O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro(PL) vai manter pelos próximos dias o ritmo acelerado de agendas com aliados no Sudeste nesta reta final de primeiro turno eleitoral.
A ideia é se concentrar especialmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, com possibilidade ainda de voltar para Minas Gerais – os maiores colégios eleitorais do país. As agendas estão sendo desenhadas sempre com políticos de direita de influência nesses estados, numa situação de ganha-ganha para ambos os lados.
Por exemplo, o governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o candidato ao governo do Rio Douglas Ruas (PL) e o deputado federal e candidato à reeleição Nikolas Ferreira (PL).
Flávio abre a última semana do primeiro turno na capital paulista ao lado de Tarcísio. Eles começarão com uma caminhada pelo Brás, bairro popular e famoso polo de modas. Depois, visitarão o Mercado Municipal e terminarão o dia com um ato na Praça do Triunfo.
A agenda de terça (29) ainda não está definida, mas há uma possibilidade que ele siga em São Paulo com aliados.
Para os dias seguintes, a expectativa é que Flávio continue pelo Sudeste, podendo incluir uma última agenda de campanha em Minas Gerais, por exemplo.
A avaliação é de que, sem Lula, Flávio sofreria um desgaste desnecessário dos adversários Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante), por conta da grande diferença entre eles nas pesquisas de intenção de voto.
No sábado (3), véspera do primeiro turno, Flávio deve se concentrar novamente em São Paulo e no Rio de Janeiro, com carreatas e atos finais nas duas cidades. Na capital fluminense, o evento deve passar pelo bairro Campo Grande, o mais populoso do país.
A previsão é que Flávio durma no Rio para votar logo cedo pela manhã de domingo (4) acompanhado da esposa, Fernanda Bolsonaro. O presidenciável, porém, planeja acompanhar a apuração dos votos em Brasília ao lado da família e integrantes próximos da campanha.
Embora Flávio discurse apostar numa vitória dele já no primeiro turno, a probabilidade é vista com mais ceticismo por aliados. O trabalho, portanto, numa meta mais racional, segundo pessoas próximas, é para que Flávio termine o primeiro turno na liderança, à frente de Lula, com o objetivo de demonstrar força não só aos eleitores, mas também a partidos do centrão de olho em alianças futuras.
Os detalhes aparecem em novo relatório elaborado por engenheiros da startup estadunidense Parse e outros pesquisadores, que analisaram a atividade dos agentes durante o ataque divulgado pela OpenAI em julho.
A investigação encontrou quase um milhão de links encurtados criados pelos agentes entre 9 e 13 de julho. Os endereços continham partes de informações usadas para montar ataques complexos, incluindo tentativas de solucionar CAPTCHAs — testes criados para impedir o acesso automatizado a sites.
Os agentes também recorreram a outros modelos de IA, incluindo versões antigas do ChatGPT e do Claude, e tentaram procurar e baixar mensagens privadas do Slack interno da Hugging Face.
Não está claro se todas essas tentativas foram bem-sucedidas. Os pesquisadores conseguiram observar os programas criados pelos agentes, mas não os resultados das ações.
Agentes criaram método para contornar restrições
Segundo o relatório, os agentes deveriam permanecer isolados em um ambiente de testes, conhecido como sandbox, sem acesso à internet.
No fim de maio e novamente no início de julho, porém, eles invadiram uma ferramenta de instalação de software sem que os pesquisadores da OpenAI percebessem o que estava acontecendo.
As invasões permitiram que os agentes acessassem a internet e criassem um sistema de mensagens para se comunicar entre si. O acesso, inicialmente, ainda tinha uma limitação: eles conseguiam chegar aos sites, mas não podiam enviar dados de volta para eles. Para contornar o problema, os agentes combinaram diferentes serviços disponíveis na internet.
O método funcionava da seguinte maneira:
Os agentes pediam a um serviço público de captura de telas que carregasse um endereço de internet especialmente criado;
Como os URLs têm limite de tamanho, o código era dividido em vários pedaços menores;
Os agentes utilizavam serviços de encurtamento de links para armazenar esses endereços;
O serviço de captura de tela carregava um link, que buscava o primeiro pedaço do código;
O processo se repetia com os links seguintes até que todo o programa fosse carregado e executado;
Por fim, o programa criava uma imagem semelhante a um QR Code ou código de barras para transmitir de volta os dados que os agentes precisavam.
“Esses agentes fizeram muita coisa. Eles foram muito inteligentes. Os modelos pensaram: ‘Tudo bem, temos esse encurtador de links, temos esses serviços de captura de tela, sem problema, estamos prontos para agir’”, afirmou Jeffrey Ladish, diretor-executivo da organização de segurança de IA Palisade Research, que ajudou na investigação, ao The New York Times.
IA tentou executar outras IAs
Um dos aspectos que mais chamou a atenção dos pesquisadores foi a tentativa dos agentes de utilizar outros sistemas de IA.
No início do ataque, os agentes tentaram criar novas contas na Hugging Face. Como a plataforma exige a resolução de um CAPTCHA para isso, os agentes utilizaram um modelo de IA especializado em reconhecimento de imagens para tentar superar o teste.
Os pesquisadores também observaram os agentes tentando enviar mensagens para outros modelos de IA.
Entre eles estavam o GPT-2, um modelo antigo da própria OpenAI, além dos modelos chineses de código aberto DeepSeek, Kimi e Qwen. Os agentes também tentaram enviar mensagens para os modelos Haiku 3 e Haiku 4.5, da Anthropic, por meio de um serviço de chat on-line.
“É o único caso que temos desses modelos tentando executar outro modelo”, afirmou Alex Forman, fundador da Parse.
A possibilidade de sistemas de IA acionarem outros modelos é uma preocupação recorrente entre especialistas em segurança, porque isso poderia dificultar tentativas humanas de controlar ou desligar sistemas que apresentassem comportamentos indesejados.
Quase um milhão de links revelam extensão do ataque
Os pesquisadores analisaram o conteúdo de 900 mil URLs encurtados encontrados na internet e, a partir deles, conseguiram reconstruir cerca de 60 mil programas e mensagens criados pelos agentes durante o ataque à Hugging Face.
Como os pesquisadores não tinham acesso aos resultados das ações, não foi possível determinar com certeza quantas das tentativas funcionaram.
Um dos elementos encontrados chamou particularmente a atenção: um dicionário de chaves secretas de acesso identificado pelo agente com a palavra “LOOT”, em letras maiúsculas.
Segundo Mishka Kharlov, engenheiro fundador da Parse, o agente também criou um sistema próprio de pontuação para classificar credenciais e chaves expostas da Hugging Face e levar as cinco consideradas mais importantes de volta aos demais agentes.
Enquanto atacavam a Hugging Face, os agentes também conseguiram invadir a própria infraestrutura de pesquisa da OpenAI.
Enquanto atacavam a Hugging Face, os agentes também conseguiram invadir a própria infraestrutura de pesquisa da OpenAI – Imagem: Camilo Concha/Shutterstock
“Basicamente, ainda não sabemos nada sobre o incidente que veio depois do caso da Hugging Face, cerca de dois dias depois, dentro da própria rede da OpenAI”, afirmou Forman.
Os engenheiros da Parse compartilharam as descobertas com a Hugging Face, que confirmou que a atividade identificada correspondia ao comportamento observado pela própria empresa.
O caso da Hugging Face faz parte de uma investigação mais ampla da OpenAI sobre atividades não autorizadas realizadas por seus agentes.
Segundo a empresa, a revisão deverá levar meses devido à quantidade de casos e à necessidade de verificar cada incidente. A OpenAI afirmou que já notificou dezenas de terceiros sobre atividades inadequadas.
Neste mês, uma pessoa informada sobre a investigação estimava que a empresa havia encontrado aproximadamente duas dezenas de incidentes envolvendo agentes que apresentaram comportamentos indesejados. O número continuou crescendo conforme as equipes analisavam registros internos e encontravam casos anteriormente desconhecidos.
Mais de 15 episódios relacionados aos agentes da OpenAI já haviam sido divulgados nos dois meses seguintes ao anúncio do ataque à Hugging Face. Os casos variam desde mensagens semelhantes a spam deixadas em sites até invasões e acessos não autorizados.
A OpenAI também confirmou que seus agentes tiveram como alvo a própria infraestrutura da companhia.
Investigação da OpenAI é alvo de questionamentos
O processo interno para entender o ataque à Hugging Face envolveu cerca de 100 pessoas, segundo fontes ouvidas pela Reuters.
Duas pessoas familiarizadas com a investigação disseram à agência que o processo foi mantido sob forte controle e influenciado pelos advogados da companhia. A OpenAI, por sua vez, afirmou que seus advogados não impediram uma investigação mais ampla.
A Reuters também informou que muitos dos incidentes foram descobertos por pesquisadores externos, e não diretamente pela OpenAI. Em alguns casos, as ações dos agentes permaneceram sem conhecimento da empresa durante meses.
Em comunicado, uma porta-voz da OpenAI afirmou que a atividade descrita pelos pesquisadores da Parse é compatível com o que a companhia já estava investigando.
“Estamos priorizando a análise dos incidentes mais graves enquanto ampliamos a investigação para atividades de menor gravidade, incluindo agentes enviando spam para sites. Dado o número de casos e a necessidade de verificar cada um deles, esperamos que esse trabalho e as notificações às partes afetadas levem meses.”
A abertura do mercado livre de energia para consumidores de baixa tensão deve ampliar o poder de escolha, mas o preço não será necessariamente o único fator levado em conta na decisão do consumidor, disse Lucas Witzler, diretor-executivo da Ultragaz Energia Elétrica.
Para ele, a oferta de serviços, a qualidade no atendimento e a previsibilidade de custos podem ser diferenciais para conquistar clientes, mesmo em situações em que a energia comercializada no mercado livre seja mais cara – como tem acontecido em outros países que já adotaram o modelo.
Segundo Witzler, experiências internacionais mostram que consumidores migraram do mercado regulado para o ambiente de contratação livre mesmo quando havia uma diferença de preço desfavorável ao mercado livre. Nesses casos, afirmou, atributos como previsibilidade e qualidade dos serviços ajudaram a determinar a escolha.
“Nós temos estudado muito outros mercados, feito um benchmark internacional. A gente vê países em que houve uma migração do ambiente regulado para o mercado livre mesmo havendo uma diferença de preço, o mercado livre sendo um pouco mais caro”, afirmou.
Antes da ampliação do mercado livre, estimativas do setor apontavam para economias de até 30% na conta de luz, dependendo do perfil de consumo, das condições do mercado e do contrato negociado.
O Mercado Livre de Energia é um sistema onde os consumidores podem escolher de quem compram sua energia elétrica e negociar diretamente o preço, o prazo, a quantidade e a fonte da energia (como solar ou eólica).
“Quanto mais simples essa jornada for para o consumidor, quanto mais fluido for esse processo, mais sucesso vai haver no mercado livre. O preço vai ser importante, mas a economia do consumidor não é tão relevante quanto a jornada do consumidor.”
Witzler destacou ainda o potencial de tarifas e produtos associados a sinais horários de preço. Segundo ele, o mercado livre pode criar incentivos para que consumidores desloquem o consumo para períodos de menor custo, reduzindo a demanda nos horários de pico.
O diretor-executivo também explicou que a abertura do mercado transforma o consumidor em cliente, com possibilidade de escolher não apenas o fornecedor de energia, mas também produtos e serviços associados ao fornecimento.
Além disso, falou sobre a importância da competição entre os agentes do setor e defendeu regras que garantam condições semelhantes para todos os participantes do mercado.
Segundo Witzler, os agentes devem competir por fatores como nível de serviço, preço e outros atributos associados ao fornecimento de energia.
Nesse contexto, ele defendeu uma separação mais clara entre as atividades de distribuição e comercialização, a fim de facilitar a compreensão do consumidor do papel de cada uma dessas empresas.
O CNN Talks Energia: O Brasil diante de um novo mercado reuniu especialistas e lideranças do setor para debater suas principais urgências e apontar caminhos para o futuro.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, e CEOs de empresas de tecnologia terão uma reunião sobre inteligência artificial (IA) no dia 29 de setembro. A informação foi divulgada na noite desta quinta-feira (24) por uma fonte familiarizada com o encontro planejado ao Axios.
A reunião ocorre em meio ao avanço acelerado da IA e às discussões sobre como governos devem lidar com os riscos associados a sistemas cada vez mais poderosos. As principais empresas de IA do mundo já alertaram sobre os riscos que a tecnologia representa para a humanidade e defendem que os governos trabalhem em conjunto para administrar seu desenvolvimento.
Ao mesmo tempo, governos de diferentes países têm enfrentado dificuldades para acompanhar a velocidade dos avanços na área.
Reunião já vinha sendo articulada
O encontro do dia 29 não surgiu de forma repentina. Em 15 de setembro, Johnson afirmou que havia conversado com Trump sobre a realização de uma reunião com os principais executivos do setor de IA na Casa Branca;
Na ocasião, o presidente da Câmara disse que as empresas poderiam se autorregular e rejeitou a possibilidade de uma moratória sobre o desenvolvimento da tecnologia;
“Não podemos ter uma moratória sobre o desenvolvimento da IA, certo? Porque então perderemos nossa vantagem sobre a China, e isso terá sérias implicações para a segurança nacional de todas as famílias americanas”, afirmou Johnson;
Ao mesmo tempo, o republicano defendeu mecanismos para aumentar a segurança dos sistemas. Segundo ele, auditores independentes e transparência por parte das empresas que desenvolvem IA poderiam fazer parte das salvaguardas adotadas para a tecnologia.
EUA e China adotam abordagens diferentes
Os Estados Unidos e a China, as duas principais potências no desenvolvimento de IA, adotaram abordagens diferentes em relação à supervisão da tecnologia.
Trump defende que os Estados Unidos não precisam criar novas regulamentações específicas para a IA. A China, por outro lado, estabeleceu regras para algoritmos de IA e dados utilizados no treinamento dos sistemas.
Entre as exigências chinesas está a determinação de que conteúdos gerados por IA sejam claramente identificados como tal.
O encontro entre Trump, Johnson e executivos de tecnologia ocorre justamente nesse cenário de divergências sobre o nível de controle que deve ser aplicado à tecnologia.
Trump rejeita controle global da IA
Durante a Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), na terça-feira (22), Trump afirmou que rejeita iniciativas internacionais para estabelecer um mecanismo global de controle da IA. O presidente estadunidense disse que “rejeita qualquer tentativa de construir um esquema globalista para controlar a inteligência artificial”.
Trump classificou a tecnologia como extraordinária, mas afirmou que os Estados Unidos terão cautela em relação ao seu desenvolvimento.
Inteligência artificial ocupa o centro das discussões sobre segurança global na ONU, enquanto países debatem riscos, regulação, fiscalização e mecanismos internacionais de controle diante do avanço de sistemas autônomos – Imagem: gerada por IA
A discussão sobre possíveis regras para a IA nos Estados Unidos também está diretamente ligada à competição tecnológica com a China.
Ao defender que não haja pausa no desenvolvimento da IA, Johnson argumentou que reduzir o ritmo poderia comprometer a vantagem estadunidense diante dos chineses. Ao mesmo tempo, ele afirmou que seria necessário encontrar uma abordagem equilibrada para criar mecanismos de segurança.
A posição coloca no centro do debate uma questão que deverá acompanhar a reunião: como estabelecer salvaguardas para sistemas cada vez mais avançados sem comprometer o desenvolvimento da tecnologia nos Estados Unidos.
Quem participará da reunião?
A Reuters informou que Trump, Johnson e CEOs de empresas de tecnologia participarão do encontro de 29 de setembro, mas ainda não foram divulgados os nomes dos executivos que estarão presentes nem detalhes sobre a agenda. Mais informações sobre os participantes e os temas que serão discutidos ainda não estavam disponíveis.
A reunião acontecerá poucos dias depois de um jantar na Casa Branca com o presidente chinês Xi Jinping, que também deverá reunir alguns dos principais executivos da indústria de tecnologia. Entre os convidados previstos para o evento estão nomes, como Sam Altman, da OpenAI, Sundar Pichai, da Alphabet, Tim Cook, da Apple, Elon Musk, da Tesla, e Jensen Huang, da Nvidia.
A Defesa Civil do Rio Grande do Sul divulgou, nesta quarta-feira (23), que foram registradas 173 ocorrências em 167 municípios do estado. Até o momento, seguem confirmados quatro óbitos e cinco feridos. O órgão ainda emitiu alerta para inundação nas Ilhas de Porto Alegre e possibilidade de colapso na Barragem Arroio São Luís, em São Marcos.
Desde o início do monitoramento, em 18 setembro, já foram registradas 173 ocorrências em 167 municípios distintos, além de danos humanos ou materiais em 155 municípios. Os danos são, principalmente, vendavais, chuvas intensas, enxurradas, granizo, inundações, alagamentos e deslizamentos.
Entre os municípios que registraram óbitos neste período foram: Caxias do Sul, três óbitos confirmados e um ferido; Pelotas, com um óbito confirmado; São José do Norte com dois feridos; Aceguá com um ferido; Santa Maria com um ferido.
Já somam 605.900 pessoas afetadas, 786 pessoas desabrigadas e 4.559 pessoas desalojadas em todo o estado do Rio Grande do Sul. Quanto as escolas, 54 estabelecimentos de ensino estão danificados.
Inundação no Guaíba e Jacuí
A Defesa Civil ainda alertou severo para possível inundação no lago Guaíba, o que afeta diretamente as Ilhas de Porto Alegre. O risco é válido, segundo o órgão, até o período da noite desta quinta-feira (24).O principal pedido do órgão é que a população evite áreas inundáveis na região. Outro alerta de inundação também vale para o Rio Jacuí, localizado em Eldorado do Sul. O aviso vale até 17h15 desta quinta-feira (23).
Colapso da Barragem Arroio São Luís
Sobre o possível colapso da Barragem Arroio São Luís, localizada no município de São Marcos, região próxima a Caxias do Sul, o alerta pede que os moradores se preparem para evacuar, caso a barragem estoure. O órgão reforça que todos da região estejam atentos às orientações dos órgãos de emergência e preparados para evacuação.
Previsão para os próximos dias na Região Sul
Segundo a previsão da Climatempo para esta quinta-feira (24) para o Sul do país é de que a massa de ar frio associada a uma área de alta pressão no oceano mantém o tempo estável e sem chuva nos três estados.O início do dia será de frio, com risco de geada na Campanha e no Sudeste do Rio Grande do Sul, além das serras Gaúcha e Catarinense.
Porém, durante a tarde, as temperaturas sobem gradualmente, principalmente no oeste da região. No noroeste gaúcho, a umidade relativa do ar fica baixa, com índices entre 21% e 30%.
Veja os destaques do Olhar Digital News desta quarta-feira (23/09).
IA faz praias “crescerem” e pode virar arma contra aumento do nível do mar
O avanço do nível dos oceanos, provocado pelas mudanças climáticas, está fazendo praias recuarem em várias partes do mundo. Nas Maldivas, arquipélago no Oceano Índico, pesquisadores usam IA, imagens de satélite e dados sobre correntes marítimas para entender a erosão e tentar recuperar faixas de areia.
Super El Niño: calor recorde pode matar mais de 450 mil pessoas ao redor do mundo
Um relatório do Climate Impact Lab alerta que a formação de um Super El Niño deve resultar em 44% mais dias de calor extremo do que seria esperado em um ano normal. Ainda segundo o estudo, 451 mil mortes relacionadas ao calor podem ocorrer entre setembro de 2026 e fevereiro de 2027.
Conselho de Segurança da ONU discute riscos da IA
Nesta quarta-feira (23), as principais desenvolvedoras de IA alertaram o Conselho de Segurança da ONU sobre os riscos que a tecnologia representa para a humanidade. Nomes como Dario Amodei, da Anthropic, e Sam Altman, da OpenAI, fizeram um apelo por uma cooperação global.
Novas missões irão promover “caçada” por vida em planetas distantes
A Agência Espacial Europeia prepara duas missões complementares dedicadas ao estudo de exoplanetas. O objetivo delas é identificar e estudar mundos fora do nosso Sistema Solar que podem reunir as características necessárias para abrigar vida.
A jornalista Joanna de Assis está em um novo projeto após deixar a TV Globo depois de duas décadas. A profissional foi contratada pelo “Charla Podcast” e passará a integrar a equipe, com participações semanais no programa “Charla de Quinta”.
Joanna atuará com notícias e opiniões sobre futebol. O principal foco da jornalista será a cobertura do futebol paulista, com informações sobre os clubes e os principais acontecimentos do cenário estadual.
Além das participações no programa, Joanna também produzirá conteúdos exclusivos para as redes sociais do Charla.
A jornalista ainda terá papel de destaque na cobertura da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil, entre 24 de junho e 25 de julho.
Durante o anúncio feito pelo Charla nesta terça-feira (22), Joanna demonstrou empolgação com a nova etapa na carreira.
“Quero ser feliz como vocês são felizes no Charla”, disse a jornalista.
“Foi um ‘casamento’ que a Globo entendeu que não daria mais certo. Discordei, mas o desligamento foi amigável e maduro dos dois lados. A notícia veio de surpresa: eu apurava a negociação do Memphis Depay com o Corinthians quando fui chamada à sala. Ao entrar, já entendi tudo. Fiquei triste, mas dei a volta por cima rápido”, afirmou.
Veja os destaques do Olhar Digital News desta terça-feira (22/09).
Avião totalmente autônomo cruza os EUA em voo histórico
Um avião da empresa Joby Aviation realizou um importante voo de teste nos EUA. A aeronave percorreu cerca de 5 mil quilômetros de forma totalmente autônoma. O feito foi realizado por um modelo Cessna Caravan adaptado e teve supervisão remota na Califórnia e na Carolina do Sul.
Apple é obrigada a restringir app de cassino para menores
A Justiça de São Paulo determinou que a Apple adote novas medidas de controle de idade na App Store para restringir o acesso de menores ao aplicativo de cassino Casino Roulette: Roulettist. A decisão exige o bloqueio de novos downloads do app por usuários com menos de 18 anos.
Assembleia Geral da ONU escancara divisão sobre IA
Com a inteligência artificial no centro dos debates, a Assembleia Geral da ONU começou nesta terça-feira (22). Enquanto o presidente Lula defendeu a regulação da IA, Donald Trump rejeitou qualquer possibilidade de cooperação global.
Astrônomos captam sinal de rádio vindo de exoplaneta gigante
Cientistas detectaram um sinal de rádio vindo de um exoplaneta. Ele vem de Beta Pictoris b, planeta localizado a cerca de 63,4 anos-luz da Terra. Mas calma. A emissão está associada às auroras do planeta e não representa uma tentativa de comunicação extraterrestre.
“Você vai superar” costuma ser uma tentativa de consolar quem perdeu alguém. A frase, porém, pode dar a impressão de que existe um momento em que a pessoa simplesmente deixa a perda para trás. Para Sigmund Freud, a questão era mais complexa. Ao estudar o luto, o psicanalista descreveu um processo doloroso de adaptação à ausência, no qual os vínculos construídos com quem morreu não desaparecem de uma hora para outra
A própria história de Freud ajuda a entender essa discussão. Em 1920, ele perdeu a filha Sophie, aos 26 anos, durante a pandemia de gripe. Nove anos depois, escreveu ao psiquiatra Ludwig Binswanger, que havia perdido um filho. Na carta, Freud reconheceu que a fase mais aguda do luto diminuiria, mas também afirmou que a perda não encontraria um substituto.
O que Freud chamou de “trabalho de luto”?
Quando alguém perde uma pessoa importante, a ausência não desaparece simplesmente porque a vida precisa continuar. Uma leitura possível para esse processo está no chamado “trabalho de luto” descrito por Freud, conceito que a psicanalista, Jessica Oliveira, aborda ao explicar por que seguir em frente não significa necessariamente esquecer quem morreu.
O conceito aparece em “Luto e Melancolia”, texto publicado por Freud em 1917. Nele, o psicanalista descreve o luto como uma reação diante da perda de alguém querido ou de algo que ocupava um lugar significativo na vida.
A realidade da perda precisa ser reconhecida gradualmente, enquanto lembranças, expectativas e outros vínculos relacionados àquilo que foi perdido continuam presentes. É nesse processo que Freud utiliza a noção de “trabalho de luto”, entendido como um processo psíquico que envolve tempo e elaboração.
O chamado trabalho de luto diz respeito à maneira como a pessoa passa a lidar psiquicamente com aquilo que perdeu. Freud também diferenciou o luto da melancolia, que, em sua formulação, apresenta características próprias, entre elas uma forte redução da autoestima e autorrecriminações. No luto, a reação está diretamente relacionada à perda reconhecida.
Por que Freud dizia que ninguém substitui quem morreu?
A ideia aparece em uma carta enviada por Freud a Binswanger em 12 de abril de 1929, após a morte do filho do psiquiatra. Freud escreveu que a dor mais intensa diminuiria, mas que não haveria um substituto para a pessoa perdida. Um novo vínculo seria, simplesmente, outra coisa.
A reflexão ajuda a diferenciar elaborar uma perda de apagar alguém da própria história. Para Freud, seguir a vida não significava necessariamente deixar de sentir a falta ou encontrar outra pessoa para ocupar o mesmo lugar.
Superar significa esquecer?
Não necessariamente. O chamado trabalho de luto está relacionado à transformação da maneira como a perda é vivida, e não ao desaparecimento da lembrança.
Assim, quando alguém diz “você vai superar”, isso pode significar que a dor vai mudar com o tempo, e não que a pessoa será esquecida. A vida pode continuar sem que a importância de quem morreu deixe de existir.
O Flamengo venceu o Red Bull Bragantino por 2 a 1 na noite deste domingo (20), no Maracanã, no Rio de Janeiro, em partida válida pela 28ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro.
Varela e Pedro marcaram para o Rubro-Negro, e Bruno Henrique, contra, descontou para o Massa Bruta.
Após o jogo, Pedro destacou a atuação do time carioca na partida. Para o camisa 9, o resultado poderia ter sido ainda maior.
“Acredito que a gente fez um grande jogo, tivemos boas oportunidades para ampliar o placar. Fizemos o 2 a 0 ali, estava bem controlado. Acabamos que tomamos um gol ali num cruzamento no bate rebate. Mas foi um grande jogo, mais uma grande partida. Feliz pela vitória e pelo gol. Continuar trabalhando e evoluindo para, se Deus quiser, conquistar esse Brasileiro, sabendo da dificuldade dos últimos jogos, contra equipes de muita qualidade, mas agora é trabalhar firme”, disse o jogador.
Outro tema abordado por Pedro foi as condições do gramado do Maracanã, que vem sendo tema recorrente de debate. O atacante afirmou que o gramado não está em boas condições.
“O campo é visível que não está numa qualidade boa, mas não vou ficar falando do campo. Fica ruim para os dois lados, mas infelizmente tem lance que a gente erra por conta do gramado. Não é desculpa, quem entende de futebol sabe”, disse o camisa 9.
Após vencer o Arnold Classic Ohio, a fisiculturista Wellness Rayane Fogal mira o título da categoria no Mr. Olympia deste ano e afirma estar mais confiante e preparada para ser campeã.
“Até brinco que este ano estou com ‘aura de campeã’, porque está diferente. Minha energia (…) estou mais confiante. Estou trabalhando para vencer”, disse à CNN.
“Fiquei muito feliz não só pelo fato de ter ganhado, mas também por ter consolidado ali. Eu ganhei o Ohio e, três semanas depois, ganhei o UK. Isso me trouxe de volta para o jogo de uma forma que tenho certeza de que vou estar dentro do top 3 este ano no Olympia“, afirmou.
Para ela, o primeiro título deu mais confiança porque veio sobre uma atleta que havia ficado à frente dela no Olympia, a dominicana Elisa Alcantara.
Na última edição, a atleta ficou em quarta colocada, atrás de Elisa e das brasileiras Isa Pereira Nunes e da campeã Eduarda Bezerra.
Em relação a preparação, a atleta afirmou ter iniciado faltando 20 semanas para o Olympia, permitindo uma reta final menos agressiva que em anteriores.
“A preparação está bem tranquila em relação às outras que já fiz em toda a minha carreira (…) está sendo diferente e mais leve justamente porque o volume não é mais um problema”, revelou.
Segundo a mineira, o feedback dos árbitros nos Arnolds indicou que o volume muscular já estava adequado, enquanto o glúteo poderia evoluir mais.
Ela afirma que o volume sempre foi um problema, por sempre precisar diminuir para se encaixar na categoria, sofrendo mais na dieta, no cardio e nos treinos.
“Já estou com o volume dentro do padrão que a categoria pede e, consequentemente, consigo fazer um trabalho melhor para o palco do Olympia”, ponderou.
Após os dois Arnolds, a atleta aproveitou a condição e fez um pequeno off-season, período em que os fisiculturistas focam em ganho de massa muscular para melhorar os pontos fracos do físico, buscando a melhor versão no retorno aos palcos.
“Conseguimos aumentar bastante o volume muscular no glúteo”, lembrou.
Segundo Rayane, os dois campeonatos em sequência a ajudaram porque deu tempo e margem para aproveitar o feedback e trabalhar nos pontos necessários.
Em comparação com a última edição do Olympia, a atleta sente que neste ano, por ter conseguido a vaga mais cedo, em março, houve uma diferença, pois assim teve um tempo de descanso.
“Isso acaba ajudando porque o corpo sofre menos, o físico sofre menos e você se desgasta menos do que quando tem menos tempo e precisa apertar mais a dieta”, disse.
Já em 2025, ela se classificou em agosto, há apenas dois meses do campeonato.
“Então não conseguimos fazer esse tempo de descanso; eu meio que continuei a preparação”, relembrou.
Dieta e treino
Na parte de treino, a atleta tem treinado membros inferiores, divido entre posteriores e glúteo, três vezes por semana e superior uma vez por semana, sendo apenas ombro, e de forma leve.
Segundo ela, o objetivo é apenas manter a definição e não aumentar volume.
“Quando estou mais disposta, prefiro treinar pela manhã, em jejum, e o almoço seria meu pós-treino. Quando estou mais cansada, prefiro fazer uma refeição e, logo em seguida, ir treinar”, conta.
Entretanto, por ser adepta do jejum intermitente, Rayane diz preferir treinar pela manhã durante o período sem refeições.
“Já estou acostumada e até prefiro”, diz.
Sobre a dieta, nesta fase final a atleta alterna entre dias com ciclos de carboidratos.
Ao todo, são três refeições com 150 gramas de legumes, salada de folhas à vontade e 150 gramas de proteína, entre frango e peixe, além de quatro claras de ovos.
Nos dias de carboidrato, ela adiciona arroz branco ou creme de arroz.
“O físico está respondendo bem a essa estratégia e continuo fazendo três refeições por dia”, conta.
“Pressão é privilégio”
Durante a entrevista, a brasileira disse lidar bem com a pressão, declarando que “a pressão sempre existe para quem está no topo”.
“É uma frase que levo para minha vida: ‘Pressão é o privilégio’. Se você está sendo pressionada por algo, é sinal de que está no topo”, disse.
Ainda segundo Rayane, ela disse preferir a pressão, pois dessa forma ela exige mais de si mesma e consigue entregar o melhor em tudo que vá fazer.
“Como falei, o nível vai estar muito alto. As meninas estão super preparadas, estão todas muito bem, mas estou muito confiante devido ao que aconteceu nos dois Arnolds. Isso me trouxe muita confiança”.
“Sinto-me pronta para ser a maior representante da minha categoria”, finalizou.
Em noite marcada por protestos da torcida são-paulina no Estádio do Morumbis, o São Paulo venceu o Internacional por 1 a 0 neste sábado (19) em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro.
O gol da vitória do Tricolor foi marcado aos 14 minutos do primeiro tempo, de pênalti, convertido por Jonathan Calleri. O camisa 9 do time paulista não marcava há dois meses.
Com a derrota, o Inter, por sua vez, segue na zona de rebaixamento do torneio com 28 pontos somados até aqui.
O jogo
Primeiro tempo
O São Paulo saiu em vantagem no placar no início da partida. Aos 12 minutos do primeiro tempo, o juiz assinalou pênalti para o Tricolor. Calleri foi para a cobrança e bateu firme e rasteiro para abrir o placar.
O Inter teve boa chance pouco tempo depois de sofrer o gol, mas Vitinha desperdiçou. O Colorado tentou pressionar e ir ao ataque depois dos 20 minutos, mas não conseguiu criar grandes chances.
Segundo tempo
O Inter voltou para o segundo tempo com maior volume de jogo, mas teve dificuldade de levar perigo ao gol defendido por Rafael.
São Paulo 1 x 0 Internacional
São Paulo
Rafael; Domingos Duarte, Arboleda e Rafael Toloi; Pedro Lima, Djhordney, Marcos Antônio e Iago; Artur, Luciano e Calleri.
Inter
Anthoni; Bruno Gomes, Maripán, Gabriel Mercado e Matheus Bahia; Bernabei, Bruno Henrique, Paulinho, Vitinho, Alan Patrick e Carbonero.
Os Estados Unidos preparam o envio de drones do modelo MQ-9 para a América do Sul, sob o argumento oficial de combate ao narcotráfico. A movimentação, no entanto, gera desconfiança nas autoridades brasileiras e levanta questionamentos sobre as reais intenções de Washington na região. Ao CNN Prime Time, a especialista em Direito Internacional Priscila Caneparo analisou as implicações jurídicas e geopolíticas do deslocamento dessas aeronaves não tripuladas.
Segundo ela, diversas questões centrais ainda permanecem sem resposta, a começar pela natureza dos equipamentos. “Esses drones se atrelam à questão da inteligência, da vigilância e também do reconhecimento do terreno”, afirmou.
“A questão principal é: esses drones vão ou não estar armados? Porque o MQ-9 existe, sim, dentro dessa prerrogativa também de estar armado.”
Soberania e direito internacional em risco
Caneparo destacou que, pelo direito internacional, qualquer operação de drones em território estrangeiro exige autorização prévia do Estado soberano.
Ela explicou que a Organização das Nações Unidas, a Corte Internacional de Justiça e o Sistema Interamericano de Proteção aos Direitos Humanos não reconhecem o narcotráfico como fundamento para legítima defesa, salvo em caso de ataque direto entre Estados.
“Os Estados Unidos entendem que legítima defesa também abarca a questão de quando o Estado não quer ou não tem condições de combater esse narcotráfico”, disse. “Então existe, sim, uma preocupação legítima do governo brasileiro em relação à própria violação de soberania aqui do nosso território nacional.”
A especialista também alertou para as consequências da decisão dos EUA de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Para ela, essa designação desloca o tratamento do tema do campo penal para o campo da segurança de Estado, dificultando a cooperação internacional tradicional.
“A partir do momento que se designa um grupo como organização terrorista na visão dos Estados Unidos, a gente sai desse campo penal e vai para o campo do direito internacional”, explicou.
Segundo Caneparo, a lei antiterror americana, nesse contexto, poderia ser invocada para autorizar intervenções militares em outros territórios.
Interesse maior do que o combate às drogas
Para Caneparo, o verdadeiro objetivo por trás da militarização da região vai além do discurso sobre o narcoterrorismo. Ela apontou que a contenção da influência chinesa na América Latina é o fator determinante na estratégia do presidente americano, Donald Trump.
“A partir do momento que ele militariza a região, é muito mais difícil para os chineses terem algum aspecto de influência no canal do Panamá. É muito mais difícil para os chineses construírem portos, como aconteceu no Peru”, afirmou.
“A gente precisa pensar que existe um interesse muito maior do que o combate a esse narcoterrorismo, como Donald Trump começa a falar.”
A especialista reforçou seu argumento ao observar que os drones MQ-9 estão sendo retirados do contexto africano — continente que, segundo ela, abriga numerosos grupos jihadistas — para serem deslocados à América do Sul.
“Se o problema fosse o terrorismo, a gente não teria a retirada desses MQ-9 do contexto africano, porque a gente sabe que a África possui muitos grupos jihadistas e muitos grupos terroristas que retroalimentam esse ódio aos Estados Unidos”, concluiu.
Para Caneparo, é necessário analisar o quadro geopolítico como um todo, e não apenas os argumentos apresentados pontualmente por Trump.
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