Canal Sabedoria Infinita

12 agosto 2026

Chris Garman vê eleição de 2026 como mais difícil de cravar que anteriores

A aproximação das eleições de 2026 traz consigo um cenário político marcado por incertezas e polarização. Chris Garman, diretor-executivo do Eurasia Group, afirmou, durante a quarta edição do WW Talks que aconteceu nesta terça-feira (11), que a disputa presidencial deste ano é mais difícil de cravar do que as anteriores, revelando um grau incomum de angústia em relação às previsões.

“Eu estou mais angustiado na nossa previsão nessa eleição do que nas últimas três eleições presidenciais com as quais nós acertamos”, declarou Garman, destacando a complexidade do cenário atual em comparação com ciclos eleitorais anteriores.

Partidos do Centrão diante de um cenário dividido

Garman explicou que partidos políticos, ao tomarem decisões sobre apoio em nível nacional, levam em conta as expectativas de vitória. Segundo ele, a prioridade dos partidos do Centrão — como PP e União Brasil — tem sido, nas últimas eleições, a formação de bancada. Para construir uma maioria no diretório nacional e viabilizar uma coligação presidencial, é necessário que haja uma composição regional claramente pendendo para um dos lados políticos.

O analista apontou que a queda nas expectativas em torno do diretório de Flávio, somada a ações policiais, tornou muito mais difícil para esses partidos dobrar a resistência de regiões do país que apoiam Lula. “Por ser uma eleição tão meio a meio, acho que afastou esses partidos da disputa nacional”, concluiu Garman, sinalizando que a divisão do eleitorado representa um obstáculo concreto para a formação de alianças amplas na corrida presidencial.

WW Talks

O WW Talks é uma série de episódios mensais promovida pela CNN Brasil em parceria com a Galapagos Capital e o Eurasia Group.

O programa visa aprofundar a leitura de movimentos que moldam Brasil e o mundo, trazendo diferentes perspectivas sobre o que tem baseado decisões políticas e econômicas por diferentes agentes nacionais e globais.

Em junho, William Waack, Thais Heredia, Caio Junqueira e o cientista político Silvio Cascione, diretor do Eurasia Group no Brasil, discutiram a defesa do Brasil junto ao comandante do Exército, general Tomás Ribeiro Paiva (assista).

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.


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Suposto ataque iraniano sem Trump poderia ter matado 100 pessoas em avião

O presidente americano, Donald Trum, teria deixado a Turquia em um voo militar secreto no dia 8 de julho, enquanto a Casa Branca afirmava que ele viajava a bordo do Air Force One. A informação foi publicada pelo jornal Washington Post e posteriormente confirmada pela CNN, gerando ampla repercussão internacional. O analista de Internacional da CNN Lourival Sant’Anna comenta o tema ao CNN Prime Time.

De acordo com a reportagem, a operação foi motivada por uma ameaça de assassinato atribuída ao Irã. Segundo Lourival, um suposto ataque iraniano poderia ter matado pelo menos 100 pessoas a bordo da aeronave — jornalistas, assessores e tripulantes que não foram informados de que Trump havia deixado o avião.

A operação de fuga

Trump embarcou no Air Force One tradicional — o VC-25A, uma versão profundamente modificada do Boeing 747-200B — por volta das 20h do dia 8 de julho, em Ankara, onde havia ocorrido a cúpula da OTAN. O destino declarado era a base aérea de Mildenhall, no Reino Unido.

Segundo Sant’Anna, o contexto era especialmente delicado: na véspera da cúpula, Trump havia ordenado novos ataques contra o Irã, rompendo uma trégua e reiniciando o conflito na região.

Para não admitir publicamente a existência de uma ameaça de segurança, Trump justificou a escolha pelo avião tradicional dizendo que queria “matar a saudade” da aeronave e enviar o novo Boeing 747-8 — doado pelo Catar — para que a equipe da base de Mildenhall pudesse conhecê-lo.

Em seguida, segundo o Washington Post, Trump saiu do Air Force One por uma porta lateral utilizando um caminhão de catering — veículo equipado com elevador utilizado normalmente para o transporte de alimentos — e foi transferido para um C-32A, versão militar do Boeing 757, que partiu sigilosamente.

Enquanto Trump viajava em segredo no avião reserva, mais de 100 pessoas permaneciam no Air Force One com as cortinas das janelas fechadas, sem saber que o presidente havia deixado a aeronave.

“Se os iranianos fossem atacar, acreditando que o Trump estava ali, teriam matado 100 pessoas que não sabiam que estavam servindo de isca”, afirmou Sant’Anna.

Ao chegar a Mildenhall, Trump desembarcou do Air Force One, após ter embarcado novamente na aeronave em algum momento da viagem.

Repercussão e questionamentos

A correspondente da CNN em Nova York, Priscila Yazbeck, relatou que o governo americano ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso. Marco Rubio foi questionado por jornalistas sobre o episódio e evitou responder.

Segundo Yazbek, a grande questão levantada é o risco ao qual jornalistas e membros da equipe da Casa Branca foram expostos sem qualquer aviso prévio. Em outras operações semelhantes realizadas anteriormente, os jornalistas eram informados posteriormente ou havia algum tipo de embargo sobre a informação.

Outro ponto de controvérsia envolve uma declaração atribuída a Trump no dia do voo. Quando questionado sobre o fechamento das persianas, ele teria dito que é “o número um da lista” dos iranianos, acrescentando que, se morresse, os jornalistas iriam junto.

A fala foi apontada como cínica por analistas e pela imprensa americana. Há ainda pressão por investigação no Congresso, já que o chamado “grupo dos oito” — que deve ser notificado sobre ameaças graves à segurança nacional — não foi avisado sobre o ocorrido.

Jornalistas do New York Times que reportaram falhas de segurança no novo Air Force One doado pelo Catar, incluindo a ausência de sistema antimísseis, foram intimados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

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Trump diz que seu avião correu “maior risco” em voo secreto

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta terça-feira (11) que o avião em que viajou após realizar um voo militar secreto partindo da Turquia no mês passado estava exposto a um “risco maior”.

A troca de aeronave envolveu o traslado do presidente americano de um avião para outro em um caminhão de serviço de bordo, devido a preocupações com relatos de uma possível ameaça de assassinato por parte do Irã.

“Na verdade, acho que o avião em que voei corria um risco maior”, disse Trump a repórteres depois que o jornal The Washington Post divulgou a notícia.

“Acho que corria um risco maior porque esse seria, na minha opinião, o avião que eles provavelmente escolheriam como alvo”, acrescentou.

Entenda o voo secreto de Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um voo militar secreto da Turquia no mês passado, em uma operação que envolveu sua transferência entre aeronaves em um caminhão de catering, uma manobra extraordinária motivada por uma ameaça de assassinato por parte do Irã, informou o jornal americano The Washington Post.

O plano de segurança foi confirmado pela CNN com autoridades posteriormente.

A Casa Branca afirmou na época que o presidente estava voando a bordo do Air Force One da Turquia, onde havia participado de uma cúpula da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), com destino ao Reino Unido.

Mas, momentos depois de embarcar, Trump desembarcou secretamente no caminhão de catering e embarcou em outra aeronave para o voo, informou o veículo na segunda-feira (10), citando fontes não identificadas.

O caminhão de catering, também chamado de caminhão de comissaria, é um veículo de apoio aeroportuário equipado com um baú elevatório. Ele serve para abastecer e recolher refeições, bebidas e suprimentos nas portas dos aviões.

O New York Times publicou uma reportagem semelhante, citando autoridades americanas também não identificadas.

Trump havia viajado para Ancara para a cúpula da Otan em um jato recém-reformado, doado pelo Catar, mas anunciou inesperadamente que usaria um Air Force One mais antigo na volta do país, uma decisão que gerou questionamentos sobre a segurança da aeronave mais nova.

A ida para a cúpula foi a primeira viagem internacional do novo avião, cujas rápidas atualizações suscitaram dúvidas sobre seu custo e segurança, e ocorreu em meio à escalada das hostilidades com o Irã, país que faz fronteira com a Turquia.

Antes de partir de Ancara, o presidente americano declarou na rede Truth Social que usaria um antigo Air Force One azul “por nostalgia” até a base aérea de Mildenhall, no Reino Unido, enquanto o novo avião faria uma escala na mesma base para que os militares americanos ali estacionados pudessem visitar a aeronave.

Após embarcar no antigo Air Force One diante das câmeras em Ancara, Trump foi secretamente transferido por um caminhão de catering do aeroporto para um avião menor, um C-32A da Força Aérea, informou o Post, citando um oficial americano familiarizado com a operação e material corroborativo que analisou.

A Turkish Do&Co, empresa de catering que atende os voos da Turkish Airlines, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.



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Confira o Olhar Digital News na íntegra (11/08/2026)

Veja os destaques do Olhar Digital News desta terça-feira (11/08).

Casos de IA hackeando sistemas se multiplicam

Um agente de IA recebeu a missão de reservar uma aula em uma academia, mas acabou hackeando o sistema. Esse é o mais recente caso de ferramentas escapando da caixa ou criando ataques maliciosos. Saiba o que está acontecendo com a tecnologia e o que pode vir na sequência.

Conteúdo criado por IA carregará uma marca que ninguém vê

A Anthropic anunciou nesta terça-feira que vai passar a aplicar marcas invisíveis em textos e imagens criados pelo Claude. A iniciativa busca facilitar a identificação de conteúdos gerados por inteligência artificial na internet.

NASA testa avião supersônico mais silencioso

A NASA está testando uma aeronave experimental projetada para produzir um ruído muito mais suave que o estrondo sônico. O projeto é resultado de pesquisas sobre como essas ondas de choque se formam, atravessam a atmosfera e podem ser reduzidas.

Derretimento da Antártida está devolvendo ao mar um antigo poluente

Um novo estudo revela que o derretimento da Antártida está liberando mercúrio acumulado no gelo ao longo de cerca de dois séculos. A descoberta acende um alerta para os possíveis impactos sobre a vida marinha.

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11 agosto 2026

As pessoas estão fazendo algo novo com o ChatGPT — e não é perguntar

A inteligência artificial (IA) está deixando de ser uma tecnologia usada principalmente para responder perguntas e se tornando uma ferramenta colocada para trabalhar. É o que indicam novos dados divulgados pela OpenAI sobre a utilização do ChatGPT em diferentes países.

Pela primeira vez, a empresa publicou dados por país, mostrando como pessoas de diferentes partes do mundo usam o chatbot. Os resultados apontam para uma tecnologia que está avançando além das respostas e sendo utilizada para executar tarefas, produzir conteúdos e realizar análises.

No ambiente profissional, as pessoas têm mais que o dobro de probabilidade de usar o ChatGPT para concluir uma tarefa ou criar alguma coisa do que fora do trabalho. Entre os usos estão a produção de textos, programação e análises.

Os dados também indicam que a adoção da IA está se tornando mais global. Países da América Latina, África e Oceania estão se aproximando dos primeiros usuários, reduzindo a desigualdade nas taxas de adoção da tecnologia.

Outro destaque é o crescimento do uso multimídia, que atualmente é o caso de uso do ChatGPT que mais cresce no mundo. Essa categoria representa 7,8% das mensagens globalmente e supera uma em cada dez mensagens em países, como Brasil e Colômbia.

A adoção também está avançando entre públicos que não estavam entre os primeiros usuários da tecnologia. O uso do ChatGPT por pessoas com mais de 35 anos cresceu em quase todos os países analisados. Na França e na República Tcheca, por exemplo, a participação desse grupo nas mensagens aumentou mais de dez pontos percentuais no último ano.

Em conjunto, os dados apontam para uma mudança no perfil de utilização da IA: o ChatGPT não está sendo usado apenas para ajudar as pessoas a encontrar respostas, mas também para ajudá-las a realizar tarefas em diferentes lugares do mundo.

Os novos dados estão disponíveis no OpenAI Signals, central de dados, pesquisas e análises da equipe de Pesquisa Econômica da OpenAI.

As estatísticas por país foram desenvolvidas para ajudar pesquisadores, formuladores de políticas públicas e outras pessoas a entender como mais de um bilhão de usuários estão utilizando o ChatGPT para realizar tarefas.

O conjunto de dados do Signals considera especificamente as mensagens enviadas por contas ChatGPT Free, ChatGPT Go, ChatGPT Plus e ChatGPT Pro — categorias geralmente associadas a contas administradas por indivíduos, e não por organizações.

No trabalho, usar o ChatGPT para “fazer” predomina

  • Os dados mostram uma tendência de aumento no uso do ChatGPT para atividades profissionais. Nesses contextos, os usuários recorrem mais frequentemente à ferramenta para “fazer” — ou seja, produzir um resultado ou executar uma tarefa;
  • Entre os exemplos estão edição, programação e realização de análises. Globalmente, as pessoas têm mais que o dobro de probabilidade de utilizar o ChatGPT dessa maneira no trabalho do que fora dele;
  • Fora do ambiente profissional, o uso é mais exploratório. Nesse contexto, “perguntar”, categoria que envolve buscar informações e esclarecimentos, continua sendo a principal forma de utilização;
  • A diferença indica uma mudança no papel desempenhado pela ferramenta conforme o contexto. Enquanto fora do trabalho o ChatGPT é usado principalmente para obter informações e esclarecer dúvidas, no ambiente profissional ele é utilizado com mais frequência como uma ferramenta para produzir algo ou concluir uma tarefa.

Desigualdade na adoção da IA está diminuindo

A adoção do ChatGPT também está se espalhando pelo mundo de maneira mais uniforme.

Segundo os dados da OpenAI, países e regiões que começaram sua trajetória de adoção da IA com taxas per capita menores estão gradualmente se aproximando dos locais que foram os primeiros a adotar a tecnologia em larga escala.

No segundo trimestre de 2026, a equipe da empresa atualizou o ranking de uso do ChatGPT entre diferentes países. A comparação mostra como a classificação per capita mudou em relação ao primeiro trimestre do ano.

Durante o segundo trimestre, partes da América Latina, Oceania e África registraram crescimento mais rápido do que outras regiões. Entre os países que mais avançaram no ranking global estão Peru, Uruguai e Costa Rica.

A adoção continua crescendo na América do Norte e na Europa, mas partes do Hemisfério Sul estão reduzindo a diferença nas taxas de adoção per capita. O movimento indica que o uso do ChatGPT está se tornando menos concentrado nos mercados que foram os primeiros a adotar a tecnologia e se espalhando para outras regiões.

Ao fundo, logo da OpenAI; à frente e a esquerda, sombra de uma mão segurando um smartphone
Segundo os dados da OpenAI, países e regiões que começaram sua trajetória de adoção da IA com taxas per capita menores estão gradualmente se aproximando dos locais que foram os primeiros a adotar a tecnologia em larga escala – Imagem: Henry Franklin/Shutterstock

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Multimídia é o uso que mais cresce

A expansão de novos recursos também está influenciando a forma como as pessoas utilizam o ChatGPT. Entre os casos de uso que vêm ganhando espaço estão a geração, análise e recuperação de conteúdo multimídia.

Desde o lançamento do ChatGPT Imagens 2.0, em abril de 2026, a participação das mensagens relacionadas a multimídia aumentou e chegou a 7,8% do total mundial.

Apesar de ainda ficar atrás de categorias, como orientação prática, redação e busca de informações, o uso de recursos multimídia mantém uma trajetória constante de crescimento desde o início do ano.

A evolução mostra que a utilização do ChatGPT está se expandindo para além das interações baseadas exclusivamente em texto.

Brasil e Colômbia se destacam na criação e análise de mídia

Uma análise mais detalhada das mensagens classificadas como multimídia mostra diferenças importantes entre países e regiões. A América Latina aparece entre os destaques nesse tipo de utilização. Em países, como Brasil e Colômbia, mais de uma em cada dez mensagens enviadas ao ChatGPT é classificada como multimídia.

O resultado coloca os dois países acima da média global de 7,8% e mostra como a criação e a análise de conteúdo de mídia vêm ganhando espaço entre os usuários latino-americanos.

Uso cresce entre pessoas com mais de 35 anos

As mudanças na adoção do ChatGPT também aparecem quando os usuários são analisados por faixa etária. A tendência registrada ao longo do último ano mostra que o percentual de mensagens enviadas por pessoas com mais de 35 anos aumentou em quase todos os países.

Na comparação anual, usuários dessa faixa etária passaram a representar uma participação nas mensagens 5% maior do que há 12 meses.

Em alguns países, o crescimento foi ainda mais expressivo. Na França e na República Tcheca, a participação das mensagens enviadas por usuários com 35 anos ou mais aumentou mais de dez pontos percentuais no período de um ano.

Quase três quartos dos países europeus registraram aumentos acima da média na participação das mensagens enviadas por esse grupo.

O comportamento não foi uniforme em todas as regiões. Alguns países do Sudeste Asiático, como Singapura, apresentaram o padrão oposto.

Ainda assim, no conjunto da região, a participação das mensagens enviadas por usuários com 35 anos ou mais aumentou em seis dos oito países analisados, embora apenas ligeiramente.

Os dados, portanto, apontam para uma expansão do ChatGPT em duas frentes ao mesmo tempo: geograficamente, com países que antes apresentavam taxas menores de adoção se aproximando dos primeiros usuários, e demograficamente, com pessoas mais velhas aumentando sua participação no uso da ferramenta.

O resultado é um cenário no qual a IA deixa de estar restrita aos primeiros usuários e passa a fazer parte de atividades cada vez mais diversas, em mais países e para públicos mais amplos.

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10 agosto 2026

Sem Moro, debate no PR aborda privatização da Copel e escola cívico-militar

Sem o senador Sergio Moro (PL), o primeiro debate entre os candidatos ao governo do Paraná, realizado pela Band na noite deste domingo (9), foi marcado por embates entre Requião Filho (PDT) e Sandro Alex (PSD) sobre políticas adotadas durante a gestão do governador Ratinho Jr. (PSD).

Os candidatos trocaram acusações sobre educação, privatização da Copel, segurança pública, carga tributária e obras no litoral. Enquanto Sandro defendeu a continuidade das políticas do atual governo, Requião Filho criticou medidas adotadas pela administração e questionou os resultados apresentados pelo adversário.

Um dos primeiros temas discutidos foi a manutenção das escolas cívico-militares no Paraná. Sandro Alex defendeu o modelo e citou o desempenho da educação estadual no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Segundo ele, as escolas cívico-militares tiveram algumas das maiores notas no índice.

Ao questionar Requião Filho, Sandro perguntou se, caso eleito, ele fecharia as escolas. O candidato do PDT respondeu que não pretende encerrá-las, mas revisar o modelo adotado pela atual gestão.

“Não vamos fechar as escolas, nós vamos rever esse modelo de vocês, que não é um modelo pedagógico, é um modelo de propaganda, que não traz grandes resultados”, afirmou.

Sandro rebateu dizendo que o governo trabalha com metodologia, e não ideologia, e afirmou que há mais de 10 mil famílias aguardando vagas nas escolas cívico-militares. Segundo ele, o modelo deve ser ampliado para atender à demanda. Requião Filho voltou a criticar o formato e afirmou que insistir nas escolas cívico-militares seria uma decisão ideológica.

Privatização da Copel

A privatização da Copel também provocou um dos principais embates da noite. Requião Filho criticou a venda de parte do controle da companhia e afirmou que o processo prejudicou a capacidade do Estado de influenciar a empresa.

“A Copel no Paraná foi privatizada e há questionamentos sobre como isso foi feito, mas isso é problema da PF. Minha preocupação é com quem paga a conta, com a indústria sofrendo”, disse.

O candidato do PDT afirmou ainda que, desde a privatização, a Copel não teria criado novas geradoras de energia e que o aumento do custo da eletricidade prejudica a indústria e o agronegócio. Fez acusações ainda sobre o envolvimento da Copel com instituições alvos de investigação, como o Banco Master. Para ele, deve haver a retomada do controle da companhia pelo Estado.

Sandro Alex rebateu as críticas e afirmou que o maior acionista da Copel continua sendo o povo do Paraná. Segundo ele, o Estado mantém participação na distribuição de dividendos e poder de veto na empresa.

O candidato também defendeu a privatização como uma modernização necessária para a companhia e afirmou que a medida permitiu ampliar a eficiência da empresa e atender ao crescimento econômico do Paraná. Segundo Sandro, propostas de retomada do controle da Copel poderiam provocar insegurança e até um “apagão” no estado.

Impostos e custo de vida

Requião Filho também acusou o governo de Ratinho Jr. de ter elevado o custo de vida no Paraná por meio do aumento do ICMS e da privatização da Copel. Sandro Alex negou e afirmou que o Estado reduziu tributos.

O candidato do PSD citou o IPVA do Paraná, que classificou como o menor do Brasil, e afirmou que a cesta básica estadual possui um grande número de produtos isentos.

Requião Filho respondeu dizendo que pretende implementar um projeto de ICMS zero para pequenas e microempresas. Ele afirmou que a medida ampliaria uma política criada durante o governo de Roberto Requião, seu pai.

Segurança pública

Na segurança pública, Requião Filho questionou a destinação dos investimentos feitos pelo governo estadual e perguntou quais seriam as propostas para os policiais de baixa patente.

Sandro Alex defendeu os resultados da atual gestão e afirmou que o Paraná registra os menores índices de criminalidade dos últimos 20 anos. Também citou a reestruturação das carreiras policiais, a contratação de bombeiros e os investimentos na Polícia Científica.

Requião Filho contestou os números e afirmou que existe subnotificação de crimes no Estado. Ele também criticou a atuação do governo no combate à violência contra a mulher e disse que o Paraná não aderiu a um pacto entre os três Poderes para prevenção do feminicídio.

Sandro respondeu que o governo tem investido em equipamentos, inteligência e valorização das forças de segurança. Segundo ele, os salários dos soldados já foram reajustados e haverá novos aumentos para os praças.

Ponte de Guaratuba

A Ponte de Guaratuba também entrou no debate. Sandro Alex citou a entrega da obra em menos de dois anos e questionou as críticas feitas por Requião Filho ao projeto.

O candidato do PDT afirmou que nunca foi contrário à construção da ponte, mas ao modelo adotado pelo governo. Segundo ele, a obra ficou acima do preço inicialmente previsto. “A preocupação não era resolver o problema do litoral, mas entregar uma ponte a tempo da eleição”, afirmou.

Sandro rebateu dizendo que o projeto passou pelos processos necessários e foi concluído. Ele defendeu a continuidade dos investimentos em infraestrutura no litoral paranaense.

Ausência de Moro

A ausência de Sergio Moro foi um dos elementos que marcaram o debate. Candidato ao governo do Paraná pelo PL, o senador decidiu não participar do primeiro encontro entre os concorrentes.

Durante uma discussão sobre investimentos no litoral paranaense, Requião Filho chamou Moro de “fujão” e afirmou que tanto o senador quanto Sandro Alex não conheciam o Estado.

Sandro Alex também criticou a ausência de Moro. Na abertura do debate, chamou o senador de “covarde” e afirmou que a participação de todos os candidatos seria uma demonstração de respeito ao eleitor.

A desistência de Moro foi informada pelas redes sociais neste domingo. Segundo ele, os debates eleitorais se transformaram em uma “rinha de galo”, marcada por brigas e ataques, sem apresentação de propostas ou discussão de temas relevantes.

O senador também afirmou que os demais candidatos, por estarem “desesperados”, atuariam de forma combinada para atacá-lo, já que ele lidera as pesquisas.

“Não vou ao debate porque me recuso a entrar nesse jogo combinado. Não tenho medo de debate, não tenho medo de nada. Já enfrentei a corrupção e o crime organizado, mas o que enfrentamos agora é o acordo entre o PT e o PSD”, afirmou.

Segundo a última pesquisa Quaest para o governo do Paraná, Moro lidera as intenções de voto, com 39%. Requião Filho aparece em segundo, com 18%. Sandro Alex está em quarto lugar, com 7%, atrás de Rafael Greca (MDB), que tem 12%.



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09 agosto 2026

Após mortes em operações, ICE acelera implantação de câmeras corporais

O ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos) concluirá até o fim deste mês a instalação de câmeras corporais em seus agentes e policiais, afirmou no sábado (8) o diretor interino da agência, David Venturella.

A agência de imigração equipará todos os policiais e agentes que atuam em campo com câmeras corporais até o fim de agosto, antecipando o cronograma original da agência, disse Venturella em um comunicado.


A política da agência permite a divulgação acelerada das imagens, quando apropriado, após casos de ferimentos graves ou morte de pessoas sob custódia, afirmou. No entanto, o ICE poderá manter as gravações em sigilo caso sua divulgação possa comprometer investigações ou violar a privacidade, disse Venturella.

Após a morte a tiros de dois cidadãos americanos durante uma operação de repressão à imigração em Minnesota, a então secretária do Departamento de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, afirmou que o programa de câmeras corporais do ICE seria implementado em todo o país “conforme houvesse financiamento disponível”.

Mortes a tiros ocorridas no mês passado durante abordagens de trânsito no Maine e no Texas provocaram protestos e levantaram questionamentos sobre a ausência de câmeras corporais nos agentes do ICE.

Posteriormente, Tom Homan, responsável pela política de fronteira do governo Trump, afirmou que os agentes do ICE seriam obrigados a registrar abordagens de veículos com pelo menos uma câmera corporal.

ICE: Conheça a estrutura do serviço de imigração dos EUA

 



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Incêndio florestal se alastra e fecha acesso ao Monte Bromo, na Indonésia

A Indonésia fechou o Parque Nacional do Monte Bromo, na província de Java Oriental, para todas as atividades turísticas, informou a administração do parque no sábado à noite, enquanto um incêndio florestal, que começou na segunda-feira, se espalhava pela área da caldeira.

O fechamento entrou em vigor na noite de sábado (8), por tempo indeterminado, informou a administração do parque em sua página oficial no Instagram.

O incêndio já consumiu uma área de aproximadamente 176 hectares no Monte Bromo, um vulcão ativo que é um destino turístico popular, conhecido por sua caldeira chamada de “mar de areia”. O incêndio se espalhou a partir de uma área de cerca de 60 hectares registrada na quinta-feira.

“Este fechamento é uma medida crucial para garantir a segurança dos visitantes, funcionários e das pessoas que vivem nas áreas próximas”, afirmou a administração, acrescentando que as pessoas que já compraram ingressos poderão remarcar suas visitas ou solicitar reembolso.

A agência de gestão de desastres de Java Oriental informou que as autoridades estão utilizando helicópteros para lançar água e drones para pulverização de água, reforçando os esforços para apagar o incêndio.

Imagens divulgadas pela administração do parque nas redes sociais mostraram o fogo se espalhando pelas encostas da montanha durante a noite.

As autoridades ainda não informaram a causa do incêndio, e não houve registro de vítimas.



source https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/incendio-florestal-se-alastra-e-fecha-acesso-ao-monte-bromo-na-indonesia/

Athletic x Criciúma: horário e onde assistir ao jogo do Brasileirão Série B

Athletic e Criciúma se enfrentam neste domingo (9), às 11h (de Brasília), na Arena Sicredi, em São João del Rei-MG, em jogo válido pela 21ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.

O Athletic iniciou a rodada na décima primeira posição, com 28 pontos. O time mineiro está invicto há quatro rodadas. No último compromisso, o Athletic empatou fora de casa com a Ponte Preta em 1 a 1.

Já o Criciúma lidera a Série B, com 40 pontos. O time faz ótima campanha, com onze vitórias, sete empates e apenas duas derrotas. Na última rodada, a equipe catarinense empatou em casa com o Náutico em 0 a 0.

O confronto deste domingo tem transmissão da ESPN e do Disney+. O CNN Esportes acompanha em tempo real.

Onde assistir Athletic x Criciúma

  • TV fechada: ESPN
  • Streaming: Disney+
  • Tempo real: CNN Esportes

Ficha técnica de Athletic x Criciúma

  • Data: 09/08/2026 (domingo)
  • Horário: 11h (de Brasília)
  • Local: Arena Sicredi, em São João del Rei-MG
  • Rodada: 21

Veja os times que mais vezes foram campeões do Campeonato Brasileiro



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Brasileirão: Botafogo marca golaço, mas Fluminense busca empate em clássico

Botafogo e Fluminense ficaram no empate em 1 a 1 no Clássico Vovô da 22ª rodada do Brasileirão, na noite deste sábado (8), no estádio Nilton Santos.

Cada rival marcou em um tempo. O capitão Alex Telles abriu o placar para os donos da casa, com um golaço de falta, mas o zagueiro Ignácio marcou para o Tricolor das Laranjeiras na etapa final.

O resultado será lamentado tanto por tricolores quanto por alvinegros, que criaram chances para vencer a partida. Os times estão na parte de cima da tabela, e uma vitória poderia dar uma tranquilidade extra na temporada.

Como foi o jogo

De volta a campo após 13 dias, o Botafogo fez valer o tempo treinado no primeiro tempo, quando dominou as ações diante da sua torcida e encurralou um Fluminense reserva e abalado pela eliminação para o Vasco na Copa do Brasil.

Aos 19 minutos, após boa trama de contra-ataque, Arthur Cabral teve a chance de abrir o placar em chute rasteiro da entrada da área, mas viu Fábio fazer a defesa em dois tempos.

O Fluminense respondeu com Soteldo, que evitou Danilo e tentou ótima finalização, dois minutos depois. A bola raspou o gol de Warleson, que nada poderia fazer para bloquear a finalização.

Aos 29, após tabela com Arthur Cabral, Medina também ficou perto de abrir o placar, mas acabou errando o alvo na finalização. Ele voltaria a animar o torcedor três minutos depois, em novo chute para fora.

De contrato renovado, Alex Telles marca golaço em 100º jogo

Aos 43 minutos, veio o gol alvinegro. Um golaço, para ser mais exato. Capitão do Botafogo, Alex Telles arriscou cobrança de falta de longa distância e acertou um chute de rara felicidade. A bola veio forte e precisa, tocando na trave de Fábio antes de morrer nas redes.

O experiente lateral-esquerdo já era um dos principais personagens da partida antes mesmo do apito inicial. Ídolo da torcida, ele foi homenageado pela diretoria do clube recebendo uma camisa comemorativa pelos 100 jogos completados no clássico.

Na véspera do clássico, Telles renovou seu contrato com o Botafogo por mais dois anos. O novo vínculo vai até o fim de 2028.

Fluminense vai para o abafa e busca empate

Na volta para a etapa final, o Tricolor das Laranjeiras apareceu com um ânimo diferente, igualando o calor em campo logo nos primeiros minutos.

Serna, Soteldo e Castillo tiveram oportunidades antes dos 10, mas não capricharam nas finalizações. O Botafogo respondeu com um lançamento primoroso de Montoro, de três dedos, mal aproveitado por Villalba, que chutou fraco, de cara para Fábio.

Aos 12 minutos, no abafa, o Fluminense empatou. Após escanteio, os dois zagueiros ficaram na área esperando a sequência do lance, Serna mandou para a área, e Ignácio subiu alto, livre, para cabecear. A bola ainda tocou na trave de Warleson e entrou.

Por falar no goleiro alvinegro, ele evitou uma boa chance de virada do Fluminense aos 21 minutos, quando Nonato arriscou chute forte de dentro da área, e Warleson defendeu com a cabeça.

No último lance da partida, Arthur Cabral recebeu cruzamento pela esquerda e cabeceou na rede de Fábio, mas pelo lado de fora. Os torcedores presentes ao Nilton Santos chegaram a gritar “gol!”.

Situação da tabela e próximos jogos

Com o resultado, o Botafogo sobe provisoriamente para a 7ª posição do Brasileirão, somando 30 pontos, enquanto o Fluminense é o quarto, com 35.

Alvinegros e tricolores agora terão compromissos pelas oitavas de final dos torneios continentais no meio de semana — Copa Sul-Americana e Libertadores, respectivamente.

O Botafogo viaja ao Peru para enfrentar, na quinta-feira (13), o Cienciano pelo jogo de ida. Já o Fluminense tem compromisso logo na terça (11), no Maracanã, onde desafia o Independiente Rivadavia pela Libertadores.

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08 agosto 2026

Trump chama decisão sobre o salão de baile de uma “desgraça nacional”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou nesta sexta-feira (7) a decisão de um tribunal de instância inferior de interromper a construção de um salão de baile de US$ 400 milhões, equivalente a mais de R$ 2 bilhões, no complexo da Casa Branca de uma “desgraça nacional” e uma “ameaça à segurança nacional no mais alto nível”.

“Esta decisão, tomada depois que grande parte do trabalho já foi realizada e paga, é uma Ameaça à Segurança Nacional no mais alto nível. Também é uma Desgraça Nacional”, escreveu Trump em uma publicação na Truth Social.

Em uma publicação anterior, Trump disse que recorreria à Suprema Corte dos Estados Unidos contra a decisão do tribunal de instância inferior.

“Esta decisão injusta deve ser totalmente revertida pela Suprema Corte”, escreveu Trump.

A decisão manteve uma liminar obtida pelo Fundo Nacional para a Preservação Histórica, que processou o governo no ano passado depois que a administração demoliu a Ala Leste da Casa Branca e iniciou a construção de um salão de baile de  8.360 metros quadrados sem buscar autorização do Congresso.

“Cada presidente é um inquilino temporário, e não o proprietário, da Casa Branca” e não pode remodelá-la fundamentalmente sem a aprovação do Congresso, afirmou o Tribunal de Apelações dos EUA para o Circuito do Distrito de Colúmbia, sediado em Washington, em uma decisão tomada por dois votos a um.

O tribunal de apelações suspendeu a entrada em vigor de sua decisão por 14 dias, permitindo que o governo Trump recorra à Suprema Corte dos Estados Unidos.



source https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/trump-chama-decisao-sobre-o-salao-de-baile-de-uma-desgraca-nacional/

07 agosto 2026

PetroReconcavo tem lucro líquido de R$ 202,6 milhões no 2º trimestre

A PetroReconcavo registrou um lucro líquido de R$ 202,683 milhões no segundo trimestre de 2026, uma queda de 15% em relação a igual período do ano anterior.

O Ebitda (licro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) subiu 6% na comparação anual, somando R$ 396,094 milhões. A receita líquida da companhia de abril a junho ficou estável, totalizando R$ 807,943 milhões.

A geração de caixa livre da companhia no segundo trimestre de 2026 foi de R$ 74,0 milhões, refletindo as atividades operacionais após deduções de investimentos.

O resultado financeiro líquido foi positivo em R$ 10,8 milhões no trimestre, frente ao resultado negativo de R$ 1,0 milhão registrado no trimestre anterior.

Já a dívida líquida informada pela PetroReconcavo em 30 de junho era de R$ 1,41 bilhão, redução de 14% em relação ao saldo de 31 de dezembro de 2025. A relação Dívida Líquida/Ebitda dos últimos 12 meses foi de 1,01 vez, ante 1,10 vez ao final de 2025.

Operacional

A produção de petróleo no período diminuiu 12% em base anual, com uma média diária de 24,1 mil barris de óleo equivalente. O número representa também uma queda de 1% no comparativo trimestral.

O desempenho do trimestre foi marcado por produção estável no Ativo Potiguar, enquanto o Ativo Bahia apresentou queda na produção. O custo de extração consolidado foi de US$ 16,80 por barril de óleo equivalente.



source https://www.cnnbrasil.com.br/infra/petroreconcavo-lucro-liquido-atinge-r-202683-milhoes-no-2tri26-15-a-menos-do-que-o-2tri25/

AMD compra startup canadense para acelerar estratégia em chips de IA

A AMD anunciou, nesta quinta-feira (6), a aquisição da startup canadense Taalas, especializada em chips para inferência de inteligência artificial (IA).

Embora o valor da operação não tenha sido divulgado, o movimento reforça a estratégia da empresa de ampliar seu portfólio de hardware para IA e disputar mercado que vem ganhando importância à medida que os modelos de inteligência artificial se tornam mais especializados.

Fundada em 2023 e sediada em Toronto (Canadá), a Taalas desenvolve aceleradores de IA projetados para executar um modelo específico, em vez de funcionar como processadores de uso geral. Segundo a empresa, essa abordagem reduz gargalos de processamento e memória e pode oferecer desempenho significativamente superior ao de unidades de processamento gráfico (GPUs, na sigla em inglês) tradicionais em determinadas aplicações.

AMD aposta em mercado além das GPUs

  • As GPUs continuam sendo a principal aposta da AMD para impulsionar o crescimento de seu negócio de data centers. No entanto, a empresa reconhece que elas não são a solução ideal para todos os tipos de carga de trabalho em inteligência artificial;
  • A inferência — etapa em que um modelo de IA já treinado gera respostas para usuários — é hoje um dos segmentos de crescimento mais rápido do mercado;
  • Diferentemente do treinamento de modelos, essa fase exige respostas rápidas e alta eficiência energética, o que abre espaço para arquiteturas especializadas;
  • Os chips da Taalas são desenvolvidos especificamente para um único modelo de IA. Em troca da menor flexibilidade, a empresa afirma que seus aceleradores podem executar determinadas tarefas milhares de vezes mais rápido do que GPUs convencionais, além de reduzir custos.

Tecnologia será integrada à plataforma de IA da AMD

A AMD informou que pretende incorporar a tecnologia da Taalas ao seu roteiro de aceleradores de IA e utilizá-la em soluções que combinem diferentes componentes da empresa.

A integração envolverá produtos, como os aceleradores AMD Instinct, os processadores EPYC, o software ROCm e os sistemas Helios, plataforma de servidores em escala de rack lançada recentemente para competir com as soluções integradas da Nvidia.

Segundo Vamsi Boppana, vice-presidente sênior do Grupo de Inteligência Artificial da AMD, a aquisição fortalece a estratégia da empresa de oferecer diferentes opções de computação para cada tipo de aplicação de IA.

“A AMD está construindo plataforma completa de inteligência artificial que oferece aos clientes flexibilidade para implantar a solução computacional adequada para cada carga de trabalho. A tecnologia e a equipe de engenharia da Taalas fortalecem nosso portfólio ao oferecer desempenho e eficiência diferenciados para inferência”, afirmou.

Ljubisa Bajic, cofundador e CEO da Taalas, disse que a união com a AMD permitirá acelerar o desenvolvimento da tecnologia. “Fundamos a Taalas para repensar a inferência de IA desde o início, construindo o hardware em torno do modelo. Fazer parte da AMD nos dará escala, recursos de engenharia e alcance global para acelerar nossa inovação”, declarou.

Ao fundo, gráfico financeiro; à frente, logo da AMD em um smartphone
Rival da Nvidia tenta recuperar terreno no mercado de IA – Imagem: PJ McDonnell/Shutterstock

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Startup promete transformar modelos de IA em chips personalizados

A proposta da Taalas é converter modelos de IA diretamente em circuitos dedicados. Segundo Bajic, a plataforma desenvolvida pela startup consegue transformar um modelo de IA em um chip personalizado em cerca de dois meses.

Atualmente, o principal acelerador da empresa executa uma versão reduzida do modelo Llama 3.1, da Meta. A companhia também trabalha em versões voltadas para modelos maiores e mais complexos.

Os chips são fabricados com um processo mais antigo da Taiwan Semiconductor Manufacturing Co. (TSMC) e utilizam memória SRAM integrada ao próprio chip para reduzir a latência.

Inferência ganha importância na corrida da IA

Especialistas apontam que aceleradores especializados, como os desenvolvidos pela Taalas e pela Groq, tendem a ganhar espaço em aplicações que exigem respostas quase instantâneas, conhecidas como sistemas de baixa latência.

Ainda assim, a CEO da AMD, Lisa Su, afirmou recentemente que acredita que as GPUs continuarão representando a maior parte do mercado de chips para inteligência artificial, justamente por serem capazes de executar uma ampla variedade de modelos sem necessidade de adaptações específicas.

Aquisição amplia ofensiva da AMD contra a Nvidia

A compra da Taalas faz parte de uma sequência de aquisições realizadas pela AMD para fortalecer sua divisão de IA e reduzir a vantagem da Nvidia no setor.

No ano passado, a empresa adquiriu a Silo AI por US$ 665 milhões (R$ 3,4 bilhões), incorporando expertise em desenvolvimento de modelos de IA. Também comprou a ZT Systems por US$ 4,9 bilhões (R$ 25,1 bilhões), negócio que deu suporte ao desenvolvimento da plataforma Helios, seus servidores integrados para data centers. Além disso, adquiriu empresas menores, como a MK1, especializada em software para inferência.

A estratégia acompanha uma tendência do mercado, em que fabricantes de chips passaram a oferecer soluções completas para data centers, integrando processadores, aceleradores, redes e servidores em vez de vender apenas componentes isolados.

Nos últimos meses, a AMD também anunciou uma parceria com a Cerebras para integrar seus chips de IA aos sistemas Helios.

A movimentação ocorre em um momento de forte concorrência no setor. Há pouco mais de sete meses, a Nvidia desembolsou US$ 20 bilhões (R$ 102,5 bilhões) para adquirir ativos da Groq, empresa especializada em chips de alto desempenho para IA, naquela que se tornou a maior aquisição da história da companhia.

Com a incorporação da Taalas, a AMD busca ampliar sua presença justamente em segmento considerado estratégico para a próxima fase da IA: a execução rápida e eficiente de modelos já treinados em aplicações do mundo real.

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06 agosto 2026

Judicialização é principal fonte de insegurança jurídica, diz desembargador

O excesso de judicialização é hoje o principal fator de insegurança no Brasil e exige que o Judiciário respeite as decisões técnicas das agência reguladoras, afirmou o desembargador do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região) João Carlos Mayer, durante painel no CNN Talks: Quando as Regras Mudam, realizado pela CNN Brasil, em Brasília.

Segundo Mayer, o volume de processos impede que o Judiciário acompanhe a demanda com a qualidade necessária.

“Como é que nós podemos começar um ano com um estoque de 75 milhões de processos, sendo que nesse ano nós batemos um recorde de quase 41 milhões de novas demandas. O Judiciário não está preparado para absorver esse tipo de demanda. Não temos estrutura para isso. E quanto mais se decide, se decide com menos qualidade”, afirmou.

O desembargador defendeu que as agências reguladoras tenham autonomia para decisões técnicas e que essas decisões recebam maior deferência por parte do Poder.

“O regulatório tem que transcender governos, então ele tem que permanecer”, disse Mayer.

Para o magistrado, o papel do Judiciário é verificar se as regras do jogo foram cumpridas, sem substituir o mérito das decisões administrativas ou avaliar se determinada política pública poderia ser mais eficiente.

“Quando o Judiciário decide dentro das regras do jogo, nós passamos a ter uma jurisprudência mais estável, porque é uma jurisprudência baseada na interpretação das regras. Quando você sai das regras para fazer outras apreciações, aí nós passamos a considerar outros valores, e esses valores tendem a cair no casuísmo”, explicou.

O CNN Talks: Quando as Regras Mudam reúne autoridades, empresários, especialistas e representantes da infraestrutura para debater os efeitos que decisões tomadas para responder às urgências do presente podem produzir sobre investimentos planejados para décadas.



source https://www.cnnbrasil.com.br/infra/judicializacao-e-principal-fonte-de-inseguranca-juridica-diz-desembargador/

SpaceX compra mais baterias da Tesla para alimentar expansão da IA

A SpaceX ampliou as compras de sistemas de armazenamento de energia da Tesla no segundo trimestre de 2026, segundo documentos financeiros divulgados pela empresa.

No período encerrado em 30 de junho, a companhia desembolsou US$ 295 milhões (R$ 1,5 bilhão) em Megapacks — baterias de grande escala que a SpaceXAI tem instalado para ajudar a abastecer seus data centers Colossus na região da Grande Memphis (EUA).

Com esse valor, o total gasto pela SpaceX em Megapacks da Tesla nos dois primeiros trimestres de 2026 chega a US$ 329 milhões (R$ 1,7 bilhão). Em 2025, quando ainda não era uma empresa de capital aberto, a SpaceX havia adquirido US$ 506 milhões (R$ 2,6 bilhões) em produtos Megapack da fabricante.

O que são os megapacks da Tesla?

  • Megapacks são sistemas de armazenamento de energia voltados para uso empresarial e em escala de utilidade pública;
  • A Tesla também fabrica os Megablocks, que reúnem quatro Megapacks em torno de um transformador;
  • Os sistemas utilizam células de lítio-íon ou outras tecnologias de bateria e permitem armazenar energia de diferentes fontes — incluindo combustíveis fósseis, renováveis e fontes intermitentes como solar e eólica — para evitar apagões em data centers e redes de distribuição;
  • A Tesla não é a única fabricante desse tipo de sistema: entre os principais concorrentes, segundo pesquisa da Wood Mackenzie, estão as chinesas Sungrow, BYD e CATL, a sul-coreana LG e a estadunidense Fluence.

Além dos Megapacks, as instalações Colossus e Colossus 2 da SpaceXAI na Grande Memphis também operam dezenas de turbinas a gás natural para geração de energia.

As emissões e o ruído das turbinas provocaram protestos de moradores da região, que relatam cheiro, problemas de saúde, barulho e poluição do ar — episódios que contribuíram para um movimento nacional de resistência a empreendimentos de data centers.

A Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor (NAACP, na sigla em inglês) entrou com ação judicial contra a SpaceXAI — anteriormente conhecida como xAI — em tribunal federal no Mississippi (EUA) para tentar impedir a empresa de continuar operando as turbinas sem controles de poluição ou licenças federais.

Cybertruck, da Tesla, estacionado em pátio grande e vazio
SpaceX gastou quase R$ 700 milhões em Cybertrucks compradas da Tesla em 2025 – (Imagem: wedmoments.stock/Shutterstock

Na chamada de resultados do segundo trimestre, Elon Musk afirmou que a SpaceX planeja expandir rapidamente sua infraestrutura de IA e suas usinas de energia. “Nossa meta provisória é ter 20 gigawatts de energia e resfriamento ativos até o final do próximo ano”, disse ele.

Musk reconheceu que alguns projetos “não vão sair exatamente no prazo”, mas estimou que, “ao nível da usina, algo próximo a 15 gigawatts” ainda seria alcançado.

SpaceX e Tesla têm histórico de transações entre partes relacionadas, compartilhamento de recursos e de pessoal.

Em 2025, além dos US$ 506 milhões em Megapacks, a SpaceX comprou US$ 131 milhões (R$ 673,4 milhões) em veículos Cybertruck, declarando que as aquisições foram feitas pelo preço sugerido pelo fabricante, sem descontos.

As compras ocorreram em momento no qual o interesse dos consumidores pelas picapes havia arrefecido e após uma série de recalls de segurança. No primeiro semestre de 2026, a SpaceX não divulgou novas aquisições de Cybertrucks.

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source https://olhardigital.com.br/2026/08/05/pro/spacex-compra-mais-baterias-da-tesla-para-alimentar-expansao-da-ia/

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