Canal Sabedoria Infinita

18 julho 2026

Aliados de Bolsonaro criticam proibição de visitas por Moraes

Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foram às redes sociais nesta sexta-feira (17) criticar a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que suspendeu todas as visitas do ex-mandatário por 30 dias.

O presidente interino da Suprema Corte divulgou no início da noite sua decisão sobre a denúncia de que Bolsonaro teria feito propaganda eleitoral antecipado e violado as restrições de sua prisão domiciliar quando divulgou, por meio do seu filho, senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), uma “Carta aos Brasileiros”.

Na decisão, Moraes mantém a prisão domicilair de Bolsonaro, mas suspende por 30 dias o direito do ex-presidente de receber qualquer tipo de visita, inclusive de familiares. As únicas exceções permitidas são médicos, fisioterapeutas e advogados.

Segundo o ministro, o direcionamento da carta, assinada de punho pelo ex-presidente, demonstrou finalidade político-eleitoral.

“O texto da ‘Carta aos brasileiros’, portanto, claramente comprova que Jair Messias Bolsnaro pretendia comunicar-se com seus apoiadores políticos por intermédio das redes sociais de seu filho”, escreveu o ministro.

Com a decisão, alguns nomes da direita publicaram seu repúdio à determinação do juiz. Carlos Bolsonaro (PL), segundo filho do ex-presidente e pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, escreveu sobre a decisão de proibir “visitas de TODOS os FILHOS ao PAI.”

 

 

O pré-candidato a deputado federal e quarto filho do ex-presidente, Jair Renan Bolsonaro (PL-SC), também criticou a medida de Moraes, alegando que as decisões contra o pai têm outra “régua”.

“Meu pai está preso injustamente e agora proibiram até que os próprios filhos o visitem. Trinta dias sem poder ver o meu pai, meu irmão Flávio, noventa. Lula, quando esteve preso, recebia político, artista, sindicalista, e ainda foi lançado candidato a presidente de dentro da cadeia. Meu pai não pode receber um abraço de um filho dentro da própria casa. É a mesma Justiça, mas a régua muda conforme o sobrenome. Pai, estarei sempre com o senhor”, escreveu.

 

O líder do PL no Senado Federal Rogério Marinho também foi às redes rechaçar a decisão. Segundo ele, a deteminação é “extravagante, inusitada e sem precedentes na história recente do país”. Assim como Jair Renan, Marinho também comparou o tratamento dispensado a Bolsonaro com o de Lula (PT), que ficou preso por 580 dias entre 2018 e 2019.

“O contraste é evidente. Lula, durante o período em que esteve preso, recebeu inúmeras visitas e divulgou manifestações de conteúdo político. Hoje, Jair Bolsonaro, maior liderança popular da direita brasileira, é submetido a restrições muito mais severas. Tenta-se calar quem representa milhões de brasileiros e impedir que exerça sua liderança, dialogando e orientando o povo sobre os desafios do país.”

O líder do PL na Câmara dos Deputados Sóstenes Cavalcante também se fez presente nas redes sociais a fim de criticar a medida.

“Suspender as visitas até o final da eleição, mostra o quanto a esquerda/Alexandre querem violar todos os direitos humanos ao maior presidente que a República Federativa do Brasil já teve! Podem prender, censurar, ninguém consegue deter um SENTIMENTO!”, escreveu.

O advogado do ex-presidente, João Henrique de Freitas, afirmou que é “difícil não notar o alcance crescente dessas restrições”.

 



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Brasil é o 3º país mais atacado por ransomware; especialistas explicam o motivo

O Brasil registrou, em junho, o terceiro maior número de ataques de ransomware do mundo, segundo dados da plataforma Ransomware.live, iniciativa criada por Julien Mousqueton, CISO da Cohesity, empresa especializada em segurança de dados com inteligência artificial (IA).

Foram contabilizados 23 casos no país durante o mês, colocando o Brasil atrás apenas dos Estados Unidos e da Alemanha. É a primeira vez que o país aparece entre os dez mais afetados desde o início da divulgação dos dados da plataforma, em janeiro.

O Ransomware.live acompanha continuamente sites de vazamento mantidos por grupos de ransomware para identificar e registrar novas vítimas.

Os ataques de ransomware consistem no uso de softwares maliciosos capazes de bloquear o acesso de usuários ou organizações aos seus sistemas. Em seguida, os criminosos exigem o pagamento de um resgate para restaurar o acesso, normalmente sob ameaça de vazar ou excluir permanentemente os dados.

Brasil fica atrás apenas de Estados Unidos e Alemanha

Segundo o levantamento, os Estados Unidos lideraram o ranking de junho, com 199 casos, seguidos pela Alemanha, com 49.

O Brasil aparece na terceira posição, com 23 ataques, à frente do Reino Unido, que registrou 21 ocorrências. Índia e Canadá aparecem empatados, com 20 casos cada.

Completam a lista dos dez países mais afetados:

  • França: 15 casos;
  • Itália: 15;
  • México: 14;
  • Tailândia: 13.

Para Gustavo Leite, vice-presidente da Cohesity para a América Latina, a presença de Brasil, Índia e Tailândia entre os principais alvos pode refletir uma mudança na estratégia dos grupos criminosos.

“A emergência do Brasil, Índia e Tailândia como alvos recém-identificados pode ser reflexo de uma estratégia deliberada de focar em jurisdições com menor maturidade na resposta a incidentes e na coordenação com forças de segurança”, avalia.

brasil ransomware
Brasil aparece na terceira posição, com 23 ataques – Imagem: BreizhAtao/Shutterstock

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Total de vítimas caiu em junho, mas continua elevado

O levantamento aponta que foram registradas 708 vítimas de ransomware em junho no mundo.

Embora o número represente uma redução de 10,5% em relação às 791 vítimas contabilizadas em maio, a Cohesity destaca que o volume permanece elevado quando comparado aos últimos 12 meses.

“Apesar dessa diminuição mensal, o volume permanece historicamente elevado quando comparado aos 12 meses anteriores, deixando claro o quão intenso e consistente é o atual cenário de ameaças”, afirma Leite.

Nos últimos 12 meses, o número de vítimas registradas pelo Ransomware.live foi:

  • Julho de 2025: 547;
  • Agosto de 2025: 530;
  • Setembro de 2025: 598;
  • Outubro de 2025: 839;
  • Novembro de 2025: 717;
  • Dezembro de 2025: 882;
  • Janeiro: 702;
  • Fevereiro: 784;
  • Março: 844;
  • Abril: 870;
  • Maio: 791;
  • Junho: 708.

Mercado B2B segue como principal alvo

Entre os setores econômicos, o mercado B2B permaneceu como o mais afetado pelos ataques de ransomware em junho, somando 123 vítimas, uma queda de 23,1% em relação às 160 registradas em maio.

Na sequência aparecem:

  • Manufatura: 83 vítimas (queda de 19,4%);
  • Tecnologia: 56 (queda de 21,1%);
  • Serviços ao consumidor: 53 (alta de 1,9%);
  • Saúde: 52 (queda de 23,5%);
  • Agricultura e produção de alimentos: 36 (queda de 7,7%);
  • Construção: 27 (queda de 15,6%);
  • Transporte e logística: 26 (queda de 25,7%);
  • Serviços financeiros: 25 (queda de 26,5%);
  • Educação: 24 (queda de 14,3%).

Entre todos os segmentos analisados, serviços ao consumidor foi o único que apresentou crescimento em relação ao mês anterior, passando de 52 para 53 vítimas, um aumento de 1,9%.

Dados são divulgados mensalmente

Os números do Ransomware.live são publicados todos os meses pela Cohesity. Segundo a empresa, seus serviços são utilizados por clientes em mais de 140 países, incluindo 70% das empresas que integram a lista Fortune Global 500.

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17 julho 2026

Sistema eleitoral dos EUA é “catastroficamente deficiente”, diz Trump

O presidente dos EUA, Donald Trump, iniciou seu pronunciamento sobre as eleições americanas na noite desta quinta-feira (16) questionando a segurança eleitoral do país e afirmando que ela é “catastroficamente deficiente”.

“A América está de volta e indo muito bem, mas ainda temos um grande desafio que precisa ser enfrentado com urgência, pois nenhum país pode ser grande sem eleições justas e honestas”, disse Trump, falando do Salão Leste da Casa Branca.

“Todo americano merece saber que, ao depositar seu voto, esse voto será contabilizado com precisão pelo sistema; trata-se de tornar esse sistema seguro — um sistema onde fraudes e interferências não sejam apenas difíceis, mas praticamente impossíveis”, acrescentou o presidente.

Desde que retornou à Casa Branca em 2024, Trump tem afirmado repetidamente — e sem apresentar provas — que a eleição presidencial de 2020 foi “manipulada” contra ele.

Como candidato, Trump tem se empenhado em lançar dúvidas sobre a lisura das eleições do país em 2016, 2020 e 2024.

Trump pintou um quadro sombrio do sistema eleitoral do país, alertando que “o sistema eleitoral que temos nos expõe perigosamente — e realmente nos expõe, em níveis que jamais se imaginou possíveis — a ataques cibernéticos, exploração de vulnerabilidades e interferência estrangeira”, ao mesmo tempo em que alegava que “essas informações vitais foram, por muitos anos, ocultadas e escondidas de vocês”.

No entanto, apesar dessas alegações, Trump não apresentou provas de quaisquer votos efetivamente fraudulentos na eleição de 2020.

O que é o Colégio Eleitoral das eleições dos EUA?



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Os deepfakes ficaram muito melhores; cientistas respondem com nova IA

Uma equipe internacional de pesquisadores desenvolveu um novo método para identificar vídeos manipulados por inteligência artificial (IA), os chamados deepfakes, com uma taxa média de acerto superior a 95%.

A abordagem, criada por cientistas da Universidade de Tóquio (Japão) e do Instituto Max Planck de Informática (Alemanha), deixa de procurar imperfeições visuais e passa a analisar se as expressões faciais correspondem naturalmente à fala da pessoa.

Segundo os pesquisadores, o sistema conseguiu detectar manipulações que passaram despercebidas por diversos detectores já existentes, representando um avanço na busca por ferramentas mais eficazes contra vídeos falsificados.

O trabalho foi apresentado no artigo “ExposeAnyone: Personalized Audio-to-Expression Diffusion Models Are Robust Zero-Shot Face Forgery Detectors”, divulgado durante a edição de 2026 da Conferência IEEE/CVF sobre Visão Computacional e Reconhecimento de Padrões (CVPR, na sigla em inglês).

Diagrama que explica como o sistema funciona
Nossa abordagem de detecção de falsificação facial por autoaprendizagem: pré-treinamos nosso modelo de difusão de áudio para expressão em uma coleção de vídeos não rotulados em larga escala. Em seguida, personalizamos nosso modelo pré-treinado com vídeos de referência de uma pessoa de interesse (POI) inserindo um adaptador específico para o sujeito. Finalmente, autenticamos os vídeos suspeitos da POI pela distância de reconstrução por difusão – Imagem: arXiv (2026)

Deepfakes se tornam cada vez mais difíceis de identificar

Os pesquisadores destacam que a IA generativa já é capaz de produzir imagens e vídeos praticamente indistinguíveis de gravações reais para o olho humano.

Embora essa tecnologia tenha diversas aplicações úteis, ela também amplia os riscos de desinformação, roubo de identidade e fraudes. Por isso, desenvolver métodos confiáveis para identificar deepfakes tornou-se uma das principais áreas de pesquisa em IA.

O estudo foi conduzido por Kaede Shiohara e Toshihiko Yamasaki, da Universidade de Tóquio, em parceria com Vladislav Golyanik, pesquisador sênior e chefe do grupo 4D and Quantum Vision do Instituto Max Planck de Informática.

Método abandona busca por artefatos visuais

Segundo os autores, os detectores de deepfake mais precisos disponíveis atualmente costumam utilizar aprendizado supervisionado, sendo treinados com grandes conjuntos de vídeos autênticos e manipulados.

Esse modelo, porém, apresenta uma limitação importante: ele pode acabar aprendendo características específicas de determinados métodos de falsificação, fenômeno conhecido como overfitting, tornando-se menos eficiente diante de técnicas inéditas.

Já os métodos autossupervisionados utilizam apenas vídeos autênticos durante o treinamento. Embora sejam considerados mais resistentes ao surgimento de novas tecnologias de deepfake, normalmente apresentam níveis inferiores de precisão.

Os pesquisadores afirmam que a nova técnica é a primeira abordagem autossupervisionada capaz de combinar robustez com altas taxas de detecção, superando os métodos supervisionados existentes.

Expressões faciais são comparadas com a fala

  • Em vez de procurar inconsistências em pixels ou outros artefatos visuais, o sistema concentra sua análise nos movimentos naturais do rosto;
  • A tecnologia utiliza o modelo FLAME, amplamente empregado em computação gráfica e animação facial, que representa matematicamente expressões faciais por meio de 53 parâmetros;
  • Durante o desenvolvimento do sistema, os pesquisadores realizaram um pré-treinamento utilizando mais de 450 horas de vídeos públicos. Com esse material, o modelo aprendeu a prever quais movimentos faciais seriam naturalmente esperados a partir de uma determinada trilha de áudio;
  • Depois desse treinamento inicial, o sistema pode ser adaptado para uma pessoa específica utilizando apenas cerca de 60 segundos de vídeo, tornando-se um detector personalizado de deepfakes.

Na etapa de análise, o software compara os movimentos faciais observados no vídeo com aqueles previstos a partir da fala. Quando existem diferenças significativas entre os dois conjuntos de informações, isso é interpretado como um forte indicativo de manipulação.

“A combinação de aprendizado autossupervisionado e análise facial baseada no FLAME torna nossa abordagem particularmente robusta contra novos métodos de geração de deepfake, bem como contra distorções como compressão de imagem ou ruído”, afirmou Vladislav Golyanik.

Diagrama que explica como o sistema funciona
Framework ExposeAnyone para detecção de falsificação facial – Imagem: arXiv (2026)

Testes incluíram vídeos produzidos pelo Sora 2

Nos experimentos realizados pela equipe, o método alcançou uma precisão média superior a 95% em diversos conjuntos de dados de referência utilizados pela comunidade científica, superando o desempenho das técnicas consideradas estado da arte.

Um dos desafios mais difíceis foi a avaliação em um conjunto de dados criado pelos próprios pesquisadores com vídeos gerados pelo Sora 2, modelo de geração de vídeos da OpenAI.

Segundo o estudo, enquanto detectores anteriores obtiveram resultados próximos ao acaso — equivalentes a um simples lançamento de moeda —, o novo sistema conseguiu identificar corretamente quase 95% dos vídeos manipulados.

Sistema ainda não funciona em tempo real contra deepfakes

Apesar dos resultados, os pesquisadores reconhecem que a tecnologia ainda possui limitações. O método exige um longo processo de pré-treinamento executado em hardware de alto desempenho e, no estágio atual, ainda não pode ser utilizado em aplicações em tempo real.

Mesmo assim, a equipe considera que a abordagem representa um caminho promissor para o desenvolvimento da próxima geração de sistemas capazes de detectar deepfakes com maior confiabilidade, inclusive diante de técnicas de manipulação cada vez mais sofisticadas.

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16 julho 2026

Elon Musk compra mais uma empresa por R$ 5 bilhões

Elon Musk adquiriu a APR Energy, fabricante de turbinas a gás, no início deste ano, acrescentando ao seu portfólio um negócio de combustíveis fósseis.

A compra foi concluída em maio sem nenhum comunicado público — nem Musk nem a própria APR fizeram qualquer anúncio.

O Electrek identificou o registro junto à Federal Trade Commission (FTC) dos EUA apenas na quarta-feira (14) e estima o valor da transação em cerca de US$ 1 bilhão (R$ 5 bilhões).

A APR Energy fabrica turbinas móveis a gás e a diesel que podem ser instaladas em reboques. A aplicação mais provável para essa frota é o abastecimento direto de data centers de inteligência artificial (IA) — incluindo a demanda energética gerada pela produção de conteúdo pelo Grok, sistema de IA da xAI.

Turbinas semelhantes às que geraram processo judicial

  • A frota móvel da APR é similar às turbinas que a xAI já utiliza em um data center em Southaven, Mississippi (EUA);
  • O uso dessas turbinas naquela unidade resultou em um processo por suposta violação do Clean Air Act, lei federal estadunidense de controle da poluição do ar;
  • Desde o ajuizamento da ação, o número de turbinas móveis no local aumentou de forma significativa;
  • O Departamento de Justiça dos EUA está tentando que o processo seja arquivado para que o Exército estadunidense possa continuar usando o Grok em suas operações militares.

Instalações da APR Energy
Esse é o novo “brinquedo” de Elon Musk – Imagem: Reprodução/APR Energy

Mudança de posição em relação aos combustíveis fósseis

O investimento em gás e diesel representa uma virada em relação ao que Musk declarava há uma década, quando chamou o uso contínuo de combustíveis fósseis de “o experimento mais idiota da história, de longe”. Além da compra da APR, há relatos de que a SpaceX planeja construir um gasoduto de gás natural no Texas (EUA).

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15 julho 2026

Brasil deve exportar 13,76 milhões de toneladas de soja em julho

As exportações de soja, ​farelo de soja e ​milho do Brasil em julho deverão superar as expectativas iniciais, de acordo com avaliação semanal divulgada pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).

A exportação de soja brasileira ⁠deve alcançar ​13,76 milhões de toneladas em julho, ​aumento de 1,5 milhão de toneladas ⁠na comparação com a ⁠estimativa divulgada na semana passada.

Com ​o ‌ajuste, a Anec projeta que os ⁠embarques da oleaginosa vão superar em 1,8 milhão de toneladas os totais do mesmo mês ‌do ⁠ano passado.

Segundo ‌números da Anec baseados nos embarques já efetivados e na programação de navios, ⁠as exportações de ⁠farelo de soja em julho estão previstas em 2,57 ‌milhões de toneladas, cerca de 200 mil a mais na comparação semanal e um aumento anual de mais de ‌400 mil toneladas.

Já a exportação de milho foi prevista em 3,44 milhões de ⁠toneladas em julho, aumento de quase 1 milhão de toneladas ante a previsão ​da semana passada, mas uma queda versus ​julho de 2025, quando os embarques se aproximaram de 4 milhões de toneladas.

(Por Roberto Samora; edição de ‌Letícia Fucuchima)



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União Europeia quer definir idade mínima para acesso de crianças às redes sociais

A Comissão Europeia prepara proposta para unificar, nos 27 países do bloco, as regras de acesso de menores às redes sociais. A ideia, anunciada pela presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, é estabelecer um acesso “progressivo e gradual” conforme a faixa etária de cada usuário.

A base da proposta vem de recomendações entregues por um painel de especialistas formado por médicos, pesquisadores, representantes da juventude e pais. O grupo foi reunido especificamente para orientar medidas de proteção a menores nas plataformas digitais.

O que o relatório recomenda por faixa etária

  • O documento defende que bebês e crianças pequenas não sejam expostos a telas;
  • Para a faixa de 3 a 12 anos, a recomendação é que o uso de dispositivos e redes sociais apropriadas para a idade ocorra apenas com supervisão de adultos;
  • Para adolescentes entre 13 e 18 anos, o acesso recomendado é mais autônomo e deve aumentar progressivamente com a idade;
  • A condição estabelecida é que as plataformas disponham de mecanismos eficazes de proteção e segurança, e que menores de 13 anos tenham o acesso restrito até que as empresas provem que os serviços são seguros “desde a concepção”;
  • Von der Leyen recorreu a uma comparação para explicar o raciocínio: assim como crianças não recebem as chaves do carro antes de obter a carteira de motorista, a União Europeia (UE) precisa definir a idade a partir da qual será legal acessar redes sociais.

Pressão por idade mínima e combate ao design viciante

A iniciativa ganhou força diante do risco de fragmentação regulatória dentro do bloco, com países adotando posições distintas. A Espanha defende impedir o acesso de menores de 16 anos, a França fala em proibição até os 15 anos, enquanto países, como a Estônia, se opõem a uma proibição ampla.

Além das faixas etárias, a Comissão Europeia quer atacar recursos descritos como “viciantes” nas plataformas. Bruxelas já havia feito advertência ao TikTok e cobrou que Facebook e Instagram eliminem funcionalidades vistas como potenciais fontes de dependência.

O comissário europeu para a Proteção do Consumidor, Michael McGrath, citou exemplos do chamado “design viciante”: rolagem infinita, notificações constantes e sistemas desenvolvidos para manter os usuários o máximo de tempo possível nas plataformas.

Pessoa segurando um smartphone com aplicativos de redes sociais, ilustrando o uso de plataformas que utilizam algoritmos para recomendar conteúdos.
Além das faixas etárias, a Comissão Europeia quer atacar recursos descritos como “viciantes” nas plataformas – Imagem: Vasin Lee/Shutterstock

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Brasil registra queda no uso de celular entre crianças de 10 a 13 anos

No Brasil, crianças de 10 a 13 anos foram o único grupo etário a registrar queda na posse de celular e no acesso à internet entre 2024 e 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A proporção com aparelho próprio recuou de 56,7% para 55,2%, e o acesso à internet caiu de 84,9% para 84,4%.

Entre os principais motivos apontados para não acessar a rede estão falta de necessidade e preocupação com privacidade ou segurança. Ao UOL, o analista Gustavo Fontes, do IBGE, associou o movimento à preocupação crescente com segurança e exposição de crianças, além de medidas, como a restrição de celular nas escolas e a entrada em vigor do Estatuto da Criança e do Adolescente Digital (ECA Digital).

Uma pesquisa do Ministério da Educação (MEC) e do Inep aponta efeitos na rotina escolar após a lei que restringe celulares nas escolas. Diretores relataram mais participação e concentração em sala, mais socialização e queda de conflitos. Segundo o levantamento, 86% dos diretores disseram ter observado redução da ansiedade dos estudantes.

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14 julho 2026

Análise: Investimentos em Inteligência Artificial mais que dobram em 2026

As grandes empresas de tecnologia estão acelerando de forma expressiva seus investimentos em inteligência artificial (IA), assumindo volumes crescentes de dívida para financiar essa expansão. A Meta Platforms anunciou que ampliará para mais de US$ 50 bilhões o investimento em seu megacentro de dados em Richland Parish, no estado da Louisiana, nos Estados Unidos — praticamente o dobro da estimativa inicial de US$ 27 bilhões.

O movimento da Meta se insere em uma tendência mais ampla do setor. Outras gigantes, como NVIDIA e Amazon, seguem o mesmo caminho, intensificando os aportes em infraestrutura dedicada à IA e elevando o nível de endividamento do segmento a patamares históricos.

Endividamento recorde entre as líderes do setor

Um grupo de seis empresas — Amazon, Alphabet, Meta, NVIDIA, Oracle e SpaceX — emitiu, somente no primeiro semestre deste ano, US$ 244 bilhões em dívida.

Segundo Lucinda Pinto, editora e analista de Economia da CNN, esse valor é mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior. “Para que haja esse investimento todo em tecnologia, as empresas estão se endividando muito”, destacou Lucinda.

Esse volume expressivo de emissão de dívida tem implicações diretas para os mercados globais. Quem adquire os títulos dessas companhias é o investidor global, o que significa que países emergentes, governos e empresas passam a disputar esse capital com as gigantes da tecnologia.

“É com essas empresas que a gente vai disputar o dinheiro desse investidor global”, afirmou Lucinda.

Volatilidade nas bolsas e o debate sobre a bolha de IA

O debate em torno de uma possível bolha de inteligência artificial voltou a ganhar força nos mercados internacionais.

No início do ano, a Bolsa Brasileira chegou a registrar alta expressiva, em parte explicada pela migração de investidores estrangeiros que saíam de ações de tecnologia por considerá-las supervalorizadas. “Havia uma valorização excessiva, e muito dinheiro estrangeiro acabou vindo para o Brasil”, explicou Lucinda.

No mês de julho, o desempenho das ações do setor apresentou resultados variados. A Meta acumula alta de 18,80%, enquanto a Amazon sobe 2,93% e a NVIDIA avança 5,43%.

A Oracle registra valorização de 4,03%, ao passo que a Alphabet opera praticamente estável, com queda de 0,05%. Já a SpaceX recua 14,95% no período, mas Lucinda ressaltou que a empresa havia acumulado ganhos de três dígitos no ano, tratando-se, portanto, de uma correção pontual.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.


source https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/analise-investimentos-em-inteligencia-artificial-mais-que-dobram-em-2026/

Trump deve abordar urnas eletrônicas em discurso na quinta-feira (16)

O presidente dos EUA, Donald Trump, fará um pronunciamento à nação na noite de quinta-feira (16) sobre informações de inteligência recém-divulgadas relacionadas às investigações sobre as eleições nos Estados Unidos e ao que a Casa Branca afirma serem vulnerabilidades em urnas eletrônicas, informou uma autoridade do governo à Reuters nesta segunda-feira (13).

O presidente americano pode usar seu discurso televisionado para reiterar sua alegação falsa de que perdeu a eleição de 2020 para o democrata Joe Biden devido a uma fraude em grande escala.

Inúmeros tribunais, auditorias eleitorais e o Departamento de Justiça de seu primeiro mandato não encontraram evidências de tal fraude, incluindo manipulação de urnas eletrônicas.

O órgão federal de segurança cibernética se juntou a outras autoridades federais, estaduais e locais para declarar a votação “a mais segura da história dos Estados Unidos”.

Impulsionado pelas repetidas alegações de Trump de que as eleições nos EUA são “manipuladas”, o governo vem buscando, há mais de um ano, aumentar a supervisão federal sobre a administração eleitoral e reformular a forma como os norte-americanos votam — um esforço que, segundo especialistas jurídicos, tiraria poder dos Estados, violando a Constituição dos EUA.

Com o controle republicano do Congresso em jogo nas eleições intermediárias de novembro, democratas e alguns especialistas em segurança eleitoral expressaram preocupações de que o governo Trump planeje interferir nessas disputas.

Ao apresentar a eleição de 2020 como ilegítima, Trump está preparando o terreno para contestar eventuais derrotas republicanas e minar os democratas caso eles reconquistem o poder no Congresso em novembro, afirmaram vários especialistas eleitorais.

A autoridade do governo, que discutiu os planos sob condição de anonimato, disse que Trump abordará em seu discurso as eleições nacionais e o que os funcionários da Casa Branca consideram falhas em urnas eletrônicas que poderiam permitir invasões cibernéticas estrangeiras.

Autoridades eleitorais afirmam estar confiantes de que as máquinas são adequadamente seguras e que não foram encontradas evidências de invasões estrangeiras que tenham alterado os resultados de eleições anteriores.

A autoridade do governo disse que Trump abordaria informações de inteligência recém-desclassificadas relacionadas a 2020.



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Conheça o “sexto sentido” do corpo que pode ser chave para a saúde mental

Todo mundo conhece os cinco sentidos clássicos. Mas um volume crescente de pesquisas aponta para a existência de um sexto — quase nunca mencionado — que pode ser tão importante para o bem-estar quanto qualquer um dos outros. Ele se chama interocepção: a capacidade do corpo de captar e interpretar seus próprios sinais internos.

Esse sentido detecta coisas que parecem invisíveis, mas acontecem o tempo todo: frequência cardíaca, respiração, fome, temperatura corporal. “Embora não prestemos muita atenção a ele, é um sentido extremamente importante, pois garante que todos os sistemas do corpo funcionem de forma ideal”, escreveram as psicólogas Jennifer Murphy, da Royal Holloway University of London, e Freya Prentice, do University College London (Reino Unido), em artigo publicado no The Conversation em 2022.

Segundo elas, o sentido age “alertando-nos quando nosso corpo pode estar fora de equilíbrio, como nos fazer buscar uma bebida quando sentimos sede ou nos dizer para tirar o casaco quando estamos com calor demais”.

Além das necessidades biológicas

  • Pesquisadores estão começando a perceber que a interocepção vai além da regulação de necessidades biológicas básicas;
  • Estudos apontam uma possível relação com condições de saúde mental como ansiedade, depressão, Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) e transtornos alimentares;
  • A ideia geral — ainda em fase inicial de investigação — é que a consciência de sinais como tensão muscular, respiração e frequência cardíaca fornece pistas importantes sobre se uma situação é “segura” ou “insegura”;
  • Quando esse processo é interrompido, poderia contribuir para o desenvolvimento dessas condições.

Um exemplo: uma pessoa com ansiedade pode ter percepção muito aguçada da própria frequência cardíaca durante uma interação social, o que a faz sentir desconforto naquela situação.

Uma análise de Murphy e Prentice, publicada em 2022 e baseada em 93 estudos, identificou diferenças significativas na interoceptividade entre homens e mulheres — com mulheres apresentando menor precisão, especialmente em tarefas relacionadas ao coração.

As pesquisadoras escreveram que isso pode ajudar a explicar, em parte, por que condições como ansiedade e depressão são mais prevalentes em mulheres do que em homens a partir da puberdade, ressaltando, porém, que a relação é complexa e não está totalmente compreendida.

Provérbio bíblico: "O coração alegre aformoseia o rosto, mas pela dor do coração o espírito se abate."
Interoceptividade pode ser chave para saúde mental – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT/Olhar Digital)

Fome, humor e anorexia

Um experimento publicado neste ano na revista eBioMedicine investigou como a fome afeta o humor e mostrou que pessoas com interoceptividade forte e precisa sofreram menos oscilações de humor do que aquelas com interoceptividade fraca.

“Isso não significa que elas nunca sentiram fome — elas apenas pareciam mais capazes de manter seus níveis de humor estáveis”, escreveu no The Conversation Nils Kroemer, psicólogo médico da Universidade de Tübingen (Alemanha) e autor correspondente do estudo.

Uma das evidências mais expressivas sobre o tema vem de pesquisas sobre anorexia nervosa conduzidas por cientistas da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA).

A hipótese investigada era a de que pessoas com anorexia teriam perdido a capacidade de “ouvir” os próprios sinais internos de fome. Para testá-la, os pesquisadores utilizaram uma pílula vibratória ingerível — e os resultados confirmaram a hipótese, mesmo em pacientes que já haviam recuperado peso.

“Pessoas com anorexia nervosa não simplesmente ignoram os sinais do corpo. Em vez disso, o sistema nervoso delas pode processar as sensações intestinais de forma diferente, tornando esses sinais mais difíceis de detectar, confiar e aprender com eles. Com o tempo, isso pode contribuir para a persistência dos sintomas mesmo após a recuperação do peso”, disse Sahib Khalsa, autor sênior do estudo e neurocientista da UCLA.

Um conceito contestado

Nem todos os pesquisadores compartilham do mesmo entusiasmo com o conceito. Uma opinião publicada na Frontiers in Psychology em 2024, liderada pelo cientista cognitivo Felix Schoeller, do MIT, trouxe o título provocativo “Não existe interoceptividade”.

Os próprios autores admitiram que a escolha foi deliberada para chamar atenção; o argumento real é que pesquisadores podem estar simplificando demais muitos fatores distintos sob o termo amplo desse sexto sentido interoceptivo.

“Embora o título deste artigo seja intencionalmente provocativo, ele serve para destacar um problema crítico na área: o termo ‘interoceptividade’ é frequentemente usado de formas que mascaram a complexidade e a diversidade dos fenômenos que pretende descrever”, escreveu a equipe. Barry Smith, da University of London, vai além e afirma que os humanos podem ter até 33 sentidos diferentes.

Apesar das divergências conceituais, Murphy e Prentice concluíram que “entender melhor todos os fatores que afetam a capacidade interoceptiva pode ser importante para, um dia, desenvolver tratamentos mais eficazes para muitas condições de saúde mental”.

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13 julho 2026

Tráfego em Ormuz cai ao menor nível após nova escala entre EUA e Irã

O número de embarcações que atravessaram o Estreito de Ormuz caiu para o menor nível das últimas semanas no domingo (12), segundo dados de navegação, à medida que uma nova troca de ataques entre Estados Unidos e Irã e ações contra navios no Oriente Médio aumentaram as preocupações com a segurança.

Seis embarcações cruzaram o estreito no domingo, de acordo com dados de rastreamento da Kpler, o menor número registrado em cinco semanas.

Entre os navios que deixaram o estreito estavam o petroleiro de grande porte Humanity, transportando 2 milhões de barris de petróleo iraniano, e o petroleiro Capetan Andreas, com cerca de 500 mil barris de derivados de petróleo do Kuwait.

Os dados também mostram que três petroleiros vazios entraram no Golfo para carregar petróleo. A maioria das embarcações desligou seus transponders — dispositivos que transmitem sua posição e identificação — durante a travessia do estreito.

Nenhum navio-tanque de gás natural liquefeito (GNL) entrou no Estreito de Ormuz durante o fim de semana, segundo os dados de rastreamento.

Apenas um petroleiro controlado pela Abu Dhabi National Oil Co deixou o estreito entre 10 e 12 de julho, mostram os dados da Kpler. A embarcação segue em direção ao porto de Dahej, na Índia.

As forças dos Estados Unidos concluíram, no domingo, uma nova onda de ataques contra o Irã, atingindo dezenas de alvos em diversos locais com munições de precisão, informou o CENTCOM (Comando Central dos EUA).

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no domingo que o Estreito de Ormuz permanece aberto ao tráfego comercial. Mais cedo, porém, o Irã declarou que havia fechado a passagem após uma embarcação navegar por uma rota não autorizada e ser atingida.

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã informou nesta segunda-feira (13) que sua Marinha interceptou duas embarcações no Estreito de Ormuz durante a noite ao desligar seus sistemas. A corporação não identificou quais navios foram envolvidos.

Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?



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Irã lança ataques contra instalações militares dos EUA no Kuwait e Bahrain

Ataques iranianos tiveram como alvo infraestrutura dos Estados Unidos em bases militares no Kuwait e causaram danos, segundo a agência de notícias semioficial iraniana Fars, nesta segunda-feira (13).

De acordo com a publicação, a IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica do Irã) afirmou ter “destruído completamente tanques de armazenamento de combustível e sistemas de defesa aérea Patriot na base americana de Ali Al Salem”.

A base de Ali Al Salem abriga tropas dos Estados Unidos, segundo o CENTCOM (Comando Central dos EUA), responsável pelas operações militares americanas na região.

A IRGC também afirmou ter atingido a Base Aérea zhmad Al Jaber, localizada a cerca de 48 quilômetros de distância, danificando um sistema de radar FPS.

Em um comunicado publicado no X na manhã desta segunda-feira, as Forças Armadas do Kuwait informaram que estão respondendo a “alvos aéreos hostis” no espaço aéreo do país.


“O Estado-Maior das Forças Armadas do Kuwait informa que quaisquer sons de explosões que possam ser ouvidos são resultado da interceptação de ataques hostis pelos sistemas de defesa aérea”, disseram os militares no post.

As autoridades também orientaram os moradores a seguirem as instruções emitidas pelos órgãos oficiais.

Ataques no Bahrein e mísseis na Jordânia

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã também afirmou ter atacado instalações militares dos Estados Unidos no Bahrein, informou a Fars.

Segundo a IRGC, em resposta aos ataques americanos, sua Força Aérea atingiu instalações de manutenção e reparo de helicópteros, um hangar que abrigava uma aeronave de patrulha marítima P-8 Poseidon e o centro de comando e controle de drones da base aérea americana de Sheikh Isa, no Bahrein.

“As operações de retaliação continuarão”, afirmou a IRGC. O Ministério do Interior do Bahrein informou que sirenes de alerta foram acionadas e orientou os moradores a procurar abrigo.

Até o momento, não há relatos imediatos de danos.

Segundo a Agência de Notícias da Jordânia, as forças armadas jordanianas interceptaram quatro mísseis em seu espaço aéreo.

“Quatro mísseis que entraram no espaço aéreo jordaniano vindos de território iraniano foram interceptados e afundados”, informou a agência nesta segunda-feira, citando as forças armadas do país.

Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?



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EUA concluem nova onda de ataques no Irã, atingindo “dezenas” de alvos

Os Estados Unidos concluíram sua mais recente onda de ataques contra o Irã, “atingindo dezenas de alvos em vários locais com munições de precisão”, disse o CENTCOM (Comando Central dos EUA) na noite de domingo (12). De acordo com as forças americanas, o objetivo da ofensiva foi reduzir a capacidade do Irã de continuar atacando a navegação internacional que passa pelo Estreito de Ormuz.

Segundo o comunicado, as forças do CENTCOM atacaram, pela primeira vez, sistemas de defesa aérea iranianos, radares costeiros, capacidades de mísseis e drones, além de pequenas embarcações, utilizando aviões de caça, navios de guerra, drones aéreos de ataque unidirecional e drones marítimos de ataque unidirecional dos EUA.

“O Estreito de Ormuz é uma rota marítima vital para o comércio global. O Irã não controla essa passagem”, declarou o CENTCOM no comunicado.

A mídia estatal iraniana noticiou ataques em diversas províncias do centro e do sul do país, que resultaram em pelo menos uma morte e vários feridos.

Um guarda de segurança foi morto e outros quatro ficaram feridos após um projétil atingir uma estação de bombeamento de água no condado de Mahshahr, no Khuzistão, sudoeste do Irã, disse Valiollah Hayati, vice-governador do Khuzistão, segundo a agência de notícias estatal IRNA.

Também foram ouvidas explosões nas cidades de Khorramshahr e Hoveyzeh, ambas na província de Khuzistão, informou a IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica do Irã).

O anúncio do CENTCOM ocorre um dia depois de os EUA terem afirmado ter atacado cerca de 140 instalações militares iranianas em um ataque aéreo noturno.

Os ataques foram lançados para “degradar a capacidade do Irã de continuar atacando navios internacionais que transitam pelo Estreito de Ormuz”, disse o CENTCOM.

Em aparente retaliação, a IRGC afirmou ter lançado uma série de ataques contra bases americanas.

Segundo a agência Fars, a IRGC afirmou que, em resposta aos ataques dos EUA, sua Força Aérea atingiu instalações de manutenção e reparo de helicópteros, um hangar que abrigava uma aeronave P-8 Poseidon e o centro de comando e controle de drones das Forças Armadas na Base Aérea dos EUA em Sheikh Isa, no Bahrein.

“As operações de retaliação continuarão”, afirmou a IRGC.

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Após cobrir Copa do Mundo, Nenê decide vitória do Botafogo-PB na Série C

Nenê precisou de poucas horas entre o fim da cobertura da Copa do Mundo e o retorno aos gramados para voltar a ser protagonista. Neste domingo (12), o meia de 44 anos foi decisivo na vitória do Botafogo-PB por 2 a 0 sobre o Confiança, no Estádio Almeidão, em João Pessoa, pela Série C do Campeonato Brasileiro.

Depois de participar da cobertura do Mundial pela CazéTV, o camisa 10 desembarcou em João Pessoa e foi direto para o compromisso com o Belo. Em campo, participou dos dois gols da equipe.

No primeiro, cobrou o escanteio que terminou na finalização de Saimon para abrir o placar. Já aos 30 minutos da etapa final, mostrou que a idade não pesa ao vencer a disputa com o marcador pela esquerda, chegar à linha de fundo e cruzar para Kayon marcar o segundo gol da partida.

Com o resultado, o Botafogo-PB conquistou a segunda vitória consecutiva, ficou na sexta posição e ampliou a sequência de invencibilidade na Série C, mantendo a equipe na disputa por uma vaga na zona de classificação para a próxima fase.

Última Copa de Neymar marca o fim da “era 7×1” na Seleção Brasileira



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12 julho 2026

Tuchel reforça crítica após fala de Bellingham: “Podemos jogar melhor”

Thomas Tuchel, técnico da Inglaterra, não discordou da opinião de Jude Bellingham de que a equipe fez um grande esforço na vitória de sábado (11) sobre a Noruega para garantir vaga nas semifinais da Copa do Mundo. No entanto, ele acredita firmemente que o time pode — e precisa — melhorar.

Bellingham voltou a salvar a Inglaterra ao marcar os dois gols da vitória por 2 a 1, depois que a Noruega saiu na frente. Logo após a partida, ele foi informado de que Tuchel não havia ficado satisfeito com a atuação da equipe.

“Ah, bem, tanto faz… É difícil lá dentro”, disse Bellingham, eleito o melhor jogador da partida. “Foi um jogo muito exigente. Todos os jogadores fizeram um enorme esforço. Então, meu reconhecimento e minha admiração vão para os atletas que estiveram em campo e que, mais uma vez, fizeram um grande trabalho”.

A primeira pergunta que Tuchel recebeu em sua entrevista coletiva foi se concordava com as palavras de Bellingham.

“Com certeza, ninguém discorda disso”, respondeu Tuchel. “Estou impressionado com o esforço que eles fizeram, com a dedicação, o espírito de equipe, a confiança e a capacidade de superar as dificuldades e encontrar maneiras de vencer. Isso está no mais alto nível. Eles merecem todos os elogios por isso”.

“Mas eu também sou treinador de futebol e acredito que podemos jogar melhor. De modo geral, acho que não foi uma partida de alto nível”, acrescentou o alemão. “Acho que já fizemos jogos melhores. Meu lado analítico e o treinador que existe em mim continuam acreditando que podemos e precisamos praticar um futebol melhor”.

Bellingham e Kane dominam a artilharia da Inglaterra

Bellingham e o capitão Harry Kane carregaram a Inglaterra até as semifinais, marcando 12 dos 13 gols da equipe no torneio. Embora Tuchel gostaria de ver outros jogadores assumindo maior protagonismo, ele não tem do que reclamar se a dupla continuar decidindo.

“Precisamos melhorar ofensivamente para também colocar outros jogadores em condições de finalizar”, afirmou Tuchel. Mas, é claro, eles são jogadores decisivos. Gostam da responsabilidade. Têm qualidade. Aparecem nos momentos decisivos, então não há absolutamente nada de errado nisso”.

“Não temos que lamentar o fato de esses dois jogarem por nós e decidirem as partidas. É impressionante. Ambos são jogadores de elite que encontraram uma forma de atuar de maneira tão eficiente um ao lado do outro”.

Tuchel voltou a ser questionado sobre o motivo de parecer tão insatisfeito após uma vitória tão importante. “Talvez eu precise ser mais específico. Não há dúvida de que estou orgulhoso e feliz. E me sinto muito conectado com este time, porque eles fazem tudo o que for necessário para dar o próximo passo. Eles simplesmente se recusam a perder. Superam obstáculos e adversidades”.

“Queremos extrair o melhor de nós mesmos, porque um desempenho de alto nível ajuda a vencer jogos. É simples assim. Por isso, minha mente ainda não está totalmente satisfeita e não está 100% feliz com a forma como jogamos. E mantenho essa opinião”.

A Inglaterra enfrentará Argentina ou Suíça, em Atlanta, na próxima quarta-feira (15).

Streaming impulsiona audiência da Copa, supera queda da TV e amplia público



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