que mergulham em busca de respostas, misturando investigação científica, mistério e vida marinha.
Os Monstros do Triângulo das Bermudas está disponível na HBO Max
Tubarões do Triângulo das Bermudas (Sharks of the Bermuda Triangle)
A série documental do National Geographic foi lançada em 2020 e vai muito além do mistério local. O biólogo marinho Dr. Austin Gallagher investiga se o Triângulo das Bermudas pode ser um criadouro natural de tubarões-tigre. A produção revela como a biologia marinha se conecta aos enigmas da região.
Tubarões do Triângulo das Bermudas está disponível no Disney+.
Com a derrota por 2 a 1 para o Flamengo, neste domingo (28), o Corinthians manteve um incômodo jejum na Neo Química Arena. O Timão não vence em casa pela Série A do Campeonato Brasileiro há pouco mais de quatro meses.
A última vitória do Corinthians em Itaquera, na Zona Leste de São Paulo, foi contra o Santos, por 1 a 0, em 18 de maio. Desde então, a equipe acumula três empates (Vitória, Fortaleza e Palmeiras) e três derrotas (RB Bragantino, Bahia e Flamengo).
Neste momento, o Corinthians ocupa a 18ª posição no ranking de mandantes do Brasileirão. O retrospecto da equipe em seus domínios é de quatro vitórias, quatro empates e quatro derrotas, somando 16 pontos.
Corinthians 1 x 2 Flamengo
O Flamengo venceu o Corinthians por 2 a 1, de virada, na noite deste domingo (28), na Neo Química Arena, em São Paulo, pela 25ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, somado às derrotas de Cruzeiro e Palmeiras, o Rubro-Negro aumentou a vantagem na ponta da liderança da competição.
Com a derrota, o Corinthians segue com o jejum de vitórias na Arena em jogos válidos pelo Brasileiro. O último triunfo em seus domínios, pela liga nacional, foi contra o Santos, no dia 18 de maio. De lá para cá, o time acumula três empates e três derrotas.
Já o Flamengo mantém sua invencibilidade recente no Brasileirão. A equipe de Filipe Luís não perde desde o dia 16 de junho, para o Santos, e desde então soma oito vitórias e três empates.
O Rubro-Negro segue na liderança do torneio nacional, com 54 pontos, quatro a mais em relação ao Cruzeiro, vice líder, e cinco de distância para o Palmeiras, terceiro colocado. O Corinthians, por sua vez, termina a rodada na 12ª posição, com 29 unidades.
O Timão volta a entrar em campo na noite desta quarta-feira (1), contra o Internacional, no Beira-Rio. Já o Flamengo recebe o Cruzeiro na quinta (2), no Maracanã. Os jogos são válidos pelo Campeonato Brasileiro.
O Linux é um sistema operacional desenvolvido com código aberto e disponível no mercado há mais de 30 anos. Ele é excelente para programadores e servidores que desejam explorar as possibilidades oferecidas pelo sistema. O software também pode ser aproveitado de diferentes formas por usuários comuns em atividades no dia a dia, pois tem grande flexibilidade e estabilidade.
Além disso, o software possibilita um ótimo controle em relação ao desempenho, permitindo que o usuário adapte a forma como deseja utilizar a máquina. Para isso, é necessário ter conhecimento de alguns dos recursos disponíveis no sistema.
Quer melhorar o PC com Linux? Veja 5 recursos quem pode ajudar
A seguir, você confere 5 recursos presentes no Linux que você pode utilizar para fazer com que o seu PC ou notebook tenha um desempenho mais elevado.
1. Utilize o Regulador de desempenho
Ao usar o regulador de desempenho, você consegue fazer com que a CPU de sua máquina trabalhe continuamente em alta frequência. De acordo com o portal Linux Avante, é possível realizar essa mudança por meio do aplicativo cpupower-gui, que pode ser instalado por meio dos repositórios oficiais em diversas distribuições Linux, como o Ubuntu 20.04 e 20.10.
Distro do Linux – Crédito editorial: DANIEL CONSTANTE / Shutterstock.com
Dessa forma, o usuário consegue aproveitar ações mais rápidas mesmo em tarefas pesadas. O ponto negativo é que consome mais energia e gera mais calor. Porém, é possível programar um script para retornar ao regulador padrão conforme a demanda.
2. Faça uso da ZRAM quando a memória RAM estiver cheia
A ZRAM funciona como um tipo de swap, uma região de troca na qual o sistema disponibiliza sempre que a memória RAM fica cheia. Por meio dela, em vez de gravar páginas no disco, o kernel as salva de forma compacta na memória. Assim, aumenta a RAM utilizável, dando uma entrada e saída de swap mais ágil. Grande parte das distribuições Linux atuais conta com pacotes ZRAM.
3. Aprenda a usar a ferramenta Terminal
Apesar de parecer assustadora, pois exige do usuário habilidades para digitar comandos em uma janela preta, a ferramenta Terminal dá ao usuário a chance de compreender o sistema que está utilizando e ainda o controlar.
Palavra Linux em um papel rasgado – Imagem: Hadayeva Sviatlana/Shutterstock
Além de ser mais rápida e potente do que as alternativas com interface gráfica, a ferramenta permite monitorar o desempenho do sistema, ajustar configurações, instalar software em uma velocidade maior e ainda gerenciar processos.
Apesar de parecer difícil aprender a utilizar o Terminal, saiba que o processo vale muito a pena e abre um leque de opções para aprimorar as suas ações, como automatizar tarefas repetitivas, por exemplo.
4. Habilite páginas enormes (HugePages)
As páginas enormes no Linux são utilizadas para ajudar no gerenciamento de memória virtual. Enquanto páginas normais possuem 4 KB, as enormes têm 2 MB ou podem chegar a 1 GB.
Sistema operacional Linux – Imagem: Spectral-Design/Shutterstock
Acontece o seguinte: no gerenciamento de memória virtual, o kernel detém uma tabela onde existe um mapeamento do endereço da memória virtual para o endereço físico. Dessa forma, para cada transação de página, o kernel deve carregar o mapeamento relacionado.
No caso de páginas pequenas, será necessário carregar mais páginas e, consequentemente, um número maior de tabelas de mapeamento, o que reduz o desempenho do sistema. Quando se usa páginas enormes, o trabalho é mais ágil, pois o número de páginas a serem carregadas é menor.
O processo completo de configuração de páginas enormes pode ser encontrado no portal Kernel Talks, que traz todos os comandos necessários.
5. Reduza o valor padrão do parâmetro swappiness
O parâmetro swappiness é responsável por controlar a troca de páginas ociosas por páginas em disco. Essa troca acontece por padrão antes mesmo de a RAM estar cheia. O valor padronizado para o início dessa ação no sistema é de 60, um meio-termo utilizado entre a capacidade de resposta e a manutenção de mais cache de memória.
(Imagem: Fauzi Muda/Shutterstock)
Ao reduzir essa quantidade, o kernel começa a reter os dados na RAM por mais tempo. Caso o seu dispositivo tenha um sistema com muita memória, vale a pena fazer essa mudança para aprimorar o comportamento do sistema sob alta carga. Uma ideia é definir swappiness como 10 e fazer o monitoramento com free -h ou vmstat, observando a frequência na qual o swap vem sendo tocado.
De acordo com a XDA, site cujo conteúdo serviu de inspiração para este texto, o comando para utilizar esse recurso é:
O Atlético-MG conquistou uma vitória importante neste sábado (27), ao superar o Mirassol por 1 a 0 na Arena, em jogo válido pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro. O resultado deixou o Galo com 28 pontos, na 14ª posição, enquanto o time paulista segue em quarto lugar, com 42.
A equipe mineira começou em alta rotação e abriu o placar logo aos oito minutos. Após escanteio cobrado por Natanael, Vitor Hugo se antecipou à marcação e cabeceou firme para o fundo da rede. O gol deu confiança ao Atlético, que quase ampliou na sequência, em jogada de Biel parada por Walter.
O Mirassol, com dificuldades para entrar na área, apostou em chutes de fora com Reinaldo e Neto Moura. A melhor oportunidade veio em cruzamento rasteiro de Reinaldo que Negueba finalizou de primeira, mas Everson salvou com o pé.
Nos minutos finais da etapa, o Atlético perdeu Junior Alonso, expulso após revisão do VAR por falta em Danielzinho.
No segundo tempo, o Mirassol aumentou a pressão. Lucas Ramon obrigou Everson a grande defesa logo no início, e o goleiro ainda evitou gols de Carlos Eduardo e Gabriel em lances seguidos. Cristian teve boa chance aos 34, mas finalizou por cima.
Nos minutos finais, Júnior Santos sentiu fortes dores e ficou “fora de combate”. Apesar de ter permanecido no campo, o atleta não conseguiu ser participativo no gramado e fez “apenas número”.
Com praticamento nove jogadores, o Atlético-MG soube se defender das investidas ofensivas do Mirassol, abdicou do ataque e conseguiu segurar o resultado até o apito final.
A proteína é um dos nutrientes mais falados quando o assunto é alimentação saudável, principalmente por aqueles que buscam aumentar massa muscular, emagrecer ou ter mais disposição no dia a dia.
Ela é essencial para a construção e reparação dos tecidos, produção de hormônios e fortalecimento do sistema imunológico. Porém, ainda que seu papel seja indispensável, o consumo exagerado pode causar problemas, e não trazer apenas benefícios como muitos acreditam.
Diferente de carboidratos e gorduras, que o corpo consegue armazenar em forma de glicogênio ou tecido adiposo, a proteína não tem uma “reserva” específica. Isso significa que, quando ingerida em excesso, ela precisa ser transformada ou eliminada, o que pode sobrecarregar órgãos como fígado e rins.
Além disso, o consumo elevado de proteína, principalmente de origem animal, pode vir acompanhado de gorduras saturadas, colesterol e até aditivos prejudiciais, dependendo da fonte.
Sendo assim, entender qual é a quantidade certa de proteína para o seu corpo, e o que acontece quando passamos desse limite, é fundamental para manter a saúde em equilíbrio. Na matéria abaixo, explicamos como a proteína funciona, quais são os riscos do consumo exagerado, os impactos que isso pode trazer a longo prazo e como evitar esses problemas. Veja!
As proteínas são compostas por aminoácidos, que são como “tijolos” usados pelo corpo para formar músculos, órgãos, tecidos, produzir enzimas e hormônios. (Imagem: macrovector/Freepik)
O que acontece com quem come mais proteína do que o recomendado?
As proteínas são compostas por aminoácidos, que são como “tijolos” usados pelo corpo para formar músculos, órgãos, tecidos, produzir enzimas e hormônios. Sem proteína suficiente, o corpo não consegue regenerar seus músculos ou sustentar processos vitais.
Fontes animais como carnes, ovos e leite, e vegetais, como leguminosas, grãos, oleaginosas, fornecem diferentes perfis de aminoácidos, fibras e nutrientes auxiliares.
Quando consumimos proteína, ela é digerida no trato gastrointestinal, quebrada em aminoácidos, absorvida e usada pelas células conforme a necessidade do corpo, que não armazena proteína em excesso como “reserva” da mesma forma que faz com carboidratos ou gorduras. Então, quando o consumo excede a demanda, algo precisa ser feito com o excedente.
Esse excedente pode ser usado como fonte de energia, se transformando em glicose ou gordura, ou eliminado como resíduos nitrogenados, como ureia, que vão para os rins para serem excretados pela urina. Esse processo acaba exigindo trabalho adicional dos rins, do fígado e do sistema metabólico.
Além disso, o tipo de proteína que você consome importa bastante, já que as de origem animal costumam vir junto de gordura saturada e colesterol, enquanto proteínas vegetais têm fibras, antioxidantes e perfil mais “suave” para o corpo.
Se alguém ingere mais proteína do que seu corpo consegue usar de forma saudável, ultrapassando cerca de 2g por kg de peso corporal para uma pessoa saudável, por exemplo, surgem os riscos. (Imagem: freepik/Freepik)
O que é proteína demais?
Se alguém ingere mais proteína do que seu corpo consegue usar de forma saudável, ultrapassando cerca de 2g por kg de peso corporal para uma pessoa saudável, por exemplo, surgem os riscos. Um dos principais impactos é a sobrecarga nos rins, que costumam filtrar os resíduos nitrogenados produzidos pela quebra da proteína.
Por exemplo, um adulto com 70 kg poderia consumir no máximo 140 g de proteínas – lembrando que isso não é a mesma coisa do que comer um bife bovino com 140 g, afinal, a carne não é constituída apenas de proteína.
Quando recebem muito mais desse resíduo do que o normal, precisam se esforçar mais, o que, ao longo do tempo, pode levar a danos ou acelerar problemas renais existentes. Outro efeito possível é o aumento do risco de pedras nos rins, chamados de cálculos, já que concentrações maiores de minerais e compostos podem facilitar a cristalização.
De acordo com um estudo recente, também há indícios de impactos negativos no sistema cardiovascular, mostrando que consumir mais de 22% das calorias diárias em proteína pode ativar vias que favorecem a formação de placas nas artérias, a aterosclerose, via resposta inflamatória em células imunes como macrófagos.
Além disso, dietas muito ricas em proteína muitas vezes deixam de lado fibras, carboidratos e outros nutrientes importantes, o que pode causar constipação, irregularidades digestivas, desequilíbrios nutricionais e falta de energia.
O fígado também sofre um pouco com isso, uma vez que o excesso de proteína pode ser convertido em gordura e causar acúmulo hepático ou estresse no metabolismo hepático, ainda mais se outros nutrientes estiverem deficientes.
Outro ponto importante é que o consumo exagerado de proteína de origem animal, principalmente de carnes vermelhas e processadas, está associado a risco aumentado de certos tipos de câncer, como cólon e próstata, possivelmente por compostos presentes nesses alimentos, como ferro, nitratos, gordura saturada.
Além disso, o excesso proteico pode afetar os ossos, já que, por conta da acidez gerada pela metabolização de certas proteínas ricas em aminoácidos de enxofre, o corpo pode usar cálcio dos ossos, o que poderia comprometer a densidade óssea a longo prazo.
Há também a possibilidade de uma espécie de “intoxicação por proteína”, quando a dieta é extremamente desequilibrada e praticamente só contém esse elemento, sem carboidratos e gorduras suficientes. Isso causa cansaço, náusea, desorientação e sérios impactos metabólicos.
(Imagem: brgfx/Freepik)
Quem está mais vulnerável e quando esse excesso é mais perigoso?
Pessoas que já possuem doenças renais crônicas, hipertensão, problemas hepáticos ou pré-disposição a cálculos renais precisam ter muito mais atenção ao consumo elevado de proteína. Para quem já tem alteração na função renal, a alta ingestão proteica pode acelerar o dano.
Além disso, idosos também podem ter risco aumentado, uma vez que seus rins e metabolismo já são menos eficientes, então o excesso de proteína pode gerar desequilíbrios mais facilmente.
Já atletas e praticantes de musculação costumam consumir mais proteína, e mesmo que precisem de valores maiores, ainda há um limite, já que ultrapassar esse valor repetidamente não gera ganho proporcional extra e pode trazer os malefícios citados.
Imagem: Kitreel/Shutterstock
Geralmente, indivíduos saudáveis toleram melhor um consumo elevado por períodos moderados, mas a exposição constante e prolongada ao exagero aumenta riscos cumulativos.
Outra situação de risco é o uso excessivo de suplementos proteicos sem acompanhamento. Esses produtos podem oferecer doses concentradas que são muito acima do que o corpo pode aguentar.
Como evitar os efeitos negativos e usar proteína com equilíbrio
Antes de tudo, o ideal é calcular suas necessidades individuais de proteína com base em peso corporal, nível de atividade, idade e saúde, o que deve ser feito por um profissional.
De forma geral, para uma pessoa comum, as recomendações variam entre 0,8 a 1,5g por kg de peso, dependendo do estilo de vida. Para atletas ou quem quer aumentar massa muscular, são usados valores mais elevados, mas ainda assim há limite seguro, sendo que alguns especialistas sugerem não ultrapassar 2g/kg.
Algumas dicas:
Prefira fontes de proteína mais saudáveis como carnes magras, peixes, ovos, laticínios com menor gordura, leguminosas, grãos integrais e oleaginosas;
Misturar proteína animal e vegetal ajuda a ter mais fibras, vitaminas e compostos benéficos;
Distribua a proteína ao longo do dia em várias refeições, para que o corpo possa aproveitá-la melhor, em vez de consumir tudo de uma vez;
Mantenha uma hidratação adequada. O excesso de proteína gera mais resíduos nitrogenados que precisam de água para serem eliminados, então beber bastante líquido ajuda aliviar a carga nos rins;
Evite dietas extremas ou monoalimentares, como as que priorizam exclusivamente a proteína, pois elas privam o corpo de outros nutrientes essenciais e criam desequilíbrios;
Faça um acompanhamento profissional com nutricionistas ou médicos que podem monitorar a função renal, exames de sangue e orientar ajustes conforme sua resposta ao consumo.
Misturar proteína animal e vegetal ajuda a ter mais fibras, vitaminas e compostos benéficos. (Imagem: freepik/Freepik)
A bailarina e apresentadora Carol Nakamura, 42, foi apresentada como a nova musa do Salgueiro para o Carnaval 2026.
Em seus stories, ela comemorou o retorno à Sapucaí desde que deixou a comissão de frente da Beija-Flor de Nilópolis e depois musa da Grande Rio. “Eu queria fechar com chave de ouro e voltar para a minha essência que é a dança de certa forma. E ter representatividade, que a gente tem a nossa rainha, musa, que é a Sabrina Sato, mas não tem outras meninas orientais e asiáticas”, explica a ex-bailarina do Faustão.
Nakamura também respondeu sobre as recentes críticas sobre escolas elegerem musas que não fazem parte da comunidade. “Carnaval é voz, corpo, é alma da comunidade. E sim, as meninas da comunidade estarão lá, lindas e potentes, como sempre…. Salgueiro vai ter tudo, não vai faltar nada”, concluiu na publicação.
O satélite NASA-ISRO Synthetic Aperture Radar (NISAR), fruto da parceria entre NASA e Organização Indiana de Pesquisa Espacial (ISRO, na sigla em inglês), transmitiu as primeiras imagens de radar da Terra, marcando um passo importante antes do início das operações científicas completas previstas para este ano.
“Lançado sob o governo do presidente Trump em conjunto com a Índia, as primeiras imagens do NISAR são um testemunho do que pode ser alcançado quando nos unimos em torno de uma visão compartilhada de inovação e descoberta”, declarou Sean Duffy, administrador interino da NASA.
Ele acrescentou: “Isto é apenas o começo. A NASA continuará a construir sobre os avanços científicos do passado e do presente enquanto buscamos manter a dominância espacial da nossa nação por meio da ‘Ciência Padrão Ouro’”.
Uma visão geral das rotas de voo do UAVSAR e os dados simulados do NISAR que podem ser acessados no banco de dados. Crédito: NASA
O que o satélite captou da Terra?
O satélite, lançado pela ISRO em 30 de julho, captou imagens que demonstram o nível de detalhe com que o NISAR pode escanear a Terra, fornecendo informações úteis para diversas áreas, como resposta a desastres, monitoramento de infraestrutura e gestão agrícola;
“Compreendendo como o nosso planeta funciona, podemos produzir modelos e análises de como outros planetas do Sistema Solar e além funcionam, enquanto nos preparamos para levar a humanidade de volta à Lua e, em seguida, a Marte”, afirmou Amit Kshatriya, administrador associado da NASA;
Para ele, o registro das primeiras imagens é “um exemplo notável de como a parceria e a colaboração entre duas nações, em lados opostos do mundo, podem alcançar grandes feitos em benefício de todos”;
Em 21 de agosto, o sistema de radar de abertura sintética em banda L (SAR, na sigla em inglês), fornecido pelo Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na sigla em inglês) da NASA, capturou a Ilha Mount Desert, na costa do Maine;
Nas imagens, áreas escuras representam água, áreas verdes indicam florestas e as regiões em magenta correspondem a superfícies duras ou regulares, como solo exposto e construções;
O radar em banda L consegue identificar objetos de até cinco metros, mostrando canais estreitos e ilhotas ao redor da região.
Dois dias depois, em 23 de agosto, o radar registrou parte do nordeste da Dakota do Norte, abrangendo os condados de Grand Forks e Walsh. A imagem revelou florestas e áreas úmidas ao longo do rio Forest, além de plantações de soja e milho. Campos escuros indicam terras em pousio, enquanto áreas claras correspondem a pastagens ou cultivos ativos. Padrões circulares nas imagens evidenciam o uso de irrigação por pivô central.
Essas primeiras observações destacam a capacidade do sistema em banda L de diferenciar tipos de cobertura do solo — vegetação rasteira, árvores e estruturas humanas —, recurso essencial para acompanhar mudanças em ecossistemas de florestas e áreas úmidas, bem como monitorar o crescimento de safras ao redor do planeta.
“Essas imagens iniciais são apenas uma prévia da ciência robusta que o NISAR irá produzir”, disse Nicky Fox, administradora associada da Diretoria de Missões Científicas da NASA. “São, também, um testemunho de anos de trabalho árduo de centenas de cientistas e engenheiros dos dois lados do mundo para construir um observatório com o sistema de radar mais avançado já lançado pela NASA e pela ISRO.”
Capturada em 21 de agosto, esta imagem do radar de banda L do NISAR mostra a Ilha Mount Desert, no Maine: Verde indica floresta; magenta representa superfícies duras ou regulares, como solo descoberto e edifícios; A área magenta na extremidade nordeste da ilha é a cidade de Bar Harbor (Imagem: NASA/JPL-Caltech)
O sistema em banda L utiliza comprimento de onda de 25 centímetros, capaz de atravessar copas de florestas e medir a umidade do solo, além do movimento de superfícies de gelo e da crosta terrestre com precisão de frações de centímetro. Essa medição é fundamental para compreender deslocamentos antes, durante e depois de terremotos, erupções vulcânicas e deslizamentos.
As imagens preliminares exemplificam o que a missão poderá produzir quando a fase científica começar em novembro. O satélite foi colocado em sua órbita operacional de 747 quilômetros em meados de setembro.
A missão também conta com um radar em banda S, fornecido pelo Centro de Aplicações Espaciais da ISRO, que utiliza ondas de dez centímetros, mais sensíveis à vegetação rasteira, sendo eficaz no monitoramento de determinados cultivos e ecossistemas de pastagem.
O NISAR é o primeiro satélite a carregar os dois tipos de radar, capazes de monitorar superfícies terrestres e de gelo duas vezes a cada 12 dias. Para isso, utiliza uma antena refletora em formato de tambor de 12 metros de diâmetro, a maior já enviada pela NASA ao Espaço.
O projeto é resultado de anos de colaboração técnica e programática entre os EUA e a Índia. O Centro de Aplicações Espaciais da ISRO forneceu o radar em banda S, enquanto o Centro Espacial U R Rao desenvolveu a plataforma do satélite.
O veículo lançador foi disponibilizado pelo Centro Espacial Vikram Sarabhai e o lançamento ocorreu no Centro Espacial Satish Dhawan. Operações-chave, como a abertura do braço e da antena refletora, estão sendo monitoradas pela rede global de estações terrestres da ISRO.
Em 23 de agosto, o NISAR fotografou terras adjacentes ao Rio Forest, no nordeste da Dakota do Norte; Áreas úmidas e florestas de cores claras margeiam as margens do rio, enquanto áreas circulares e retangulares ao longo da imagem aparecem em tons que indicam que a terra pode ser pastagem ou área de cultivo com milho ou soja (Imagem: NASA/JPL-Caltech)
No lado estadunidense, o JPL, administrado pelo Caltech em Pasadena (EUA), lidera a parte dos EUA no projeto, fornecendo também subsistemas de comunicação, gravação de dados e transmissão científica. O Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA, em Maryland (EUA), gerencia a Near Space Network, responsável por receber os dados do radar em banda L.