A atriz Hayden Panettiere morreu aos 36 anos, confirmou seu representante à CNN na madrugada desta segunda-feira (17).
“É com profunda tristeza que compartilhamos a trágica partida da nossa amada Hayden. Ela era uma luz extraordinária e uma força da natureza, que levou amor e alegria imensuráveis a todos que a conheceram — e aos milhões que a acompanharam na tela”, disse seu pai, Skip Panettiere, em comunicado enviado à CNN.
As circunstâncias da morte não foram divulgadas. O falecimento da atriz foi confirmado inicialmente pela emissora ABC.
Panettiere ficou conhecida por interpretar a líder de torcida Claire Bennet, capaz de se regenerar, na série Heroes, exibida no fim dos anos 2000, e a jovem estrela da música country Juliette Barnes em Nashville.
Ela também viveu Kirby Reed em Pânico 4 (2011), retornando anos depois à franquia no sexto filme, além de papéis de destaque em Eu Te Amo, Beth Cooper e Duelo de Titãs.
Hayden Panettiere falou abertamente sobre sua luta contra a dependência química e lançou, no início deste ano, o livro de memórias “This Is Me: A Reckoning”. Na obra, ela relembra sua trajetória desde a infância como estrela mirim até os desafios enfrentados com depressão pós-parto, vício, recuperação e violência doméstica.
“Eu conseguia me identificar muito com aquelas histórias, como o alcoolismo e a depressão pós-parto. Eram temas muito próximos da minha realidade”, disse à revista People em 2022.
Na entrevista, Panettiere revelou que chegou a ser hospitalizada com icterícia e que médicos a alertaram de que seu fígado “estava prestes a falhar”.
A atriz deixa uma filha de 11 anos, Kaya, fruto de seu relacionamento com o ex-boxeador profissional ucraniano Wladimir Klitschko.
Os candidatos ao governo de Minas Gerais, Alexandre Kalil (PDT), Cleitinho Azevedo (Republicanos), Flávio Roscoe (PL), Gabriel Azevedo e Mateus Simões (PSD), se enfrentaram pela primeira vez em debate promovido pela TV Bandeirantes neste domingo (16). Patrus Ananias (PT) foi convidado, mas não compareceu ao debate. Sua justificativa foi que estaria em um evento de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em São Paulo e não voltaria a tempo do debate.
O senador Cleitinho destacou a isenção fiscal de aproximadamente R$ 26 bilhões que o governo mineiro concedeu às empresas do estado e sublinhou a revisão dos contratos firmados por Minas.
Após responderem ao primeiro questionamento, foram disponibilizados dez temas para que os candidatos se perguntassem, os assuntos escolhidos foram feminicídio, dívidas do Estado, privatização da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais), mineração e rodovias estaduais.
Na abertura da modalidade, Simões questionou Kalil sobre uma fala do candidato do PDT em 2022, em que alegava que feminicídio era muito complexo e não era problema do estado.
Em resposta, Kalil afirmou que o assunto é pauta do executivo estadual, não da prefeitura. “Faltam 7 mil policiais no efetivo da polícia; é a polícia mais mal paga do país. Quando eu fui prefeito, eu criei a ‘Casa Sempre Viva’, que era de acolhimento da mulher. Pus a polícia feminina. Quem tem que falar de feminicídio é o governo, que há 13 anos está sucateando e liquidando. O senhor liquidou a polícia militar, que precisava de respeito. O que o senhor fez com a polícia militar de MG foi um desrespeito. Estamos falando de um governo que fechou 126 delegacias de mulheres”, respondeu.
Na sequência, o Propag voltou à pauta por Kalil, que questionou se Cleitinho leu a proposta antes de aprovar o programa federal.
“Eu li, mas infelizmente o PROPAG é um mal necessário. Igual uma quimioterapia para combater um câncer. Não adianta apontar o dedo ao governo federal”, respondeu o senador que também criticou a gestão do ex-governador e candidato à Presidência Romeu Zema (Novo).
Em seu turno para perguntar, Cleitinho mirou o candidato Gabriel Azevedo e o questionou se era a favor ou não da privatização da Cemig.
Azevedo adiantou que a privatização da estatal já começou e alegou que a Cemig virou “um feudo de indicação política” e acrescentou: “A Cemig comigo não será dessa forma. Aqui é um candidato livre de Vorcaro – ao contrário do governo atual”. Cleitinho aproveitou a réplica para dizer que não sente vontade de privatizar a empresa, citando o lucro de R$ 5 bilhões de reais. Entretanto, criticou que a companhia “virou cabide de emprego e negociação política”.
Seguindo a tabela, Azevedo questionou Flávio Roscoe sobre mineração e perguntou ao candidato do PL como proteger o meio-ambiente e evitar a corrupção.
Roscoe ressaltou a importância da mineração em Minas Gerais. “Nós dependemos desse setor, que é muito importante (…) e sempre defendi a mineração sustentável. Nunca defendi e nem aprovo mineração irregular. A mineração irregular deve ser punida com força da lei”.
Para encerrar o primeiro bloco, Roscoe perguntou ao candidato Mateus Simões como ele previa mudar o cenário trágico das estradas de Minas Gerais. O atual governador iniciou sua resposta acrescentando que as rodovias não tocam apenas no tópico do desenvolvimento como, também, na vida das pessoas, explicando que perdeu um irmão e os pais em acidentes nas estradas mineiras.
“Eu e Zema coordenamos o maior volume de investimentos em mais de três décadas em recuperação asfáltica, mas não foi suficiente ainda. Só conseguimos rever 10 mil dos 24 mil quilômetros de estrada do estado.”
“Para completar o projeto, precisamos de investimentos. A ideia é fazer um ciclo de melhoria de renda, para que o cidadão possa viver melhor, consumir mais e trazer mais dinheiro para o governo do estado, para que a gente possa corrigir esse que é o nosso maior déficit de investimentos (..) Hoje investimos 2 bilhões de reais por ano. O ideal seriam 4 bilhões”, completou.
O segundo bloco foi marcado por perguntas de tema livre feitas entre os candidatos. Ao inaugurar as perguntas, o senador Cleitinho Azevedo questionou Gabriel Azevedo sobre a apreensão de veículos por falta de pagamento do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), cuja ação o candidato do Republicanos afirmou que extinguirá caso eleito.
Azevedo utilizou a pergunta para questionar a sonegação de impostos por parte dos empresários. “Em geral, nós estamos falando de bilhões de subsídios. Mas é bilhões mesmo. Então, nisso eu me identifico com você. Não pode ter um governo injusto. A gente tem que rever esses subsídios e criar uma política de respeito ao cidadão.”
O ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte utilizou sua vez para questionar Alexandre Kalil sobre seu plano para os entregadores de aplicativo.
Kali, ao responder, ressaltou que, durante sua gestão como prefeito da capital mineira, fez um debate entre motoristas e que “queria resolver um problema que a modernidade impôs na minha época na prefeitura”.
O ex-prefeito da capital mineira foi novamente alvo de perguntas, desta vez de Mateus Simões, sobreacusações de nepotismodurante seu mandato de prefeito em Belo Horizonte e citou que processou o candidato do PDT duas vezes quando ocupava o cargo de vereador. Em resposta, Kalil negou as acusações.
“Eu não respondo a um processo por corrupção na minha vida. Eu fui absolvido. O meu processo é de um funcionário de R$ 5 mil, um veterinário. Mas pegar avião para jogar com o dinheiro da prefeitura? Deixa eu te falar: eu quero levar a coisa num bom nível. O que eu estou falando para você é o que está em jornal”, argumentou.
Flávio Roscoe direcionou sua pergunta ao Cleitinho para entender seus planos para a educação em Minas Gerais. Cleitinho ressaltou que revisaria o Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) e ressaltou que escolherá uma mulher de carreira para a Secretaria de Educação.
“Eu vou investir dentro das escolas estaduais. A gente precisa trazer investimentos para os professores, saúde mental para os professores, porque a gente sabe hoje como é que estão os adolescentes e as crianças. Esse mundo moderno, essa questão de redes sociais, hoje não tem respeito com os professores. Então, a gente precisa também tratar de saúde mental com os professores”, respondeu.
No último bloco de perguntas antes das considerações finais, saneamento básico e combate ao crime organizado foram os temas que predominaram. Nesta parte, um jornalista perguntava a um candidato e tinha sua resposta comentada por outro postulante.
O primeiro a responder uma questão de um jornalista sobre medidas para reduzir a desigualdade de acesso ao saneamento básico após a privatização da Copasa Companhia de Saneamento de Minas Gerais foi Flávio Roscoe, que defendeu a privatização.
“Ao fazer a privatização abre-se espaço para que muitos municípios possam procurar suas opções e para que a Copasa possa levantar recursos para atender os mineiros”, disse Roscoe.
O senador Cleitinho Azevedo foi questionado sobre como uma medida de redução do IPVA iria compensar o déficit da arrecadação das prefeituras.
“Não vai zerar o IPVA. Vai simplesmente não apreender veículos por causa de pagamento de IPVA. Eu sei muito bem da situação do Estado (…) Vocês vão ver que o Estado não vai deixar de arrecadar, as prefeituras não precisam ficar com medo”, disse o candidato do Republicanos
O ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil foi questionado sobre cortes de impostos para empresas, quando afirmou que as isenções impostas no mandato de Romeu Zema são assustadoras.
“Precisamos saber onde vamos arrecadar porque há isenções importantes. Essa conta que eu quero é alarmante para Minas Gerais, essa conta vai custar o governo do Estado. Isso é assustador.”
A segurança pública foi o assunto perguntado a Gabriel Azevedo que utilizou sua fala para dizer que o atual governador Mateus Simões traiu a polícia militar. “Prometeu um aumento salarial e descumpriu. Essa falta de palavra fez com que as organizações criminosas chegassem em Minas Gerais.”
Ao fim do debate, cada candidato teve um minuto para apresentar suas considerações finais ao eleitor mineiro. Enquanto o apresentador anunciava as regras da modalidade, Azevedo afirmou que Kalil o xingou. Ambos tiveram seu microfone desligado.
Cerca de 5 mil pessoas foram retiradas de áreas afetadas pelo terremoto de magnitude 7,7 que atingiu o leste da Indonésia. O tremor deixou ao menos 51 mortos, bloqueou estradas e provocou deslizamentos de terra, informaram autoridades neste domingo (16).
Trinta e seis pessoas ficaram gravemente feridas no terremoto ocorrido na manhã de sábado na província de Nusa Tenggara Oriental, enquanto 77 tiveram ferimentos leves, disse o vice-ministro da Saúde, Benjamin Paulus Octavianus, durante uma reunião televisionada.
O terremoto, seguido por cerca de 341 réplicas, é o pior registrado no país do Sudeste Asiático em anos. Centenas de pessoas morreram após um terremoto em Java Ocidental em 2022.
Mais de 3.300 pessoas na região de Sikka se autoevacuaram ou ficaram retidas em uma arena esportiva, informou a agência de mitigação de desastres BNPB.
Alguns moradores de Sikka ficaram presos do lado de fora de casas destruídas, sob tendas improvisadas feitas com lonas, enquanto outras pessoas receberam atendimento em uma tenda do lado de fora de um hospital na cidade portuária de Maumere.
“Quase todos os moradores de Sikka não se atreveram a permanecer dentro de casa, então dormiram em varandas ou em uma tenda do lado de fora”, disse Simon Subandi, vice-regente de Sikka, ao canal de notícias KompasTV.
Mais de 3.500 militares e policiais foram enviados para a região, disse o secretário de Gabinete, Teddy Indra Wijaya, em um comunicado.
Equipes de resgate conseguiram acessar partes de Maumere que haviam sido bloqueadas por deslizamentos de terra, informou a agência de busca e salvamento da Indonésia. A maioria dos desaparecidos estava presa sob os escombros, e mais de 1.300 casas foram danificadas, segundo a BNPB.
Vinte postos de combustíveis estavam inoperantes devido a cortes de energia, informou a estatal de energia Pertamina.
O governo de Nusa Tenggara Oriental avalia declarar estado de emergência na província, informou a BNPB. A medida permitiria às autoridades mobilizar recursos e verbas.
A área atingida pelo terremoto foi sacudida em 1992 por um tremor de magnitude 7,5 que provocou destruição generalizada, informou a agência de geofísica da Indonésia.
A Indonésia, um extenso arquipélago de 290 milhões de habitantes, está sobre o chamado “Círculo de Fogo do Pacífico”, uma zona de intensa atividade sísmica onde placas tectônicas se encontram, provocando terremotos e erupções vulcânicas frequentes.
Forças russas lançaram um ataque com mísseis contra Kiev na madrugada deste domingo (16), provocando incêndios em pelo menos dois distritos da capital ucraniana, disse o prefeito Vitali Klitschko.
A administração militar da cidade informou que uma pessoa ficou ferida. Klitschko afirmou que a queda de destroços causou um incêndio em uma área não residencial de um subúrbio ao norte. “Vários carros estavam em chamas e outro incêndio havia começado em uma área ao sul do centro da cidade”, disse o prefeito no aplicativo de mensagens Telegram.
Testemunhas da Agência de notícias Reuters relataram explosões na cidade. Alertas aéreos foram emitidos duas vezes após as 2h da manhã do horário local, (20h em Brasília) cada um com duração de cerca de meia hora.
Nas últimas semanas, a Rússia tem realizado intensos ataques aéreos contra Kiev e outras cidades ucranianas.
O São Paulo cedeu o empate por 1 a 1 ao Coritiba, neste sábado (15), no Morumbis, e alcançou a incômoda marca de nove partidas sem vencer no Brasileirão de 2026. A última vitória foi em abril, contra o Mirassol, quando Roger Machado ainda era o treinador.
E o Tricolor chegou a abrir o placar na etapa inicial, com um golaço de Pablo Maia. No entanto, no início do segundo tempo, o Coritiba voltou a ter bola aérea como arma, e Tiago Cóser deixou tudo igual. VEJA OS MELHORES MOMENTOS:
Quando Charly apitou o fim da partida, o estádio foi tomado por vaias. O São Paulo é o 12º colocado, com 27 pontos, e pode ver a zona de rebaixamento se aproximar, dependendo dos demais jogos da 23ª rodada. Já o Coxa é o 9º, com 31 pontos.
Como foi o jogo
Com o apoio da torcida, que compareceu em peso e “comprou a briga” do time, o São Paulo foi dominante no primeiro tempo, com sobras. E teve merecimento ao ir para o vestiário na vantagem do placar.
Os números comprovam: o Tricolor saiu com 64% da posse de bola, além de uma goleada nas finalizações: oito contra apenas uma do Coritiba, sendo três no gol de Pedro Morisco.
A primeira boa chance veio com o recém-contratado Victor Sá, titular pela primeira vez. Aos 13 minutos, o atacante aproveitou escorada de Domingos Duarte para dominar dentro da área e bater rasteiro, mas Morisco fez defesa segura.
Victor Sá voltou a aparecer no gol. Ele recebeu na ponta esquerda e rolou para Pablo Maia; o volante deu um drible desconcertante em Fernando Sobral e bateu firme de pé esquerdo, no cantinho, sem chances para Morisco, marcando um golaço.
Bola aérea do Coritiba volta a funcionar
Uma das principais armas do Coxa de Fernando Seabra, a bola aérea voltou a funcionar no segundo tempo da partida no Morumbis. Primeiro, num ensaio, Lavega jogou na área, e Bruno Melo desviou de cabeça, mas a bola não chegou a assustar Rafael.
Depois, aos 11 minutos, Breno Lopes cobrou falta com efeito, Rafael ficou indeciso na saída e Tiago Cóser superou Lucas Ramon no jogo físico para, de cabeça, mandar a bola para o gol vazio. 1 a 1.
Após sofrer o empate, Dorival Júnior decidiu mexer nos flancos, acionando Artur e Ferreirinha para as vagas de Victor Sá e Newton. Depois, Luciano foi sacado e saiu irritadíssimo, socando o banco de reservas do Morumbis.
O Tricolor até criou chances, especialmente com Calleri, que, aos 35 minutos, ficou com a bola após lance de Marcos Antônio e bateu para boa defesa de Pedro Morisco. Um minuto depois, o capitão argentino voltou a fazer o jovem goleiro do Coxa trabalhar bem em uma cabeçada.
Próximos jogos
O São Paulo agora tem que virar a chave rapidamente e voltar a focar na Copa Sul-Americana, já que enfrenta, na próxima terça-feira (18), o Bolívar, pelas oitavas de final, também no Morumbis. No jogo de ida, o Tricolor saiu com um empate por 1 a 1 na altitude de La Paz.
Pelo Brasileirão, o Tricolor vai visitar a lanterna Chapecoense, no próximo domingo (23), na Arena Condá.
Já o Coritiba, que não disputa torneios sul-americanos, vai receber o Corinthians no Couto Pereira, também no domingo que vem.
“Camp Rock 3” chegou para o público nesta sexta (14) por meio do Disney +, trazendo para o público Joe, Nick e Kevin Jonas e Demi Lovato reprisando seus papéis no clássico juvenil dos anos 2000.
O filme mal estreou e os espectadores já esperam mais uma continuação do longa. No filme deste ano, o Connect 3, composto pelos irmãos ao lado da cantora, volta ao acampamento após perderem a sua banda de abertura de sua turnê, em busca de um grupo que seja a próxima sensação.
O que sabemos sobre “Camp Rock 4”:
Alerta de spoiler: o texto abaixo pode conter spoilers de “Camp Rock 3”
Até o momento, nenhum dos artistas ou a produtora falou sobre a possibilidade de um quarto filme no futuro. Contudo, uma cena no final do longa mais recente chamou a atenção dos fãs ao aludir sobre mais uma produção.
Entre as últimas cenas, Shane Gray (Joe Jonas) e Mitchie Torres (Demi Lovato) observam os escolhidos da Final Jam celebrarem a vitória. “Mesmo período no ano que vem?”, pergunta a cantora, e o Shane concorda, dando a entender que pode vir mais história no futuro.
Contudo, ainda não há detalhes sobre uma data, filmagens ou até mesmo o elenco para mais um novo filme.
Em “Camp Rock 3”, há adições de novos nomes ao elenco de campistas jovens, que incluem Liamani Segura, Malachi Barton e Lumi Pollack, todas estrelas dos filmes mais recentes do universo teen da Disney.
O deputado federal e candidato ao Senado Guilherme Derrite (PP) foi condenado pelo TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) a pagar uma multa de R$ 5 mil por fazer propaganda eleitoral antecipada. A decisão foi tomada após julgamento com votação unânime nesta quinta-feira (13).
De acordo com o TRE-SP, o deputado publicou nas suas redes sociais um recorte editado do discurso que fez em um evento de lançamento de pré-candidaturas.
A juíza Claudia Fonseca Fanucchi, relatora do caso, afirmou que a postagem “ultrapassa de forma inequívoca os limites da promoção política admitida durante a pré-campanha”, considerando a “forma como editada e com destaque para o conteúdo veiculado, cuja autenticidade não foi impugnada”.
“O recorrente individualiza os beneficiários da mensagem, identifica os cargos em disputa, afirma ser necessário elegê-los para modificar a realidade política e conclama ao público a adesão ao projeto político apresentado“, disse a juíza.
Na noite desta quarta-feira (12), o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) disse, em entrevista à CNN Brasil, que a empresa na qual os filhos, Letícia Ferreira de Freitas, 19, e Matheus Ferreira de Freitas, 27, são sócios, não tem relação com o governo.
“É muito tranquilo falar sobre isso. Eles abriram uma empresa porque querem prosperar, como vários brasileiros que querem vencer, crescer na vida, tem a cabeça do jovem voltado para o empreendedorismo. Meu filho tinha um bom emprego e resolveu largar tudo para dar a cara a tapa, e está correndo, correndo, correndo atrás disso, tentando conseguir clientes”, disse o governador.
“Ele é sócio do filho de um cara que tem uma empresa de consultoria tributária. E vamos lá, ter consultoria tributária não é crime, não tem problema nenhum, não trabalha para Estado, não tem relação com o governo, não trabalha para ninguém, não pede um favor. É um menino que está procurando caminhar com a própria perna, não tem rede social, não gosta que saibam que é meu filho, porque ele quer vencer na vida sozinho, então complicado é receber dinheiro do careca do INSS, não é o caso dele”, afirmou.
Pesquisadores da Meta AI demonstraram um sistema — o Brain2Qwerty — capaz de transformar atividade cerebral captada por sensores externos, sem nenhuma cirurgia, em texto escrito. A notícia foi tratada como um avanço de acessibilidade, mas também marca um ponto de virada silencioso: a fronteira entre o que pensamos e o que pode ser lido está ficando mais fina do que a maioria das pessoas percebe.
O assunto é tema de hoje na coluna Olhar do Amanhã, com o doutor Álvaro Machado Dias, professor da UNIFESP, neurocientista, futurista e colunista do Olhar Digital News. Confira!
A aproximação das eleições de 2026 traz consigo um cenário político marcado por incertezas e polarização. Chris Garman, diretor-executivo do Eurasia Group, afirmou, durante a quarta edição do WW Talks que aconteceu nesta terça-feira (11), que a disputa presidencial deste ano é mais difícil de cravar do que as anteriores, revelando um grau incomum de angústia em relação às previsões.
“Eu estou mais angustiado na nossa previsão nessa eleição do que nas últimas três eleições presidenciais com as quais nós acertamos”, declarou Garman, destacando a complexidade do cenário atual em comparação com ciclos eleitorais anteriores.
Partidos do Centrão diante de um cenário dividido
Garman explicou que partidos políticos, ao tomarem decisões sobre apoio em nível nacional, levam em conta as expectativas de vitória. Segundo ele, a prioridade dos partidos do Centrão — como PP e União Brasil — tem sido, nas últimas eleições, a formação de bancada. Para construir uma maioria no diretório nacional e viabilizar uma coligação presidencial, é necessário que haja uma composição regional claramente pendendo para um dos lados políticos.
O analista apontou que a queda nas expectativas em torno do diretório de Flávio, somada a ações policiais, tornou muito mais difícil para esses partidos dobrar a resistência de regiões do país que apoiam Lula. “Por ser uma eleição tão meio a meio, acho que afastou esses partidos da disputa nacional”, concluiu Garman, sinalizando que a divisão do eleitorado representa um obstáculo concreto para a formação de alianças amplas na corrida presidencial.
WW Talks
O WW Talks é uma série de episódios mensais promovida pela CNN Brasil em parceria com a Galapagos Capital e o Eurasia Group.
O programa visa aprofundar a leitura de movimentos que moldam Brasil e o mundo, trazendo diferentes perspectivas sobre o que tem baseado decisões políticas e econômicas por diferentes agentes nacionais e globais.
Em junho, William Waack, Thais Heredia, Caio Junqueira e o cientista político Silvio Cascione, diretor do Eurasia Group no Brasil, discutiram a defesa do Brasil junto ao comandante do Exército, general Tomás Ribeiro Paiva (assista).
Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
O presidente americano, Donald Trum, teria deixado a Turquia em um voo militar secreto no dia 8 de julho, enquanto a Casa Branca afirmava que ele viajava a bordo do Air Force One. A informação foi publicada pelo jornal Washington Post e posteriormente confirmada pela CNN, gerando ampla repercussão internacional. O analista de Internacional da CNN Lourival Sant’Anna comenta o tema ao CNN Prime Time.
De acordo com a reportagem, a operação foi motivada por uma ameaça de assassinato atribuída ao Irã. Segundo Lourival, um suposto ataque iraniano poderia ter matado pelo menos 100 pessoas a bordo da aeronave — jornalistas, assessores e tripulantes que não foram informados de que Trump havia deixado o avião.
A operação de fuga
Trump embarcou no Air Force One tradicional — o VC-25A, uma versão profundamente modificada do Boeing 747-200B — por volta das 20h do dia 8 de julho, em Ankara, onde havia ocorrido a cúpula da OTAN. O destino declarado era a base aérea de Mildenhall, no Reino Unido.
Segundo Sant’Anna, o contexto era especialmente delicado: na véspera da cúpula, Trump havia ordenado novos ataques contra o Irã, rompendo uma trégua e reiniciando o conflito na região.
Para não admitir publicamente a existência de uma ameaça de segurança, Trump justificou a escolha pelo avião tradicional dizendo que queria “matar a saudade” da aeronave e enviar o novo Boeing 747-8 — doado pelo Catar — para que a equipe da base de Mildenhall pudesse conhecê-lo.
Em seguida, segundo o Washington Post, Trump saiu do Air Force One por uma porta lateral utilizando um caminhão de catering — veículo equipado com elevador utilizado normalmente para o transporte de alimentos — e foi transferido para um C-32A, versão militar do Boeing 757, que partiu sigilosamente.
Enquanto Trump viajava em segredo no avião reserva, mais de 100 pessoas permaneciam no Air Force One com as cortinas das janelas fechadas, sem saber que o presidente havia deixado a aeronave.
“Se os iranianos fossem atacar, acreditando que o Trump estava ali, teriam matado 100 pessoas que não sabiam que estavam servindo de isca”, afirmou Sant’Anna.
Ao chegar a Mildenhall, Trump desembarcou do Air Force One, após ter embarcado novamente na aeronave em algum momento da viagem.
Repercussão e questionamentos
A correspondente da CNN em Nova York, Priscila Yazbeck, relatou que o governo americano ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso. Marco Rubio foi questionado por jornalistas sobre o episódio e evitou responder.
Segundo Yazbek, a grande questão levantada é o risco ao qual jornalistas e membros da equipe da Casa Branca foram expostos sem qualquer aviso prévio. Em outras operações semelhantes realizadas anteriormente, os jornalistas eram informados posteriormente ou havia algum tipo de embargo sobre a informação.
Outro ponto de controvérsia envolve uma declaração atribuída a Trump no dia do voo. Quando questionado sobre o fechamento das persianas, ele teria dito que é “o número um da lista” dos iranianos, acrescentando que, se morresse, os jornalistas iriam junto.
A fala foi apontada como cínica por analistas e pela imprensa americana. Há ainda pressão por investigação no Congresso, já que o chamado “grupo dos oito” — que deve ser notificado sobre ameaças graves à segurança nacional — não foi avisado sobre o ocorrido.
Jornalistas do New York Times que reportaram falhas de segurança no novo Air Force One doado pelo Catar, incluindo a ausência de sistema antimísseis, foram intimados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
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O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta terça-feira (11) que o avião em que viajou após realizar um voo militar secreto partindo da Turquia no mês passado estava exposto a um “risco maior”.
A troca de aeronave envolveu o traslado do presidente americano de um avião para outro em um caminhão de serviço de bordo, devido a preocupações com relatos de uma possível ameaça de assassinato por parte do Irã.
“Na verdade, acho que o avião em que voei corria um risco maior”, disse Trump a repórteres depois que o jornal The Washington Post divulgou a notícia.
“Acho que corria um risco maior porque esse seria, na minha opinião, o avião que eles provavelmente escolheriam como alvo”, acrescentou.
Entenda o voo secreto de Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um voo militar secreto da Turquia no mês passado, em uma operação que envolveu sua transferência entre aeronaves em um caminhão de catering, uma manobra extraordinária motivada por uma ameaça de assassinato por parte do Irã, informou o jornal americano The Washington Post.
O plano de segurança foi confirmado pela CNN com autoridades posteriormente.
A Casa Branca afirmou na época que o presidente estava voando a bordo do Air Force One da Turquia, onde havia participado de uma cúpula da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), com destino ao Reino Unido.
Mas, momentos depois de embarcar, Trump desembarcou secretamente no caminhão de catering e embarcou em outra aeronave para o voo, informou o veículo na segunda-feira (10), citando fontes não identificadas.
O caminhão de catering, também chamado de caminhão de comissaria, é um veículo de apoio aeroportuário equipado com um baú elevatório. Ele serve para abastecer e recolher refeições, bebidas e suprimentos nas portas dos aviões.
O New York Times publicou uma reportagem semelhante, citando autoridades americanas também não identificadas.
Trump havia viajado para Ancara para a cúpula da Otan em um jato recém-reformado, doado pelo Catar, mas anunciou inesperadamente que usaria um Air Force One mais antigo na volta do país, uma decisão que gerou questionamentos sobre a segurança da aeronave mais nova.
A ida para a cúpula foi a primeira viagem internacional do novo avião, cujas rápidas atualizações suscitaram dúvidas sobre seu custo e segurança, e ocorreu em meio à escalada das hostilidades com o Irã, país que faz fronteira com a Turquia.
Antes de partir de Ancara, o presidente americano declarou na rede Truth Social que usaria um antigo Air Force One azul “por nostalgia” até a base aérea de Mildenhall, no Reino Unido, enquanto o novo avião faria uma escala na mesma base para que os militares americanos ali estacionados pudessem visitar a aeronave.
Após embarcar no antigo Air Force One diante das câmeras em Ancara, Trump foi secretamente transferido por um caminhão de catering do aeroporto para um avião menor, um C-32A da Força Aérea, informou o Post, citando um oficial americano familiarizado com a operação e material corroborativo que analisou.
A Turkish Do&Co, empresa de catering que atende os voos da Turkish Airlines, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
Veja os destaques do Olhar Digital News desta terça-feira (11/08).
Casos de IA hackeando sistemas se multiplicam
Um agente de IA recebeu a missão de reservar uma aula em uma academia, mas acabou hackeando o sistema. Esse é o mais recente caso de ferramentas escapando da caixa ou criando ataques maliciosos. Saiba o que está acontecendo com a tecnologia e o que pode vir na sequência.
Conteúdo criado por IA carregará uma marca que ninguém vê
A Anthropic anunciou nesta terça-feira que vai passar a aplicar marcas invisíveis em textos e imagens criados pelo Claude. A iniciativa busca facilitar a identificação de conteúdos gerados por inteligência artificial na internet.
NASA testa avião supersônico mais silencioso
A NASA está testando uma aeronave experimental projetada para produzir um ruído muito mais suave que o estrondo sônico. O projeto é resultado de pesquisas sobre como essas ondas de choque se formam, atravessam a atmosfera e podem ser reduzidas.
Derretimento da Antártida está devolvendo ao mar um antigo poluente
Um novo estudo revela que o derretimento da Antártida está liberando mercúrio acumulado no gelo ao longo de cerca de dois séculos. A descoberta acende um alerta para os possíveis impactos sobre a vida marinha.
A inteligência artificial (IA) está deixando de ser uma tecnologia usada principalmente para responder perguntas e se tornando uma ferramenta colocada para trabalhar. É o que indicam novos dados divulgados pela OpenAI sobre a utilização do ChatGPT em diferentes países.
Pela primeira vez, a empresa publicou dados por país, mostrando como pessoas de diferentes partes do mundo usam o chatbot. Os resultados apontam para uma tecnologia que está avançando além das respostas e sendo utilizada para executar tarefas, produzir conteúdos e realizar análises.
No ambiente profissional, as pessoas têm mais que o dobro de probabilidade de usar o ChatGPT para concluir uma tarefa ou criar alguma coisa do que fora do trabalho. Entre os usos estão a produção de textos, programação e análises.
Os dados também indicam que a adoção da IA está se tornando mais global. Países da América Latina, África e Oceania estão se aproximando dos primeiros usuários, reduzindo a desigualdade nas taxas de adoção da tecnologia.
Outro destaque é o crescimento do uso multimídia, que atualmente é o caso de uso do ChatGPT que mais cresce no mundo. Essa categoria representa 7,8% das mensagens globalmente e supera uma em cada dez mensagens em países, como Brasil e Colômbia.
A adoção também está avançando entre públicos que não estavam entre os primeiros usuários da tecnologia. O uso do ChatGPT por pessoas com mais de 35 anos cresceu em quase todos os países analisados. Na França e na República Tcheca, por exemplo, a participação desse grupo nas mensagens aumentou mais de dez pontos percentuais no último ano.
Em conjunto, os dados apontam para uma mudança no perfil de utilização da IA: o ChatGPT não está sendo usado apenas para ajudar as pessoas a encontrar respostas, mas também para ajudá-las a realizar tarefas em diferentes lugares do mundo.
Os novos dados estão disponíveis no OpenAI Signals, central de dados, pesquisas e análises da equipe de Pesquisa Econômica da OpenAI.
As estatísticas por país foram desenvolvidas para ajudar pesquisadores, formuladores de políticas públicas e outras pessoas a entender como mais de um bilhão de usuários estão utilizando o ChatGPT para realizar tarefas.
O conjunto de dados do Signals considera especificamente as mensagens enviadas por contas ChatGPT Free, ChatGPT Go, ChatGPT Plus e ChatGPT Pro — categorias geralmente associadas a contas administradas por indivíduos, e não por organizações.
No trabalho, usar o ChatGPT para “fazer” predomina
Os dados mostram uma tendência de aumento no uso do ChatGPT para atividades profissionais. Nesses contextos, os usuários recorrem mais frequentemente à ferramenta para “fazer” — ou seja, produzir um resultado ou executar uma tarefa;
Entre os exemplos estão edição, programação e realização de análises. Globalmente, as pessoas têm mais que o dobro de probabilidade de utilizar o ChatGPT dessa maneira no trabalho do que fora dele;
Fora do ambiente profissional, o uso é mais exploratório. Nesse contexto, “perguntar”, categoria que envolve buscar informações e esclarecimentos, continua sendo a principal forma de utilização;
A diferença indica uma mudança no papel desempenhado pela ferramenta conforme o contexto. Enquanto fora do trabalho o ChatGPT é usado principalmente para obter informações e esclarecer dúvidas, no ambiente profissional ele é utilizado com mais frequência como uma ferramenta para produzir algo ou concluir uma tarefa.
Desigualdade na adoção da IA está diminuindo
A adoção do ChatGPT também está se espalhando pelo mundo de maneira mais uniforme.
Segundo os dados da OpenAI, países e regiões que começaram sua trajetória de adoção da IA com taxas per capita menores estão gradualmente se aproximando dos locais que foram os primeiros a adotar a tecnologia em larga escala.
No segundo trimestre de 2026, a equipe da empresa atualizou o ranking de uso do ChatGPT entre diferentes países. A comparação mostra como a classificação per capita mudou em relação ao primeiro trimestre do ano.
Durante o segundo trimestre, partes da América Latina, Oceania e África registraram crescimento mais rápido do que outras regiões. Entre os países que mais avançaram no ranking global estão Peru, Uruguai e Costa Rica.
A adoção continua crescendo na América do Norte e na Europa, mas partes do Hemisfério Sul estão reduzindo a diferença nas taxas de adoção per capita. O movimento indica que o uso do ChatGPT está se tornando menos concentrado nos mercados que foram os primeiros a adotar a tecnologia e se espalhando para outras regiões.
Segundo os dados da OpenAI, países e regiões que começaram sua trajetória de adoção da IA com taxas per capita menores estão gradualmente se aproximando dos locais que foram os primeiros a adotar a tecnologia em larga escala – Imagem: Henry Franklin/Shutterstock
A expansão de novos recursos também está influenciando a forma como as pessoas utilizam o ChatGPT. Entre os casos de uso que vêm ganhando espaço estão a geração, análise e recuperação de conteúdo multimídia.
Desde o lançamento do ChatGPT Imagens 2.0, em abril de 2026, a participação das mensagens relacionadas a multimídia aumentou e chegou a 7,8% do total mundial.
Apesar de ainda ficar atrás de categorias, como orientação prática, redação e busca de informações, o uso de recursos multimídia mantém uma trajetória constante de crescimento desde o início do ano.
A evolução mostra que a utilização do ChatGPT está se expandindo para além das interações baseadas exclusivamente em texto.
Brasil e Colômbia se destacam na criação e análise de mídia
Uma análise mais detalhada das mensagens classificadas como multimídia mostra diferenças importantes entre países e regiões. A América Latina aparece entre os destaques nesse tipo de utilização. Em países, como Brasil e Colômbia, mais de uma em cada dez mensagens enviadas ao ChatGPT é classificada como multimídia.
O resultado coloca os dois países acima da média global de 7,8% e mostra como a criação e a análise de conteúdo de mídia vêm ganhando espaço entre os usuários latino-americanos.
Uso cresce entre pessoas com mais de 35 anos
As mudanças na adoção do ChatGPT também aparecem quando os usuários são analisados por faixa etária. A tendência registrada ao longo do último ano mostra que o percentual de mensagens enviadas por pessoas com mais de 35 anos aumentou em quase todos os países.
Na comparação anual, usuários dessa faixa etária passaram a representar uma participação nas mensagens 5% maior do que há 12 meses.
Em alguns países, o crescimento foi ainda mais expressivo. Na França e na República Tcheca, a participação das mensagens enviadas por usuários com 35 anos ou mais aumentou mais de dez pontos percentuais no período de um ano.
Quase três quartos dos países europeus registraram aumentos acima da média na participação das mensagens enviadas por esse grupo.
O comportamento não foi uniforme em todas as regiões. Alguns países do Sudeste Asiático, como Singapura, apresentaram o padrão oposto.
Ainda assim, no conjunto da região, a participação das mensagens enviadas por usuários com 35 anos ou mais aumentou em seis dos oito países analisados, embora apenas ligeiramente.
Os dados, portanto, apontam para uma expansão do ChatGPT em duas frentes ao mesmo tempo: geograficamente, com países que antes apresentavam taxas menores de adoção se aproximando dos primeiros usuários, e demograficamente, com pessoas mais velhas aumentando sua participação no uso da ferramenta.
O resultado é um cenário no qual a IA deixa de estar restrita aos primeiros usuários e passa a fazer parte de atividades cada vez mais diversas, em mais países e para públicos mais amplos.
Sem o senador Sergio Moro (PL), o primeiro debate entre os candidatos ao governo do Paraná, realizado pela Band na noite deste domingo (9), foi marcado por embates entre Requião Filho (PDT) e Sandro Alex (PSD) sobre políticas adotadas durante a gestão do governador Ratinho Jr. (PSD).
Os candidatos trocaram acusações sobre educação, privatização da Copel, segurança pública, carga tributária e obras no litoral. Enquanto Sandro defendeu a continuidade das políticas do atual governo, Requião Filho criticou medidas adotadas pela administração e questionou os resultados apresentados pelo adversário.
Um dos primeiros temas discutidos foi a manutenção das escolas cívico-militares no Paraná. Sandro Alex defendeu o modelo e citou o desempenho da educação estadual no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Segundo ele, as escolas cívico-militares tiveram algumas das maiores notas no índice.
Ao questionar Requião Filho, Sandro perguntou se, caso eleito, ele fecharia as escolas. O candidato do PDT respondeu que não pretende encerrá-las, mas revisar o modelo adotado pela atual gestão.
“Não vamos fechar as escolas, nós vamos rever esse modelo de vocês, que não é um modelo pedagógico, é um modelo de propaganda, que não traz grandes resultados”, afirmou.
Sandro rebateu dizendo que o governo trabalha com metodologia, e não ideologia, e afirmou que há mais de 10 mil famílias aguardando vagas nas escolas cívico-militares. Segundo ele, o modelo deve ser ampliado para atender à demanda. Requião Filho voltou a criticar o formato e afirmou que insistir nas escolas cívico-militares seria uma decisão ideológica.
Privatização da Copel
A privatização da Copel também provocou um dos principais embates da noite. Requião Filho criticou a venda de parte do controle da companhia e afirmou que o processo prejudicou a capacidade do Estado de influenciar a empresa.
“A Copel no Paraná foi privatizada e há questionamentos sobre como isso foi feito, mas isso é problema da PF. Minha preocupação é com quem paga a conta, com a indústria sofrendo”, disse.
O candidato do PDT afirmou ainda que, desde a privatização, a Copel não teria criado novas geradoras de energia e que o aumento do custo da eletricidade prejudica a indústria e o agronegócio. Fez acusações ainda sobre o envolvimento da Copel com instituições alvos de investigação, como o Banco Master. Para ele, deve haver a retomada do controle da companhia pelo Estado.
Sandro Alex rebateu as críticas e afirmou que o maior acionista da Copel continua sendo o povo do Paraná. Segundo ele, o Estado mantém participação na distribuição de dividendos e poder de veto na empresa.
O candidato também defendeu a privatização como uma modernização necessária para a companhia e afirmou que a medida permitiu ampliar a eficiência da empresa e atender ao crescimento econômico do Paraná. Segundo Sandro, propostas de retomada do controle da Copel poderiam provocar insegurança e até um “apagão” no estado.
Impostos e custo de vida
Requião Filho também acusou o governo de Ratinho Jr. de ter elevado o custo de vida no Paraná por meio do aumento do ICMS e da privatização da Copel. Sandro Alex negou e afirmou que o Estado reduziu tributos.
O candidato do PSD citou o IPVA do Paraná, que classificou como o menor do Brasil, e afirmou que a cesta básica estadual possui um grande número de produtos isentos.
Requião Filho respondeu dizendo que pretende implementar um projeto de ICMS zero para pequenas e microempresas. Ele afirmou que a medida ampliaria uma política criada durante o governo de Roberto Requião, seu pai.
Segurança pública
Na segurança pública, Requião Filho questionou a destinação dos investimentos feitos pelo governo estadual e perguntou quais seriam as propostas para os policiais de baixa patente.
Sandro Alex defendeu os resultados da atual gestão e afirmou que o Paraná registra os menores índices de criminalidade dos últimos 20 anos. Também citou a reestruturação das carreiras policiais, a contratação de bombeiros e os investimentos na Polícia Científica.
Requião Filho contestou os números e afirmou que existe subnotificação de crimes no Estado. Ele também criticou a atuação do governo no combate à violência contra a mulher e disse que o Paraná não aderiu a um pacto entre os três Poderes para prevenção do feminicídio.
Sandro respondeu que o governo tem investido em equipamentos, inteligência e valorização das forças de segurança. Segundo ele, os salários dos soldados já foram reajustados e haverá novos aumentos para os praças.
Ponte de Guaratuba
A Ponte de Guaratuba também entrou no debate. Sandro Alex citou a entrega da obra em menos de dois anos e questionou as críticas feitas por Requião Filho ao projeto.
O candidato do PDT afirmou que nunca foi contrário à construção da ponte, mas ao modelo adotado pelo governo. Segundo ele, a obra ficou acima do preço inicialmente previsto. “A preocupação não era resolver o problema do litoral, mas entregar uma ponte a tempo da eleição”, afirmou.
Sandro rebateu dizendo que o projeto passou pelos processos necessários e foi concluído. Ele defendeu a continuidade dos investimentos em infraestrutura no litoral paranaense.
Ausência de Moro
A ausência de Sergio Moro foi um dos elementos que marcaram o debate. Candidato ao governo do Paraná pelo PL, o senador decidiu não participar do primeiro encontro entre os concorrentes.
Durante uma discussão sobre investimentos no litoral paranaense, Requião Filho chamou Moro de “fujão” e afirmou que tanto o senador quanto Sandro Alex não conheciam o Estado.
Sandro Alex também criticou a ausência de Moro. Na abertura do debate, chamou o senador de “covarde” e afirmou que a participação de todos os candidatos seria uma demonstração de respeito ao eleitor.
A desistência de Moro foi informada pelas redes sociais neste domingo. Segundo ele, os debates eleitorais se transformaram em uma “rinha de galo”, marcada por brigas e ataques, sem apresentação de propostas ou discussão de temas relevantes.
O senador também afirmou que os demais candidatos, por estarem “desesperados”, atuariam de forma combinada para atacá-lo, já que ele lidera as pesquisas.
“Não vou ao debate porque me recuso a entrar nesse jogo combinado. Não tenho medo de debate, não tenho medo de nada. Já enfrentei a corrupção e o crime organizado, mas o que enfrentamos agora é o acordo entre o PT e o PSD”, afirmou.
Segundo a última pesquisa Quaest para o governo do Paraná, Moro lidera as intenções de voto, com 39%. Requião Filho aparece em segundo, com 18%. Sandro Alex está em quarto lugar, com 7%, atrás de Rafael Greca (MDB), que tem 12%.