O presidente chinês, Xi Jinping, tem um encontro marcado com o presidente dos EUA, Donald Trump, nesta quinta-feira (14), em Zhongnanhai, a sede oficial do governo chinês em Pequim.
Apenas alguns de líderes americanos já pisaram no local altamente protegido – sobre a qual pouco se revela publicamente.
Zhongnanhai é um complexo de seis milhões de metros quadrados, com pavilhões e templos reaproveitados, onde os imperadores chineses costumavam desfrutar de suas refeições e momentos de lazer – e que agora também abriga escritórios modernos e cinzentos.
Como sede do poder, Zhongnanhai é frequentemente considerado o equivalente chinês à Casa Branca ou ao Kremlin. A segurança é extremamente rígida, com o acesso ao complexo supervisionado por uma unidade militar de elite responsável pela segurança pessoal dos principais líderes do Partido Comunista. O próprio complexo fica escondido da vista por grandes muros perimetrais – e imagens digitais são restritas nas principais plataformas de mapas nacionais.
Zhongnanhai também é sinônimo da elite do Partido Comunista Chinês. Durante décadas, serviu como principal local de encontro do Politburo, a autoridade decisória do partido, e ocasionalmente abriga o Comitê Permanente, o círculo de liderança do órgão composto por sete homens (ainda não houve uma mulher no Comitê Permanente).
O ex-presidente dos EUA, Richard Nixon, encontrou-se com o presidente Mao Tsé-Tung em Zhongnanhai durante sua histórica viagem a Pequim em 1972 – a primeira vez que um presidente americano visitou a China.
Trinta anos depois, em uma viagem amplamente divulgada como uma celebração do aniversário da visita de Nixon e do progresso alcançado desde então nas relações entre EUA e China, o presidente George W. Bush também visitou Zhongnanhai, acompanhado pelo então presidente chinês Jiang Zemin.
O ex-presidente dos EUA, George W. Bush, se reúne com o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, no Complexo Zhongnanhai, em Pequim, China, em 2008 • Jason Lee – Pool/Getty Images
O último presidente dos EUA a visitar Zhongnanhai foi Barack Obama, que se encontrou com o líder chinês Xi Jinping lá em 2014. Os dois líderes passaram algum tempo no complexo, jantando e tomando chá em um dos pavilhões de Zhongnanhai.
A Microsoft está cancelando a maioria das licenças do Claude Code da Anthropic e direcionando milhares de seus desenvolvedores para o GitHub Copilot CLI. A decisão marca o fim de um experimento de seis meses que permitiu que funcionários da empresa experimentassem a ferramenta de codificação baseada em inteligência artificial (IA).
A empresa havia aberto acesso ao Claude Code em dezembro, convidando milhares de desenvolvedores internos a usar a ferramenta de codificação da Anthropic diariamente. O objetivo era permitir que gerentes de projetos, designers e outros funcionários experimentassem programação pela primeira vez. Segundo fontes, o Claude Code se tornou muito popular dentro da Microsoft nos últimos seis meses.
Microsoft faz transição forçada para o GitHub Copilot CLI
Apesar da popularidade, a Microsoft está planejando remover a maioria das licenças do Claude Code e direcionar desenvolvedores para o Copilot CLI;
A ferramenta da Anthropic acabou prejudicando a adoção do novo GitHub Copilot CLI da Microsoft — uma versão de linha de comando do GitHub Copilot que funciona fora de aplicações de desenvolvimento, como o Visual Studio Code;
A equipe Experiences + Devices da Microsoft, que inclui engenheiros responsáveis pelo Windows, Microsoft 365, Outlook, Microsoft Teams e Surface, está encerrando o uso do Claude Code até o final de junho;
Fontes indicaram ao The Verge que os engenheiros estão sendo encorajados a migrar seus fluxos de trabalho para o GitHub Copilot CLI nas próximas semanas, antes do prazo final.
A Microsoft está comunicando aos funcionários que a decisão visa convergir para o Copilot CLI como principal ferramenta de interface de linha de comando across a divisão Experiences + Devices. No entanto, fontes revelam que a decisão também tem motivação financeira.
“Quando começamos a oferecer o Copilot CLI e o Claude Code, nosso objetivo era aprender rapidamente, avaliar as ferramentas em fluxos de trabalho de engenharia reais e entender o que melhor atendia às nossas equipes”, diz Rajesh Jha, vice-presidente executivo do grupo de experiências e dispositivos da Microsoft, em memorando interno visto pelo Notepad.
“O Claude Code foi uma parte importante desse aprendizado… Ao mesmo tempo, o Copilot CLI nos proporcionou algo especialmente importante: um produto que podemos ajudar a moldar diretamente com o GitHub para os repositórios, fluxos de trabalho, expectativas de segurança e necessidades de engenharia da Microsoft.”
A mudança do uso do Claude Code para o GitHub Copilot promete ser um processo complicado para os engenheiros da Microsoft. Nos últimos meses, a empresa vinha incentivando até mesmo funcionários sem experiência em programação a utilizarem o Claude Code, permitindo que profissionais, como designers e gerentes de projeto, criassem protótipos com a ferramenta.
Em um primeiro momento, a estratégia da Microsoft também previa que os funcionários utilizassem simultaneamente o Claude Code e o GitHub Copilot. O objetivo era comparar o desempenho das duas plataformas e coletar feedback interno sobre a experiência de uso.
Apesar do encerramento, a relação entre Anthropic e Microsoft segue inabalada – Imagem: Mehaniq/Shutterstock
Segundo o Verge, os próprios desenvolvedores da Microsoft passaram a demonstrar preferência pelo Claude Code em vez do GitHub Copilot CLI nos últimos meses. Ainda de acordo com o relato, persistem diferenças e limitações entre os dois produtos que agora precisam ser solucionadas pela companhia.
A Microsoft chegou a considerar a aquisição da Cursor — que, recentemente, fechou acordo de cooperação com a SpaceX — nos últimos meses como forma de diminuir a distância em relação ao GitHub Copilot.
Posteriormente, porém, a empresa teria começado a avaliar outras startups de IA para fortalecer suas ambições no setor e evitar possíveis obstáculos regulatórios. “Estamos trabalhando em estreita colaboração com o GitHub e continuamos a aprimorar o Copilot CLI para engenheiros da Microsoft”, afirma Jha.
“A equipe do GitHub já implementou melhorias significativas com base no feedback da Microsoft, e a Experiences + Devices continuará intimamente envolvida na definição do produto. Essa é uma responsabilidade compartilhada entre o GitHub e a liderança da E+D: tornar o Copilot CLI a melhor experiência de programação orientada a agentes para engenheiros da Microsoft.”
Os modelos da Anthropic continuarão acessíveis por meio do Copilot CLI, bem como modelos internos da Microsoft e a gama de modelos da OpenAI. A Microsoft também está incentivando os desenvolvedores a enviar relatórios de bugs e feedbacks sobre o Copilot CLI antes do fim do uso do Claude Code.
A Microsoft se consolidou rapidamente, no início deste ano, como um dos principais clientes da Anthropic e, segundo relatos, chegou até mesmo a contabilizar a comercialização dos modelos de IA da empresa em suas próprias metas de vendas do Azure.
Em novembro, as duas companhias também firmaram um acordo que permite aos clientes do Microsoft Foundry acessar os modelos Claude Sonnet 4.5, Claude Opus 4.1 e Claude Haiku 4.5.
A decisão de cancelar as licenças do Claude Code não afeta o acordo envolvendo o Foundry. Ainda assim, funcionários da Microsoft continuam demonstrando preferência pelos modelos Claude em aplicações do Microsoft 365 e no Copilot, já que essas ferramentas têm apresentado desempenho superior ao das soluções da OpenAI em determinadas tarefas.
Recentemente, a Microsoft também colaborou de forma estreita com a Anthropic para integrar ao Microsoft 365 Copilot a tecnologia utilizada no Claude Cowork.
Com isso, cresce a pressão sobre a equipe do GitHub, pertencente à Microsoft, para aprimorar o Copilot CLI e, ao mesmo tempo, superar o Claude Code. No ano passado, a Microsoft informou que 91% de suas equipes de engenharia utilizavam o GitHub Copilot. Entretanto, o crescimento do uso do Claude Code nos últimos seis meses aparentemente afetou esse índice.
Agora, a empresa busca reverter esse cenário e fazer com que seus próprios engenheiros voltem a concentrar esforços no desenvolvimento de sua ferramenta de programação baseada em IA.
“O São Paulo Futebol Clube comunica a saída do técnico Roger Machado e de sua comissão técnica. A decisão foi tomada após a partida contra o Juventude, no Alfredo Jaconi, pela Copa do Brasil”, publicou o clube nas redes.
O São Paulo Futebol Clube comunica a saída do técnico Roger Machado e de sua comissão técnica.
A decisão foi tomada após a partida contra o Juventude, no Alfredo Jaconi, pela Copa do Brasil. pic.twitter.com/NVzj85R8ms
Roger Machado, de 51 anos, se despede após comandar o Tricolor em apenas 17 jogos, com 7 vitórias, 4 empates e 6 derrotas. A passagem durou cerca de dois meses.
Rui Costa, diretor de futebol do São Paulo, e Rafinha, coordenador técnico, concederam entrevista coletiva após o anúncio da demissão. A princípio, eles seguem em seus respectivos cargos.
“A contratação do Roger não foi uma contratação minha. Desde a decisão de troca até a escolha do Roger, contou com muita conversa com o presidente, com o Rafinha. Foi uma decisão do departamento de futebol e apoiada pelo presidente”, disse Rui Costa.
Roger Machado conviveu com forte pressão no São Paulo
A pressão da torcida só aumentou. O treinador foi alvo de vaias em jogos recentes, inclusive mesmo após a vitória sobre o Juventude, pela Copa do Brasil, e antes do duelo com o Mirassol, pelo Brasileiro.
O Telescópio Espacial James Webb (JWST) revelou uma estrutura de barra previamente oculta no centro da Galáxia da Lula, conhecida cientificamente como M77 ou NGC 1068. A descoberta foi possível graças à capacidade do telescópio de observar em comprimentos de onda infravermelhos, que penetram através da densa poeira que obscurece o núcleo galáctico.
A Galáxia da Lula está localizada a aproximadamente 35 milhões de anos-luz da Terra e é considerada o protótipo de sua categoria, abrigando um buraco negro supermassivo extremamente ativo em seu centro. Sua proximidade relativa e orientação frontal em relação à Terra fazem dela um laboratório ideal para estudar a dinâmica de núcleos galácticos ativos.
Imagem do Telescópio Espacial Hubble de M77, também conhecida como Galáxia Lula, lançada em 2013 – Imagem: NASA, ESA e A. van der Hoeven
Superando o obstáculo da poeira cósmica para ver a galáxia
O principal desafio para estudar o centro da M77 sempre foi a quantidade extraordinária de poeira que envolve seu núcleo. Essa poeira bloqueia e dispersa a luz em comprimentos de onda visíveis, ultravioleta e até mesmo de rádio, tornando impossível observar diretamente o que acontece no coração da galáxia;
O JWST foi especificamente projetado para contornar essa limitação. Suas câmeras NIRCam (infravermelho próximo) e MIRI (infravermelho médio) conseguem captar luz que não é afetada pela poeira, revelando características da galáxia que permaneciam invisíveis para outros instrumentos;
As novas observações revelaram uma faixa de estrelas, gás e poeira atravessando o centro da galáxia espiral — uma estrutura conhecida como barra galáctica. Esta formação não pode ser detectada em comprimentos de onda ópticos devido à interferência da poeira;
As imagens também penetraram através dos volumes massivos de poeira no centro da galáxia, revelando detalhes ao redor do núcleo. A massa concentrada nessa região é estimada em cerca de 13 milhões de vezes a massa do Sol, embora não esteja claro que forma essa massa assume.
Evidências recentes sugerem que não um, mas dois buracos negros supermassivos podem estar localizados no centro da Galáxia da Lula, presos em uma órbita binária apertada. O JWST provavelmente não consegue resolver essa questão por meio de imagem direta dos objetos, já que sua separação projetada de apenas 0,1 parsec os tornaria impossíveis de distinguir individualmente, mesmo com a resolução espetacular do telescópio.
Nova imagem no infravermelho próximo da Galáxia da Lula, obtida pelo JWST; as quatro linhas laranjas que se cruzam no centro da imagem não fazem parte da cena, mas são picos de difração gerados pelo próprio instrumento – Imagem: ESA/Webb, NASA & CSA, A. Leroy
O telescópio também pode revelar movimentos de poeira e gás ao redor do centro galáctico que podem fornecer mais informações sobre a natureza do buraco negro ou buracos negros que agitam a região. As imagens do JWST mostram regiões brilhantes espalhadas pela galáxia, coloridas em vermelho, que são bolsões de formação estelar criados no gás e poeira ao longo dos braços espirais da galáxia.
Uma estrela começa a se formar quando um bolsão de gás se torna denso o suficiente para colapsar sob a gravidade, transformando-se na semente de uma estrela. Nas imagens, é possível ver um anel brilhante de formação estelar ao redor do centro da galáxia, com alguns milhares de anos-luz de diâmetro.
Este anel de explosão estelar foi bem estudado na Galáxia da Lula. Os astrônomos acreditam que este anel se formou como resultado natural da arquitetura da galáxia, que concentra gravitacionalmente o gás nessa região. Outras regiões de explosão estelar estão distribuídas ao longo dos braços espirais da galáxia, indicativas de um ambiente galáctico altamente dinâmico.
Composição de imagens de M77 no infravermelho próximo e médio obtidas pelo JWST – Imagem: ESA/Webb, NASA e CSA, A. Leroy
Conexão com partículas de alta energia
Em 2022, cientistas revelaram que haviam rastreado um neutrino de alta energia diretamente até o coração da Galáxia da Lula. O núcleo galáctico consome material a uma taxa equivalente a cerca de 0,23 vezes a massa do Sol por ano. Todo esse material girando sob extremo estresse gravitacional e friccional gera uma quantidade considerável de energia.
Neutrinos de alta energia nascem em situações extremamente energéticas, mas são muito difíceis de rastrear. O estudo de 2022 sugere que a Galáxia da Lula pode ser um acelerador gigante de partículas atômicas, sendo um dos poucos identificados além da Via Láctea.
Ao observar objetos como estes em luz que revela segredos normalmente invisíveis aos nossos olhos, o JWST pode ajudar a responder algumas das questões mais intrigantes sobre o universo ao nosso redor.
Imagem completa da Galáxia da Lula no infravermelho médio, capturada pelo JWST – Imagem: ESA/Webb, NASA e CSA, A. Leroy
Só tem uma coisa feia na política: é perder. O resto é bobagem.
Preocupado com a possibilidade de perder as próximas eleições, o governo Lula acabou de abolir a tal taxa das blusinhas.
Os tais 20% de impostos para importações de até US$ 50, que agora estarão – como eram antes – zeradas em termos de taxação.
Essa medida é um exemplo perfeito de que não valia nada o que o governo dizia quando impôs a tal taxa das blusinhas ou que, então, não vale nada o que diz agora.
Não era para proteger a indústria, o emprego, a concorrência do comércio brasileiro, e arrecadar mais para equilibrar as contas? Agora não precisa mais nada disso, contanto que renda alguma popularidade?
O mesmo cálculo político eleitoreiro é o que motivou outro anúncio feito hoje por Lula, o de que vai gastar muito dinheiro para combater o crime organizado.
A seis meses da eleição, esses gastos não mudam nada na situação da segurança pública, mas o que importa é poder anunciar.
Tem mais: o que o governo promete gastar com segurança pública é fichinha perto do que a Petrobras vai perder se continuar segurando o preço da gasolina – que ela compra mais caro lá fora do que vende aqui.
É uma decisão política, evidentemente, para não ter aumento de preço antes da eleição. Ou seja, a estatal pode tomar um prejuízo, o Tesouro Nacional pode arcar com mais dispêndios, a indústria e o comércio nacionais podem se virar.
Um dos filhos de Nájylla Duenas Nascimento, de 34 anos, morta pelo marido após o próprio casamento, publicou homenagens para a mãe nas redes sociais. “Eu te amo, mãe. Justiça!”, escreveu o jovem.
A mensagem foi compartilhada junto de uma foto de Nájylla vestida de noiva, momentos antes do crime.
A festa de casamento entre a mulher de 34 anos e um guarda municipal de 55 anos, realizada nesse sábado (9), em Campinas (SP), terminou em mais um caso de feminicídio. Uma discussão evoluiu para violência física e culminou na morte de Nájylla Duenas Nascimento.
Ela foi morta a tiros pelo guarda municipal Daniel Barbosa Marinho, de 55 anos, na noite de sábado (9), em Campinas (SP). A tragédia ocorreu poucas horas após a oficialização da união do casal.
Segundo informações da Polícia Civil e relatos de testemunhas, o casal participava de uma confraternização para celebrar o casamento quando uma discussão começou dentro da residência.
De acordo com as investigações, o agente teria utilizado a arma funcional para atirar contra a esposa. Após o crime, a polícia localizou o suspeito e apreendeu a arma de fogo, além de munições.
Vizinhos do casal afirmaram que as discussões entre marido e esposa eram constantes. Em conversa com a CNN Brasil, um morador da região relatou que gritos, xingamentos e desentendimentos faziam parte da rotina da casa. “Era briga todo dia. A gente ouvia muitos gritos, palavrões, discussão quase sempre”, afirmou o vizinho, que preferiu não se identificar.
De acordo com familiares e amigos, Daniel apresentava comportamento agressivo quando consumia bebida alcoólica. Ainda segundo relatos obtidos pela reportagem, a discussão teria começado durante a confraternização do casamento, realizada na tarde de sábado, após a cerimônia no cartório.
Nájylla teria pedido para que o marido parasse de beber, o que provocou irritação e iniciou uma nova discussão entre os dois. O desentendimento continuou já na residência do casal, no bairro DIC IV.
Segundo testemunhas, Daniel passou a agredir a esposa fisicamente dentro da casa. Em seguida, deixou o imóvel e retornou armado pouco tempo depois. Foi nesse momento que teria efetuado os disparos contra Nájylla.
Familiares que estavam no local conseguiram retirar os três filhos da vítima — um adolescente de 15 anos e duas meninas, de 12 e 8 anos — antes dos tiros. Equipes do Samu (Serviço de Atendimento Municipal de Urgência) chegaram a socorrer Nájylla, mas ela não resistiu aos ferimentos.
Amigos descrevem a vítima como uma mulher batalhadora, de origem humilde e que sonhava em se tornar advogada. Nájylla cursava Direito e, segundo pessoas próximas, tinha nos estudos um dos principais projetos de vida.
O corpo dela foi enterrado na manhã desta segunda-feira (11), no Cemitério dos Amarais, em Campinas. O sepultamento aconteceu apenas dois dias após o crime porque familiares da vítima viajaram do Paraná para acompanhar a despedida.
Em nota, a SSP-SP (Secretaria da Segurança Pública de São Paulo) informou que o caso foi registrado como feminicídio e violência doméstica na 2ª DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Campinas.
A arma utilizada no crime foi apreendida, e o guarda municipal permanece preso à disposição da Justiça. Após audiência de custódia, ele teve a prisão convertida em preventiva.
No mês passado, um marco histórico para o setor de helicópteros foi alcançado. No Quebec (Canadá), um Robinson R44 modificado decolou do Aeroporto Roland-Désourdy. E qual foi o marco? Trata-se do primeiro helicóptero movido a hidrogênio que realizou um circuito operacional completo.
Isso quer dizer que o veículodecolou, subiu, voou em circuito, se aproximou e pousou em condições reais de voo. Em março do ano passado, outro teste já tinha mostrado que ele conseguia pairar por pouco mais de três minutos.
Agora, essa evolução de pairar para voar representa a diferença entre testes de laboratório e provas de conceito, as quais são medidos pelos órgãos reguladores.
Helicóptero a hidrogênio já é realidade
A empresa por trás de tudo é a Unither Bioélectronique, subsidiária canadense da empresa de biotecnologia United Therapeutics, e seu projeto, o Proticity;
Contudo, o objetivo aqui não é o transporte de passageiros, mas, sim, de órgãos destinados a transplantes;
“Este marco demonstra que o voo vertical tripulado movido a hidrogênio e eletricidade pode passar da teoria para testes repetíveis, seguros e em situações reais“, disseMikaël Cardinal, vice-presidente de gestão de programas e desenvolvimento de negócios de sistemas de entrega de órgãos da Unither Bioélectronique;
“Para a Unither, o objetivo é claro: construir as aeronaves e os sistemas de logística aérea necessários para ajudar a entregar alternativas de órgãos fabricadas a pacientes que precisam delas, ao mesmo tempo que cria uma rede de transporte escalável e com zero emissões“, prosseguiu.
Objetivo não é transportar passageiros, mas, sim, órgãos destinados a transplantes – Canadian Advanced Air Mobility
Como é o protótipo?
O protótipo que alcançou o marco possui, no lugar do motor a combustão, um sistema de propulsão elétrica compacto. Ele foi construído em torno de duas células de combustível de Membrana de Troca de Prótons (PEM, na sigla em inglês).
Esse dispositivo converte hidrogênio e oxigênio em eletricidade e usa apenas água como subproduto. Tudo fica acomodado na cabine traseira do helicóptero.
No compartimento do motor original do R44, foi instalado um motor elétrico magniX, além de um conjunto de baterias de íon-lítio, que lida com picos repentinos de potência, que podem acontecer, por exemplo, durante a decolagem ou em manobras bruscas.
Primeiros testes do helicóptero
Nos primeiros voos, o sistema obteve potência máxima de cerca de 178 kW, sendo aproximadamente 155 kW no eixo do rotor durante o voo estacionário. Mais de 90% da potência vieram das células de combustível, enquanto os 10% restantes ficaram a cargo da bateria.
A versão atual, que obteve o marco histórico, trabalha com hidrogênio gasoso comprimido, limitado pelo volume do tanque e pela densidade energética.
Contudo, a ideia é usar o hidrogênio líquido (LH2). Esse tipo de hidrogênio armazena muito mais energia no mesmo espaço e é vital para missões de longo alcance que transportam os tipos de cargas úteis necessárias para o transporte de órgãos.
A próxima etapa que a empresa visa é ampliar toda essa arquitetura para o Robinson R66, uma plataforma maior e movida a turbina, mas que é mais adequada para obter a certificação necessária do Ministério dos Transportes do Canadá (Transport Canada) e da Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA, na sigla em inglês). Seu alcance estimado é de 370 a 463 km.
E não é só a Unither que está nessa disputa. A Piasecki Aircraft trabalha no PA-890, helicóptero para sete passageiros que usa células de combustível PEM de alta temperatura e meta de alcance de 370 km.
Outra com trabalho parecido é a Hydroplane, startup fundada pela ex-engenheira da NASA Anita Sengupta. O modelo que está sendo construído pela empresa tem um sistema modular de hidrogênio de 200 kW, projetado para ser substituto direto para helicópteros e drones de carga atuais.
Por último, vale lembrar da Joby Aviation, que, inclusive, já conseguiu realizar um voo de táxi aéreo movido a hidrogênio e eletricidade por 840 km e usando hidrogênio líquido.
Já quando o assunto é aeronaves, os cálculos energéticos favorecem o hidrogênio ante as baterias. Isso porque as células de combustível atuais possuem densidades de potência de cerca de 2,9 mil kW/kg, com meta de chegar, até 2030, a 4,5 mil kW/kg. Quando comparamos com as melhores baterias de lítio disponíveis atualmente, a diferença é larga: apenas entre 380 e 400 W/kg para elas.
Estudos de engenharia de helicópteros leves indicam que as configurações de células de combustível de hidrogênio podem dar entre 1,8 e 2,2 vezes a autonomia de um equivalente 100% elétrico à bateria.
Versão atual trabalha com hidrogênio gasoso comprimido, limitado pelo volume do tanque e pela densidade energética – Canadian Advanced Air Mobility
Regulação à vista
Agora, o próximo obstáculo a ser vencido é o regulatório. Hoje, a certificação voltada a aeronaves a hidrogênio exige novos padrões de aeronavegabilidade que abarcam células de combustível, armazenamento de hidrogênio em alta pressão e sistemas de alta tensão.
Esse processo, contudo, ainda está em andamento na FAA e no Transport Canada. Neste momento, os operadores devem voar com licenças experimentais e em ambientes controlados.
Nesse sentido, a Unither já tem experiência: em 2021, ela usou seu drone para transportar um par de pulmões de um doador entre dois hospitais de Toronto (Canadá) em voo urbano que levou seis minutos. O próximo nível desse tipo de transporte é justamente o helicóptero a hidrogênio.
“O voo a hidrogênio deixou de ser um conceito distante, apenas um esboço”, disse R. Hammond, diretor executivo da Canadian Advanced Air Mobility (CAAM).
“Ele está voando, completando circuitos, sendo testado, servindo de aprendizado e sendo incorporado a um caminho viável para cuidados de saúde, resposta a emergências e logística regional. O papel da CAAM é ajudar a garantir que o ecossistema em torno dessa tecnologia – regulamentação, infraestrutura, investimento e confiança pública – avance com a mesma urgência.”
A Fuvest abre, às 12h, desta segunda-feira (11), o período para solicitação de isenção ou redução da taxa de inscrição do Vestibular 2027 da USP. Os pedidos deverão ser realizados exclusivamente on-line, no site da fundação, até as 12h de 10 de julho.
A fundação recomenda que os candidatos consultem previamente o regulamento e organizem a documentação necessária com antecedência para evitar problemas no envio das solicitações.
Neste ano, uma das novidades é a concessão de isenção integral da taxa de inscrição para estudantes vinculados a cursinhos populares mantidos por entidades estudantis das unidades USP, independentemente da renda familiar, desde que a condição seja devidamente comprovada.
Também terão direito à isenção total os candidatos com renda pessoal bruta ou renda bruta familiar per capita de até R$ 2.431,50. Já aqueles com renda pessoal bruta ou renda bruta familiar per capita de até R$ 4.863,00 poderão solicitar redução de 50% da taxa de inscrição, desde que atendam aos critérios estabelecidos no regulamento.
Além da comprovação de renda, os candidatos deverão demonstrar vínculo com a rede pública de ensino e escolas gratuitas, enquadrando-se em uma das seguintes condições:
Toda a rede pública de ensino do Brasil.
Escolas de educação gratuita.
Sistema do SESI, SENAI e SENAC.
Escolas privadas, com bolsa integral ou superior a 50%.
Resultado e recursos
O resultado dos pedidos será divulgado individualmente na Área do Candidato a partir das 12h de 3 de agosto. Aqueles que desejarem contestar o resultado poderão apresentar recurso entre as 12h de 3 de agosto e as 12h de 7 de agosto. A decisão final será divulgada em 17 de agosto.
Guia de inclusão
Na semana passada, a Fuvest lançou o Guia de Inclusão do Vestibular 2027, documento que reúne informações sobre recursos de acessibilidade, atendimento especializado e políticas de inclusão disponíveis durante o processo seletivo.
O material apresenta orientações para candidatos com deficiência visual e auditiva, transtorno do espectro autista, dislexia, TDAH e outras condições que demandem atendimento específico durante as provas.
Outro ponto central do documento é a explicação das políticas de ações afirmativas adotadas pela USP. Atualmente, 50% das vagas são destinadas a estudantes oriundos de escolas públicas, sendo parte delas reservada a pessoas pretas, pardas e indígenas, como forma de ampliar o acesso e reduzir desigualdades históricas.
O guia também orienta sobre o uso do nome social, assegurando o respeito à identidade de gênero das pessoas candidatas em todas as etapas do vestibular.
A CazéTV anunciou na noite deste domingo (10) a contratação de Romário como comentarista para as transmissões da Copa do Mundo de 2026. O ex-atacante fará parte da equipe que cobrirá os jogos e treinamentos da Seleção Brasileira na competição.
“Ô lê lê, ô lá lá, o Romário vem aí e o bicho vai pegar! O baixinho mais f*** que existe vai estar junto com o time da CazéTV na cobertura da Copa do Mundo! É isso mesmo que você leu! A lenda na CazéTV! Esqueça tudo!”, diz o anúncio do canal.
Além do campeão mundial, a CazéTV também fechou recentemente com Fred Caldeira, correspondente e comentarista que estava na TNT Sports, e o narrador Fernando Nardini, ex-ESPN. A repórter Isa Pagliari, que já atuava pelo canal, também estará na cobertura.
Vale lembrar que Romário também possui uma TV no YouTube, um canal que leva o nome do campeão mundial e produz, principalmente, entrevistas exclusivas com grandes jogadores e ex-atletas do futebol mundial, sob o comando do campeão mundial.
Discreta nas redes sociais, Bruna Marquezine, 30, impressionou os seguidores ao trocar a foto de perfil no Instagram neste sábado (9).
“New profile pic” (nova foto de perfil, em português), escreveu a artista. No registro, a artista aparece de cabelo curto, com maquiagem leve, olhando para a câmera e com o colo nu (confira abaixo).
Os seguidores aprovaram a imagem. “Perfeita”, escreveu uma pessoa. Outra disse que ela “nasceu para esse cabelo”. “Como pode ser tão bonita”, comentou uma terceira.
O hantavírus representa um risco baixo para a saúde pública mundial, segundo a médica infectologista Luana Araújo, em entrevista ao Hora H desta sexta-feira (8). A especialista analisou o surto da doença registrado em um navio que partiu da Argentina com destino a Cabo Verde, além dos dois casos confirmados no Brasil.
Luana Araújo destacou que, embora o risco seja relevante para as pessoas diretamente expostas no contexto do navio, ele não representa uma ameaça de saúde global.
“O risco é baixo, isso é muito importante que as pessoas entendam. Ele é relevante ali para aquelas pessoas expostas dentro do contexto do navio, mas em termos de saúde pública ou de saúde global, ele é um risco baixo”, afirmou.
Um vírus conhecido há décadas
O hantavírus é um grupo de vírus conhecido pela ciência desde os anos 1950 e isolado nos anos 1970. Segundo Luana Araújo, não existe tratamento antiviral específico para a doença, mas há vacinas em desenvolvimento em diversas plataformas há bastante tempo.
A dificuldade de avançar nesse processo se deve ao fato de ser uma doença rara. “Nós temos hantavírus na Europa, nós temos na Ásia, nós temos nas Américas, tanto do Norte quanto no Sul, nós temos no Brasil. Essa não é uma doença que a gente desconheça”, explicou a infectologista.
Luana Araújo fez uma comparação importante entre o hantavírus e o Sars-CoV-2, vírus responsável pela Covid-19. Enquanto o vírus da Covid se multiplicava no trato respiratório superior (nariz e garganta), o hantavírus se replica nas profundezas dos pulmões.
“Não é tão simples assim dele sair, não é tão simples de chegar a outras pessoas. A transmissão é muito mais difícil e muito menos efetiva do que acontece com outras doenças que têm quadros respiratórios envolvidos, como a própria Covid”, disse.
A especialista também ressaltou que, dos cerca de 149 passageiros do navio, apenas 8 casos foram registrados até o momento. “Não é um rastilho de pólvora. Se fosse, a gente veria uma coisa muito diferente do que a gente está vendo nesse momento”, afirmou.
Casos no Brasil não têm relação com o surto do navio
Sobre os dois casos confirmados no Brasil — com outros 11 ainda em investigação e 21 já descartados —, Luana Araújo foi enfática ao afirmar que não há relação com o surto registrado na embarcação. “Esses casos não têm absolutamente nada a ver com os casos do cruzeiro. Inclusive, isso já foi comentado pelo próprio governo do estado do Paraná”, declarou.
A infectologista explicou que a grande maioria das cepas do hantavírus tem transmissão por secreções, sangue, urina, fezes e saliva de roedores silvestres, e não de pessoa para pessoa. Apenas a cepa Andes, presente no navio, possui capacidade de transmissão entre humanos. No Brasil, a hantavirose registra, em média, uma dezena de casos por ano desde os anos 1990.
Luana Araújo também destacou a importância do conceito de “saúde única”, que integra a saúde do meio ambiente, dos animais e dos seres humanos. “É preciso a gente trabalhar isso e equilibrar esse conceito como um todo para que a gente se exponha menos, enquanto seres humanos, a esses vírus e a muitos outros micro-organismos que podem ser deletérios para a gente”, concluiu.
Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou um vídeo nesta quinta-feira (7) em que elogia a atuação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), André Mendonça, no caso do Banco Master e cobra a instalação da CPI para investigar o caso. O pré-candidato à Presidência também criticou parlamentares do PT que se posicionaram contra a criação da comissão.
Na publicação, Flávio questiona a relação entre o Banco Master e a “alta cúpula do PT nacional e da Bahia“.
“As denúncias do caso Master são muito graves e o ministro André Mendonça agiu corretamente ao autorizar a operação. Eu acredito que, se há qualquer suspeita, ela tem que ser investigada. Agora, o que o Brasil espera é que tudo seja apurado até o fim, sem blindagem, sem acordão, sem proteção política”, afirmou.
“O Congresso Nacional tem a obrigação de fazer a sua parte. É por isso que a CPI do Banco Master precisa sair do papel. O povo brasileiro merece saber toda a verdade. Como esse banco cresceu? Quem estava por trás? Quem se beneficiou? E quais são as ligações do Master com a alta cúpula do PT nacional e da Bahia? Não podemos deixar que empurrem esse assunto para debaixo do tapete. CPI do Master já”, completou.
“Há várias causas para essa derrota, mas o que influenciou muito, e todo mundo sabe disso, foi o Banco Master. Esse episódio pesou bastante. O fato de não termos instalado uma CPI… ainda que a Polícia Federal esteja fazendo um trabalho brilhante”, disse o ministro da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães, na última quarta-feira (6), em entrevista ao CNN 360º.