A Escócia venceu o Haiti por 1 a 0 neste sábado (13), em Boston, e largou na frente no Grupo C da Copa do Mundo de 2026. O único gol da partida foi marcado pelo meio-campista John McGinn. VEJA OS MELHORES MOMENTOS:
Com os três pontos, a seleção escocesa assume a liderança da chave. Brasil e Marrocos somam um ponto cada após empatarem por 1 a 1 na estreia, enquanto o Haiti fecha o grupo sem pontuar.
A partida
A Escócia começou com mais posse de bola nos primeiros minutos e tentou o primeiro ataque da partida, mas parou na defesa do Haiti.
Aos nove minutos, os haitianos responderam com perigo. Providence iniciou um contra-ataque após roubar a bola de Hickey e avançou pela esquerda. Ele cruzou para a área, mas Deedson não conseguiu dominar e desperdiçou uma boa oportunidade.
A Escócia reagiu aos 16 minutos em uma jogada construída por Doak e McTominay. O meia finalizou na trave e quase abriu o placar.
Quando o Haiti começava a crescer na partida, os escoceses saíram na frente. Aos 27 minutos, Adams foi lançado pela direita, fez uma tabela e finalizou para defesa de Placide. No rebote, John McGinn chutou e contou com um desvio de Bellegarde para balançar as redes. Pouco depois, a equipe assustou com um desvio de cabeça de Shankland, aos 31.
O Haiti não se abalou e voltou a levar perigo aos 33 minutos, em uma finalização após rebote de Isidor. Três minutos depois, Pierrot fez boa jogada dentro da área e serviu Providence, mas Hickey fez o corte. Embalado pela torcida, o Haiti manteve a pressão e buscou o empate até o intervalo, mas a Escócia foi para o vestiário em vantagem por 1 a 0.
Na segunda etapa, a Escócia criou a primeira boa oportunidade aos nove minutos. Adams cruzou para a área e Shankland tentou alcançar a bola, mas não conseguiu. Na sobra, Doak finalizou, mas a defesa haitiana afastou o perigo.
Após um primeiro tempo intenso e bastante disputado, o ritmo da partida diminuiu. As duas equipes passaram a sentir o desgaste físico, e o jogo perdeu intensidade.
Aos 27 minutos, a emoção voltou ao gramado com uma boa jogada da Escócia. Hickey encontrou McGinn livre na área, mas o meia dominou e finalizou para fora.
No lance seguinte, foi a vez do Haiti. Providence arriscou um chute cruzado, e Isidor quase conseguiu completar para o gol. A bola passou rente à trave.
Aos 32 minutos, Bellegarde bateu forte da entrada da área, mas a zaga adversária bloqueou a finalização. Na sobra, Providence tentou concluir a jogada, mas também foi travado pela defesa.
O estádio foi ao delírio aos 38 minutos. Após cruzamento para a área, Pierrot subiu para cabecear e mandou para fora, desperdiçando uma grande chance de empatar a partida. O atacante voltou a levar perigo nos acréscimos, mas sem sucesso.
Apesar da pressão nos minutos finais, o Haiti não conseguiu igualar o marcador. A Escócia administrou a vantagem até o apito final e garantiu os três pontos na estreia da Copa do Mundo.
Segunda rodada do Grupo C
O próximo compromisso do Haiti será diante da Seleção Brasileira, na quinta-feira (19), às 21h30, no Estádio da Filadélfia. No mesmo dia, a Escócia enfrenta o Marrocos, às 19h, em Boston.
A Seleção Brasileira sustenta uma marca há quase 100 anos em Copas do Mundo: a invencibilidade nas estreias. Desde 1934, no Mundial realizado na Itália, a Amarelinha não é derrotada no seu primeiro jogo.
A única seleção a participar de todas as edições do Mundial tem, aliás, apenas duas marcas negativas na estreia em toda a história. Em 1930, também perdeu para a Ioguslávia por 2 a 1 no Uruguai.
Desde então, os números impressionam. São 17 vitórias e agora, quatro empates, 21 edições seguidas sem grandes problemas no primeiro passo.
Vini Jr mantém outra tradição
O Brasil soma outras marcas positivas nos Mundiais. Em toda a história, o Brasil, única seleção a participar de todas as Copas do Mundo, só não marcou na estreia da edição de 1974, quando empatou sem gols com a Iugoslávia.
Desde então, a Seleção Brasileira sempre marca em suas estreias na principal competição de futebol do planeta.
Após o empate na estreia, o Brasil volta a campo pelo grupo C da Copa do Mundo na próxima sexta-feira (19), às 21h30 (de Brasília), quando enfrenta o Haiti na Filadélfia.
A Seleção fecha a fase de grupos em 24 de junho, uma quarta-feira, às 19h, em Miami.
O outro jogo da primeira rodada do grupo C será realizado ainda neste sábado, às 22h, entre Haiti e Escócia. Caso a partida tenha um vencedor, ele será o líder do grupo.
A Seleção Brasileira não chama atenção apenas pelos títulos e craques. Ao longo da história das Copas do Mundo, os uniformes usados pelo Brasil também marcaram época e viraram símbolos de diferentes gerações do futebol mundial.
Da tradicional camisa amarela com detalhes verdes aos modelos azuis e brancos utilizados em partidas históricas, a seleção teve uniformes que ficaram eternizados por conquistas, derrotas traumáticas e atuações inesquecíveis.
Nas primeiras edições do torneio, disputados em Uruguai e Itália, o Brasil jogou de camisa branca, com detalhes em azul na gola.
A formação da Seleção Brasileira que conquistou a primeira vitória em Copas do Mundo • Álbum comemorativo da Copa do Mundo de 1930 da Associação Uruguaia de Futebol
Copa do Mundo de 1938
Para o torneio disputado na França, o Brasil manteve seu uniforme principal majoritariamente branco, com a inclusão de uma gola V com detalhes em azul.
Brasil derrotou a Polônia por 6 a 5, pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 1938, em Estrasburgo • Divulgação/X/@FIFAWorldCup
Copa do Mundo de 1550
Na edição que marcou a primeira Copa disputada no Brasil, a seleção usou um modelo similar ao dos primeiros anos, com a adição do escudo da CBD.
A seleção brasileira na copa de 1950 • Gamma-Keystone via Getty Images
Copa do Mundo de 1954
Após o trauma da final contra o Uruguai em 1950, o Brasil estreou em 54 a camisa amarela que se tornaria tão famosa. Com gola polo, a peça tinha detalhes em amarelo, como nos dias de hoje.
Os capitães José Naranjo (à esquerda, 1926 – 2012), do México, e José Carlos Bauer (1925 – 2007), do Brasil, trocam flâmulas antes da partida de suas equipes pela fase de grupos da Copa do Mundo, em Genebra, Suíça, em 16 de junho de 1954 • Getty Images
Copa do Mundo de 1958 e 1966
Na Copa do primeiro título mundial da seleção, o uniforme foi similar ao usado em 1954, com a aplicação do emblema bordado. O mesmo uniforme foi usado oito anos depois, na Copa da Inglaterra.
A Seleção Brasileira posando com o troféu após a conquista da Copa do Mundo Fifa de 1958 • UPI/Bettmann Archive/Getty Images
Copa do Mundo de 1962
O modelo da camisa amarela teve suas primeiras grandes mudanças, com um design de gola diferente, e a opção por mangas longas durante o torneio, disputado no Chile.
Time do Brasil campeão da Copa do Mundo em 1962 • Foto: Allsport/Hulton
Copa do Mundo de 1970
Uma das seleções mais memoráveis da história do Brasil usou um uniforme igualmente memorável. A gola redonda e detalhe em verde da manga são referenciados até mesmo em modelos mais atuais.
O atacante Jairzinho na vitória do Brasil sobre a Itália na Copa de 1970 • Foto: Reprodução/FIFA
Copa do Mundo de 1974
Modelo similar ao de 1970, com a adição de três estrelas, referentes aos tricampeonato.
Brasil e Zaire se enfrentaram pela Copa do Mundo de 1974, na Alemanha • VI-Images via Getty Images
Copa do Mundo de 1978
Com detalhes de listras nas mangas, a camisa é lembrada como uma das mais bonitas e identificáveis da seleção.
Copa do Mundo de 1978, disputa do terceiro lugar: Itália 1 x 2 Brasil. Nelinho aponta e grita algo durante a fila antes da partida, River Plate, Buenos Aires • Mirrorpix via Getty Images
Copa do Mundo de 1982
Modelo estreou o emblema da CBF, substituindo o da CBD. Camisa contava com visual limpo, sem grandes detalhes.
Jogo da segunda fase do Grupo C da Copa do Mundo de 1982 entre Brasil e Argentina no Estádio Sarrià, em Barcelona, em 2 de julho de 1982, vencido pelo Brasil por 3 a 1. Diego Maradona se defende da marcação de Falcao. • Mirrorpix via Getty Images
Copa do Mundo de 1986
Versão de 1986 teve o retorno de um logo de fornecedor de material esportivo, assim como adição de uma gola mais elaborada.
Referee Chris Bambridge looks on as Elzo #19, Defensive Midfielder for the Brazil national football team and Julio Salinas #19, Forward for the Spain national football team challenge for the football during their 1986 FIFA World Cup Group D match on 1st June 1986 at the Estadio Jalisco, Guadalajara, Mexico. The Brazil won the match 1 – 0. (Photo by David Cannon/Allsport/Getty Images) • Getty Images
Copa do Mundo de 1990
Camisa de 1990 marca o início da produção de uniformes com estrutura mais moderna, abandonando o uso de algodão como material principal.
Meio-campista brasileiro Alemão em partida contra a Costa Rica pela fase de grupos da Copa do Mundo de 1990. • Peter Robinson – PA Images via Getty Images
Copa do Mundo de 1994
Icônica camisa do Tetra teve como grande diferencial a aplicação de padrões no tecido, que são usados até os dias de hoje.
Romário comemora gol contra Camarões na Copa do Mundo de 1994 • Tony Marshall/EMPICS via Getty Images
Copa do Mundo de 1998
Mais um modelo especialmente memorável, a camisa de 1998 é tida como um pilar na evolução do design dos uniformes, com listras e detalhes em sua estrutura.
França. Copa de 1998 na França. O time do Brasil posado na final de 98 no Stade de France, em Saint-Denis. Da esq. p/ dir. Taffarel (1), Cesar Sampaio (5), Rivaldo (10), Aldair (3), Junior Baiano (4), Cafu (2), Ronaldo (9), Roberto Carlos (6), Leonardo (11), Bebeto (20) e Dunga (8). – Crédito: • FÁBIO M. SALLES/ESTADÃO CONTEÚDO/AE/Codigo imagem:2573
Copa do Mundo de 2002
A camisa do Penta tem uma série de padrões e detalhes que a tornam única, e representante de sua geração. A peça contava com uma espécie de malha interna, para absorção de suor.
Juninho atuando pela Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2002 • Tony Marshall/Getty Images
Copa do Mundo de 2006
Uma gola mais estruturada em um tom de amarelo um pouco mais opaco eram destaques da camisa de 2006, que divide opiniões até hoje.
Jogadores da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2006. • Antonio Scorza/AFP
Copa do Mundo de 2010
Em uma Copa que marcou a reconstrução da seleção, um uniforme mais sóbrio em relação aos modelos anteriores.
Zagueiro Lúcio em jogo da Seleção Brasileira na Copa de 2010 • Foto: Michael Steele/Getty Images
Copa do Mundo de 2014
Na copa do Mundo do Brasil, a seleção usou mais uma camisa de design simples, com uma gola contornada em verde e poucas distrações.
Neymar nas quartas de final da Copa do Mundo de 2014 contra a Colômbia • Foto: Robert Cianflone/Getty Images
Copa do Mundo de 2018
A camisa para a Copa do Mundo de 2018 retomou o uso de elementos mais modernos, com detalhes mais afiados e tecido tecnológico, com texturas à mostra.
Seleção Brasileira que defendeu o Brasil na Copa do Mundo de 2018 • Divulgação/CBF
Copa do Mundo de 2022
Na última Copa do Mundo, disputada no Qatar, o uniforme da seleção ganhou destaque pela padronagem inspirada na onça-pintada, além de um tom de amarelo diferente do tradicional.
Vini Jr celebra gol marcado pelo Seleção Brasileira contra a Coreia do Sul na Copa de 2022 no Catar • Tom Jenkins/Getty
Copa do Mundo de 2026
Com referências a mantos icônicos do passado, a camisa do Brasil para 2026 é repleta de detalhes, incluindo um tecido com estampas e logos destacados.
Novos uniformes da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo serão usados nos amistosos contra França e Croácia • Montagem com imagens de Divulgação/Nike
A Alphabet, empresa-mãe do Google, anunciou, nesta sexta-feira (12), que irá recorrer de uma decisão judicial alemã que considerou a empresa legalmente responsável por alegações falsas que aparecem nos Resumos de IA (AI Overviews), uma funcionalidade que exibe sumários gerados por inteligência artificial (IA) acima dos resultados tradicionais de busca.
Decisão judicial contra o Google marca precedente importante
O tribunal de Munique (Alemanha) emitiu uma decisão histórica contra os resumos gerados por IA do Google, determinando que o AI Overviews constitui conteúdo próprio da empresa;
Esta decisão pode impactar significativamente outros desenvolvedores de inteligência artificial;
“Este caso foca em erros específicos e pontuais, não na forma fundamental como o AI Overviews exibe conteúdo da web. Discordamos da decisão e planejamos recorrer”, disse um porta-voz do Google por e-mail à Reuters;
O processo foi movido por duas editoras alemãs que alegaram que os Resumos de IA falsamente as vincularam a golpes e práticas comerciais duvidosas;
A empresa reconhece que, embora a grande maioria dos AI Overviews seja precisa, podem ocorrer casos em que os resumos perdem contexto ou interpretam mal o conteúdo da web.
Tribunal de Munique (Alemanha) emitiu uma decisão histórica contra os resumos gerados por IA do Google, determinando que o AI Overviews constitui conteúdo próprio da empresa – Imagem: Ascannio/Shutterstock
A integração de IA nos resultados de busca online do Google tem gerado críticas de editores e provedores de conteúdo, que afirmam que isso afetou negativamente seu tráfego, audiência e receita. Reguladores antitruste também estão investigando a questão.
O Google afirmou que toma ações rápidas contra violações de suas políticas para AI Overviews e que está comprometido em melhorar continuamente a precisão da tecnologia.
“Dai Dai”, a música de Shakira em parceria com o artista nigeriano Burna Boy para a Copa do Mundo FIFA 2026, foi escolhida como a melhor música oficial de uma Copa do Mundo de todos os tempos em uma enquete realizada pela Billboard.
A faixa, lançada em 14 de maio, obteve 31,28% dos votos e ficou em primeiro lugar na votação. Em segundo lugar ficou “Waka Waka (This Time for Africa)”, também interpretada por Shakira e lançada para a Copa do Mundo FIFA 2010, com 26,65% dos votos.
O terceiro lugar foi para “La Copa de la Vida”, de Ricky Martin, música oficial da Copa do Mundo FIFA 1998, que recebeu 24,73% dos votos. A quarta posição ficou com “We Are One (Ole Ola)”, interpretada por Jennifer Lopez, Pitbull e Claudia Leitte para a Copa do Mundo FIFA 2014, com 8,01% das preferências.
Na quinta posição ficou “The Time of Our Lives”, de Il Divo e Toni Braxton, tema oficial da Copa do Mundo FIFA 2006.
A enquete também incluiu músicas como “Hayya Hayya (Better Together)”, de Trinidad Cardona, Davido e Aisha; “Boom”, de Anastacia; “Un’estate italiana”, de Edoardo Bennato e Gianna Nannini; “Live It Up”, de Nicky Jam, Will Smith e Era Istrefi; e “Gloryland”, de Daryl Hall. Todas elas receberam menos de 2% dos votos.
A Billboard abriu a votação ao público em 1º de junho e incluiu músicas oficiais da FIFA lançadas desde 1990. Os resultados foram publicados em 10 de junho. No entanto, a revista não informou quantas pessoas participaram da enquete.
Os EUA emitiram um alerta direcionado a influenciadores estrangeiros que pretendem monetizar conteúdos produzidos no país durante a Copa do Mundo de 2026 utilizando apenas visto de turista.
O comunicado conjunto da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP, na sigla em inglês) e do Departamento de Segurança Interna esclarece que o visto B-2 (turista) permite apenas atividades de lazer, férias, visitas familiares e tratamento médico, mas proíbe expressamente o exercício de atividades profissionais e o recebimento de renda por trabalhos realizados em território estadunidense.
Consequências do descumprimento das regras nos EUA
As autoridades estadunidenses advertem que o não cumprimento das normas pode resultar em:
Cancelamento do visto;
Deportação imediata;
Restrições para futuras entradas no país.
Para influenciadores e criadores de conteúdo que desejam trabalhar legalmente nos Estados Unidos, existe a opção do visto O-1, destinado a profissionais com habilidades consideradas extraordinárias em áreas como artes, esportes, ciência e negócios.
Este documento permite atividades remuneradas, incluindo campanhas publicitárias, parcerias com marcas e produção de conteúdo comercial.
Visto de turista proíbe exercício de atividades profissionais e o recebimento de renda por trabalhos realizados em território estadunidense – Image: Dragos Condrea/iStock
Sob a gestão do presidente Donald Trump, o governo estadunidense planeja intensificar a fiscalização em aeroportos e postos de fronteira para identificar influenciadores estrangeiros que utilizam vistos de turista para trabalhar e gerar receita.
Segundo uma fonte governamental que falou sob condição de anonimato ao El País, o objetivo é “proteger empregos estadunidenses”. A fonte ainda comentou: “Eles mesmos se denunciam por meio dos vídeos”, referindo-se a criadores de conteúdo que compartilham nas redes sociais detalhes sobre a obtenção de vistos e viagens pelos Estados Unidos.
Política migratória gera apreensão
A rígida política migratória atual tem gerado apreensão global. Recentemente, torcedores do Irã foram impedidos de entrar no país, e um árbitro da Somália foi deportado, acusado de manter relações com grupos terroristas.
O alerta surge com a Copa do Mundo de 2026, um dos maiores eventos esportivos do mundo, que deve atrair centenas de criadores de conteúdo interessados em registrar a experiência para milhões de seguidores.