Servidores da carreira de Finanças e Controle aprovaram a retomada de uma operação-padrão após assembleia do Unacon Sindical (Sindicato Nacional dos Auditores e Técnicos Federais de Finanças e Controle), realizada na quinta-feira (5).
A operação-padrão é uma forma de mobilização em que os servidores passam a cumprir estritamente todos os procedimentos e prazos previstos nas normas, o que na prática reduz o ritmo de análise de processos e pode provocar atrasos.
“Não temos alternativa senão intensificar o movimento, em que pese os prejuízos que vão ser gerados na apuração desses casos importantes que a CGU está investigando”, disse Rudinei Marques, presidente do Unacon Sindical.
Já nas investigações sobre fraudes no INSS, a CGU instaurou, no ano passado, 40 novos Processos Administrativos de Responsabilização contra 38 entidades e três empresas suspeitas de cobrar ilegalmente mensalidades associativas de aposentados e pensionistas.
A Controladoria também participou da Operação Sem Desconto, que mobilizou cerca de 300 servidores da CGU e 800 policiais federais.
Outros impactos
Ainda segundo o Unacon Sindical, a operação-padrão pode afetar outras atividades da carreira, como a análise de recursos relacionados à Lei de Acesso à Informação e a divulgação de resultados de avaliações de empresas inscritas no programa Pró-Ética.
De acordo com a entidade, a mobilização ocorre em meio a reivindicações da categoria. O sindicato afirma que o governo não teria cumprido integralmente um acordo firmado com integrantes da carreira há cerca de 15 meses, que incluiria mudanças no enquadramento da tabela de progressão, atualização do tempo de progressão para 12 meses e o envio de um projeto de lei ao Congresso sobre a estrutura da carreira.
A CNN Brasil procurou a Controladoria-Geral da União para comentar as reivindicações e os possíveis impactos da mobilização e aguarda retorno.
Um novo estudo indica que versões genéricas das canetas Ozempic e Wegovy, medicamentos da farmacêutica Novo Nordisk usados no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade, poderiam ser vendidas por menos de US$ 3 (R$ 15,82) por mês. A estimativa reforça a possibilidade de ampliar significativamente o acesso a tratamentos para perda de peso e controle da glicemia.
A análise foi conduzida por pesquisadores da University of Liverpool (Reino Unido) e aponta que a semaglutida injetável, princípio ativo dos dois medicamentos, poderia custar entre US$ 28 e US$ 140 (R$ 147,62 a R$ 738,12) por ano.
Os valores contrastam com os preços atuais praticados no mercado. Nos Estados Unidos, o preço de tabela definido pela farmacêutica é de US$ 1.027,51 (R$ 5.389,29) por ano para o Ozempic e de US$ 1.349 (R$ 7.075,50) para o Wegovy. A empresa anunciou que pretende reduzir ambos para US$ 675 (R$ 3.540,37) a partir de 1º de janeiro.
Mesmo com descontos e programas comerciais, os preços seguem elevados. Nos EUA, a venda direta ao consumidor do Wegovy chega a US$ 349 (R$ 1.830,50) por mês para a maioria das doses. No Brasil, o tratamento mensal com Ozempic pode atingir R$ 1.299,70, enquanto o Wegovy pode chegar a R$ 2.504,02.
Mesmo com descontos, preços seguem elevados (Imagem: Kokosha Yuliya/Shutterstock)
Genéricos de Ozempic e similares e possível queda de preços
Com o vencimento de patentes, versões genéricas do Ozempic devem surgir ainda neste ano em grandes mercados, como Índia, China, Canadá e Brasil, o que pode transformar o setor nesses países;
Analistas apontam que a concorrência pode desencadear uma guerra de preços, reduzindo o custo mensal para cerca de US$ 15 (R$ 80) em algumas regiões;
Segundo os pesquisadores, o preço poderia cair ainda mais. O estudo foi divulgado nesta semana em formato de preprint, o que significa que ainda não passou por revisão por pares em uma revista científica;
Para chegar às estimativas, os pesquisadores analisaram registros de remessas de 2024 e 2025 de ingredientes usados na produção da semaglutida;
A equipe calculou os custos de fabricação, incluindo embalagem, impostos e margens de lucro. A metodologia é semelhante à utilizada por outro grupo de pesquisadores que concluiu, em 2024, que o Ozempic poderia ser produzido com lucro por menos de US$ 5 (R$ 26,36) por mês.
De acordo com o levantamento, o próprio ingrediente do medicamento representa apenas uma pequena parte do custo total das versões injetáveis, variando entre US$ 0,01 e US$ 0,12 (R$ 0,05 – R$ 0,63) por dose.
Já as canetas de injeção podem custar entre US$ 0,30 e US$ 2,50 (R$ 1,57 – R$ 13,11) por unidade. Em comparação, versões orais do medicamento teriam custos mais altos, estimados entre US$ 186 e US$ 380 (R$ 980,64 a R$ 2.003,46) por ano.
No artigo, os autores destacam que o nível de acessibilidade da semaglutida genérica “dependerá, em grande parte, da produção em massa de dispositivos de baixo custo”.
O pesquisador visitante sênior da Universidade de Liverpool Andrew Hill, que ajudou a liderar o estudo, afirmou que preços menores poderiam ampliar, de forma significativa, o alcance do tratamento. “Isso permite uma escala muito maior de tratamento. O preço baixo dá aos países a perspectiva de tratar toda a sua população”, diz Hill.
Segundo ele, a equipe decidiu divulgar rapidamente os resultados para dar mais visibilidade às estimativas enquanto autoridades de saúde negociam preços para versões genéricas do medicamento.
Além dos dez países onde a semaglutida perde proteção de patente neste ano, os pesquisadores identificaram outros 150 países sem registro de patente para a substância. Isso significa que versões genéricas poderiam estar disponíveis em cerca de 160 países que concentram 69% dos pacientes com diabetes tipo 2 e 84% das pessoas com obesidade no mundo.
No Brasil, a patente da semaglutida — princípio ativo presente no Ozempic, no Wegovy e também no Rybelsus — chega ao fim em 20 de março. Após duas décadas de exclusividade comercial da Novo Nordisk no país, outras empresas poderão desenvolver e vender suas próprias versões do medicamento.
Antes de chegar ao mercado, porém, os genéricos precisam ser avaliados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A agência analisa dados de qualidade, segurança e eficácia para verificar se os novos produtos são equivalentes ao medicamento original.
No ano passado, o Ministério da Saúde solicitou que a Anvisa priorizasse a análise das versões nacionais. Segundo o texto, as farmacêuticas já haviam submetido suas formulações à agência antes mesmo do término da patente.
Esse tipo de submissão pode ocorrer enquanto a patente ainda está em vigor, mas os laboratórios ficam impedidos de comercializar o medicamento até o fim do período de exclusividade.
A equipe de Britney Spears se pronunciou após a cantora ser presa na última quarta-feira (4) por ter dirigido alcoolizada.
Um representante emitiu um comunicado para a revista People, confirhttps://stories.cnnbrasil.com.br/entretenimento/a-mulher-em-mim-livro-de-memorias-de-britney-spears-vai-virar-filme/mando que a princesa do pop foi detida sob influência de álcool em Ventura, na Califórnia. A cantora logo foi liberada, de acordo com o registro do Departamento do Xerife de Ventura. “Este foi um incidente lamentável e completamente indesculpável“, dizia a nota.
“A Britney tomará as medidas corretas e cumprirá a lei, e esperamos que este seja o primeiro passo para uma mudança necessária há muito tempo na vida dela. Esperamos que ela consiga a ajuda e o apoio de que precisa durante este momento difícil”, continuava a declaração.
Ele acrescentou que seus filhos, Sean Preston e Jayden James, passarão um tempo na companhia da cantora. “Seus entes queridos elaborarão um plano necessário e há muito esperado para garantir seu sucesso e bem-estar“, concluía a nota sem dar detalhes sobre o que esse “plano” se tratava.
De acordo com a Patrulha Rodoviária da Califórnia para a publicação, a cantora estava “dirigindo de forma errática em alta velocidade, apresentou sinais de embriaguez e se submeteu a uma série de testes de sobriedade”. Ela foi presa após os exames indicarem uma combinação de drogas e álcool enquanto estava dirigindo. Britney foi fichada e liberada na madrugada.
Em liberdade, Britney deverá se apresentar no tribunal em 4 de maio.
Virginia Fonseca já chegou a Paris para dar início ao seu calendário fashion. E a influenciadora está com a agenda cheia de compromissos durante a Paris Fashion Week. Ela revelou à CNN Brasil que participará de um jantar promovido pela Balenciaga apenas para convidados nesta quinta-feira (5).
Já, na sexta (6), participará de um roteiro exclusivo elaborado pela própria grife de luxo, que vai exibir a coleção Outono/Inverno 2026 no próximo sábado.
Nas redes sociais, ela chegou a celebrar o momento em uma publicação: “Primeira noite em Paris“.
Para a ocasião, Virginia contará com a ajuda do stylist Rodolpho Rodrigo para escolher os looks de seus compromissos. “A marca está presente em sua rotina real. Desde momentos com os filhos, treinos na academia, pelas pontes aéreas, e até em um dia de sol na praia”, ressaltou. “Foi essa conexão que chamou a atenção e mostrou aderência ao DNA da Balenciaga, sem fugir de sua essência”, garantiu ele.
Essa é a primeira vez que a influenciadora participa de um circuito da semana de moda internacional.
A comunidade gamer está em polvorosa com as últimas notícias vindas da Microsoft. A CEO do Xbox, Asha Sharma, confirmou detalhes importantes sobre a próxima geração de consoles da empresa.
Sharma utilizou o X para anunciar que o novo sistema, que está sendo desenvolvido sob o codinome “Project Helix”, terá um desempenho superior e, para a surpresa de muitos, será compatível tanto com jogos de console quanto com títulos de PC.
Sharma também fez questão de mencionar que aprofundará a discussão sobre o “Project Helix” na próxima semana, durante a Game Developers Conference (GDC). Lá, ela se encontrará com parceiros e desenvolvedores, o que sugere que mais informações sobre as especificações e o ecossistema do console podem ser reveladas.
Essa revelação acontece poucas semanas após a saída de Phil Spencer do cargo de CEO;
A mudança na liderança veio em um período em que a marca Xbox enfrentava desafios, indicando a necessidade de uma nova direção;
A expectativa em torno do “Project Helix” é alta, especialmente para entender como a Microsoft planeja integrar a capacidade de rodar jogos de PC em um console;
Surge a questão: estaremos diante de um PC disfarçado de console?
Os entusiastas da tecnologia e do universo dos games aguardam ansiosamente para descobrir os parâmetros de desempenho que a Microsoft busca alcançar com este novo hardware. Detalhes sobre os componentes internos e as inovações tecnológicas que o “Project Helix” trará para o mercado devem ser um dos pontos altos da apresentação na GDC.
Sharma assumiu o cargo há poucas semanas (Imagem: Reprodução/Microsoft)
Great start to the morning with Team Xbox, where we talked about our commitment to the return of Xbox including Project Helix, the code name for our next generation console.
Project Helix will lead in performance and play your Xbox and PC games. Looking forward to chatting about… pic.twitter.com/Xx5rpVnAZI
É inegável que há um sentimento de renovação e empolgação em relação ao futuro do Xbox. A situação atual lembra os primeiros anos da marca, quando a Microsoft buscou inovar e se destacar no cenário dos videogames.
Há quem especule que a empresa pode estar considerando um ciclo de vida mais curto para esta geração de consoles, preparando um sucessor de forma mais ágil, algo que não é comum na indústria.
Além disso, uma possível situação interessante pode surgir se os rumores sobre um adiamento do PlayStation 6 se concretizarem.
Nesse cenário, a Microsoft poderia ganhar uma vantagem significativa, desfrutando de alguns anos com seu novo hardware antes que a Sony apresente sua próxima geração. Isso poderia redefinir a dinâmica competitiva no mercado de consoles por um período.
O Canadá iniciou a retirada de parte de seus cidadãos que estão no Oriente Médio, informou nesta quarta-feira (4) a ministra das Relações Exteriores, Anita Anand.
Segundo a ministra, canadenses que estão em Israel serão levados de ônibus até a fronteira com o Egito. Já em Beirute, um número limitado de pessoas está sendo embarcado em aviões.
O governo também trabalha para organizar voos charter a partir dos Emirados Árabes Unidos, à medida que o espaço aéreo na região começa a ser reaberto.
De acordo com Anand, o Canadá tem mais de 100 mil cidadãos registrados no Oriente Médio. O governo não detalhou quantas pessoas devem ser retiradas nesta primeira fase da operação.
O Catar também tomou medidas de precaução por conta da guerra. As autoridades determinaram, nesta quarta-feira, a retirada de moradores que vivem nas proximidades da embaixada dos Estados Unidos no país.
O governo não detalhou o que motivou a decisão, mas informou que as pessoas retiradas receberão acomodações adequadas.
A ordem ocorre em meio à escalada de tensão no Oriente Médio. Desde o início da campanha de bombardeios conduzida por Estados Unidos e Israel, o Irã tem atacado bases e instalações militares americanas no Iraque, Kuwait, Bahrein, Catar e Emirados Árabes Unidos.
Um relatório do Comitê Seleto sobre o Partido Comunista Chinês da Câmara dos Representantes dos EUA aponta que a Chinaopera ou possui acesso a várias instalações espaciais na América Latina com potencial militar. E o Brasil está na lista.
O documento cita a “Estação Terrestre de Tucano“, apresentada, da mesma forma que as demais citadas, como projeto civil e científico. Contudo, congressistas estadunidenses a veem com capacidade de uso duplo, ou seja, também podendo servir ao exército chinês.
Explicações
Com a exposição do relatório, o Ministério da Defesa foi convocado para dar explicações à Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) sobre o que seria a Estação Terrestre de Tucano.
Nesta terça-feira (3), o CREDN aprovou requerimento de informação destinado à Defesa, de autoria do presidente do Colegiado, Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL/SP);
Segundo o presidente, “o relatório do Comitê Seletivo do Congresso dos EUA sobre Competição Estratégica entre os EUA e o Partido Comunista Chinês analisa como a República Popular da China está expandindo sua infraestrutura espacial na América Latina, usando projetos civis e comerciais como fachada para fortalecer a Consciência de Domínio Espacial (CDE) do Exército de Libertação Popular”;
“Considerando as implicações sensíveis que o tema acarreta para a segurança do Estado e a integridade do território nacional, impõe-se o pleno esclarecimento dos fatos pelo Ministério da Defesa”, prosseguiu.
Estação Terrestre de Tucano e relatório dos EUA
No relatório, são apontadas 11 instalações ligadas à China no Brasil, Argentina, Venezuela, Bolívia, Chile e outros. Tucano foi estabelecida em acordo realizado em 2020 como um projeto entre a startup brasileira Ayla Nanossatélites e a chinesa Beijing Tianlian Space Technology.
Não se sabe a localização exata da estação, apenas que se encontra na região de Salvador (BA). No relatório estadunidense, é descrito o laboratório conjunto de radioastronomia em Serra do Urubu, concebido em 2025 após acordo entre Instituto de Pesquisa em Comunicação de Redes de Ciência e Tecnologia Elétrica da China (CESTNCRI) e universidades federais de Campina Grande (UFCG) e Paraíba (UFPB).
A Beijing Tianlian é vinculada à Academia Chinesa de Tecnologia Espacial e à China Aerospace Science and Technology Corporation, do governo. Ambas são chaves do programa espacial da China.
Além disso, a falta de informações concisas sobre o uso da estação preocupa os congressistas, que apontam risco de uso para fins militares. Na documentação oficial, o que a estação faz é apoiar satélites de observação da Terra e comunicações espaciais.
O relatório indica que a Beijing Tianlian fornece comunicações de voz e dados entre satélites e o planeta, inclusive para missões tripuladas e satélites desenvolvidos para reconhecimentos. A Alya declarou que a estação daria suporte à constelação de satélites comerciais Alya-1, que observa a Terra.
Os congressistas estadunidenses dão conta de que o acordo entre as empresas prevê troca e armazenamento de dados operacionais por meio de suas redes de antenas interligadas. Eles entendem que essa conexão aumentaria a cobertura de órbitas polares e equatoriais e, por consequência, a capacidade de rastreamento de satélites.
Os parlamentares entendem, ainda, que essa combinação é capaz de aprimorar a “consciência situacional espacial”, o que envolve monitoramento e rastreamento de objetos espaciais.
Dessa forma, diz o documento, seria possível contribuir para inteligência militar, orientação de mísseis e acompanhamento de ativos estrangeiros. Além disso, há uma citação a uma parceria entre Alya e o Departamento de Ciência e Tecnologia da Força Aérea Brasileira (FAB) como apoio à Tucano.
Assim sendo, o comitê entende que essa ligação é uma integração sensível entre a estação em si e estruturas de defesa do Brasil. Ele recomenda que o governo dos EUA reavalie sua cooperação espacial com países que detenham infraestrutura da China e limite a expansão dessas estruturas no hemisfério ocidental.
O relatório aponta ainda que bases, como Tucano, podem aumentar a capacidade chinesa de vigilância e possível interferência em sistemas espaciais de nações consideradas adversárias por Pequim.
Humberto Barbosa, coordenador do Laboratório de Processamento de Imagens de Satélite (Lapis) da Universidade Federal de Alagoas, diminuiu a importância do relatório. “Está muito claro hoje que, pelo nível de desenvolvimento tecnológico que esses dois países [Estados Unidos e China] alcançaram, não há qualquer necessidade de uma base fixa localizada em uma área extremamente fácil de ser rastreada e de fácil espionagem“, afirmou ao UOL.
“Não imagino um chinês colocando sua tecnologia, principalmente na área militar e com equipamentos sofisticados, em uma área tão vulnerável como o Brasil. Isso é uma piada, não dá nem para levar a sério e mostra o nível de um grupo muito específico nos Estados Unidos que ainda traz esse tipo de discussão”, prosseguiu.
Apesar da preocupação estadunidense, não há provas públicas de uso militar dessa base. Inclusive, o próprio texto admite que as instalações são apresentadas como civis e comerciais e que as suspeitas são originárias da análise de capacidades técnicas e vínculos institucionais com a área espacial da China, operada com políticas de integração civil-militar.
Mapa com indicação da localização das supostas bases militares chinesas (Imagem: Reprodução/The Select Committee on the Chinese Communist Party)
A Alya Space alegou, em nota, que atua junto à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e à União Internacional de Telecomunicações (UIT) e nega ter envolvimento com atividades militares ou de vigilância estratégica. Lembrou, ainda, que sua atuação é inteiramente civil e alinhada à Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).
Leia a nota na íntegra:
A Alya Space é uma empresa brasileira do setor espacial, sediada em Salvador (BA) e fundada no final de 2019, dedicada ao desenvolvimento de soluções espaciais sustentáveis voltadas ao monitoramento ambiental, análise territorial e apoio à tomada de decisão estratégica por meio do uso responsável da tecnologia espacial.
A empresa está desenvolvendo uma constelação e possui as licenças de operação expedidas pela UIT (União das Nações para telecomunicações – Genebra) para o lançamento de 216 satélites em órbita baixa da Terra, destinada à geração de imagens de alta resolução e dados analíticos aplicados a áreas como agricultura sustentável, resiliência climática, energia e gestão ambiental.
Atualmente, suas atividades concentram-se em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e provas de conceito tecnológicas, etapa necessária à construção segura e estruturada de um projeto espacial de longo prazo, com operação comercial ativa prevista para 2027.
A conformidade regulatória é um dos pilares centrais da Alya Space. A empresa conduz seus processos em estrita observância às legislações brasileiras e internacionais aplicáveis, atuando junto à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para licenciamento de radiofrequências e coordenação internacional junto à União Internacional de Telecomunicações (UIT), onde obteve o status de operadora de satélites e autorização para uso orbital de sua constelação, seguindo rigorosamente as normas vigentes em todas as etapas do projeto.
Como parte de sua estratégia, a Alya Space participa de iniciativas internacionais voltadas ao uso sustentável do espaço e à cooperação tecnológica global, alinhando suas atividades à Agenda 2030 das Nações Unidas, especialmente ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável nº 17, que promove parcerias internacionais para o desenvolvimento sustentável.As interpretações que associam a empresa a atividades secretas de vigilância estratégica ou aplicações militares não refletem sua atuação. A Alya Space opera sob princípios estritamente civis, comerciais e alinhados às legislações nacionais e internacionais aplicáveis.
A empresa permanece à disposição das autoridades, parceiros institucionais e da sociedade para quaisquer esclarecimentos adicionais, reiterando que todas as suas atividades são conduzidas dentro dos marcos legais vigentes e orientadas ao desenvolvimento sustentável da economia espacial e ao benefício coletivo da humanidade.
Alya Space, em nota
O Olhar Digital entrou em contato com o Ministério das Relações Exteriores (por conta de se tratar de um assunto que envolve atores estrangeiros), com o Ministério da Defesa (responsável pela FAB e chamado pela CREDN para dar explicações) e com o Ministério da Ciência, Tenologia e Inovações (que cuida do programa espacial brasileiro). Assim que obtivermos um retorno, atualizaremos esta reportagem.
O Fluminense tem conversas avançadas com o São Paulo para a contratação do volante Alisson, de 32 anos. Segundo apurou a Itatiaia, ele deve reforçar o Tricolor carioca por empréstimo até o final da temporada.
Ainda de acordo com a reportagem, o Fluminense arcará com todos os custos de Alisson (salário e imagem) durante o período de empréstimo. Caso o clube opte pela compra definitiva do jogador, deverá desembolsar 2,5 milhões de euros (cerca de R$ 15 milhões).
O acordo firmado entre os clubes prevê também que o Fluminense pague R$ 2 milhões ao São Paulo caso Alisson seja relacionado para algum jogo contra o Tricolor paulista.
Um dos fatores que contribuiu para a transferência de Alisson ao Fluminense foi o clima desgastado no São Paulo após a negociação frustrada com o Corinthians. O jogador chegou a estar próximo do Timão, mas o acordo “melou”.
Além disso, Alisson terá mais oportunidades no Fluminense, graças à antiga parceria com Luis Zubeldía, quando o argentino comandou o São Paulo.
Alisson soma 188 jogos com a camisa do São Paulo, com oito gols e 12 assistências. Ele também teve passagens por Grêmio e Cruzeiro no futebol brasileiro.
A NASA anunciou que concluiu o reparo no foguete da Artemis II, mantendo o cronograma para uma possível janela de lançamento em abril. A missão marcará o primeiro voo tripulado ao redor da Lua em mais de 50 anos.
O problema identificado estava relacionado ao fluxo de hélio no estágio superior do foguete Space Launch System (SLS), responsável por pressurizar os tanques de propelente.
Após um ensaio geral completo — conhecido como wet dress rehearsal — a agência detectou uma interrupção nesse fluxo, o que levou à decisão de retornar o foguete do Complexo de Lançamento 39B para o Vehicle Assembly Building (VAB), no Kennedy Space Center, na Flórida (EUA). A área afetada não era acessível na plataforma, tornando o recuo a única opção viável.
O trabalho de reparo ocorreu dentro do VAB. A intervenção se concentrou em uma vedação localizada em uma interface por onde o hélio flui do equipamento terrestre para o estágio superior do SLS. Essa vedação estava obstruindo o mecanismo conhecido como quick disconnect;
Segundo a NASA, “a equipe removeu o quick disconnect, remontou o sistema e começou a validar os reparos no estágio superior, executando um fluxo reduzido de hélio pelo mecanismo para garantir que o problema foi resolvido”;
A agência também informou que engenheiros avaliam o que pode ter causado o deslocamento da vedação, a fim de evitar que a falha volte a ocorrer;
Com o contratempo, a possibilidade de lançamento em março foi descartada;
A próxima janela se abre em abril, com oportunidades nos dias 1º, de 3 a 6 e 30. De acordo com a atualização divulgada na terça-feira (3), essas datas continuam sendo consideradas.
Tripulação da missão Artemis II: Victor Glover (que vai se tornar a primeira pessoa negra a chegar à órbita da Lua), Christina Kech (a primeira mulher) e Reid Wiseman (os três, da NASA), além de Jeremy Hansen, astronauta da Agência Espacial Canadense (Imagem: NASA)
Além do reparo, a equipe da Artemis II aproveita o período no VAB para realizar outras atividades técnicas. Entre elas, estão a substituição das baterias de voo no estágio central, no estágio superior e nos propulsores auxiliares de combustível sólido do SLS, além do carregamento das baterias do sistema de aborto de emergência da cápsula Orion. Também está sendo ativado um novo conjunto de baterias do sistema de terminação de voo antes de um novo teste completo do sistema.
A Artemis II levará quatro astronautas em um voo de aproximadamente dez dias ao redor da Lua. Será o primeiro voo tripulado nas proximidades do satélite natural desde a missão Apollo 17, em 1972. A atualização sobre o foguete ocorre após um anúncio mais amplo de reestruturação do programa Artemis.
A NASA informou que a Artemis III não será mais a primeira missão a pousar astronautas na Lua. Essa meta agora está prevista para a Artemis IV, planejada para 2028. Já a Artemis III deverá permanecer em órbita terrestre e incluir um encontro entre a cápsula Orion e um ou ambos os módulos lunares privados contratados para o programa.
A Federação Paulista de Futebol (FPF) segue dando detalhes das finais do Campeonato Paulista. Depois de anunciar datas, horários e locais da decisão, a entidade confirmou a equipe de arbitragem do jogo de ida.
Matheus Delgado Candançan vai ser o árbitro e terá Danilo Ricardo Simon Manis e Evandro de Melo Lima como assistentes e Murilo Tarrega Victor como quarto árbitro, enquanto o VAR ficará a cargo de Marcio Henrique de Gois.
Final do Paulistão
O jogo de ida da decisão estadual entre Palmeiras e Novorizontino será disputado nesta quarta-feira (4), às 20h, na Arena Crefisa Barueri, em Barueri, casa palestrina enquanto acontece a mudança do gramado sintético do Allianz Parque.
Já a volta acontece no domingo (8), às 20h30, no estádio Jorge Ismael de Biasi, o Jorjão, casa do Tigre do Vale, em Novo Horizonte, cidade na região de São José do Rio Preto a cerca de 410 quilômetros de SP Capital.
Veja a arbitragem completa de Palmeiras x Novorizontino
Árbitro: Matheus Delgado Candançan
Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis e Evandro de Melo Lima
Quarto árbitro: Murilo Tarrega Victor
Quinto árbitro: Bruno Silva de Jesus
Analisa de campo: Philippe Lombard
VAR: Marcio Henrique de Gois
Assistentes de VAR: Vitor Carmona Metestaine e Douglas Marques das Flores
A Anthropic anunciou que está levando mais um recurso antes restrito a assinantes pagos para o plano gratuito do Claude. A partir de agora, usuários da versão gratuita do chatbot poderão optar por permitir que a ferramenta faça referência a conversas anteriores para informar suas respostas.
A empresa tornou o Claude capaz de lembrar interações passadas pela primeira vez em agosto do ano passado. No fim do ano, adicionou a capacidade de compartimentalizar memórias. Agora, a funcionalidade de memória passa a integrar também o plano gratuito.
A mudança ocorre em um momento oportuno: mais cedo, a Anthropic facilitou a importação de conversas anteriores de um chatbot concorrente para o Claude.
Após ativar a memória, o usuário pode desativar o recurso a qualquer momento. É possível apenas pausar a funcionalidade — preservando as memórias para uso futuro — ou excluí-las completamente, garantindo que não fiquem armazenadas nos servidores da Anthropic.
Desenvolvedora do Claude, Anthropic entrou em rota de colisão com o governo dos EUA (Imagem: gguy/Shutterstock)
Anthropic e Claude: popularidade em alta e disputa com o governo dos EUA
O Claude vive um momento de popularidade crescente. Recentemente, o aplicativo alcançou o primeiro lugar entre os apps gratuitos na App Store;
Ao mesmo tempo, a Anthropic está envolvida em uma disputa contratual de alto risco com o governo dos Estados Unidos relacionada a salvaguardas de IA;
Na sexta-feira (27), o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, classificou a empresa como um “risco na cadeia de suprimentos” depois que a Anthropic se recusou a assinar um contrato que, segundo a startup, iria contra seus princípios de não militarizar a IA;
Após a declaração de Hegseth, a Anthropic afirmou que vai contestar a designação.
Por enquanto, resta acompanhar como a situação irá evoluir e quais podem ser as implicações para a empresa.
“Queremos falar de futebol, mas o Arthur era para ter sido expulso. Até aí não podemos falar mais, foi outro jogo. Fui sincero, falei para Daronco, ele foi tendencioso. A falta no primeiro minuto eu já fiquei brabo porque sabia o que viria. Precisamos falar a verdade. No VAR tinha um árbitro com uma foto no estádio do Grêmio. Um torcedor do Grêmio operando o VAR”, afirmou, durante a entrevista coletiva.
O lance em questão sobre o Arthur foi quando o volante se bateu com Borré, que teria deixado o cotovelo no rosto do atacante, durante o primeiro tempo do GreNal 450.
Diretor técnico do Inter, Abel Braga também concedeu entrevista coletiva — após Pezzolano — e criticou a arbitragem do clássico pela decisão do estadual.
“Tem umas coisas estranhas. Cartão amarelo, o Grêmio não recebeu. Não estou botando a culpa no Daronco. A derrota foi ruim e não vou ficar falando de arbitragem. Ele (árbitro) sabe o que fez. Ninguém aqui perguntou, o Grêmio queria arbitragem de fora”, afirmou.
Com o resultado no duelo de ida, o Inter precisa ganhar por quatro ou mais gols de diferença para ser campeão gaúcho no tempo normal de jogo.
Se a diferença for de três gols a favor do Colorado, a decisão será definida para os pênaltis. A partida de volta está marcada para o próximo domingo (8), às 18h (de Brasília), no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre.
O Palmeiras está na final do Campeonato Paulista 2026. Jogando na Arena Crefisa Barueri, o time venceu o São Paulo por 2 a 1, com gols de Maurício e Flaco López, e selou a ida à decisão do torneio pelo sétimo ano consecutivo – sexto sob o comando de Abel Ferreira.
Jogando como se estivesse no Allianz Parque, o Palmeiras começou pressionando, em uma tentativa de acelerar o jogo.
O resultado foi quase que imediato: em uma jogada construída com a participação de todo o setor ofensivo, Vitor Roque tocou dentro da área, e Maurício contou com um desvio para ficar com a sobra. O camisa 18 só teve o trabalho de bater para o gol, abrindo o placar na Arena Crefisa Barueri.
Encaixotado, o Tricolor teve dificuldades na saída de bola com seus volantes. A postura do Palmeiras atrapalhava isso também, com as roubadas de bola já no campo de ataque.
Enzo Díaz chegou bem pelo lado esquerdo, procurando por Luciano, mas o gigante Carlos Miguel apareceu bem para afastar a jogada.
O Palmeiras teve chance de ampliar antes da virada do cronômetro, e Piquerez perdeu uma chance inacreditável. O lateral recebeu de Vitor Roque totalmente livre do lado esquerdo, e bateu cruzado. A bola passou muito perto do gol, mas saiu pela linha de fundo, irritando Abel Ferreira.
Mais uma vez, como nos últimos duelos entre as equipes, houve uma grande polêmica de arbitragem. Em uma bola cruzada, os jogadores do São Paulo reclamaram de um possível toque de mão do zagueiro Gustavo Gómez.
A árbitra Daiane Caroline Muniz dos Santos disse ter visto o lance em campo, mas tanto os jogadores do São Paulo em campo quanto Hernán Crespo reclamaram muito da marcação.
No lance seguinte, o Palmeiras ampliou, em uma falta com mais uma questão de arbitragem – Daiane deu o amarelo para Sabino, quando a infração foi cometida por Danielzinho. O cartão foi corrigido logo depois.
Na bola parada, Andreas cobrou rasteiro buscando Piquerez. O lateral cruzou e Flaco López apareceu sozinho, entre dois marcadores, ajeitando sozinho para o gol.
O São Paulo melhorou com a entrada de Danielzinho e diminuiu o placar em mais uma jogada polêmica. Aos 23, o Bobadilla caiu na área ao disputar a bola com Marlon Freitas e Daiane assinalou pênalti. Na cobrança, Calleri bateu no meio, Carlos Miguel caiu para a direita, e o Tricolor voltou para o jogo.
Mesmo pouco inspirado, o São Paulo teve mais liberdade e volume de jogo, mas isso não se traduziu em boas oportunidades de gol, e o Tricolor ficou pelo caminho.
Questionado pela CBS News em uma entrevista por telefone sobre quem ele achava que estava no comando, Trump disse: “Eu sei exatamente quem é, mas não posso dizer”.
Questionado sobre se havia alguém no Irã que ele preferiria ver assumir a liderança, o presidente disse: “Sim, acho que sim. Há alguns bons candidatos.”
Trump não deu mais detalhes sobre a quem se referia.
Por Bruno Capozzi, editor executivo do Olhar Digital
Parte da comunidade do Olhar Digital já me conhece porque, de vez em quando, eu apresento o Olhar Digital News – nossa live diária. Também produzo matérias daqui de Dubai, onde eu moro.
Como Dubai às vezes aparece na programação do Olhar Digital, resolvi escrever este relato — hoje não para falar de ciência e tecnologia, mas para compartilhar como foi o sábado de escalada de tensão aqui no Oriente Médio.
A gente já acordou com as notícias envolvendo Estados Unidos e Irã. No horário de Brasília, era madrugada; aqui em Dubai já era manhã – estamos sete horas à frente.
Por volta de uma da tarde (hora local), a tensão chegou de fato aos Emirados Árabes Unidos. Começamos a ouvir os primeiros estrondos — um barulho forte, com janelas tremendo. Não é algo comum por aqui. Eu nunca tinha ouvido um míssil. Então, a ficha só caiu pelo contexto das notícias e pelo que vinha sendo reportado ao longo do dia.
Esses estrondos se repetiram em ondas ao longo da tarde e seguiram acontecendo até a madrugada. Eu escrevi este relato por volta de cinco da manhã, no horário de Dubai, e até pouco antes ainda era possível ouvir novos barulhos, relacionados a interceptações.
Segundo o balanço mais recente divulgado pelas autoridades locais, foram 137 mísseis e 209 drones interceptados.
Pouco depois dos primeiros estrondos, o governo confirmou oficialmente que se tratava da interceptação de mísseis e informou a morte de uma pessoa em Abu Dhabi, causada pelos destroços de mísseis abatidos.
Mais tarde, houve a confirmação de outra morte, dessa vez no aeroporto de Abu Dhabi, após um ataque iraniano. As autoridades também comunicaram que pessoas ficaram feridas em incidentes no aeroporto de Dubai e em um hotel na região de Palm Jumeirah, uma área turística e nobre da cidade.
Antes, voltando para o começo da tarde, o governo anunciou o fechamento do espaço aéreo dos Emirados Árabes Unidos. E, quando se fala em fechar o espaço aéreo de Dubai e Abu Dhabi, estamos falando de dois dos maiores hubs de aviação do mundo. As consequências não ficam restritas ao Oriente Médio: há um efeito em cascata no mundo todo, porque muitos voos não apenas chegam aos Emirados, como também passam por aqui em conexões para países da Ásia e até para a Austrália. Foi, portanto, um dia de transtornos para a aviação global.
Eu moro na região de Dubai Marina, um bairro muito movimentado e turístico, com muitos prédios residenciais e comerciais — além de uma área financeira importante. Aqui, ouvimos dezenas de estrondos ao longo do dia, com sensação de vibração e janelas mexendo. Você pode imaginar a apreensão.
No vídeo a seguir, dá para ouvir estrondos e ver o que parece ser um míssil no céu.
Depois das interceptações, a gente via fumaça no céu, como mostra a foto a seguir:
Apesar disso, do ponto de vista do funcionamento da cidade, não houve grandes restrições. Não foi decretado toque de recolher. Serviços continuaram operando normalmente. Agora mesmo enquanto escrevo, da minha janela, vejo um mercado e uma farmácia 24h.
Essa é a ambiguidade do dia: um clima de tensão muito forte, mas com sinais de normalidade na rotina — se é que dá para chamar assim.
Instituições de ensino privadas em Dubai passarão ao ensino à distância até quarta-feira, 4 de março, como medida de precaução.
O governo também enviou alertas. Primeiro, um SMS dizendo que a situação estava sob controle, mas orientando a população a buscar locais seguros. Depois, veio um alerta mais incisivo, semelhante aos alarmes de Defesa Civil no Brasil, em que o celular apita e o aviso toma a tela. A orientação era clara: procurar um lugar seguro, ficar em prédios considerados seguros e longe de janelas.
Ao longo do dia, as autoridades locais também informaram que mantinham reuniões com países vizinhos. Nos comunicados oficiais, a linha adotada foi a de buscar diálogo e saídas diplomáticas, condenando os ataques, mas afirmando ter o direito de responder para defender a soberania nacional.
Aqui entra um contexto importante: os Emirados Árabes Unidos costumam ser vistos como uma “bolha” no Oriente Médio. Em Dubai, estima-se que cerca de 80% da população seja estrangeira. É um país que depende muito dessa estabilidade — tanto por segurança quanto por economia — e, muito por isso, em momentos de escalada regional, o comportamento do governo costuma ser mais voltado à diplomacia.
Eu também faço parte de grupos de brasileiros aqui e, ao longo do dia, as pessoas foram trocando informações, compartilhando comunicados e orientações oficiais. O clima foi, sem dúvida, de muita apreensão.
Agradeço muito pela atenção. Espero que, na próxima vez que eu apresentar o Olhar Digital News direto de Dubai, a situação já esteja melhor. De qualquer forma, a gente volta com informações a qualquer momento.