Canal Sabedoria Infinita

23 julho 2026

Com virada em cinco minutos, Athletico-PR vence São Paulo no Brasileirão

O São Paulo não se saiu bem mandando o jogo da 19ª rodada do Brasileirão fora dos seus domínios. Com o Morumbi ocupado com um show, o Tricolor enfrentou o Athletico-PR no estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista, e perdeu por 2 a 1.

Artur abriu o placar ainda no primeiro tempo, momento em que o time da capital foi melhor na partida, mas na volta do intervalo, o Furacão foi incisivo enquanto o adversário ainda não tinha se organizado, e virou em dois minutos com dois gols de Leozinho.

Com o resultado, o Athletico vai à terceira colocação do brasileirão, com 33 pontos. Já o Tricolor estaciona com os mesmos 25 que Botafogo e Atlético-MG, na 9ª colocação.

O jogo

O primeiro tempo foi do São Paulo. Com mais posse de bola, o time de Dorival liderou as ações defensivas e ditou o ritmo no estádio em Bragança Paulista.

O Tricolor aproveitou a bola parada para abrir o placar aos 18 minutos. Artur cobrou falta no ângulo, Santos aceitou e não conseguiu evitar o gol do Tricolor em Bragança Paulista.

Sentiu

Rafael Tolói, que vem de um histórico de lesões, sofreu mais uma vez com dores na coxa durante a partida. Aos 21 minutos, ele sentiu e foi substituído por Osório.

Assim que sentiu no banco de reservas, o jogador aplicou gelo no local. Na transmissão, foi possível vê-lo chorando.

Quase o segundo

Depois de Calleri pedir a expulsão de Arthur Dias, que já estava pendurado com um amarelo, por uma falta dura no meio de campo e o árbitro mandar seguir, o atacante quase marcou o segundo gol do Tricolor na partida.

Marcos Antônio recebeu na direita após um grande passe de Lucas Ramon, dominou de peito para o meio da área. O camisa 9 tentou o voleio, e a bola passou ao lado da trave esquerda do goleiro atleticano.

Ataque certeiro

Na primeira bola do segundo tempo, o Athletico não perdeu tempo e tratou de deixar tudo igual no placar. Antes do relógio marcar um minuto, Luiz Gustavo lançou Viverou, que cruzou rasteiro para finalização de Leozinho, na trave.

Jadson ficou com o rebote e levantou na área. No bate e rebate, a sobra ficou novamente com o jogador que atuava no futsal, e dentro da pequena área, estufou a rede.

Aos cinco, zaga do São Paulo cedeu um escanteio, e, na cobrança, a bola sobrou novamente para o camisa 21 que chutou cruzado, de longe, acertando o canto de Rafael, que pouco pode fazer.

Nada a marcar

Viveros foi lançado e ganhou de Osório na corrida, e acabou desarmado pelo zagueiro dentro da área. Caído, ele pediu o pênalti mas o árbitro Alex Gomes Stefano mandou seguir.

Os jogadores disputaram a bola novamente pouco depois, e o atleta do time paranaense reclamou de uma cotovelada. De novo, nada foi marcado.

Sequência negativa

A derrota faz o São Paulo chegar a cinco partidas sem vencer no Brasileirão. Antes da parada para a Copa do Mundo, o time do Morumbi vinha numa sequência de dois empates e duas derrotas.



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Sem dificuldades, Flamengo goleia Chapecoense em retorno ao Brasileirão

Sonhando com o título nacional, o Flamengo visitou a Chapecoense, na noite desta quarta-feira (22), na Arena Condá, em Chapecó (SC), querendo evitar que o Palmeiras disparasse na liderança do Campeonato Brasileiro.

Com uma sólida atuação, o Mengão goleou por 4 a 0, com gols de Pedro (duas vezes), Rafael Thyere (contra) e Lorran, pela 19ª rodada, a última do primeiro turno, na retomada rubro-negra ao Brasileirão após longa paralisação pela Copa do Mundo.

Ao somar mais três pontos, o Fla chegou a 37, sete a menos do que o Verdão — os palestrinos, porém, fizeram um jogo a mais, já que o duelo rubro-negro contra o Mirassol, no final de fevereiro, precisou ser adiado por conta da finalíssima da Recopa Sul-Americana, torneio vencido pelo Lanús.

O Verdão do Oeste, por outro lado, segura a lanterna, com apenas nove pontos, e divide a zona de rebaixamento com Vasco, com 20 pontos, Mirassol, com 19, e Remo, com 18. Os primeiros acima da faixa de descenso são Internacional, Santos e Grêmio, todos com 21.

O jogo

Mesmo em situação delicada na tabela, a Chapecoense conseguiu segurar o Flamengo nos primeiros minutos e ainda teve o primeiro lance de perigo. Aos 17, Giovanni Augusto aproveitou cruzamento de Marcinho e finalizou para ótima defesa de Rossi.

O Mengão, quando chegou, porém, encaminhou a vitória rapidamente. Aos 25, Pedro recebeu de Bruno Henrique, limpou a marcação usando um belo arsenal de técnica com força e, com um belo toque, venceu o goleiro Matheus Aurélio.

Aos 37, Emerson Royal cruzou na área, e Rafael Thyere meteu contra, com uma cabeçada bizarra, mandando contra o próprio patrimônio. A Chape quase descontou aos 42, em finalização de Bolasie que desviou em Léo Pereira e saiu lambendo a trave direita.

Na etapa final, o Fla tratou de se aproximar ainda mais do triunfo ao anotar mais um gol. Lorran aproveitou trapalhada da zaga mandante e bateu para defesa de Matheus Aurélio. No rebote do goleiro, o jovem, retornando à Gávea após empréstimo de uma temporada ao Pisa, soltou a perna e estufou as redes.

O arqueiro rubro-negro apareceu duas vezes na sequência do confronto e impediu que os donos da casa descontassem. Primeiro, aos 21, ao usar a perna esquerda em finalização com pouco ângulo de Giovanni Augusto. Depois, aos 33, com o pé direito, após batida de Marcinho.

A goleada foi sacramentada aos 41. Samuel Lino pegou sobra e arriscou de primeira, sem deixar a bola cair. Pedro apareceu no meio do caminho e, com um leve desvio de cabeça, tratou de fechar o placar para os rubro-negros.

Próximos jogos

A Chapecoense volta a campo no sábado (25), quando visita o Santos, na Vila Belmiro, em Santos (SP), às 18h30. Já o Flamengo recebe o São Paulo, às 18h30 de domingo (26), no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ).

Brasileirão 2026 não é o único que iniciou em janeiro na história; relembre

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IBM diz que IA não está matando mainframe após queda de 42% nas vendas

A IBM divulgou, nesta quarta-feira (22), os resultados do segundo trimestre de 2026, e os números confirmaram o que o mercado já sabia: foi um trimestre ruim (mas nem tanto).

A receita chegou a US$ 17,2 bilhões (R$ 87,2 bilhões), com lucro bruto de US$ 9,9 bilhões (R$ 50,2 bilhões), margens de quase 58% e lucro líquido de US$ 2,2 bilhões (R$ 11,1 bilhões) — mas ficou bem abaixo do que Wall Street esperava.

O resultado foi tão negativo que o CEO Arvind Krishna e o conselho tomaram uma medida sem precedentes: avisaram os investidores com antecedência. Krishna publicou uma carta aberta na semana passada com resultados preliminares, alertando que o desempenho “foi pior do que nossas expectativas”.

As ações da IBM despencaram 25% no dia seguinte — a maior queda em um único dia na história da empresa. Até então, os papéis vinham se valorizando ao longo dos seis anos de gestão de Krishna, impulsionados pelo boom de data centers de inteligência artificial (IA) que beneficiou o setor como um todo.

Na quarta, a IBM também reduziu suas projeções de crescimento para o ano inteiro, o que significa que o impacto do trimestre ruim se estende pelos próximos meses. O principal responsável foi o segmento de infraestrutura: as vendas de mainframe recuaram 42%. O problema tem efeito cascata — segundo o CFO Jim Kavanaugh, a IBM gera US$ 3 (R$ 15,21) em receita de software para cada US$ 1 (R$ 5,07) vendido em hardware de mainframe.

Fachada de um prédio da IBM como o logo da empresa
Na quarta, a IBM também reduziu suas projeções de crescimento para o ano inteiro – Imagem: Framalicious/Shutterstock

Leia mais:

Por que os clientes pararam de comprar

  • Krishna explicou que “dezenas” de clientes que deveriam adquirir um novo mainframe no trimestre optaram por não fazer isso;
  • Mainframes custam de centenas de milhares a milhões de dólares e, com contratos de manutenção e software, geram muitos milhões adicionais — o que torna cada cliente perdido especialmente relevante;
  • Esses clientes redirecionaram o orçamento para outros equipamentos de hardware, diante de aumentos de preço de 15% a 30% em equipamentos de data center e PCs provocados pelo boom de infraestrutura de IA;
  • “Quando eles se depararam com esse problema, decidiram mover o orçamento para as áreas onde estavam enfrentando esse aumento extremo de preço”, disse Krishna;
  • Fabricantes, como Dell e HP, já haviam alertado sobre altas em componentes, como memória, causadas pelo mesmo boom. A Apple comunicou reajustes semelhantes.

IBM garante que queda é temporária

Tanto Krishna quanto Kavanaugh afirmaram durante a chamada com investidores que o problema é passageiro.

O CEO disse que esses clientes ainda vão comprar seus novos mainframes — junto com os contratos de software — e que alguns deles já fizeram isso no trimestre atual. “Não vemos nenhuma evidência de clientes migrando para fora do mainframe”, afirmou Krishna.

A indústria de tecnologia prevê a morte do mainframe há décadas. Se a promessa de Krishna se confirmará nos próximos resultados trimestrais, ainda está por ser vista.

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22 julho 2026

Justiça proíbe parte da publicidade de bets de Virginia e Blaze

O TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios) atendeu parcialmente a um recurso do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios e impôs novas restrições à publicidade de apostas da influenciadora Virginia Fonseca e da plataforma Blaze. A decisão foi publicada nesta terça-feira (21).

O desembargador Renato Rodovalho Scussel determinou que a Blaze e Virgínia se abstenham de divulgar anúncios que prometam lucros fixos ou garantidos, apresentem apostas como fonte de renda, investimento, alternativa ao emprego ou solução para dificuldades financeiras, além de campanhas que sugiram não haver risco de perda.

A decisão também estabelece que toda publicidade de apostas divulgada por Virgínia, incluindo stories, reels, postagens e transmissões ao vivo, deverá ser identificada de forma clara e ostensiva como conteúdo publicitário, mesmo quando estiver inserida em publicações sobre sua rotina pessoal ou viagens.

Além disso, a Justiça determinou que ofertas de bônus, rodadas grátis e promoções informem com destaque as condições para participação, como necessidade de depósito, prazo de validade, requisitos para saque e outras restrições.

O magistrado também ordenou a remoção, em até 48 horas, dos conteúdos que contrariem essas determinações. Em caso de descumprimento, foi fixada multa de R$ 100 mil por infração, limitada inicialmente a R$ 2 milhões.

Por outro lado, o desembargador rejeitou, neste momento, o pedido do MP para suspender um eventual contrato de remuneração baseado nas perdas dos apostadores (revenue share), por entender que ainda não há provas suficientes sobre o modelo contratual. Também negou a retirada de todas as publicações relacionadas às apostas.

A ação civil pública foi proposta pelo MPDFT, que acusa a Blaze e Virgínia de promoverem publicidade enganosa e abusiva de apostas esportivas. Na segunda-feira (20), o órgão também pediu que a empresa indenize apostadores diagnosticados com ludopatia e pague até R$ 380 milhões por danos morais coletivos.

Outro lado

Em nota enviada à CNN Brasil, a assessoria de Virgínia afirmou que não teve acesso ao conteúdo da decisão. A reportagem tenta contato com a Blaze. O espaço segue aberto.

Valores movimentados pela empresa

Com base no balancete contábil de 2025 juntado ao processo pelo MPDFT, a plataforma de apostas Blaze movimentou bilhões em suas operações no Brasil, acumulando um volume total de depósitos efetuados por apostadores na casa dos R$ 11 bilhões.

Desse montante, a empresa registrou um faturamento bruto de R$ 1,9 bilhão, gerando uma receita líquida de R$ 1,1 bilhão.

Ao final do período de 11 meses analisado, a operação alcançou um lucro líquido de R$ 361 milhões (margem de 33%), dos quais R$ 350 milhões foram enviados à matriz da empresa, no exterior.

• Getty Images

A demonstração financeira revela ainda que os maiores custos da plataforma estão concentrados na atração e retenção de apostadores.

A empresa desembolsou R$ 330 milhões em publicidade externa incluindo contratos e impulsionamentos, R$ 388 milhões com programas de fidelidade (loyalty cost) e R$ 89 milhões em concessão de bônus.

O documento contábil mostra também pendências contratuais diretas com os influenciadores, como Virginia Fonseca (com obrigações totais de R$ 6,4 milhões, dos quais R$ 2,77 milhões haviam sido pagos), Jon Vlogs (R$ 2,8 milhões) e Renato Garcia (R$ 5,3 milhões), além de R$ 952 mil pagos a título de indenização por rescisão de contrato ao cantor Zé Felipe.



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Terra pode ganhar um anel como o de Saturno — mas ele não será natural

Os planos para colocar em órbita mais de um milhão de satélites destinados a data centers espaciais, além de dezenas de milhares de espelhos orbitais, podem transformar permanentemente a aparência do céu noturno.

Segundo pesquisadores ouvidos pelo Space.com, caso esses projetos avancem, a Terra poderá ganhar um brilhante “anel de Saturno” artificial, visível de qualquer ponto do planeta durante horas após o pôr do sol e antes do amanhecer.

A estrutura seria formada por satélites alinhados em uma mesma órbita e apareceria como uma faixa luminosa que atravessaria o céu. De acordo com os especialistas, o brilho desse anel seria superior ao de qualquer estrela ou planeta e poderia até superar o da Lua cheia.

Hugh Lewis, professor de astronáutica da Universidade de Birmingham (Reino Unido), afirmou que a única forma de acomodar o enorme número de constelações de data centers atualmente propostas é empilhá-las em uma órbita específica, localizada ao longo da fronteira entre o dia e a noite.

“Se você olhasse para o céu à noite, eles estariam todos em um único plano, muito próximos uns dos outros, indo na mesma direção”, disse Lewis. “O impacto sobre o céu noturno seria absolutamente catastrófico.”

Corrida por data centers espaciais amplia preocupações

  • Segundo a reportagem, a ideia de um “anel de Saturno” artificial pareceria ficção científica até pouco tempo atrás;
  • No entanto, desde que a corrida pelo desenvolvimento de data centers orbitais ganhou força no ano passado, esse cenário passou a ser considerado uma possibilidade concreta;
  • Diversas empresas já solicitaram à Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC, na sigla em inglês) autorização para lançar grandes constelações de satélites. Entre elas estão SpaceX, Starcloud, Cowboy Space, Orbital e Blue Origin;
  • Somados, os projetos ultrapassam a marca de um milhão de satélites destinados à operação de data centers no espaço.

A China também entrou nessa disputa e pretende desenvolver sua própria rede de data centers orbitais nos próximos cinco anos. Além disso, a empresa californiana Reflect Orbital planeja lançar 50 mil espelhos espaciais para refletir luz solar em usinas de energia solar na Terra durante a noite.

Em 10 de julho, a companhia recebeu autorização da FCC para operar seu primeiro espelho orbital, um satélite demonstrador de 18 metros por 18 metros denominado Eärendil-1, cujo lançamento está previsto para ocorrer até o fim deste ano.

Satélites precisariam permanecer na mesma órbita

Lewis explicou que tanto os data centers orbitais quanto os espelhos espaciais dependem de iluminação solar contínua para funcionar. Para isso, os equipamentos precisam permanecer em uma órbita que acompanha a linha do terminador — a fronteira entre as regiões iluminadas e escuras da Terra — passando sobre os polos Norte e Sul.

“Os data centers orbitais e a Reflect Orbital dependem daquilo que esses operadores chamam de 24 horas de luz solar no espaço”, afirmou Lewis. “Para ter isso, você precisa estar em uma órbita específica, que segue a linha do amanhecer-anoitecer. Não é como a megaconstelação Starlink, que é distribuída ao redor da Terra.”

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Saturno
Terra pode ficar parecida com Saturno – Imagem: Sebastian Voltmer/Spaceweather

Simulações indicam céu dominado por satélites

A astrônoma Samantha Lawler, da Universidade de Regina (Canadá), concorda com a avaliação de Lewis. Ela e outros pesquisadores utilizaram modelagem computacional para simular o impacto visual de diversas constelações propostas, incluindo a Starmind, da SpaceX, o Project Sunrise, da Blue Origin, e a constelação Stampede, da Cowboy Space.

Segundo Lawler, as simulações mostram que os satélites visíveis da superfície terrestre não apenas esconderiam parte das estrelas, como também passariam a superá-las em quantidade.

À medida que a Terra gira sob essa órbita, o anel cruzaria o céu duas vezes por dia: entre o fim e o início da noite e novamente pouco antes do amanhecer. “[O anel] passaria por cima no mesmo horário todas as noites”, disse a pesquisadora. “Isso significa que seu efeito seria pior durante o inverno do que no verão.”

Efeitos podem comprometer observações astronômicas

Lawler ressalta que as simulações foram produzidas com base em informações públicas sobre os projetos e que o estudo ainda não passou pelo processo de revisão por pares.

Mesmo assim, ela afirma que a luz espalhada pelo anel permaneceria iluminando o céu por até duas horas após os satélites desaparecerem abaixo do horizonte, de maneira semelhante ao brilho residual do Sol após o pôr do sol.

“Isso tornaria o tempo de nossos telescópios, financiados pelos contribuintes, muito menos eficaz”, afirmou. “Poderíamos fazer muito menos ciência pelo mesmo custo, e muitos casos científicos, incluindo a busca por asteroides perigosos próximos à Terra, ficariam seriamente comprometidos.” Segundo a pesquisadora, não haveria regiões do planeta livres desse fenômeno.

As simulações indicam ainda que algumas constelações, especialmente o Project Sunrise, da Blue Origin, utilizariam uma inclinação orbital diferente, formando um desenho semelhante à letra X sobre o anel principal.

“Se você estivesse perto do equador, veria virtualmente esse formato de X de satélites rastejando, surgindo no céu no início da manhã e após o pôr do sol”, explicou Lawler. “Mais ao norte, você veria isso como duas faixas separadas. Uma faixa surgiria de manhã e a outra apareceria conforme o sol se pusesse.”

Brilho pode superar o de Vênus e afetar telescópios

Os pesquisadores afirmam que a intensidade luminosa do anel dependerá da quantidade efetiva de satélites colocados em órbita. Entretanto, destacam que cada espelho espacial da Reflect Orbital deverá apresentar brilho comparável ao de Vênus, considerado o objeto mais brilhante do céu noturno depois da Lua.

Um estudo anterior do Observatório Europeu do Sul concluiu que uma constelação com 50 mil espelhos espaciais da empresa poderia aumentar em até 300% o brilho do céu noturno, tornando praticamente inutilizáveis alguns dos telescópios mais sofisticados do mundo.

Para o astrônomo e defensor do céu escuro John Barentine, a humanidade já modificou significativamente o ambiente espacial ao redor da Terra.

“A humanidade já alterou fundamentalmente o cosmos a ponto de a Terra ser agora um ‘planeta anelado’ artificial, sufocado por satélites e detritos espaciais”, afirmou ao Space.com. “Mas projetos, como o da Reflect Orbital, transformarão esses anéis, hoje quase invisíveis, em faixas reflexivas brilhantes. Não estamos mais falando apenas de um campo disperso de pontos brilhantes em movimento.”

Segundo Barentine, o resultado seria um fenômeno permanente capaz de alterar profundamente as condições de observação astronômica. “Em vez disso, trata-se de um efeito permanente e artificial de ‘anel de Saturno’ cortando bem no meio das janelas de observação crepuscular mais críticas para a astronomia global.”

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21 julho 2026

Análise: Qual o impacto do novo bloqueio dos Houthis em Bab El-Mandeb

Os Houthis do Iêmen anunciaram um bloqueio naval contra a Arábia Saudita no Estreito de Bab el-Mandeb, uma das mais importantes rotas de escoamento de petróleo e de comércio entre a Ásia e a Europa. A medida representa uma nova frente no conflito em curso na região e ameaça o abastecimento global de energia.

Durante o CNN Prime Time desta segunda-feira (20), o analista de Internacional Lourival Sant’Anna detalhou o impacto deste novo bloqueio, sobretudo nas vendas de petróleo da Arábia Saudita.

“A Arábia Saudita antes exportava 10 milhões de barris de petróleo por dia, passou a exportar 7 milhões, que correspondem a 7% do petróleo consumido no mundo“, detalhou Sant’Anna.

Antes do fechamento do Estreito de Ormuz, uma parcela pequena do petróleo saudita era escoada pelo oleoduto Leste-Oeste, que transporta o petróleo saudita até o Mar Vermelho, com ponto final no Porto de Yanbu.

Isso mudou a partir de março, com o avanço do conflito entre EUA e Irã. Em abril, todo o petróleo produzido pela Arábia Saudita passou por Bab el-Mandeb.

Com este novo bloqueio, a Arábia Saudita ficaria sem uma rota viável de exportação. “A Arábia Saudita para de exportar petróleo. Não tem por onde ir no momento”, explicou Sant’Anna.

Além do petróleo, o fechamento do Estreito de Bab el-Mandeb afetaria diretamente o acesso da Ásia à Europa.

Navios provenientes da China, Índia, Japão, Coreia do Sul e do Sudeste Asiático utilizam essa rota, atravessando o Oceano Índico, subindo pelo Mar Vermelho e acessando o Canal de Suez rumo ao Mar Mediterrâneo.

Com o bloqueio, a alternativa seria contornar o continente africano pelo Cabo da Boa Esperança, o que representa 6 mil quilômetros a mais e de 10 a 15 dias adicionais de navegação.

Estratégia iraniana

Sant’Anna lembrou que os Houthis já haviam adotado medida semelhante no final de 2023, em solidariedade ao Hamas, conseguindo fechar em grande medida o tráfego pelo estreito.

Na ocasião, o Estreito de Ormuz ainda funcionava como rota alternativa. Agora, com Ormuz também comprometido pelo conflito entre Estados Unidos e Irã, a Arábia Saudita se vê sem alternativas imediatas.

“No médio e longo prazo, isso estimula a criação de alternativas, de oleodutos, de rotas alternativas. Mas demora”, ponderou o analista.

Para Sant’Anna, no curto prazo o bloqueio representa uma arma extremamente eficaz nas mãos do Irã, embora, estrategicamente, no longo prazo, o país possa perder esse fator de pressão à medida que o mundo desenvolva rotas alternativas.

“Estrategicamente, no longo prazo, o Irã está dando um tiro no pé. Ele vai perder esse fator dissuasório no futuro, porque o mundo não vai mais contar com o Estreito de Ormuz. Mas agora, no curto prazo, é uma arma extremamente eficaz”, concluiu.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.


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BlackRock usa aquisições de R$ 127,6 bilhões para financiar data center da Meta

A BlackRock está estruturando uma emissão de dívida superior a US$ 12 bilhões (R$ 61,2 bilhões) para financiar um novo campus de data centers da Meta, em uma operação que marca a integração prática de duas das maiores aquisições realizadas recentemente pela gestora e amplia sua atuação no financiamento da expansão da inteligência artificial (IA).

Segundo a Bloomberg, a operação representa o resultado de anos de estratégia do CEO Larry Fink para transformar a BlackRock, tradicionalmente conhecida pelos investimentos em mercados públicos, em uma das principais participantes também do mercado de ativos privados.

Operação reúne empresas adquiridas por mais de R$ 122,5 bilhões

A emissão de dívida reúne duas empresas adquiridas pela BlackRock nos últimos anos: a Global Infrastructure Partners (GIP), comprada por US$ 12,5 bilhões (R$ 63,8 bilhões), e a HPS Investment Partners, adquirida por US$ 12 bilhões.

De acordo com pessoas familiarizadas com a operação, a transação também demonstra como a BlackRock pretende combinar as capacidades das duas unidades em futuros negócios.

Historicamente, a GIP concentra suas atividades em investimentos em projetos de infraestrutura, enquanto a HPS desenvolveu experiência em operações de crédito estruturado e financiamentos complexos.

Segundo Larry Fink, as duas divisões já começaram a atuar de forma integrada na originação de novos negócios.

Após a divulgação dos resultados trimestrais da BlackRock na semana passada, o executivo afirmou a analistas que o pipeline conjunto das duas empresas está crescendo.

Segundo Fink, os novos projetos estão sendo desenvolvidos “de maneiras que reforçam nossa convicção na plataforma combinada, particularmente em infraestrutura digital”.

BlackRock terá participação majoritária no empreendimento

  • O acordo firmado com a Meta prevê que fundos administrados pela GIP e pela HPS detenham 80% da participação na Project Sopaipilla Holdings, nome oficial da joint venture criada para desenvolver o projeto;
  • Essa empresa é a responsável pela captação dos recursos por meio da emissão de títulos de dívida;
  • Os 20% restantes da joint venture pertencem à Meta, que será responsável pela construção do campus de data centers e continuará administrando as operações do empreendimento;
  • Segundo pessoas envolvidas nas negociações, além da emissão de dívida, GIP e HPS também possuem participação acionária no projeto;
  • O novo complexo de data centers terá capacidade da ordem de um gigawatt e deverá entrar em operação em 2028;
  • Quando estiver concluído, o empreendimento deverá gerar mais de 300 empregos permanentes no local.

Leia mais:

Logo da Meta em um smartphone
20% restantes da joint venture pertencem à Meta, que será responsável pela construção do campus de data centers e continuará administrando as operações do empreendimento – Imagem: jackpress/Shutterstock

Venda dos títulos já começou

A comercialização dos mais de US$ 12 bilhões em títulos começou nesta segunda-feira (20), conduzida pelos bancos JPMorgan Chase e Morgan Stanley.

Durante as apresentações aos investidores, a BlackRock será representada pelos diretores Wes Altman, da GIP, e Garrett Cockren, da HPS, segundo pessoas com conhecimento do processo.

Meta repete modelo utilizado em outro projeto

Segundo pessoas familiarizadas com o assunto, a Meta considera a entrada da BlackRock como parceira um importante avanço para o projeto.

A estrutura da operação é semelhante à utilizada anteriormente pela empresa em parceria com a Blue Owl Capital no projeto Hyperion, localizado em uma área rural do Estado estadunidense da Louisiana.

Naquele empreendimento, a Blue Owl também ficou com 80% da joint venture, enquanto a Meta manteve os 20% restantes.

Esse modelo permite que a empresa de tecnologia mantenha a dívida fora de seu balanço patrimonial, ao mesmo tempo em que preserva o controle sobre a administração cotidiana do data center.

Neste mês, a Meta anunciou a expansão do projeto Hyperion além da área inicialmente contemplada pela joint venture.

BlackRock amplia investimentos em inteligência artificial

A operação reforça a estratégia da BlackRock de ampliar seus investimentos em infraestrutura voltada à inteligência artificial e ao setor de data centers. Em outubro, a gestora anunciou um acordo de US$ 40 bilhões (R$ 204,2 bilhões) para adquirir a Aligned Data Centers.

Essa operação, cuja conclusão é esperada para breve, reúne a GIP, a BlackRock, além de parceiros, como Microsoft, Nvidia e a MGX, plataforma de investimentos em tecnologia criada pelo fundo soberano Mubadala Investment Company, de Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos), em conjunto com a empresa de IA G42.

Segundo a Bloomberg, a BlackRock também passa a disputar um mercado cada vez mais competitivo de financiamento da infraestrutura necessária para sustentar o crescimento da IA, segmento no qual concorrentes como Blue Owl Capital e Blackstone vêm liderando algumas das maiores operações de financiamento de data centers.

Nem a BlackRock nem a Meta comentaram oficialmente a operação.

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20 julho 2026

Gabinete de Netanyahu responde Mamdani sobre prisão: “TPI é fachada”

O gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, emitiu uma nota na noite deste domingo (19) criticando o posicionamento do prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, que disse cogitar prender o líder israelense durante uma eventual visita aos Estados Unidos.

Em uma entrevista divulgada no sábado (18), Mamdani relatou que sua equipe está discutindo a possibilidade de prender Netanyahu durante sua participação na Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), prevista para setembro.

“Acredito que o primeiro-ministro Netanyahu deveria estar em Haia”, disse Mamdani em uma entrevista ao programa The Interview, do The New York Times.

Haia é a sede do TPI (Tribunal Penal Internacional), que emitiu um mandado de prisão contra o israelense em novembro de 2024 por supostos crimes de guerra e crimes contra a humanidade. Nem Israel nem os Estados Unidos são signatários do TPI.

“O TPI é um tribunal de fachada que não tem jurisdição sobre americanos ou israelenses. Seu mandado de prisão fraudulento contra o primeiro-ministro Netanyahu foi emitido por um ex-procurador do TPI, Karim Khan, que caiu em desgraça, poucos dias antes de as alegações de má conduta sexual contra ele se tornarem públicas. Foi uma clara tentativa de Khan de desviar a atenção pública e buscar proteção contra o escrutínio”, alega o gabinete israelense, em nota publicada na rede social X.

“Sob a liderança do primeiro-ministro Netanyahu, Israel tomou medidas sem precedentes em tempos de guerra para minimizar os danos a civis enquanto enfrenta o Hamas, uma organização terrorista genocida que usa palestinos como escudos humanos e ataca deliberadamente civis israelenses inocentes”, acrescenta.

A nota pontua que Mamdani deveria se concentrar em “reparar os danos que suas políticas causaram a Nova York”.

“Assim como Karim Khan, Mamdani parece interessado em desviar a atenção pública de seus erros e atacar o líder do Estado judeu e da única democracia no Oriente Médio”, conclui.

Anteriormente, durante sua viagem para a Assembleia Geral de 2025, o voo do primeiro-ministro de Israel para os Estados Unidos fez um caminho alternativo em uma aparente tentativa de evitar países signatários do TPI, que poderiam executar o mandado de prisão pendente contra ele por supostos crimes de guerra.



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19 julho 2026

Terremoto de magnitude 5,6 atinge região central do Peru

Um terremoto de magnitude 5,6 atingiu a região central do Peru na noite deste sábado (18), informou o CSEM (Centro Sismológico Europeu-Mediterrâneo).

O abalo sísmico ocorreu a uma profundidade de 10 quilômetros, segundo o CSEM e o GFZ (Centro Alemão de Pesquisa em Geociências).

O epicentro foi sentido a 7 km ao sul de Chupaca, cidade histórica e capital da província homônima na região de Junín, localizada no Vale do Mantaro.

Uma testemunha de Azpitia, na região de Mala (157 km a sudoeste do epicentro), reportou ao CSEM ter sentido um “tremor suave”.

O epicentro está localizado a mais de 180 km da capital do país, Lima.

 



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Presidente do México irá à final da Copa do Mundo a convite de Trump

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou em uma mensagem no X que comparecerá à final da Copa do Mundo em Nova Jersey neste domingo (19), a convite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao lado do primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney.

“Considerei politicamente importante que os três países anfitriões da Copa do Mundo estejam envolvidos, e isso também é um sinal da forte coordenação e colaboração que temos com o governo dos EUA”, disse Sheinbaum.

A final da Copa do Mundo entre Argentina e Espanha encerrará cinco semanas intensas de jogos de futebol envolvendo 48 seleções, que começaram na Cidade do México em 11 de junho.

Sheinbaum havia afirmado anteriormente que não iria a nenhuma partida da Copa do Mundo em sinal de solidariedade aos mexicanos comuns que não tinham condições de comprar ingressos, cujos preços chegavam a milhares de dólares.

As entradas para a final da Copa do Mundo estão custando mais de US$ 10 mil, impulsionadas pela transição da Fifa para um modelo de preços dinâmicos.

USMCA

A presença de Sheinbaum e Carney no evento esportivo também ocorre em meio a tensas negociações comerciais. O México e o Canadá tentam convencer Trump a prorrogar o acordo comercial trilateral da América do Norte.

Sheinbaum mantém uma relação cordial, embora tensa, com Trump e tem se esforçado para evitar fazer comentários ou promover políticas que possam irritá-lo.

A relação entre os EUA e o Canadá é mais volátil, com Carney e Trump trocando farpas e ameaças de tarifas regularmente.

Negociadores comerciais dos Estados Unidos e do México se reunirão na Cidade do México na próxima terça-feira (21) para uma terceira rodada de conversas com o objetivo de reformular o acordo. Os temas-chave incluem aço, setor automotivo, agricultura e sistemas de pagamento eletrônico.



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18 julho 2026

Aliados de Bolsonaro criticam proibição de visitas por Moraes

Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foram às redes sociais nesta sexta-feira (17) criticar a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que suspendeu todas as visitas do ex-mandatário por 30 dias.

O presidente interino da Suprema Corte divulgou no início da noite sua decisão sobre a denúncia de que Bolsonaro teria feito propaganda eleitoral antecipado e violado as restrições de sua prisão domiciliar quando divulgou, por meio do seu filho, senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), uma “Carta aos Brasileiros”.

Na decisão, Moraes mantém a prisão domicilair de Bolsonaro, mas suspende por 30 dias o direito do ex-presidente de receber qualquer tipo de visita, inclusive de familiares. As únicas exceções permitidas são médicos, fisioterapeutas e advogados.

Segundo o ministro, o direcionamento da carta, assinada de punho pelo ex-presidente, demonstrou finalidade político-eleitoral.

“O texto da ‘Carta aos brasileiros’, portanto, claramente comprova que Jair Messias Bolsnaro pretendia comunicar-se com seus apoiadores políticos por intermédio das redes sociais de seu filho”, escreveu o ministro.

Com a decisão, alguns nomes da direita publicaram seu repúdio à determinação do juiz. Carlos Bolsonaro (PL), segundo filho do ex-presidente e pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, escreveu sobre a decisão de proibir “visitas de TODOS os FILHOS ao PAI.”

 

 

O pré-candidato a deputado federal e quarto filho do ex-presidente, Jair Renan Bolsonaro (PL-SC), também criticou a medida de Moraes, alegando que as decisões contra o pai têm outra “régua”.

“Meu pai está preso injustamente e agora proibiram até que os próprios filhos o visitem. Trinta dias sem poder ver o meu pai, meu irmão Flávio, noventa. Lula, quando esteve preso, recebia político, artista, sindicalista, e ainda foi lançado candidato a presidente de dentro da cadeia. Meu pai não pode receber um abraço de um filho dentro da própria casa. É a mesma Justiça, mas a régua muda conforme o sobrenome. Pai, estarei sempre com o senhor”, escreveu.

 

O líder do PL no Senado Federal Rogério Marinho também foi às redes rechaçar a decisão. Segundo ele, a deteminação é “extravagante, inusitada e sem precedentes na história recente do país”. Assim como Jair Renan, Marinho também comparou o tratamento dispensado a Bolsonaro com o de Lula (PT), que ficou preso por 580 dias entre 2018 e 2019.

“O contraste é evidente. Lula, durante o período em que esteve preso, recebeu inúmeras visitas e divulgou manifestações de conteúdo político. Hoje, Jair Bolsonaro, maior liderança popular da direita brasileira, é submetido a restrições muito mais severas. Tenta-se calar quem representa milhões de brasileiros e impedir que exerça sua liderança, dialogando e orientando o povo sobre os desafios do país.”

O líder do PL na Câmara dos Deputados Sóstenes Cavalcante também se fez presente nas redes sociais a fim de criticar a medida.

“Suspender as visitas até o final da eleição, mostra o quanto a esquerda/Alexandre querem violar todos os direitos humanos ao maior presidente que a República Federativa do Brasil já teve! Podem prender, censurar, ninguém consegue deter um SENTIMENTO!”, escreveu.

O advogado do ex-presidente, João Henrique de Freitas, afirmou que é “difícil não notar o alcance crescente dessas restrições”.

 



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Brasil é o 3º país mais atacado por ransomware; especialistas explicam o motivo

O Brasil registrou, em junho, o terceiro maior número de ataques de ransomware do mundo, segundo dados da plataforma Ransomware.live, iniciativa criada por Julien Mousqueton, CISO da Cohesity, empresa especializada em segurança de dados com inteligência artificial (IA).

Foram contabilizados 23 casos no país durante o mês, colocando o Brasil atrás apenas dos Estados Unidos e da Alemanha. É a primeira vez que o país aparece entre os dez mais afetados desde o início da divulgação dos dados da plataforma, em janeiro.

O Ransomware.live acompanha continuamente sites de vazamento mantidos por grupos de ransomware para identificar e registrar novas vítimas.

Os ataques de ransomware consistem no uso de softwares maliciosos capazes de bloquear o acesso de usuários ou organizações aos seus sistemas. Em seguida, os criminosos exigem o pagamento de um resgate para restaurar o acesso, normalmente sob ameaça de vazar ou excluir permanentemente os dados.

Brasil fica atrás apenas de Estados Unidos e Alemanha

Segundo o levantamento, os Estados Unidos lideraram o ranking de junho, com 199 casos, seguidos pela Alemanha, com 49.

O Brasil aparece na terceira posição, com 23 ataques, à frente do Reino Unido, que registrou 21 ocorrências. Índia e Canadá aparecem empatados, com 20 casos cada.

Completam a lista dos dez países mais afetados:

  • França: 15 casos;
  • Itália: 15;
  • México: 14;
  • Tailândia: 13.

Para Gustavo Leite, vice-presidente da Cohesity para a América Latina, a presença de Brasil, Índia e Tailândia entre os principais alvos pode refletir uma mudança na estratégia dos grupos criminosos.

“A emergência do Brasil, Índia e Tailândia como alvos recém-identificados pode ser reflexo de uma estratégia deliberada de focar em jurisdições com menor maturidade na resposta a incidentes e na coordenação com forças de segurança”, avalia.

brasil ransomware
Brasil aparece na terceira posição, com 23 ataques – Imagem: BreizhAtao/Shutterstock

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Total de vítimas caiu em junho, mas continua elevado

O levantamento aponta que foram registradas 708 vítimas de ransomware em junho no mundo.

Embora o número represente uma redução de 10,5% em relação às 791 vítimas contabilizadas em maio, a Cohesity destaca que o volume permanece elevado quando comparado aos últimos 12 meses.

“Apesar dessa diminuição mensal, o volume permanece historicamente elevado quando comparado aos 12 meses anteriores, deixando claro o quão intenso e consistente é o atual cenário de ameaças”, afirma Leite.

Nos últimos 12 meses, o número de vítimas registradas pelo Ransomware.live foi:

  • Julho de 2025: 547;
  • Agosto de 2025: 530;
  • Setembro de 2025: 598;
  • Outubro de 2025: 839;
  • Novembro de 2025: 717;
  • Dezembro de 2025: 882;
  • Janeiro: 702;
  • Fevereiro: 784;
  • Março: 844;
  • Abril: 870;
  • Maio: 791;
  • Junho: 708.

Mercado B2B segue como principal alvo

Entre os setores econômicos, o mercado B2B permaneceu como o mais afetado pelos ataques de ransomware em junho, somando 123 vítimas, uma queda de 23,1% em relação às 160 registradas em maio.

Na sequência aparecem:

  • Manufatura: 83 vítimas (queda de 19,4%);
  • Tecnologia: 56 (queda de 21,1%);
  • Serviços ao consumidor: 53 (alta de 1,9%);
  • Saúde: 52 (queda de 23,5%);
  • Agricultura e produção de alimentos: 36 (queda de 7,7%);
  • Construção: 27 (queda de 15,6%);
  • Transporte e logística: 26 (queda de 25,7%);
  • Serviços financeiros: 25 (queda de 26,5%);
  • Educação: 24 (queda de 14,3%).

Entre todos os segmentos analisados, serviços ao consumidor foi o único que apresentou crescimento em relação ao mês anterior, passando de 52 para 53 vítimas, um aumento de 1,9%.

Dados são divulgados mensalmente

Os números do Ransomware.live são publicados todos os meses pela Cohesity. Segundo a empresa, seus serviços são utilizados por clientes em mais de 140 países, incluindo 70% das empresas que integram a lista Fortune Global 500.

O post Brasil é o 3º país mais atacado por ransomware; especialistas explicam o motivo apareceu primeiro em Olhar Digital.



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17 julho 2026

Sistema eleitoral dos EUA é “catastroficamente deficiente”, diz Trump

O presidente dos EUA, Donald Trump, iniciou seu pronunciamento sobre as eleições americanas na noite desta quinta-feira (16) questionando a segurança eleitoral do país e afirmando que ela é “catastroficamente deficiente”.

“A América está de volta e indo muito bem, mas ainda temos um grande desafio que precisa ser enfrentado com urgência, pois nenhum país pode ser grande sem eleições justas e honestas”, disse Trump, falando do Salão Leste da Casa Branca.

“Todo americano merece saber que, ao depositar seu voto, esse voto será contabilizado com precisão pelo sistema; trata-se de tornar esse sistema seguro — um sistema onde fraudes e interferências não sejam apenas difíceis, mas praticamente impossíveis”, acrescentou o presidente.

Desde que retornou à Casa Branca em 2024, Trump tem afirmado repetidamente — e sem apresentar provas — que a eleição presidencial de 2020 foi “manipulada” contra ele.

Como candidato, Trump tem se empenhado em lançar dúvidas sobre a lisura das eleições do país em 2016, 2020 e 2024.

Trump pintou um quadro sombrio do sistema eleitoral do país, alertando que “o sistema eleitoral que temos nos expõe perigosamente — e realmente nos expõe, em níveis que jamais se imaginou possíveis — a ataques cibernéticos, exploração de vulnerabilidades e interferência estrangeira”, ao mesmo tempo em que alegava que “essas informações vitais foram, por muitos anos, ocultadas e escondidas de vocês”.

No entanto, apesar dessas alegações, Trump não apresentou provas de quaisquer votos efetivamente fraudulentos na eleição de 2020.

O que é o Colégio Eleitoral das eleições dos EUA?



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