A Fiat Strada foi o veículo mais vendido do Brasil neste primeiro semestre. A picape se destaca por ser um modelo versátil, assim como os demais da categoria. Ao longo dos anos, mais picapes passaram a aparecer pelas ruas do Brasil.
A Strada, por exemplo, nos primeiros meses de 2026, vendeu 83.032 unidades. A maioria, contudo, são vendas diretas. A caminhonete compacta é vendida no Brasil com preços a partir de R$ 116.990, na versão Endurance cabine simples.
Já a configuração mais cara chega a R$ 153.990, na versão Ranch, com câmbio automático, motor turbo e cabine dupla.
A Fiat Toro é a segunda picape mais vendida do Brasil. Apesar de ainda longe da Strada, ela emplacou 25.898 unidades. A proposta da caminhonete é diferente da Strada e o porte também é maior.
Ela tem preços que partem de R$ 167.490 e podem chegar a R$ 238.490. Já vendida na linha 2027, a Fiat Toro ganhou versões híbridas neste ano. A picape também é a líder de sua categoria.
Fiat Toro Volcano Turbo Flex 2027 • Fiat/Divulgação
Já a Toyota Hilux aparece no terceiro lugar geral. Com 23.363 unidades emplacadas entre janeiro e junho deste ano, a picape é a média mais vendida do Brasil.
Os preços também são mais elevados que os das demais caminhonetes citadas acima. A Hilux conta com variantes de cabine simples e dupla. Os preços vão desde R$ 256.390 até R$ 357.890.
Toyota Hilux • Divulgação
Os números dos emplacamentos registrados neste semestre foram divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).
Confira as 20 picapes mais vendidas no primeiro semestre de 2026:
As ações que impulsionaram a forte alta do setor de inteligência artificial em Wall Street estão repentinamente sob pressão, à medida que os investidores avaliam as crescentes tensões no Oriente Médio, realizam lucros após uma valorização histórica e reavaliam onde encontrar oportunidades de investimento.
Após meses atingindo recordes históricos, as ações de fabricantes de semicondutores caíram nas últimas semanas, pressionando o mercado acionário norte-americano em geral. O S&P 500 e o Nasdaq Composite recuaram quase 2% e 5%, respectivamente, desde seus recordes históricos em 2 de junho.
O salto da IA catapultou os fabricantes de chips para o centro das atenções: a indústria de semicondutores e equipamentos para semicondutores foi responsável por quase metade dos ganhos de valor de mercado do S&P 500 este ano, de acordo com Mike O’Rourke, estrategista-chefe de mercado da JonesTrading.
Mas a velocidade e a dimensão do rali alimentaram o debate sobre a sua sustentabilidade.
“A alta das ações de semicondutores foi exagerada”, disse Jeff Buchbinder, estrategista-chefe de ações da LPL Financial. “Os investidores estavam com uma exposição a ações de tecnologia, principalmente de semicondutores, como nunca antes.”
A valorização das ações de fabricantes de chips ajudou os mercados globais a se recuperarem da queda no início da guerra entre Estados Unidos e Israel com o Irã neste ano. Mas, após registrarem seu melhor trimestre da história, as fabricantes de chips estão demonstrando hesitação.
As ações da Micron Technology, fabricante de chips, caíram mais de 20% desde que atingiram um recorde histórico em 25 de junho. O índice de semicondutores PHLX recuou 15% desde que também atingiu um recorde histórico no final de junho.
Chips voláteis
Os semicondutores, desde chips de memória a unidades de processamento gráfico, são cruciais para o crescimento da inteligência artificial.
A alta demanda por chips, aliada à oferta restrita, permitiu que as empresas aumentassem seus preços e garantissem contratos lucrativos de longo prazo, impulsionando os lucros e as perspectivas de receita futura.
Assim, apesar da volatilidade recente, as fabricantes de chips continuam com um desempenho muito positivo no acumulado do ano. A Micron ainda acumula alta de mais de 200% neste ano, e o índice de semicondutores PHLX ainda registra alta de 75%.
Mas, à medida que Wall Street se prepara para mais uma temporada de resultados trimestrais, as expectativas em relação aos lucros continuam a aumentar.
“As ações foram precificadas considerando um crescimento extremamente forte dos lucros no futuro, e a preocupação é que os gastos com infraestrutura de IA não consigam manter os preços da memória em alta indefinidamente”, disse Neil Wilson, estrategista da Saxo Markets, em nota.
“O mercado agora está olhando além da fase de implantação e aumentando o escrutínio sobre os hiperescaladores e outros que estão investindo pesadamente em IA para garantir que o retorno virá”, disse Buchbinder, da LPL Financial, “e esse será um foco importante da próxima temporada de resultados”.
Os investimentos em IA impactam as perspectivas para os fabricantes de chips. Uma desaceleração no crescimento pode assustar alguns investidores, já que esses fabricantes dependem da revisão para cima de suas projeções de receita com base em uma demanda robusta e na expansão contínua da IA.
“Temos visto uma volatilidade quase inacreditável em algumas dessas ações de semicondutores e de empresas de memória”, disse Alonso Munoz, diretor de investimentos da Hamilton Capital Partners.
“Isso nos deixa ainda mais hesitantes em investir. Acho que preferimos esperar para ver como serão os resultados nas próximas semanas e no segundo semestre deste ano.”
Riscos no Oriente Médio renovados
No total, o índice S&P 500 subiu cerca de 10% este ano.
Embora as ações de empresas de semicondutores tenham apresentado desempenho fraco, a rotação para outros setores ajudou a impulsionar o mercado.
Os investidores estão acompanhando de perto os desdobramentos no Estreito de Ormuz e seu impacto nos preços do petróleo e nos rendimentos dos títulos do Tesouro.
Quanto mais tempo a incerteza persistir, maior será o risco para as ações em um momento em que as líderes do mercado, as fabricantes de semicondutores, estão em turbulência.
O índice S&P 500 não caiu mais de 10% em relação ao seu pico mais recente desde março e abril de 2025. Os investidores estão atentos a quaisquer sinais de fragilidade na alta impulsionada pela IA que possam se transformar em quedas maiores.
“Mais um dia difícil para as ações do setor de semicondutores destaca o quanto o patamar para um anúncio de resultados bem-sucedido aumentou e o quanto o boom geral das ações de tecnologia continua dependente do desempenho de um punhado de empresas”, disse Jonas Goltermann, economista-chefe de mercados da Capital Economics, em nota divulgada na terça-feira (7).
A OpenAI lançou nesta quinta-feira a família GPT-5.6, composta por três modelos com perfis distintos de capacidade e custo. São eles: Sol – o mais potente, voltado a tarefas complexas; Terra – equilibrado para o trabalho cotidiano; e Luna – o mais rápido e acessível.
Será que os modelos inauguram uma nova fase da inteligência artificial para a desenvolvedora? Arthur Igreja, especialista em Tecnologia e Inovação, traz os detalhes. Confira!
A pré-candidata ao Senado Simone Tebet (PSB) rebateu na noite desta quarta-feira (8) as críticas feitas mais cedo pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), sobre ela se candidatar pelo estado.
“Sou corintiana, não flamenguista, e pago imposto em São Paulo há 10 anos. Não precisei dar endereço alheio para me candidatar”, disse à CNN.
“Foram servir o Mato Grosso do Sul e o Acre, e levaram o cartão vermelho do Mato Grosso do Sul e do Acre. Se fossem concorrer por lá, lá não seriam eleitas. E pode ter certeza, não serão aqui também. Não serão. Porque a gente não vai deixar.”
Nascida no Mato Grosso do Sul, Tebet mudou de domicílio eleitoral no começo deste ano para disputar por São Paulo uma das duas vagas ao Senado.
Marina, que nasceu no Acre, já foi eleita deputada federal por São Paulo em 2022 e neste ano pretende tentar uma vaga ao Senado pelo estado.
Nascido no Rio de Janeiro, Tarcísio mudou seu domicilio eleitoral para concorrer ao primeiro cargo no estado de São Paulo em 2022.
Apesar de eleito, a mudança foi contestada à época por ele ter transferido seu titulo e endereço para São José dos Campos, onde disse ter familiares. Apesar dos questionamentos, o TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) deferiu o pedido de candidatura.
A Copa do Mundo de 2026 está se aproximando do fim, e um levantamento da Itatiaia revela um padrão emocionante: metade dos jogos disputados até agora apresentou gols marcados nos últimos 10 minutos, considerando os acréscimos.
Até o fim das oitavas de final, a competição registrou 96 jogos. Em exatos 48 deles, o placar foi alterado nos momentos decisivos. Dos 280 gols marcados no Mundial, 58 (20%) aconteceram após os 80 minutos de jogo.
A maioria desses gols tardios ocorreu em goleadas ou partidas com placar já consolidado. No entanto, muitos foram cruciais para garantir empates ou vitórias dramáticas, mantendo a emoção até o apito final.
Momentos que marcaram
O primeiro gol tardio da Copa de 2026 foi marcado por Gio Reyna, dos EUA, aos 97 minutos, na goleada por 4 a 1 contra o Paraguai. O jogo com mais gols nos acréscimos foi a partida entre Suíça 4 a 1 Bósnia, onde quatro dos cinco gols saíram após os 80 minutos.
O gol mais tardio registrado até o momento foi do centroavante Arnautovic, da Áustria, que acertou uma cobrança de pênalti aos 112 minutos na vitória por 3 a 1 sobre a Jordânia.
Gols decisivos nas eliminatórias
Nas fases eliminatórias, os gols tardios se tornaram ainda mais impactantes. Nos 16 avos de final, metade dos jogos teve gols nos acréscimos, todos diretamente ligados à definição de classificações.
O Brasil contribuiu para a estatística com um gol de Martinelli contra o Japão aos 95 minutos. Mas um dos feitos mais comentados foi o da Bélgica, que perdia até os 85 minutos e marcou duas vezes contra Senegal, levando o jogo para a prorrogação e garantindo a classificação no último lance do tempo extra.
Esse texto foi gerado por inteligência artificial com base no conteúdo produzido pela Itatiaia. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN Brasil.
A ispace está expandindo seus já extensos planos lunares para incluir o megafoguete Starship da SpaceX. A empresa, sediada em Tóquio (Japão), anunciou nesta quarta-feira (8) que reservou 500 kg de capacidade de carga na Starship, o maior e mais poderoso foguete já construído, para uma missão lunar que pode ser lançada já em 2030. O acordo tem valor de US$ 50 milhões (R$ 258,2 milhões), segundo o Tokyo Brief.
“Estamos muito satisfeitos em poder oferecer o novo serviço Lunar Access Integration utilizando o espaço de carga da Starship por meio de nossa colaboração com a SpaceX“, disse o fundador e CEO da ispace, Takeshi Hakamada, em comunicado. “Transporte lunar de alta capacidade e custo relativamente baixo, como o fornecido pela Starship, é essencial para concretizar a economia lunar sustentável que a ispace busca criar.”
Uso recorrente da Starship
Como sugere essa declaração, a ispace pode se tornar uma cliente frequente da Starship ao longo dos anos, usando o gigantesco veículo para transportar seu novo “Mobile Cargo System” (Sistema de Carga Móvel, ou MCS) até a superfície lunar. O MCS é um rover plano em formato de plataforma, capaz de transportar até 500 kg pelo terreno lunar.
A missão recém-anunciada com o Mobile Cargo System a bordo da Starship será lançada não antes de 2030, segundo a ispace. O cronograma dependerá em grande parte da capacidade da SpaceX de transformar a Starship em um veículo operacional (a Starship realizou 12 voos de teste até o momento, todos suborbitais).
Histórico com a SpaceX
A ispace já voou com a SpaceX antes: foguetes Falcon 9 lançaram o rover robótico HAKUTO-R da empresa japonesa em 2022 e em 2025;
Nas duas ocasiões, o HAKUTO-R alcançou a órbita lunar com sucesso, mas caiu durante suas tentativas de pouso;
A Starship é o veículo de lançamento superpesado da SpaceX, projetado para reutilização total e capaz de lançar até 150 toneladas à órbita baixa da Terra;
O foguete está em desenvolvimento há algum tempo; o fundador e CEO da SpaceX, Elon Musk, anunciou o veículo pela primeira vez durante o Congresso Astronáutico Internacional no México, em 2016;
As expectativas sobre sua prontidão operacional têm sido um alvo em constante movimento.
Profissionais da ispace carregam o módulo lunar Resilience-Missão 2 em um contêiner de transporte em preparação para o envio para a Flórida – Imagem: ispace
Em 2021, por exemplo, a SpaceX mirava algum momento “antes de 2024” para a primeira missão da nave à Lua, mas atrasos no desenvolvimento empurraram continuamente essa data. 2024 também era o ano originalmente previsto pela NASA para a primeira missão tripulada de pouso lunar do programa Artemis, embora esse já não seja mais o plano.
A NASA contratou a Starship como módulo de pouso lunar para esse pouso, que agora está previsto para ocorrer durante a Artemis 4 no final de 2028. Autoridades da agência citaram a Starship como parte do motivo dos atrasos nos cronogramas da Artemis.
Não são os únicos clientes
A NASA e a ispace não são os únicos clientes que reservaram uma carona da Starship até a Lua. Por exemplo, o bilionário japonês Yusaku Maezawa anunciou o projeto #dearMoon em 2018, reservando a Starship para levar a si mesmo e a um punhado de artistas no que teria sido a primeira missão tripulada da nave ao redor da Lua. Conforme os atrasos da Starship se acumulavam, porém, Maezawa cancelou o voo em 2024.
Impulso crescente
Mas o impulso para missões lunares da Starship está crescendo. Afinal, a NASA agora tem duas missões Artemis bem-sucedidas no histórico — a Artemis 1 não tripulada à órbita lunar no final de 2022 e o voo Artemis 2, com quatro tripulantes, ao redor da Lua em abril passado.
A agência está se preparando para a Artemis 3, que testará operações de encontro e acoplamento com a cápsula Orion da NASA e dois módulos de pouso lunar tripulados — Starship e o Blue Moon da Blue Origin — em órbita terrestre em meados de 2027, se tudo correr conforme o planejado.
Assim, a ispace está se posicionando para ser uma peça-chave em uma possível corrida do ouro lunar. “O surgimento de foguetes com capacidade de transportar cargas de larga escala à Lua deverá acelerar a implantação de infraestrutura lunar, incluindo energia, comunicações, construção, dados e mobilidade”, afirmou a ispace no comunicado.
“O estabelecimento dessa infraestrutura central na superfície lunar reduzirá as barreiras que atrapalham projetos de infraestrutura subsequentes, levando a uma rápida expansão no transporte de cargas lunares relativamente pequenas para fins como validação tecnológica, exploração e desenvolvimento de negócios”, escreveu a empresa, acrescentando que, à medida que a demanda por missões cresce, também aumentará a capacidade de carga de suas unidades do Mobile Cargo System.
Além do novo design do Mobile Cargo System, a ispace também está planejando três missões de pouso lunar com seu veículo ULTRA Lander, agendadas para 2028, 2029 e 2030.
O Irã alertou que daria uma “resposta esmagadora” aos ataques dos EUA desta terça-feira (7) — em um momento em que o cessar-fogo entre os dois países se mostra cada vez mais instável.
“As Forças Armadas da República Islâmica do Irã darão uma resposta esmagadora à agressão e à ação terrorista dos EUA”, afirmou o alto comando militar conjunto do Irã, o Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, segundo a emissora estatal IRIB.
O comando acrescentou que, “sob nenhuma circunstância, permitirá interferência nos assuntos ou na gestão do Estreito de Ormuz”.
Declarou também que a “única passagem segura” para embarcações que navegam pelo Estreito de Ormuz seria através de rotas designadas pelo Irã.
Os EUA lançaram novos ataques contra dezenas de alvos em todo o Irã entre a noite de terça-feira e a madrugada de quarta-feira, e reimuseram sanções como “punição” por ataques a navios comerciais nas proximidades da disputada via navegável.
Segundo o CENTCOM (Comando Central dos Estados Unidos), a ofensiva atingiu mais de 80 alvos iranianos, entre eles sistemas de defesa aérea iranianos, redes de comando e controle, instalações de radar costeiro, capacidades de mísseis antinavio e mais de 60 pequenas embarcações do Corpo da IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica), dentro e nas proximidades do Estreito de Ormuz.
Segundo os militares americanos, a ofensiva teve como objetivo “reduzir a capacidade do Irã de continuar atacando o comércio internacional que flui por esse corredor comercial”.
A emissora estatal iraniana Press TV afirmou que várias explosões foram relatadas nas cidades portuárias de Bandar Abbas e Sirik, bem como na ilha de Qeshm.
A Anthropic, empresa de inteligência artificial (IA) responsável pelo chatbot Claude, anunciou que irá alugar um edifício comercial de 16 andares em Lower Manhattan, Nova York (EUA), como parte de um plano para ampliar significativamente suas operações na cidade. A companhia pretende dobrar sua força de trabalho na cidade, alcançando mil funcionários ainda este ano.
A nova sede ficará no edifício localizado na 330 Hudson Street, no bairro de Hudson Square, e a mudança deve começar durante o verão no hemisfério norte. Segundo a Anthropic, o escritório de Nova York já é o maior da empresa fora de sua sede em San Francisco (EUA). O novo espaço contará com capacidade para mais de 1,7 mil estações de trabalho.
Expansão da Anthropic acompanha crescimento da IA em Nova York
A decisão da Anthropic faz parte de um movimento mais amplo de expansão das empresas de IA em Nova York;
A administração do prefeito Zohran Mamdani elogiou o investimento, assim como a governadora do estado de Nova York, Kathy Hochul;
Em comunicado, ela afirmou que a iniciativa ajudará a “consolidar a cidade de Nova York como um polo tecnológico de classe mundial”;
Nos últimos anos, empresas do setor vêm ampliando seus escritórios e intensificando contratações na cidade, mesmo diante de preocupações manifestadas por autoridades públicas sobre o impacto que a IA poderá causar no mercado de trabalho, especialmente entre profissionais de escritório.
Recentemente, o controlador das contas públicas do estado de Nova York, Thomas P. DiNapoli, afirmou estar preocupado com as mudanças provocadas pela tecnologia. Segundo ele, a IA pode “prejudicar a qualidade e a produtividade da força de trabalho de uma empresa e, de forma mais ampla, aumentar a instabilidade da economia”.
OpenAI e outras empresas também ampliaram presença
A OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT e apontada como uma das responsáveis pelo atual boom da IA iniciado em 2022, anunciou em 2024 sua mudança para o Puck Building, localizado a menos de dois quilômetros do novo escritório da Anthropic.
Outra empresa do setor, a Harvey, startup especializada em IA para o setor jurídico, ampliou seu escritório no edifício One Madison Avenue, em Midtown Manhattan, no início deste ano.
Segundo a reportagem, a expansão da Anthropic representa mais um sinal de que a IA está entrando em uma fase de maior maturidade, deixando de focar apenas no desenvolvimento de modelos e passando a incentivar sua adoção em diferentes setores da economia.
Nova York concentra alguns dos maiores clientes de tecnologia dos Estados Unidos, incluindo empresas dos setores financeiro, de saúde, consultoria, advocacia, mídia e cultura.
Cidade é vista como centro para aplicação da IA
Para Mark Muro, pesquisador sênior do Brookings Metro, divisão da Brookings Institution, Nova York oferece um ambiente favorável para empresas de IA. “Nova York é um ótimo lugar para uma empresa de IA trabalhar e fazer negócios”, afirmou ao The New York Times.
Muro também foi coautor de um relatório publicado pela instituição no ano passado, que apontou Nova York como uma das regiões metropolitanas líderes dos Estados Unidos em “prontidão para IA”, indicador que mede tanto a capacidade de desenvolver quanto de adotar a tecnologia.
Chris Lehane, diretor global de assuntos públicos da OpenAI, afirmou em comunicado que a empresa ocupa atualmente cerca de 8.360 m² de escritórios em Nova York e continuará expandindo suas operações.
Segundo ele, a cidade é um “centro global para IA” devido à sua “densidade de talentos em IA, espírito empreendedor inerente e liderança política de seus representantes eleitos”.
Expansão ocorre em meio a desafios políticos
A expansão acontece em momento em que o prefeito Zohran Mamdani tenta melhorar sua relação com o setor empresarial.
O político, identificado como socialista democrático, enfrentou resistência de empresários por defender aumento de impostos sobre os mais ricos e também vem sendo criticado por ainda não apresentar um plano detalhado para enfrentar o ritmo mais lento de crescimento do emprego na cidade.
Jeanny Pak, presidente interina da Economic Development Corporation de Nova York durante a administração Mamdani, afirmou que a chegada da Anthropic “criará centenas de empregos para os nova-iorquinos, fortalecendo caminhos equitativos para oportunidades econômicas e reforçando que as empresas continuam escolhendo a cidade de Nova York”.
Claude é o modelo de IA da Anthropic – Imagem: Mijansk786/Shutterstock
Empresas ampliam contratações
Segundo a reportagem, Nova York conta atualmente com um número muito maior de profissionais de tecnologia do que há duas décadas.
Há cerca de 20 anos, quando um cientista da computação do Google propôs formar uma equipe de engenharia na cidade, executivos da empresa demonstraram ceticismo e autorizaram a iniciativa apenas caso fossem encontrados 15 desenvolvedores considerados aptos aos padrões da companhia. Hoje, o Google emprega milhares de engenheiros em Nova York.
Enquanto muitos jovens enfrentam dificuldades para conseguir emprego, empresas de IA seguem contratando. O site da Anthropic lista dezenas de vagas abertas na cidade, principalmente nas áreas de engenharia, vendas, marketing e jurídico.
Julie Samuels, presidente da organização Tech:NYC, reconheceu que os modelos mais avançados de IA continuam sendo desenvolvidos principalmente na região da Baía de San Francisco. “Mas quando se trata de como usar a tecnologia na prática, o que funciona e o que não funciona nos negócios, eles vêm para cá”, afirmou. “É onde estamos agora.”
Crescimento da IA também desperta preocupações
Apesar da expansão do setor, parte da população de Nova York demonstra preocupação com o avanço da IA. Alguns pais contestam o uso da tecnologia nas escolas públicas da cidade.
O tema também influenciou uma recente disputa nas eleições primárias para o Congresso em Manhattan. Além disso, parlamentares estaduais aprovaram recentemente uma moratória de um ano para novos grandes centros de dados destinados à IA, citando preocupações com consumo de energia e impactos ambientais. A governadora Kathy Hochul, no entanto, sinalizou que poderá vetar a proposta.
Anthropic prepara novos investimentos
A Anthropic, que no mês passado protocolou documentos para realizar sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), também pretende construir um centro de dados no norte do estado de Nova York em parceria com a empresa Fluidstack.
O projeto faz parte de um investimento de US$ 50 bilhões (R$ 258,6 bilhões) destinado à construção de centros de dados nos Estados Unidos. Empresas de IA também vêm contratando ex-integrantes da administração pública de Nova York para atuar nas relações com o governo.
Maxwell Young, ex-assessor do prefeito Eric Adams, passou a integrar a Anthropic em novembro como chefe de comunicação de políticas públicas. Já Peter Ragone, ex-assessor do ex-prefeito Bill de Blasio e do governador da Califórnia, Gavin Newsom, trabalha atualmente para a OpenAI.
Relatório pede estratégia para a cidade
Em maio, o controlador das contas da cidade de Nova York, Mark Levine, publicou um relatório alertando para os impactos que a IA poderá causar sobre o mercado de trabalho local.
Segundo ele, o prefeito Zohran Mamdani deveria apresentar uma estratégia clara para garantir que a cidade aproveite o crescimento do setor.
“Devemos ser a capital da IA aplicada, e uma estratégia mais coordenada para que isso aconteça é absolutamente necessária”, afirmou Levine em entrevista ao Times.
O companheiro, investigado pela morte de Denise Medeiros, de 21 anos, encontrada morta com um tiro na cabeça nesta segunda-feira (6), em Lajeado, no Rio Grande do Sul, foi preso preventivamente.
Segundo a delegada Márcia Bernini, da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), a principal linha de investigação é de feminicídio cometido por disparo de arma de fogo.
O namorado da jovem estava desaparecido, mas foi detido ainda nesta segunda-feira (6). De acordo com as autoridades, Denise havia se mudado de cidade “em razão do término” do relacionamento. O suspeito apresentava sinais de ciúmes e comportamento possessivo, segundo relatos dos familiares, mas os dois ainda mantinham contato.
Ainda segundo a delegada, Denise teria sido morta por volta das 19h40 de domingo (5), mas só foi encontrada pela família às 4h desta segunda-feira. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por perícia.
O caso segue sendo investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).
Até o momento, testemunhas já foram ouvidas e outras diligências continuam para esclarecer as circunstâncias e as motivações do crime.
RS é um dos estados com o maior número de feminicídios
O Brasil registrou 399 vítimas de feminicídio entre janeiro e março de 2026, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O número representa uma média de quatro mulheres mortas por dia no período, o equivalente a uma vítima a cada cinco horas no país.
A marca representa o primeiro trimestre mais letal da história desde o início dos registros pelo Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), em 2015.
O Rio Grande do Sul está entre os cinco estados que registraram o maior número de feminicídios, com 24 ocorrências, atrás apenas de São Paulo, que contabilizou 86 casos. Na sequência aparecem Minas Gerais (42), Paraná (33), Bahia (25), Pernambuco (22) e Rio de Janeiro (20).
A Alibaba vai proibir seus funcionários de usar as ferramentas de inteligência artificial (IA) da Anthropic para fins de trabalho a partir desta sexta-feira (10).
A empresa chinesa incluiu o Claude Code em uma lista interna de softwares de alto risco, alegando que a companhia estadunidense representa riscos de segurança por meio de backdoors. A informação foi confirmada pela CNBC com pessoas familiarizadas com o assunto, que pediram anonimato para falar sobre operações internas.
Os funcionários da Alibaba estão sendo obrigados a desinstalar todos os modelos e produtos de agentes da Anthropic e a adotar o assistente de IA próprio da empresa chinesa, chamado Qoder.
O contexto da decisão
A medida ocorre após a Anthropic enviar, em junho, uma carta ao Comitê do Senado dos Estados Unidos sobre Bancos, Habitação e Assuntos Urbanos;
No documento, a empresa estadunidense acusou a Alibaba de tentar extrair suas capacidades de IA de forma “descarada” e “ilícita”, classificando a ação como “o maior ataque de destilação conhecido” contra ela até o momento;
Os termos de serviço da Anthropic proíbem empresas chinesas e de outras “nações adversárias” de usar seus modelos;
A decisão da Alibaba coincide ainda com uma onda de reações negativas na China contra a Anthropic, após publicações no Reddit e no GitHub descreverem o uso de código oculto destinado a detectar se usuários estariam baseados no país.
Empresa dos EUA acusa a chinesa de ataque de destilação – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock
O Financial Timesreportou na sexta-feira (3) que a Anthropic está tomando medidas para fechar brechas que permitiram a empresas chinesas contornar as restrições e acessar o Claude por meio de terceiros países.
O jornal britânico citou fontes segundo as quais o grupo de fintech Ant teria fornecido a funcionários contas corporativas do Claude acessadas pela intranet da empresa, conectada à sua entidade sediada em Singapura.
Ainda segundo o FT, a ByteDance, controladora do TikTok, não facilita o acesso ao Claude, mas iniciou um programa de reembolso que permite a engenheiros registrar assinaturas pessoais como despesas, acessadas por redes privadas virtuais.
Uma pessoa familiarizada com o assunto disse à CNBC que a política, divulgada em 2 de abril, tem como objetivo incentivar os funcionários a “experimentar e aprender” sobre uma gama mais ampla de produtos de IA para aprimorar suas habilidades. A pessoa pediu anonimato para falar sobre políticas internas.
Ant e ByteDance não comentaram o relato do Financial Times. Alibaba e Anthropic também não se manifestaram.
Segundo o ex-jogador, a justificativa de recuar as linhas e não fazer uma marcação sob pressão alta para evitar o mano a mano com Haaland até faz sentido no primeiro tempo, mas a persistência, não.
“Quando a gente fala de seleção brasileira, durante 90 minutos uma seleção ficar adaptada ao adversário, e não mudar a estratégia para que o adversário se adapte ao seu estilo de jogo… Aí a gente já meio que já foge um pouco daquilo que é o Brasil”.
Em termos de protagonismo, Vinícius Júnior chamou a responsabilidade, na visão de Michel Bastos, mas abusou da individualidade, prejudicando o aspecto tático.
“Sei que chega ali, na hora, e quer resolver, é muito do atleta, só que tem que ser inteligente”, avalia Michel.
“Uns 10 lances que tentou ir para cima do adversário, perdeu. Teve um lance no segundo tempo que ele perde a bola no meio do campo tentando resolver e cede um contra-ataque. Nessas horas precisa ser inteligente”.
“O Brasil teve técnicos que não conversavam entre si, escolas que não conversavam entre si, o que mostra muito que que a CBF tava perdida no meio do caminho”, analisa Cris.
Michel acrescenta que a eliminação passa também por um elenco repleto de atletas que não vivenciaram o processo de maturação necessário.
“Não se prepara uma Copa do Mundo durante um ano, e sim um ciclo de quatro anos”, pontua. “Teve todo esse problema com a CBF, com as trocas de treinadores, temos jogadores dentro desse elenco que não viveram o ciclo, e o oposto, os jogadores que estavam e não pudemos contar porque estavam lesionados.”
A eliminação do Brasil para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 não marcou apenas o fim da campanha da Seleção. Também simbolizou o encerramento de uma era. Logo após a derrota, Neymar indicou sua aposentadoria da equipe nacional após quatro edições do Mundial.
A próxima Copa do Mundo será disputada em 2030, com jogos em Portugal, Espanha e Marrocos. Até lá, parte do elenco atual ainda estará em idade considerada ideal para competir em alto nível, enquanto outros chegarão ao fim da carreira ou já devem ter deixado a Seleção.
Neymar, por exemplo, terá 38 anos em 2030. A idade, porém, passa a ser apenas um dado estatístico após a decisão de encerrar sua trajetória com a camisa amarela. Outros veteranos também estarão próximos dos 40 anos, como Casemiro, de 38, enquanto Danilo completará 37 e Alisson chegará aos 37.
Por outro lado, nomes que devem formar a base do próximo ciclo estarão em um momento de maior maturidade. Vinícius Júnior, Gabriel Martinelli e Luiz Henrique terão 29 anos, faixa considerada o auge para muitos atletas. Bruno Guimarães e Gabriel Magalhães chegarão aos 32, enquanto Raphinha terá 33.
Entre os mais jovens, Endrick e Rayan despontam como apostas para o futuro. Ambos terão apenas 23 anos na próxima edição da Copa, idade em que muitos jogadores começam a assumir protagonismo em seleções nacionais.
Uma pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (5) mostrou que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tem 46% das intenções de votos para o Governo do Estado de São Paulo, seguido de Fernando Haddad (PT), com 30%.
Os candidatos que seguiram foram Vera Lúcia (PSTU) com 5%; Vivian Mendes (UP), com 4%; e Carlos Machado (PCB), com 4%. Os votos brancos, nulos ou em ninguém somaram 8%, enquanto 3% estão indecisos.
Foram ouvidos 1.608 eleitores em 71 cidades entre a última quarta-feira (1) e sexta-feira (3). A pesquisa tem margem de erro de dois pontos para mais ou menos.
Com o cenário, nenhum dos candidatos venceria a eleição em primeiro turno. No segundo turno, o candidato do Republicanos tem 53% das intenções de votos e o representante do PT, 37%.
A referência a Haddad de forma espontânea na pesquisa foi de 8%, mostrando um aumento em relação a março, enquanto o nome de Tarcísio foi de 22% para 21% — também sendo citado como “no atual governador” por 3% dos entrevistados.
Até o momento, a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes apresenta um número reduzido de pré-candidaturas. Nas últimas semanas, o deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP) e o ex-prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), desistiram de concorrer ao governo paulista.
A pesquisa Datafolha está registrada na Justiça Eleitoral sob os códigos SP-01703/2026 e BR-06481/2026.