O aplicativo iFood informou, nesta quarta-feira (3), que foi registrado um vazamento de dados de usuários em dezembro de 2025 que afetou cerca de 2% de sua base, ou seja, cerca de 1,2 milhão de pessoas. Segundo a empresa, o ataque cibernético foi rapidamente contido.
O iFood afirmou que o evento envolveu dados cadastrais, como nome e CPF, sem qualquer comprometimento de senhas, meios de pagamento ou registros financeiros, e que o vazamento foi um incidente isolado, rapidamente neutralizado pelos seus protocolos de segurança.
A empresa informou que não comunicou o vazamento à ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados), pois o evento não acarreta risco ou dano relevante aos titulares, conforme definido pelos critérios do órgão.
Em nota, a ANPD confirmou que não recebeu comunicação de incidente de segurança envolvendo o iFood, mas que solicitou as informações necessárias, e disse que a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) determina que o controlador dos dados comunique à ANPD e aos titulares dos dados pessoais, em até três dias úteis, os incidentes de segurança que possam acarretar risco ou dano relevante aos titulares.
Segundo o órgão, a avaliação de risco deve considerar, entre outros fatores, a natureza dos dados afetados, o volume de titulares impactados e os potenciais efeitos decorrentes do incidente.
Mesmo em situações em que ainda haja dúvidas sobre a extensão dos riscos e danos envolvidos, o controlador deve adotar medidas preventivas adequadas.
O site sobre cibersegurança Dark Web Informer, que monitora fóruns da dark web, relatou que na última semana um usuário do Breach Forums, comunidade de hackers, afirmou ter roubado dados de 43,8 milhões de usuários do iFood.
O hacker afirmou que teria obtido CPFs, nomes completos, e-mails, números de telefone e dados de cartões de crédito, e pediu que a empresa entrasse em contato com ele até 10 de junho para pagar uma quantia não especificada.
O iFood negou que o vazamento tenha sido de tal magnitude, reafirmando que os afetados foram 1,2 milhão e que teriam sido vazados apenas dados cadastrais, sem qualquer comprometimento de outras informações.
A SpaceX, empresa espacial de Elon Musk, definiu, nesta quarta-feira (3), o preço de sua oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês). O valor acertado é de US$ 135 (R$ 685,73) por ação, avaliando-a em US$ 1,77 trilhão (R$ 8,99 trilhões), fazendo desse IPO o maior da história.
Com base nesse valor por ação, a SpaceX arrecadaria US$ 74,4 bilhões (R$ 377,9 bilhões), com sua avaliação superando em 40% os US$ 1,25 trilhão (R$ 6,3 trilhões) avaliados em fevereiro.
Atualmente, a empresa com o maior IPO da história é a Saudi Aramco, petrolífera estatal da Arábia Saudita. Realizado em 2019, ele fez a empresa ser avaliada em US$ 1,7 trilhão (R$ 8,6 trilhões) e arrecadar mais de US$ 29 bilhões (R$ 147,3 bilhões).
Boa parte das companhias que abrem capital define uma faixa de preço preliminar por cada ação antes do valor final, caso a demanda dos investidores pelas ações mude.
Contudo, como comenta o The New York Times, a SpaceX contornou essa prática e declarou um preço único para os investidores. Segundo o periódico, é possível que a empresa espacial mude o preço, mas não é algo esperado. Além disso, espera-se que as ações da empresa comecem a ser negociadas na Nasdaq na próxima semana, sob o código SPCX.
Com arrecadação de US$ 74,4 bilhões (R$ 377,9 bilhões), o IPO da empresa de Elon Musk seria, praticamente, “superior a todos os IPOs dos Estados Unidos combinados nos últimos dois anos“, segundo Matthew Kennedy, estrategista sênior do mercado de IPOs da Renaissance Capital.
Um porta-voz da SpaceX não quis comentar o assunto.
SpaceX está perto de fazer seu IPO – Imagem: gerada por IA/Gemini
IPO da SpaceX deve balizar outros de empresas de tecnologia
O IPO da SpaceX deverá ser um balizador para outras ofertas que também prometem grandes quantidades de dinheiro, como as da OpenAI e da Anthropic;
Confidencialmente, a Anthropic, desenvolvedora do Claude e do Claude Mythos, protocolou seu pedido de abertura de capital na segunda-feira (1);
A OpenAI deve seguir o mesmo caminho nas próximas semanas;
As duas startups possuem avaliações próximas de US$ 1 trilhão (R$ 5 trilhões);
Esses três IPOs podem desencadear o que o Times chama de “avalanche de riqueza” no Vale do Silício e em Wall Street, concebendo novos “titãs corporativos” no processo.
Finanças desvendadas
Apesar de ter contrato com a NASA e outras agências federais dos EUA, as finanças da SpaceX sempre foram um mistério. Mistério esse que foi desvendado no mês passado, quando, pela primeira vez, a companhia deu um panorama completo sobre seu estado financeiro no prospecto de seu futuro IPO.
Segundo a empresa, houve prejuízo de mais de US$ 4,9 bilhões (R$ 24,9 bilhões) no ano passado, comparado a um lucro de US$ 791 milhões (R$ 4 bilhões) em 2024, devidos aos seus gastos com IA. A receita chegou a US$ 18,7 bilhões (R$ 95 bilhões) no ano passado, aumento de 33% ante 2024.
Com o dinheiro que arrecadar com o IPO, a SpaceX vai financiar vários de seus audaciosos projetos, como o de colocar centros de dados em órbita, construir uma fábrica na Lua e, o maior de todos, levar humanos a Marte.
Nicolas Owens, analista de ações da Morningstar, disse que, apesar de o IPO da empresa estar prometendo ser enorme, ele não se surpreenderia se “os recordes fossem quebrados mais de uma vez“.
“Uma capitalização de mercado de um trilhão de dólares para uma empresa que abre capital costumava ser algo impensável“, disse ele, usando um termo para descrever a avaliação de uma empresa. “Agora parece normal.”
Entre os principais “ganhadores” do IPO estará Musk, que já é a pessoa mais rica do mundo. Com o valor por ação da SpaceX definido, a atual participação que ele possui na empresa, um total de 50%, valeria pouco mais de US$ 752 bilhões (R$ 3,8 trilhões), segundo informações do Times. Contudo, dados vistos pela CNBC dão conta de que essa quantia seria de US$ 866,5 bilhões (R$ 4,4 trilhões).
Documentos da empresa dão conta de que o empresário não pode se desfazer de certas ações enquanto não atingir vários marcos operacionais por um ano, com sua futura participação chegando a mais de 82%. Caso haja um aumento expressivo no preço das ações da SpaceX logo nos primeiros dias de negociação na Nasdaq, Musk pode virar o primeiro trilionário do mundo.
A fortuna de Musk cresce de forma constante há mais de uma década, com as ações da Tesla, sua montadora de veículos elétricos, disparando em 2013. Em 2021, ele se tornou, pela primeira vez, a pessoa mais rica do mundo, deixando para trás o fundador da Amazon e da rival da SpaceX, a Blue Origin, Jeff Bezos. Em 2022, as ações da fabricante caíram 65%, antes de voltarem a subir.
O sul-africano fundou a SpaceX em 2002 e redefiniu a corrida espacial com a criação de foguetes parcialmente reutilizáveis e transformou a forma de se comunicar com a criação da Starlink, empresa de internet via satélite.
Em fevereiro, Musk foi além e, com a SpaceX, adquiriu a startup de inteligência artificial (IA), a xAI, que já era dele e que também é responsável pelo X. Essa união toda criou um enorme conglomerado. O empresário também detém outras empresas, como a Tesla.
Desde que criou a SpaceX, Musk a utilizou como uma espécie de cofre, pontua o Times, de modo a obter empréstimos da empresa para si próprio. Ele possui forte controle da empresa. Musk controla mais de 85% dos votos dos acionistas por conta de uma classe de ações com direito a voto múltiplo, conforme registros da companhia.
Na Tesla, ele possui ações avaliadas em cerca de US$ 355 bilhões (R$ 1,8 trilhão), com opções que podem adicionar mais de US$ 100 bilhões (R$ 507,9 bilhões) à quantia original.
“Acreditamos que a participação acionária substancial do Sr. Musk em nossa empresa lhe proporciona um incentivo econômico para nos ajudar a ter sucesso”, afirmou a SpaceX na seção de fatores de risco do prospecto do IPO.
Após o período de bloqueio de 366 dias, “o Sr. Musk não estará sujeito a nenhuma obrigação de manter sua participação acionária em nossa empresa e poderá optar, a qualquer momento posterior, por vender a totalidade ou uma parte substancial de sua participação acionária, ou reduzi-la de qualquer outra forma”, segundo o documento.
Musk pode virar o primeiro trilionário da história se o IPO da SpaceX alcançar os valores astronômicos estimados – Imagem: Frederic Legrand-COMEO/Shutterstock
Hoje, a Forbes estima o patrimônio líquido do sul-africano em US$ 826 bilhões (R$ 4,2 trilhões), bem acima do cofundador do Google, Larry Page, que vem logo atrás com menos de US$ 300 bilhões (R$ 1,5 trilhão).
Com a SpaceX entrando, na semana que vem, na Nasdaq, Musk será responsável por supervisionar duas das oito empresas mais valiosas dos EUA. Entre companhias que valem mais de US$ 1 trilhão, a SpaceX ficaria à frente da própria Tesla e da Meta.
Alguns investidores, diz a CNBC, especulam que Musk pode fundir SpaceX e Tesla para consolidar recursos em IA e agilizar futuras captações de capital. Em cada empresa, ele possui incentivos econômicos lucrativos, que incluem metas ambiciosas.
A SpaceX, por exemplo, vinculou a remuneração de seu criador a duas metas: atingir valor de mercado de US$ 7,5 trilhões (R$ 38,1 trilhões) e colonizar Marte com ao menos um milhão de habitantes.
Já na Tesla, os acionistas da empresa aprovaram um mega plano de remuneração para o bilionário, composto por 12 parcelas, sendo que cada uma está atrelada ao aumento do valor de mercado e a conquistas operacionais.
Ao WW, Roberto Azevêdo, ex-diretor da OMC (Organização Mundial do Comércio), avaliou que as chances de reversão do tarifaço imposto pelos Estados Unidos são muito baixas no momento atual.
Em entrevista, Azevêdo afirmou que “é muito difícil ver espaço para alteração no curso nesse momento”.
Medida prevista e sem surpresas
O especialista destacou que o cenário atual não representa uma novidade.
Segundo Azevêdo, a chamada Seção 301 funcionava como um plano B para o caso de as tarifas impostas anteriormente serem revertidas pela Corte Suprema americana.
“O que está acontecendo não é exatamente surpresa”, afirmou.
Ele explicou que a Corte Suprema efetivamente reverteu as tarifas aplicadas sob o contexto de emergência nacional, refutando essa alegação, o que levou à conclusão da investigação com prazo para terminar em meados de julho.
Azevêdo ressaltou que tanto o prazo de encerramento quanto a amplitude da medida já eram esperados.
“A amplitude dessa medida também não é surpresa, porque ela pega exatamente o mesmo universo tarifário que tinha sido coberto pela tarifa anterior”, explicou.
Além da tarifa de 25%, Azevêdo alertou para a existência de uma segunda Seção 301, relacionada a trabalho forçado, que será aplicada contra 60 países, com uma tarifa mínima de 10% ou 15%.
O especialista enfatizou que a medida não é direcionada especificamente ao Brasil.
“Centenas de países, na verdade, são afetados por essas tarifas”, declarou.
Questionado sobre a possibilidade de reversão, Azevêdo foi categórico ao afirmar que as chances são remotas, independentemente do andamento das negociações.
“Acho improvável, pode ter uma alteração aqui ou ali, uma coisa pequena, mas eu não vejo muito espaço para uma reversão dramática”, concluiu.
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O Vitória superou o Fortaleza por 2 a 1, nesta terça-feira (2), no Castelão, e largou na frente no jogo de ida da final da Copa do Nordeste. A partida de volta da decisão acontece no próximo sábado (6), às 16h (de Brasília), no Barradão.
Aos 10 minutos do segundo tempo, o centroavante Luiz Fernando escorou de cabeça para o ponta Vitinho. Ele carregou, arriscou de fora da área e marcou a favor do Leão do Pici. Mais tarde, o volante Ronald recebeu o cartão vermelho direto e acabou expulso de campo, se tornando desfalque do time cearense para o segundo jogo.
Com um a mais, o time de Salvador se mandou para o ataque em busca da virada. Renato Kayzer, de pênalti, empatou a disputa. Na sequência, o argentino Diego Tazia encheu o pé e anotou um golaço para sacramentar o triunfo dos visitantes.
No Barradão, o Vitória buscará manter a vantagem construída e assegurar seu quinto título da Copa do Nordeste. O clube também venceu as edições de 1997, 1999, 2003 e 2010.
Já o Fortaleza, tentará reverter o placar fora de casa e levantar a taça da competição regional pela quarta vez na história. O Leão do Pici se sagrou campeão do torneio em 2019, 2022 e 2024.
Confira o ranking de clubes campeões da Copa do Nordeste
A Meta está recuando em partes do plano de coletar movimentos de mouse, digitações e outras ações de funcionários para usar como dados de treinamento de inteligência artificial (IA), informou a empresa em memorando interno visto pela Reuters nesta terça-feira (2).
Foram semanas de forte resistência dos empregados. Segundo o documento, assinado por Stephane Kasriel, vice-presidente da unidade Superintelligence Labs, responsável pela construção de modelos de IA, novas medidas permitirão que funcionários pausem a coleta de dados por até 30 minutos de cada vez e peçam exceções ao programa.
Kasriel disse ainda que a equipe responsável pelo software introduziu “várias otimizações” para reduzir o impacto sobre a bateria dos computadores e sobre o tráfego de dados, depois de reclamações de que o sistema consumia tanta internet que elevava o uso de dados em casa.
“Embora continuemos confiantes nas proteções de privacidade que colocamos em prática no lançamento, que passaram por várias camadas de revisão de risco, ouvimos suas preocupações sobre dados pessoais em dispositivos de trabalho, duração da bateria e o desejo de ter mais controle sobre quando a captura acontece”, afirmou no memorando.
Um porta-voz da Meta foi procurado pela Reuters, mas não quis comentar o assunto.
Programa de rastreamento da Meta enfrenta resistência
A empresa havia anunciado, no mês passado, que instalaria um novo software de rastreamento nos computadores de funcionários nos Estados Unidos para capturar movimentos de mouse, cliques e digitações, com a finalidade de treinar seus modelos de IA;
A iniciativa fazia parte de um esforço mais amplo da companhia para construir agentes de IA capazes de executar tarefas de trabalho de forma autônoma;
O lançamento ocorreu em meio a uma ampla reestruturação na Meta e provocou reação negativa entre os funcionários, que chegaram a comparar a empresa a uma “fábrica de extração de dados de funcionários”;
A medida também pode aprofundar os problemas regulatórios da companhia na União Europeia (UE), onde empresas de tecnologia enfrentam disputas legais intensas sobre como coletam e usam dados.
Mark Zuckerberg defende o sistema – Imagem: Frederic Legrand – COMEO/Shutterstock
De acordo com reportagem do The Information, a Meta agora planeja permitir que funcionários “pausem” o rastreamento por até 30 minutos caso precisem “verificar algo pessoal”.
Um grupo restrito de empregados também poderá pedir para sair do programa, embora essa exceção fique limitada a trabalhadores remotos com preocupações de largura de banda, pessoas que lidam com material “sensível” e aqueles que frequentemente trabalham em locais onde não conseguem manter os laptops conectados a uma fonte de energia.
Na prática, isso significa que a maior parte dos funcionários da Meta ainda deverá permitir que seus movimentos sejam rastreados e registrados em nome da melhora dos modelos de IA da empresa. A companhia, porém, afirmou que também aprimorou o uso de bateria do software para responder a queixas internas.
A Meta já enfrentava protestos de funcionários por causa do programa, conhecido internamente como Model Capability Initiative, ou MCI. A iniciativa foi anunciada pouco antes de a empresa demitir oito mil trabalhadores e redistribuir milhares de outros para funções ligadas à IA.
Em reunião geral com funcionários, o CEO, Mark Zuckerberg, defendeu o programa. Em áudio vazado do encontro do mês passado, ele disse que “observar pessoas realmente inteligentes fazendo coisas” é a melhor forma de acelerar o aprendizado dos modelos de IA.
“A inteligência média das pessoas que estão nesta empresa é significativamente maior do que o conjunto médio de pessoas que você pode conseguir para realizar tarefas”, afirmou.
Zuckerberg também disse, no áudio, que “nenhum dos dados está sendo usado para, tipo, olhar o que as pessoas estão fazendo, ou vigilância, ou acompanhamento de desempenho, ou qualquer coisa assim. É puramente, tipo, estamos usando isso para alimentar uma quantidade muito grande de conteúdo no modelo de IA, para que ele possa aprender como pessoas inteligentes usam computadores para realizar tarefas. Eu acho que isso vai ser uma vantagem muito grande se conseguirmos fazer isso.” Ele acrescentou ainda que, se o sistema funcionar, “provavelmente faremos mais coisas assim” no futuro.
Mais de 2,5 milhões de brasileiros procuraram tratamentos do SUS (Sistema Único de Saúde) para parar de fumar em 2025, o que representou um aumento de 95% em relação a 2022, que registrou 1,2 milhão. O crescimento se deve à criação de novos programas antitabagismo da rede pública na atenção primária, sobretudo nas UBS (Unidades Básicas de Saúde).
As atividades coletivas voltadas para usuários de tabaco, que incluem rodas de conversa, ações educativas e encontros conduzidos por profissionais da saúde, passou de 61,9 mil para 157,1 mil, de acordo com dados do Ministério da Saúde. O número de participantes também sofreu aumento significativo: de 1 milhão para 2,1 milhões.
“Os dados mostram que mais brasileiros estão procurando ajuda e que o SUS está preparado para acolher essa demanda, com equipes capacitadas, acompanhamento contínuo e medicamentos gratuitos”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “Nosso compromisso é garantir que qualquer pessoa que queira parar de fumar encontre apoio perto de casa.”
Para o líder da pasta, os números estão diretamente relacionados ao reforço da Atenção Primária à Saúde por meio da criação de novas equipes especializadas. Equipes de Saúde da Família, eMulti (Equipes Multiprofissionais) e do Sesb (Serviço de Especialidades em Saúde Bucal) aumentaram em 21,8 mil, o que ampliou a capacidade de atendimento em muitos territórios. Atualmente, o número total de equipes da atenção primária ultrapassa 104,3 mil.
Apesar da procura, número de fumantes segue alto
Os avanços no tratamento para o tabagismo ainda enfrentam barreiras no Brasil,sobretudo a introdução de DEF (Dispositivos Eletrônicos para Fumar) e de outros produtos com nicotina sintética, principalmente entre jovens.
De acordo com o Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), a porcentagem de uso entre jovens de 18 a 24 anos chegou a 10,1% em 2024, maior índice da série histórica para essa faixa etária. Entre adultos, a frequência de adultos que fumam ou utilizam dispositivos eletrônicos passou de 11,3%, em 2019, para 13,1%, no mesmo ano.
Grupos de Cessação do Tabagismo são alternativa gratuita oferecida pelo SUS
Para quem deseja parar de fumar, as UBS de referência de cada território oferecem programa que conta com o acompanhamento multiprofissional, que pode incluir atendimentos individuais e em grupo. As metodologias do sistema são padronizadas e se baseiam em abordagem cognitivo-comportamental.
O grupo de apoio é composto por enfermeiros, farmacêuticos e médicos, que realizam sessões com o objetivo de informar e auxiliar o paciente na redução gradual do tabagismo até o fim da dependência completa. Quando necessário, também é utilizada a abordagem farmacológica, como a terapia de reposição de nicotina por intermédio de adesivos transdérmicos e medicamentos administrados oralmente.
Os medicamentos e outros recursos como adesivos, gomas ou pastilhas de nicotina e bupropiona são oferecidos gratuitamente. O tratamento intensivo dura em torno de 3 meses, seguido de acompanhamento por um ano. A iniciativa integra o Programa Nacional de Controle do Tabagismo, que é reconhecido pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como um dos melhores do mundo.
A startup espacial Vast Space, fundada pelo ex-magnata de criptomoedas Jed McCaleb, anunciou, nesta segunda-feira (1), que estabelecerá uma sede europeia em Paris (França) e enviará astronautas franceses em duas missões tripuladas ao espaço.
A empresa está entre várias companhias desenvolvendo sucessores comerciais para a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), que tem previsão de saída de órbita até 2030.
Expansão para o mercado europeu
O estabelecimento da sede parisiense marca a primeira expansão internacional significativa da Vast Space, posicionando a empresa no crescente mercado europeu de estações espaciais comerciais.
A escolha de Paris como base europeia reflete uma estratégia de aproximação com o setor espacial francês, reconhecido por sua tradição no desenvolvimento de tecnologias aeroespaciais.
Representação artística da Haven-1 em órbita com a Dragon acoplada – Imagem: Divulgação/Vast Space
Missões tripuladas programadas
Foram anunciadas duas missões, que incluirão astronautas franceses: o astronauta da Reserva da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) Arnaud Prost e o astronauta da ESA Thomas Pesquet.
A sexta missão privada de astronautas à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) e o voo de teste da Haven-1, a primeira missão tripulada à estação espacial comercial Haven-1 da Vast, com lançamento previsto para 2027;
Também é esperado que as missões durem cerca de duas semanas. O transporte será realizado pela SpaceX, que providenciará uma espaçonave Dragon e um foguete Falcon 9, o mais poderoso do mundo;
A iniciativa representa uma parceria estratégica entre a startup estadunidense e o programa espacial francês, expandindo as oportunidades de voos tripulados comerciais para a Europa;
A Vast compete em um setor em expansão, no qual múltiplas empresas privadas desenvolvem estações espaciais comerciais para substituir a ISS após sua aposentadoria programada;
Com o fim da operação da ISS previsto até 2030, o mercado de plataformas orbitais comerciais tornou-se prioridade estratégica para empresas do setor aeroespacial.
“Agradecemos à França, mas também ao CNES, à ESA e à NASA pela parceria e liderança no avanço dos voos espaciais tripulados”, disse Max Haot, CEO da Vast. “Este acordo reforça o compromisso da Vast em lançar e operar a primeira estação espacial comercial do mundo. É uma honra para nós que a França tenha escolhido a Vast para essas missões históricas.”
A Haven-1 está sendo integrada na sede da VAST em Long Beach, Califórnia (EUA), sendo preparada para o lançamento programado para não antes do verão de 2027. Após o lançamento, espera-se que a primeira tripulação da Haven-1 voe para a ISS dentro de algumas semanas.
Um homem procurado pela Justiça por suspeita de envolvimento na emboscada contra torcedores do Cruzeiro, que resultou na morte de um homem e deixou diversos feridos na Rodovia Fernão Dias, em 2024, foi preso neste domingo (31) em São Paulo (SP), de acordo com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP).
A prisão foi realizada no Jardim Jaqueline, zona oeste da capital paulista. O suspeito forneceu dados falsos durante a abordagem do 16º Batalhão durante a Operação Impacto Adaga 15, mas foi identificado por sistema de reconhecimento facial.
O investigado é apontado como participante do ataque ocorrido em outubro de 2024, em Mairiporã, na Grande São Paulo. Na ocasião, ônibus que transportavam integrantes de uma torcida organizada do Cruzeiro, foram interceptados por integrantes da “Mancha Verde”, torcida palmeirense.
Após a prisão, o suspeito foi encaminhado ao 89º Distrito Policial (Morumbi), submetido a exame de corpo de delito e permaneceu detido à disposição da Justiça.
Uma emboscada envolvendo torcedores da Mancha Verde, torcida organizada do Palmeiras, contra torcedores da Máfia Azul, torcida organizada do Cruzeiro, deixou ao menos 17 feridos e um morto, na manhã do dia 27 de outubro de 2024, no KM 65 da rodovia Fernão Dias, em Mairiporã (SP).
Segundo a Polícia Rodoviária Federa (PRF), o confronto aconteceu no trecho da rodovia, sentido Belo Horizonte, por volta das 5h da manhã, quando torcedores da Mancha Verde invadiram as pistas da rodovia e interceptaram o coletivo da torcida do Cruzeiro, que vinha de Curitiba.
Um torcedor do Cruzeiro identificado como José Victor dos Santos Miranda, de 30 anos, integrante da Máfia Azul de Sete Lagoas, faleceu carbonizado no ataque. Por meio de suas redes sociais, o Cruzeiro lamentou o ocorrido, e se posicionou contra a violência no futebol.
A poucos dias da Copa do Mundo de 2026, Neymar se prepara para sua quarta convocação no Mundial. De todas as suas participações, a Copa do Mundo de 2014 ficou marcada por um dos momentos mais difíceis da carreira.
O atacante sofreu uma grave fratura causada por uma joelhada do colombiano Camilo Zúñiga, durante as quartas de final do Mundial, aos 41 minutos do segundo tempo. Neymar precisou de 45 dias de recuperação, até poder retornar aos campos.
Na ocasião, o jogo ocorria na Arena Castelão, em Fortaleza. Em uma disputa de bola, o até então lateral da Seleção Colombiana acertou uma joelhada nas costas de Neymar, que imediatamente caiu, sentindo fortes dores. A partida foi interrompida e o brasileiro precisou deixar o campo de maca, aos 41 minutos, bastante emocionado.
Após avaliação médica, os exames constataram uma fratura no processo transverso da terceira vértebra lombar, conhecida como L3. Em termos simples, a lesão atingiu uma estrutura lateral da vértebra, responsável pela ligação com músculos e ligamentos da região. Apesar do susto, a fratura foi considerada estável, já que não atingiu a medula espinhal nem apresentou risco de paralisia ou sequelas permanentes.
Recuperação
Neymar passou as primeiras semanas de recuperação ainda no Brasil, com necessidade de uso de uma cinta lombar rígida para imobilizar a região, além de permanecer em repouso absoluto. Na sequência, o atacante retornou para a Espanha para dar continuidade ao tratamento nas instalações do Barcelona, iniciando a fase de fisioterapia.
Após exatos 45 dias que combinaram repouso, tratamento físico e fisioterapêutico, Neymar voltou aos gramados pelo Barcelona, em confronto contra o Club León pelo Troféu Joan Gamper. Na ocasião, o brasileiro teve um bom desempenho, somando dois gols e uma assistência, marcando seu retorno ao futebol.
Perguntas frequentes sobre a lesão de Neymar em 2014
Qual vértebra Neymar fraturou?
A terceira vértebra lombar (L3), mais especificamente o processo transverso.
Quem lesionou Neymar na Copa de 2014?
O lateral colombiano Camilo Zúñiga, durante as quartas de final entre Brasil e Colômbia.
Neymar precisou passar por cirurgia?
Não. O tratamento foi conservador, com repouso, fisioterapia e uso de cinta lombar.
Quanto tempo Neymar ficou fora dos gramados?
O atacante ficou 45 dias afastado e retornou aos gramados em agosto de 2014 pelo Barcelona.
O Toluca conquistou a Copa dos Campeões da Concacaf ao vencer o Tigres por 6 a 5 nos pênaltis neste sábado (30), no Estádio Nemesio Díez, em Toluca, no México.
Após empate sem gols no tempo regulamentar, a decisão foi para a prorrogação. Jorge Díaz Price abriu o placar para o Toluca, mas Joaquim Henrique deixou tudo igual para o Tigres e levou a disputa para as penalidades.
Nas cobranças, o Toluca levou a melhor e ficou com o título continental diante de sua torcida.
Com o resultado, os Diablos Rojos chegaram ao terceiro título da competição. O clube mexicano havia conquistado a Concacaf anteriormente em 1968 e 2003.
Além da taça, a equipe garantiu vaga em duas competições da Fifa: a Copa Intercontinental de 2026 e o Mundial de Clubes de 2029.
A Copa Intercontinental reúne anualmente os campeões continentais. Além do Toluca, já estão classificados para a edição de 2026 o Flamengo, representante da América do Sul; o Al-Ahli, da Ásia; o Paris Saint-Germain, da Europa; o Mamelodi Sundowns e o Pyramids, da África; e o Cruz Azul, também representante da América do Norte, América Central e Caribe.
A atriz Lúcia Veríssimo, 67, fez uma declaração especial no aniversário da esposa, a produtora Tay Saad, que completou 39 anos, 28 anos mais jovem que a artista.
Em suas redes sociais, a atriz de “América” mandou uma mensagem em francês com um clique da parceira com um bolo de aniversário. “A pequena alegria de viver, que este novo ano, colocado sob o signo da lua, seja sempre repleto de felicidade, amor, conquistas e bênçãos divinas. Eu te amo.”
Lúcia Veríssimo e Tay Saad estão juntas há cerca de treze anos. Em entrevista ao podcast Tantos Tempos, ela falou sobre viver um casamento, por vezes à distância: “A gente vive em cidades diferentes, mas vivíamos em países diferentes, às vezes em continentes diferentes. Claro, se fala todo dia, se vê a cada dois, três meses (…) Quando eu chego, eu olho, eu vejo: ‘Nossa senhora, que saudade imensa eu estava de você’, tudo se derrama”.
A designação do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do CV (Comando Vermelho) como entidades terroristas pelos Estados Unidos gerou reações acaloradas do governo brasileiro. O analista de Internacional da CNN Lourival Sant’Anna comenta o tema.
Durante evento em Sergipe, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) adotou um discurso inflamado diante do anúncio americano, o que, segundo Lourival, pode não ser a estratégia mais eficaz para lidar com as consequências da medida.
Lourival avaliou que é compreensível o instinto de Lula de adotar um discurso mais combativo diante de seu eleitorado.
“Eu entendo o instinto do presidente Lula de, falando com seu eleitorado, hoje, por exemplo, Sergipe, de trazer um discurso mais inflamado, como se tivesse sido traído pelas costas pelo presidente americano, Donald Trump”, afirmou o analista.
Segundo ele, Lula teria entregado um dossiê e realizado uma reunião de três horas com o lado americano, apenas para ver o Departamento de Estado ceder à argumentação de um líder da oposição logo em seguida.
Para Sant’Anna, o tom inflamado adotado pelo governo brasileiro não contribui para atenuar ou contornar as pressões que podem advir da nova medida.
O analista destacou que a designação cria ferramentas de pressão que o governo americano poderá utilizar em todas as negociações futuras.
“Por mais distantes que estejam do crime organizado, elas acabam se refletindo nesse poder que agora o governo americano tem de alegar que está lidando com um Estado que abriga grupos terroristas que, portanto, ameaçam a segurança nacional dos Estados Unidos”, explicou.
A abordagem técnica como alternativa
Sant’Anna defendeu que a linha de argumentação mais eficaz seria técnica e sóbria.
Segundo ele, o Brasil deveria argumentar que a designação terrorista, no caso específico do país, não surtirá bons resultados no combate ao crime organizado.
“O crime organizado vai prosperar diante dessa designação, porque vai retirar, vai fechar os vasos de comunicação entre as polícias, entre os ministérios públicos, entre os aparatos que são eficazes no combate ao crime organizado”, afirmou.
O analista ressaltou que a classificação como terrorismo traz uma confidencialidade para as informações do lado americano, o que prejudica a cooperação.
O analista apontou ainda uma contradição na medida americana.
Enquanto o terrorismo doméstico nos EUA é tratado pelo FBI, a designação do PCC e do CV como terroristas transferiria a responsabilidade para a CIA e as Forças Armadas no âmbito externo, cortando os canais de comunicação com as polícias estaduais, a Polícia Federal brasileira e o Ministério Público.
Sant’Anna chegou a questionar a premissa da decisão americana: “Quem é que, conhecendo o mundo real, dirá que o PCC e o Comando Vermelho ameaçam a segurança nacional dos Estados Unidos? Isso é uma coisa infantil, quer dizer, isso não é verdade.”
Para ele, a medida seria um pretexto político para criar uma nova forma de pressão, após o governo Trump não ter conseguido fazer o governo Lula e o STF recuarem em suas demandas no ano anterior.
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A Lenovo registrou o seu melhor mês na bolsa de valores em mais de um quarto de século. As ações da companhia de hardware dobraram de valor em maio, impulsionadas pelo entusiasmo dos investidores em torno das perspectivas de crescimento da empresa com foco em inteligência artificial (IA).
Apenas nesta sexta-feira (29), os papéis da Lenovo dispararam 22%, consolidando um ganho acumulado de 105% ao longo do mês. Este avanço representa o maior crescimento mensal da empresa desde 1999.
O rali (período sustentado de forte valorização nos preços de ativos) ganhou força após a divulgação dos resultados financeiros da companhia.
O balanço mostrou que a receita relacionada à IA ajudou a compensar a pressão gerada pelo aumento nos custos de componentes. Com esse desempenho, a Lenovo estendeu sua trajetória como a ação de melhor desempenho no índice Hang Seng China Enterprises neste ano.
Apenas nesta sexta-feira (29), os papéis da Lenovo dispararam 22%, consolidando um ganho acumulado de 105% ao longo do mês – Imagem: Tendo/Shutterstock
Efeito Dell e a demanda corporativa
A disparada mais recente das ações também foi influenciada pela Dell, que apresentou projeções otimistas atreladas à forte demanda por servidores de IA;
A sinalização positiva da Dell elevou o valor de ações do setor de tecnologia em toda a Ásia e alimentou o otimismo em relação à Lenovo, já que os investidores passaram a enxergar a empresa como uma potencial peça-chave na infraestrutura de IA;
De acordo com Steven Tseng, analista da Bloomberg Intelligence, o cenário atual reflete uma mudança na dinâmica do mercado.
“O crescimento dos servidores de IA é obviamente um motor, com a demanda agora se espalhando dos hyperscalers [grandes provedores de nuvem] para as empresas em busca de demanda de inferência de IA, o que beneficia os OEMs [fabricantes originais de equipamentos] de servidores convencionais, como a Lenovo e a Dell.”
Resiliência da Lenovo e contraponto ao mercado de tecnologia
Os lucros do ano fiscal da Lenovo demonstraram que a empresa conseguiu manter suas margens estáveis, mesmo diante de uma escassez de chips de memória. O resultado reforçou a visão de que a companhia está em uma posição mais vantajosa do que seus concorrentes de menor porte.
O sentimento positivo do mercado também foi alimentado pelas perspectivas promissoras para os negócios de servidores de IA e de agentes de IA da Lenovo. O otimismo foi ampliado depois que o banco Goldman Sachsmais do que dobrou o preço-alvo estabelecido para as ações da empresa.
Os ganhos expressivos da fabricante de hardware caminham na contramão de outras companhias de tecnologia listadas na bolsa de Hong Kong.
Atualmente, as plataformas de internet locais enfrentam uma concorrência intensa e forte pressão sobre a lucratividade, devido à necessidade de altos investimentos em infraestrutura e hardware de IA. Como reflexo desse cenário desafiador para o setor de internet, o índice Hang Seng Tech acumula uma queda de cerca de 12% no ano.