Canal Sabedoria Infinita

02 outubro 2026

Brasileira Natália Silva busca cinturão inédito do UFC: “Vivendo o sonho”

A noite deste sábado (3) decidirá a dona do cinturão vago do peso mosca feminino no UFC 332, quando a brasileira Natalia Silva enfrenta a chinesa Wang Cong, na luta principal, pelo título de até 56,7 kg, no Delta Center, em Salt Lake City, Utah.

O card principal do UFC 332, com cinco lutas, começa às 21h (de Brasília), com transmissão do Paramount+ (streaming), e vai coroar uma nova campeã, depois que Valentina Shevchenko foi forçada a abrir mão do cinturão por lesão.

A programação também inclui um confronto decisivo no peso galo, entre outro brasileiro, o ex-campeão dos moscas Deiveson Figueiredo, e o ascendente Payton Talbott, além de três duelos que destacam experiência, poder de nocaute e talentos emergentes.

O evento marca a primeira vez na história do UFC em que um card principal completo de um evento numerado será exibido na TV aberta dos Estados Unidos.

Natália Silva chega embalada por sequência de 14 vitórias

A mineira Natália Silva (20 vitórias, 5 derrotas e 1 empate no MMA) disputa a primeira luta por título da carreira no UFC embalada por uma sequência de 14 vitórias seguidas, incluindo uma invencibilidade de 8 a 0 dentro do octógono.

A brasileira reforçou sua campanha pelo título com vitórias consecutivas sobre as ex-campeãs Jessica Andrade, Alexa Grasso e Rose Namajunas. Movimentação rápida de pés, troca de ângulos e um ataque de chutes variado a diferenciam das demais candidatas da divisão.

Agora, ela precisa transformar esse embalo em cinturão indiscutível, controlando a distância contra uma das lutadoras mais premiadas que já enfrentou.

“Estou muito feliz de estar aqui. Estou vivendo o sonho… Eu faço isso com toda a alegria do mundo”, disse Natália, que, caso vença, conquistará um cinturão ainda inédito para o MMA brasileiro.

Wang Cong tem currículo de destaque em outros esportes de combate

Já Wang (10 vitórias e 1 derrota no MMA) traz um currículo nos esportes de combate que vai muito além do seu cartel profissional de MMA. A chinesa é ex-campeã mundial de Sanda e medalhista de prata mundial no boxe, somando quatro vitórias seguidas, a mais recente por pontos sobre Tracy Cortez.

Ela representa uma ameaça direta quando toma o centro do octógono e constrói pressão com combinações rápidas e potentes.

Wang trouxe um toque extra de teatro promocional ao media day dessa quarta-feira (30), ao tentar entregar um bilhete a Natália Silva, explicando que as duas lutadoras precisam elevar o nível do momento.

“Precisamos trazer dinheiro para o show. Precisamos deixar as pessoas empolgadas. Ela deveria (se aproximar de mim e) fazer isso”, disse Wang.

Wang reconhece seriedade de Natália, mas defende apelo comercial

Apesar de reconhecer que Natália está tratando a oportunidade pelo título com foco total, Wang reforçou que a energia promocional é igualmente essencial neste estágio da carreira.

“Sim, acho que ela está levando essa luta muito a sério”, disse Wang. “Assim como eu. Eu levo essa luta muito a sério, mas acredito que também é minha obrigação vender a luta.”

O co-evento principal da noite é um teste geracional no peso galo, entre o ex-bicampeão dos moscas do UFC, Deiveson Figueiredo, e o promissor Talbott.

Figueiredo (25 vitórias, 7 derrotas e 1 empate no MMA) retorna depois de perder quatro das últimas cinco lutas, mas segue perigoso graças ao poder de mudar duelos, um jogo de finalizações oportunista e experiência em disputas de título.

Deiveson Figueiredo busca romper ritmo de rival mais alto

Contra um adversário mais alto e mais ativo, Figueiredo provavelmente precisará quebrar o ritmo de Talbott com contra ataques, quedas e trabalho de clinch, antes que o lutador mais jovem imponha o próprio ritmo preferido.

Talbott (11 vitórias e 1 derrota no MMA), que tem vantagem de cerca de 12,7 cm de altura, recuperou o embalo após uma derrota no início de 2025, emendando vitórias consecutivas, incluindo um triunfo sobre o ex-campeão em duas divisões Henry Cejudo.

Seu golpeamento em camadas e volume sustentado de ataques podem forçar Figueiredo a trabalhar em um ritmo cada vez mais difícil de acompanhar para o veterano.

Na sequência, tem luta de peso leve, com King Green (36 vitórias, 17 derrotas, 1 empate e 1 sem resultado no MMA) enfrentando o argentino Esteban Ribovics (16 vitórias e 3 derrotas no MMA).

Green e Ribovics representam estilos opostos no leve

O confronto coloca a cadência e a experiência de veterano de Green contra a juventude e a pressão constante de Ribovics.

Green há muito tempo frustra adversários com sua guarda baixa, jab preciso e capacidade de contra atacar enquanto escapa por pouco do contra ataque adversário.

Ribovics, por outro lado, é mais eficaz quando consegue prolongar as trocas, atacar corpo e pernas, e forçar adversários a se reposicionarem sob volume contínuo de ataques.

A pergunta chave é se a precisão de Green vai conseguir punir as entradas de Ribovics antes que o lutador mais jovem transforme o combate em um teste de resistência e ritmo.

Soldic faz estreia no UFC com fama de nocauteador

O card principal também reserva fogos de artifício no peso meio médio, com a estreia no UFC do ex-bicampeão do KSW em duas divisões, Roberto Soldic, contra o reconhecido nocauteador Khaos Williams.

Soldic (21 vitórias e 4 derrotas no MMA) traz pressão compacta como canhoto e poder de finalização na cabeça e no corpo do adversário. Williams (16 vitórias e 5 derrotas no MMA), por sua vez, tem uma mão direita explosiva, capaz de apagar qualquer vantagem tática em uma única troca.

A luta pode ser decidida por quem controlar a disputa pelo pé de apoio e acertar primeiro um contra golpe limpo: Soldic deve pressionar para frente, enquanto Williams buscará espaço para explodir.

Gautier enfrenta maior teste da carreira contra Kopylov

Fechando o card principal de cinco lutas, o finalizador em ascensão do peso médio Ateba Gautier (11 vitórias e 1 derrota no MMA) encara o maior desafio da carreira contra o experiente canhoto Roman Kopylov (15 vitórias e 5 derrotas no MMA).

A explosividade e a pressão inicial de Gautier o transformaram em uma das ameaças emergentes mais intrigantes da divisão, mas Kopylov oferece um teste equilibrado, construído sobre controle de distância, ataques ao corpo e cadência de veterano.

Gautier precisa fechar o octógono sem se expor demais, enquanto Kopylov buscará levar a luta para além das explosões preferidas do jovem talento, punindo entradas apressadas.

Veja a ordem completa do card principal do UFC 332

  1. Natalia Silva (20-5-1) x Wang Cong (10-1), cinturão vago dos moscas feminino
  2. Deiveson Figueiredo (25-7-1) x Payton Talbott (11-1), peso galo
  3. King Green (36-17-1, 1 sem resultado) x Esteban Ribovics (16-3), peso leve
  4. Roberto Soldic (21-4) x Khaos Williams (16-5), peso meio médio
  5. Ateba Gautier (11-1) x Roman Kopylov (15-5), peso médio

Jean Silva afirma que irá disputar cinturão do UFC : “Sou o próximo”



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Confira o Olhar Digital News na íntegra (01/10/2026)

Veja os destaques do Olhar Digital News desta quinta-feira (01/10).

Aconteceu de novo: agentes de IA tentaram invadir site do governo do Canadá

A empresa de pesquisa em inteligência artificial Transluce revelou que agentes de IA tentaram acessar um site ligado ao governo do Canadá. As investidas ocorreram em 28 de maio e 9 de junho, sem indicação de que os sistemas públicos tenham sido comprometidos.

Redes sociais são vistas como ameaça à democracia, revela pesquisa

Um número crescente de pessoas acredita que as redes sociais manipulam e dividem a população. É o que revela uma pesquisa do Pew Research Center divulgada nesta quinta-feira (01). Segundo o levantamento, cidadãos de países mais ricos tendem a ter uma percepção pior das plataformas.

SpaceX lança chips de IA do Google em teste para futuros data centers espaciais

A SpaceX lançou, nesta quinta-feira (01), um protótipo de satélite equipado com chips de inteligência artificial do Google. O dispositivo foi enviado à órbita a bordo de um foguete Falcon 9 durante a missão Transporter-18, realizada a partir da Base da Força Espacial de Vandenberg, na Califórnia.

NASA e SpaceX lançam astronautas à Estação Espacial Internacional

A NASA e a SpaceX lançaram nesta quinta-feira (01) a missão Crew-13. Com destino à Estação Espacial Internacional, ela decolou da Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida, por volta de 12h11, pelo horário de Brasília.

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01 outubro 2026

Eleições: posso perguntar para a IA em que votar?

Em meio a planos de governo extensos, sabatinas diárias e um volume avassalador de propagandas políticas, a tentação de buscar um atalho é grande. Para a parcela de indecisos que costuma deixar a escolha para a reta final, o celular oferece uma consulta rápida e tentadora: pedir uma indicação direta aos assistentes virtuais de Inteligência Artificial.

Mas o que esses chatbots de IA realmente podem responder nessas horas? O Olhar Digital News desta quarta-feira (30) convidou Ricardo Souza, advogado especialista em direito digital, para analisar o que pode e o que não pode.

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TSE decide manter remoção de posts que associam Flávio Bolsonaro e Nossa Senhora

O plenário virtual do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria nesta quarta-feira (30) para manter a remoção de publicações que relacionam o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) a um suposto movimento para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

Até o momento descrito no julgamento, três ministros votaram para manter vetadas as publicações que associem Flávio Bolsonaro à suposta iniciativa. Outros dois defenderam restringir a medida a conteúdos considerados “notoriamente inverídicos”, delimitando a remoção às publicações com aparente conteúdo falso.

O julgamento ocorre no plenário virtual e tem previsão de encerramento às 23h59 desta quarta-feira.

Entre as publicações removidas estava uma postagem do humorista Antonio Tabet, que escreveu, sem citar nominalmente Flávio Bolsonaro: “a família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida”.

Após a remoção, Tabet levou o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF), em processo relatado pelo ministro Flávio Dino. O ministro havia determinado o restabelecimento da publicação e de outros conteúdos retirados pelo mesmo fundamento.

Na segunda-feira (28), porém, o ministro Luiz Fux suspendeu a decisão de Dino e restabeleceu, até uma análise do plenário do STF, a determinação de André Mendonça para retirar as publicações.

Votos pela manutenção da decisão

  • André Mendonça foi o primeiro ministro a votar no julgamento do TSE. Ele havia incluído sua manifestação no sistema da Justiça Eleitoral antes mesmo do horário previsto para o início da sessão, às 10h;
  • Segundo Mendonça, suas decisões não restringem a liberdade religiosa e foram tomadas de maneira excepcional. O ministro também afirmou que elas “não constituem censura prévia”;
  • Ele votou para referendar as duas decisões tomadas anteriormente sobre o caso;
  • Mendonça afirmou que a primeira decisão ocorreu porque a Justiça identificou informações específicas que poderiam ser verificadas e que, em uma análise inicial, foram consideradas falsas;
  • Já a segunda decisão, segundo o ministro, teve como objetivo fazer cumprir a medida diante da ampla divulgação do conteúdo, com base nas regras eleitorais e em decisões anteriores do STF.

Mendonça também citou o entendimento do Supremo sobre o Marco Civil da Internet, que ampliou a responsabilidade das plataformas pelo conteúdo publicado por usuários.

“A regulamentação eleitoral passou a expressamente prever o dever de os provedores promoverem a imediata remoção de conteúdos de publicações que reproduzam, no todo ou em parte, conteúdo idêntico ou substancialmente equivalente àquele objeto de fake news que já tenha sido objeto de ordem de indisponibilização pela Justiça Eleitoral, independentemente de nova ordem judicial específica”, afirmou.

O ministro ressaltou ainda que a decisão não impede manifestações de fé, a defesa de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil, críticas a uma eventual mudança dessa condição ou debates envolvendo religião e política.

Presidente do TSE, Kassio Nunes Marques acompanhou Mendonça. Para ele, a medida protege a liberdade religiosa em sua dimensão coletiva e democrática.

“A meu sentir, a tutela deferida protege a liberdade religiosa em sua dimensão coletiva e democrática, pois impede que a fé de milhões de brasileiros seja instrumentalizada, às vésperas do pleito, por meio de uma afirmação factual inexistente, destinada a despertar, artificialmente, estados emocionais no eleitorado”, afirmou.

Nunes Marques também considerou que a publicação de Tabet não precisava mencionar nominalmente Flávio Bolsonaro para atribuir o fato ao candidato.

Segundo o ministro, a premissa factual identificada no caso era a de que o candidato ou sua família teriam proposto, apoiado ou pretendido retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil, sem que houvesse suporte fático mínimo para essa afirmação.

“A publicação impugnada não precisava nomear o candidato para lhe imputar o fato, pois, veiculada no auge da circulação da narrativa falsa, acompanhada da imagem da Padroeira, sua mensagem somente se completava e somente produzia o efeito pretendido, em razão do contexto informacional em que inserida”, afirmou.

O ministro Dias Toffoli também votou pela manutenção da medida. Para Toffoli, a liberdade de expressão não impede a atuação da Justiça Eleitoral quando uma manifestação deixa o campo da opinião ou da crítica política e passa a apresentar fatos objetivamente verificáveis sem suporte mínimo na realidade.

“A medida somente alcança publicações que reproduzam, de forma inequívoca, o núcleo factual especificamente delimitado pelo relator, qual seja, a ideia falsa de que o candidato propôs, apoiou, articulou ou pretende promover a retirada de Nossa Senhora Aparecida da condição de Padroeira do Brasil”, afirmou.

Divergências sobre o alcance da remoção

Os ministros Ricardo Villas Bôas Cueva e Floriano Peixoto Marques Neto divergiram de Mendonça quanto ao alcance da decisão.

Cueva propôs restringir as medidas para preservar críticas, opiniões e manifestações relacionadas a uma eventual atuação futura de Flávio Bolsonaro.

Em seu voto, o ministro considerou falsas, em análise preliminar, as afirmações apresentadas como fatos já ocorridos ou em andamento de que Flávio Bolsonaro teria proposto, apoiado ou articulado concretamente a retirada do título de Nossa Senhora Aparecida ou a extinção do feriado nacional.

Ele defendeu, porém, que previsões e avaliações sobre possíveis iniciativas futuras não sejam automaticamente abrangidas pela ordem de remoção.

Cueva também votou contra a retirada da publicação de Tabet. Para ele, o texto contém uma crítica política e não atribui ao candidato uma conduta concreta e verificável sobre o tema.

O ministro propôs o restabelecimento dos conteúdos removidos que não estejam dentro dos limites definidos em seu voto e a manutenção da retirada de cópias idênticas do card que afirma que Flávio Bolsonaro articula a mudança para agradar evangélicos.

Em relação às plataformas, Cueva defendeu que a remoção preventiva de novas publicações dependa de uma ordem confirmada pelo colegiado e de uma definição clara sobre o conteúdo considerado ilícito pela Justiça Eleitoral.

Em caso de dúvida sobre o alcance da determinação, a orientação proposta é preservar a postagem e permitir que a plataforma peça esclarecimentos ao tribunal.

Floriano Peixoto Marques Neto, por sua vez, votou para que sejam retiradas apenas as publicações consideradas “notoriamente inverídicas”, restringindo a medida aos conteúdos com aparente conteúdo falso.

Para o ministro, a vedação deve estar estritamente relacionada a afirmar ou insinuar que Flávio Bolsonaro atuou na proposta de mudança.

Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro, candidato à presidência do Brasil pelo PL – Foto oficial da candidatura registrada no TSE

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Mendonça reconsidera parte do voto

Perto das 20h30, André Mendonça acrescentou uma manifestação ao voto inicial e reconsiderou parte de sua posição.

O ministro liberou a publicação de Antonio Tabet, mas manteve a proibição de conteúdos que façam ligação entre Flávio Bolsonaro e a suposta tentativa de mudança do título de Padroeira do Brasil.

Na nova manifestação, Mendonça afirmou que a atuação da Justiça Eleitoral sobre manifestações no debate político deve seguir critérios estritos e que, diante de dúvida razoável sobre o enquadramento de uma publicação no núcleo factual considerado falso, deve prevalecer a liberdade de expressão.

“Nesse sentido, realço a convergência com a premissa central que tenho reiteradamente sustentado no sentido de que a intervenção da Justiça Eleitoral sobre manifestações veiculadas no debate político deve observar critérios estritos e que, especialmente diante de dúvida razoável acerca do enquadramento de determinada publicação no núcleo factual reconhecido como falso, deve-se privilegiar a liberdade de expressão e a manutenção do conteúdo”, afirmou.

Sobre a publicação de Tabet, Mendonça considerou recomendável aplicar com especial rigor a preservação da liberdade de expressão em situações fronteiriças.

“Não se trata, portanto, de afirmar que a compreensão adotada na decisão inicial fosse desprovida de fundamento. Tampouco se altera o reconhecimento de que são objetivamente falsas as afirmações, apresentadas como fatos já ocorridos ou em curso, segundo as quais Flávio Bolsonaro teria sido autor, apresentado, proposto, apoiado ou articulado concretamente iniciativa destinada à retirada de Nossa Senhora Aparecida da condição de Padroeira do Brasil”, acrescentou.

Disputa entre TSE e STF

A decisão do TSE ocorre em meio a uma sequência de decisões envolvendo o tribunal eleitoral e o Supremo Tribunal Federal (STF).

No domingo (27), Flávio Dino havia determinado o restabelecimento da publicação de Tabet e de outros conteúdos removidos pelo mesmo fundamento. Segundo Dino, a postagem do humorista não citava nominalmente Flávio Bolsonaro e a medida era necessária para proteger a liberdade de expressão.

Na segunda-feira (28), Luiz Fux suspendeu a decisão de Dino após um pedido da defesa de Flávio Bolsonaro. Com isso, restabeleceu temporariamente a determinação de Mendonça para a retirada dos conteúdos, incluindo a publicação de Tabet.

Fux defendeu que o tema fosse analisado pelo colegiado do STF, diante dos impactos sobre a Justiça Eleitoral e sobre a disputa presidencial em curso.

Após Flávio Bolsonaro recorrer da decisão de Mendonça, Dino havia enviado sua decisão para análise do plenário do STF.

O presidente do Supremo, Edson Fachin, chegou a sinalizar que poderia pautar o assunto nesta quarta-feira (30), mas isso não havia sido confirmado.

Segundo informações do blog da jornalista Camila Bomfim, no g1, Fachin aguardava o julgamento do TSE para decidir se seria necessária uma atuação do Supremo.

Uma decisão colegiada da Justiça Eleitoral se sobrepõe às liminares concedidas individualmente no STF.

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OpenAI acusa chinesa Moonshot de distilar suas IAs

A OpenAI afirma ter identificado e interrompido uma campanha coordenada de distilação de modelos de inteligência artificial (IA) que teria como objetivo extrair capacidades de raciocínio protegidas de seus sistemas. Segundo a empresa, uma parte central da atividade foi atribuída a indivíduos associados à chinesa Moonshot AI, desenvolvedora do chatbot Kimi.

A atividade teria começado no início de julho e atingido pico entre os dias 24 e 25 daquele mês, quando a OpenAI identificou 16 mil solicitações feitas por mais de quatro mil usuários, seguindo padrão de extração semelhante. A investigação posteriormente encontrou atividades relacionadas em conjunto de mais de 15 mil usuários. A empresa afirma que interrompeu completamente a campanha em 28 de julho.

Como funcionava a tentativa de extração

  • Segundo a OpenAI, os operadores não invadiram seus bancos de dados nem quebraram diretamente a criptografia utilizada para proteger o raciocínio dos modelos;
  • O método identificado explorava a forma como os modelos processavam informações entre diferentes conversas. Usuários copiavam dados de raciocínio criptografados de uma conversa e, em uma segunda interação, solicitavam ao modelo que descriptografasse e transcrevesse o conteúdo oculto em texto visível;
  • “Os operadores não quebraram nossa criptografia, comprometeram um banco de dados nem obtiveram acesso direto às conversas armazenadas dos usuários. Em vez disso, manipularam as interações com o modelo para que o raciocínio protegido pudesse ser reproduzido em formas visíveis ao solicitante, de maneira coordenada e em escala, violando nossos termos de serviço”, afirmou a OpenAI;
  • A empresa classificou a técnica como nova forma de ataque de distilação. De acordo com a companhia, não está claro se toda a atividade partiu de um único operador utilizando milhares de contas ou se envolveu diferentes grupos;
  • A OpenAI, contudo, afirma que um núcleo da atividade pode ser associado a pessoas ligadas à Moonshot AI. A empresa não apresentou publicamente evidências técnicas detalhadas que sustentem essa atribuição.

O que é distilação de IA?

A distilação de modelos é uma técnica legítima de treinamento na qual um sistema mais poderoso, chamado de “professor”, produz respostas que podem ser utilizadas para treinar um modelo menor, o “aluno”.

O objetivo pode ser criar sistemas mais baratos e eficientes, capazes de reproduzir determinadas capacidades do modelo maior sem exigir a mesma quantidade de processamento. A prática é utilizada normalmente no desenvolvimento de modelos de IA.

A controvérsia surge quando empresas utilizam modelos proprietários de terceiros para coletar grandes volumes de respostas sem autorização e reproduzir capacidades consideradas protegidas. Nesse contexto, empresas estadunidenses de IA passaram a chamar determinadas operações de distilação ilícita.

O raciocínio intermediário dos modelos se tornou especialmente relevante nesse processo. Em vez de utilizar apenas respostas finais, uma operação de distilação pode tentar coletar informações sobre como um sistema resolve problemas complexos, fornecendo ao modelo que está sendo treinado exemplos mais detalhados de como chegar a determinada conclusão.

Moonshot já havia sido acusada pela Anthropic

A acusação da OpenAI ocorre em meio a uma disputa mais ampla envolvendo empresas chinesas e laboratórios estadunidenses de IA.

Em fevereiro, a Anthropic afirmou ter identificado campanhas de distilação envolvendo três laboratórios chineses, incluindo a Moonshot. Na ocasião, a empresa disse ter identificado mais de 16 milhões de interações com o Claude associadas a aproximadamente 24 mil contas fraudulentas. A Moonshot teria sido responsável por mais de 3,4 milhões dessas interações, segundo a Anthropic.

Em setembro, a Anthropic voltou a acusar a Moonshot de utilizar seus modelos para treinamento. Segundo um relatório da empresa, a startup teria encaminhado silenciosamente solicitações de seus próprios clientes para o Claude, fazendo com que usuários que acreditavam estar utilizando o Kimi recebessem respostas do modelo da Anthropic.

A empresa afirma ter identificado quase 300 mil solicitações encaminhadas ao Claude durante um período de dez dias, principalmente para o modelo Opus, utilizando uma rede de 5.380 contas fraudulentas. A Anthropic também afirmou ter identificado mecanismos destinados a extrair registros de raciocínio das respostas obtidas.

Ainda segundo a Anthropic, a Moonshot teria observado mais de 23 milhões de interações relacionadas a campanhas de distilação entre maio e julho de 2026. Esses números se referem às investigações da própria Anthropic e não à campanha descrita agora pela OpenAI.

Celular com Moonshot AI aberto; ao fundo, monitor exibe ilustração de cérebro em silhueta de cabeça humana
Moonshot nega as acusações – Imagem: gguy/Shutterstock

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EUA já ameaçaram sanções

A discussão também chegou ao governo dos Estados Unidos. Em julho, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que o governo poderia aplicar sanções contra modelos chineses de pesos abertos caso fossem confirmadas evidências de distilação de modelos estadunidenses.

Na ocasião, Bessent disse que autoridades estadunidenses estavam encontrando marcas associadas a grandes modelos de linguagem dos EUA em diversos modelos chineses e classificou a situação como inaceitável.

A possibilidade de sanções surgiu em meio às acusações de que empresas chinesas estariam utilizando modelos estadunidenses para acelerar o desenvolvimento de seus próprios sistemas. A Reuters informou na época que autoridades dos EUA também avaliavam possíveis restrições contra empresas chinesas, enquanto Pequim rejeitou as acusações de apropriação indevida de tecnologia.

A Moonshot, por sua vez, já havia rejeitado anteriormente a alegação de que o desempenho de seu modelo Kimi K3 fosse resultado de distilação. Segundo a Reuters, a empresa afirmou que os ganhos de desempenho vieram de mudanças próprias na arquitetura do sistema.

OpenAI promete reforçar as defesas

A OpenAI afirma que o episódio não representa uma vulnerabilidade exclusiva de seus modelos. A empresa compartilhou informações sobre a campanha com parceiros do setor por meio do Frontier Model Forum, com o objetivo de melhorar as defesas contra tentativas semelhantes.

Além de bloquear as contas envolvidas, a companhia afirma ter reforçado os controles de criação de contas e infraestrutura, ampliado o monitoramento de redes e corrigido o mecanismo que permitia transportar dados de raciocínio criptografados de uma conversa para outra e tentar convertê-los novamente em texto legível.

A empresa espera que esse tipo de operação fique mais sofisticado à medida que os modelos de fronteira avancem.

“Esperamos que as tentativas de distilação adversarial se tornem mais sofisticadas à medida que os modelos de fronteira melhorem e os agentes busquem maneiras mais baratas de reproduzir suas capacidades. A defesa contra essa atividade exige controles em várias camadas e adaptação contínua”, afirmou a OpenAI.

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30 setembro 2026

Candidatos ao governo do RJ debatem a cinco dias da eleição

A cinco dias do primeiro turno das eleições 2026, os candidatos ao governo do Rio de Janeiro se reúnem na noite desta terça-feira (29) para debate promovido pela TV Globo. Participam do encontro Eduardo Paes (PSD), Douglas Ruas (PL), Garotinho (Republicanos), William Siri (PSOL) e André Marinho (Novo).

No primeiro bloco, os candidatos concentraram as críticas em Ruas e Paes e na herança política dos dois postulantes ao governo fluminense.

Quem começou a falar foi Douglas Ruas, sobre transporte público, tema sorteado. Na ocasião, questionou Eduardo Paes sobre o VLT e as promessas da Linha-3 do metrô em uma possível eleição. Paes disse que 80% dos investimentos de sua gestão à frente da Prefeitura do Rio de Janeiro, foram destinados à “zona norte, favelas e zona oeste da cidade do RJ, porque são as áreas que mais precisam”.

“Um VLT de Botafogo é uma boa iniciativa, é importante, mas não era minha prioridade. minha prioridade foi recuperar o BRT, a população voltou a ter um transporte publico de muita qualidade”, disse Paes.

Douglas, então, acusou o adversário de prometer e depois “trocar a prioridade”. “Este aqui é retrato da velha política, vale tudo pra ganhar a eleição”, afirmou Ruas. Paes rebateu fazendo associação de Ruas com Cláudio Castro e Bacelar.

Depois, Paes perguntou a Siri sobre emprego. O candidato do PSOL aproveitou a oportunidade para se apresentar ao público e destacou que, se eleito, pretende reestatizar os trens do estado e reindustrializar a região, construindo complexos produtivos.

No próximo tema sorteado, saneamento, Siri ressaltou que tem o plano de reestatizar a Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro) e perguntou a Garotinho quais as propostas dele. O candidato do Republicanos concordou com Siri e disse: “Estou contigo nessa”. 

Garotinho também aproveitou a oportunidade para reafirmar que é candidato ao governo do Rio e que seu nome estará nas urnas após indeferimento de candidatura pelo TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro).

Na sequência, sobre o tema dívida de governo, Garotinho leu supostas dívidas envolvendo os nomes de pessoas ligadas ao governo de Cláudio Castro, em pergunta a André Marinho. “O Globo disse que Cláudio Castro roubou 8 bilhões, eu acho que foi mais, o que você acha?”, perguntou ao candidato do Novo.

“O problema do RJ não é falta de dinheiro, é excesso de ladrão”, afirmou Marinho. Depois, acusou Garotinho de ter um “longo rabo preso”. “Como você mesmo disse, do tamanho da ponte Rio-Niterói”, provocou. Garotinho se defendeu dizendo que ele foi o primeiro a negociar dívida do estado com FHC e disse que Marinho é “muito novinho”.

No última tema sorteado, Marinho perguntou a Ruas como tirar o estado do “poço” do Ideb. Na ocasião, o candidato do PL defendeu as escolas cívico-militares e qualificação profissional.

Debate

A cinco dias do primeiro turno das eleições 2026, os candidatos ao governo do Rio de Janeiro se reúnem na noite desta terça-feira (29) para debate promovido pela TV Globo. Participam do encontro Eduardo Paes (PSD), Douglas Ruas (PL), Garotinho (Republicanos), William Siri (PSOL) e André Marinho (Novo).

O candidato do Novo foi autorizado a participar do debate após resolução do ministro Nunes Marques, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que decidiu incluir o partido nos debates eleitorais nesta noite. Além de Marinho, a medida abrange os candidatos à Presidência Romeu Zema e ao governo do Distrito Federal Kiko Caputo.

O evento está previsto para começar às 22h15 (horário de Brasília). A emissora convidou para o debate os candidatos que têm partidos com representação mínima de cinco parlamentares no Congresso Nacional.

Além do Rio de Janeiro, a Rede Globo promove nesta noite debate com os principais candidatos aos governos dos outros 25 estados e do Distrito Federal.

Como vai funcionar o debate

O debate será dividido em quatro blocos e terá como base as perguntas feitas pelos candidatos, que ficarão lado a lado no estúdio e poderão circular livremente.

No Rio de Janeiro, o primeiro bloco vai contar com temas sorteados ao vivo.

O segundo e quarto blocos serão de tema livre.

O terceiro, por outro lado, será usado para que os candidatos sejam questionados sobre perguntas relacionadas a diferentes regiões do estado. Essas regiões serão definidas por sorteio, com duas rodadas.

O primeiro candidato a falar em cada um dos blocos será definido por sorteio. O nome selecionado vai poder escolher qual adversário responderá à pergunta feita por ele. A dinâmica do debate fará com que todos os participantes possam fazer perguntas e responder.

Ao final do quarto bloco, cada um poderá fazer suas considerações finais.

Além disso, todos os nomes convidados terão o mesmo tempo de participação em todos os blocos. Segundo as regras do debate, os candidatos terão uma espécie de banco de minutos, que fará com que cada um deles possa administrar livremente o próprio tempo.

Os que fizerem as perguntas terão 2 minutos para dividir entre fazer o questionamento e a réplica. Quem responder, terá 2 minutos e 40 segundos para resposta e tréplica.

Cada candidato vai fazer uma pergunta e responder uma vez em cada bloco, com exceção do terceiro bloco, dedicado às regiões.

Saiba quais cargos estão em disputa nas Eleições 2026

 



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Estudo aponta que duas aves brasileiras estão entre as mais barulhentas

Duas aves encontradas no Brasil estão entre as mais barulhentas já medidas pela ciência: a araponga-de-garganta-nua (Procnias nudicollis) e a seriema (Cariama cristata). Os cantos das duas ultrapassaram 120 decibéis (dB) de pico, volume comparável ou superior ao de equipamentos extremamente ruidosos, como motosserras e britadeiras.

A descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade de Massachusetts Amherst (EUA), entre eles o brasileiro João C.T. Menezes, durante seu trabalho de pós-graduação. O estudo foi publicado na revista científica Evolution.

O objetivo dos cientistas, porém, não era simplesmente descobrir qual ave faz mais barulho. A pesquisa buscou entender quais características físicas podem determinar a intensidade dos cantos e investigar se o volume está relacionado ao ambiente em que as espécies vivem ou à sua organização social.

Para isso, os pesquisadores mediram a amplitude dos cantos de 123 espécies de aves em áreas próximas a Amherst, em Massachusetts (EUA), e em diferentes regiões do Brasil. Das espécies analisadas, 113 nunca haviam tido o volume de seus cantos catalogado.

Menezes explica que ainda há poucos dados sobre a amplitude vocal das aves. Os resultados indicam que algumas espécies brasileiras estão próximas do limite de produção de som observado nesses animais. “Podemos dizer com segurança que as arapongas da Amazônia e da Mata Atlântica e a seriema emitem os cantos mais altos já medidos”, disse ao g1.

Aves ultrapassam 120 decibéis

  • A pesquisa identificou uma diferença de 58 decibéis entre os cantos analisados;
  • Na parte mais baixa da escala estava o beija-flor, com cerca de 64 dB, aproximadamente o volume de uma conversa normal. No extremo oposto estavam a araponga-de-garganta-nua e a seriema, ambas com registros superiores a 120 dB de pico;
  • No caso da araponga-de-garganta-nua, uma das medições chegou a 122,4 dB quando o som foi padronizado a uma distância de 1 metro. O estudo também registrou um pico individual próximo de 131 dB para um exemplar da espécie, dependendo do critério utilizado para calcular a amplitude;
  • Isso coloca as duas espécies em uma faixa sonora comparável à de motosserras e britadeiras.

As descobertas também ajudam a contextualizar um recorde anterior. Em 2019, pesquisadores da mesma universidade identificaram a araponga-branca, encontrada na Amazônia, como responsável pelo canto de ave mais alto já documentado, com registros de até 125,4 dB. O feito foi posteriormente reconhecido pelo Guinness World Records.

Assim, a nova pesquisa não necessariamente estabelece uma única campeã. Dependendo da forma como os pesquisadores calculam o volume, diferentes espécies podem ocupar o topo da classificação. Para os cientistas, no entanto, essa disputa é menos importante do que entender por que algumas aves evoluíram para produzir sons tão intensos.

O que faz uma ave ser tão barulhenta?

Os pesquisadores encontraram duas características físicas que ajudam a explicar as diferenças de volume: tamanho corporal e largura da abertura do bico.

Em geral, aves maiores tendem a produzir sons mais altos. Elas também apresentam músculos mais robustos, que podem permitir uma maior compressão do ar e, consequentemente, uma emissão sonora mais intensa.

As aves com cantos mais fortes também possuem aberturas de bico particularmente largas. A comparação feita pelos pesquisadores é com instrumentos musicais: estruturas mais largas, como as campânulas de instrumentos de sopro, podem ajudar a amplificar o som.

A seriema é a maior espécie entre as aves analisadas, enquanto as arapongas apresentam aberturas de bico especialmente largas para o tamanho do corpo.

Apesar dessas descobertas, os pesquisadores ainda não conseguiram explicar completamente por que algumas espécies produzem sons tão extremos.

Por que cantar tão alto?

Antes da pesquisa, os cientistas levantaram algumas hipóteses sobre possíveis funções ecológicas e evolutivas dos cantos muito intensos.

Uma delas era que aves mais barulhentas poderiam ser voadoras mais fracas, usando o som para compensar uma mobilidade limitada. Outra possibilidade era que espécies que vivem em florestas densas precisassem de cantos mais intensos para facilitar a comunicação quando os indivíduos não conseguem se enxergar.

Os pesquisadores também imaginaram que aves mais barulhentas poderiam apresentar maior frequência de poligamia, já que chamados capazes de viajar por distâncias maiores poderiam ajudar a alcançar potenciais parceiros.

Araponga-de-garganta-nua
Aaraponga-de-garganta-nua também está na lista – Imagem: Diego Grandi/Shutterstock

Os dados, porém, não sustentaram essas hipóteses de forma ampla.

“Entre os fatores ecológicos que estudamos, nenhum explicou com clareza por que algumas espécies evoluíram cantos mais altos do que outras. Isso não quer dizer que habitat, capacidade de voo ou sistema de acasalamento nunca sejam importantes, mas sim que não parecem ser regras gerais para as aves como um todo”, pontua Menezes.

Para os pesquisadores, tamanho corporal e abertura do bico ajudam a explicar como determinadas aves conseguem produzir sons tão fortes, mas ainda não explicam completamente por que elas desenvolveram essa capacidade.

“Deve haver algo particularmente eficiente na maneira como elas produzem ou irradiam o som que tamanho corporal e largura do bico sozinhos não explicam. Descobrir esse ‘algo a mais’ é justamente uma das perguntas que surgem do estudo”, prossegue.

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Medir o canto de uma ave não é simples

Determinar o volume de um canto na natureza é uma tarefa complicada porque a amplitude do som depende diretamente da distância entre a ave e o equipamento de medição.

Um canto que parece ensurdecedor quando ouvido de perto pode quase não ser registrado a algumas centenas de metros. Por isso, uma possibilidade seria capturar o animal e levá-lo a um laboratório para realizar experimentos controlados.

O problema é que esse método se torna pouco prático quando a pesquisa envolve muitas espécies e diferentes regiões do mundo.

Para fazer as medições em campo, os cientistas utilizaram telêmetros a laser, capazes de determinar a distância até a ave, e medidores de som portáteis de alta resolução. A combinação dos equipamentos permitiu relacionar a intensidade registrada com a distância do animal e obter medidas comparáveis entre as espécies.

Com essa abordagem, os pesquisadores conseguiram ampliar consideravelmente a quantidade de espécies para as quais existem dados confiáveis sobre a amplitude dos cantos.

O mistério continua

O estudo respondeu parte da pergunta, mas deixou outras em aberto.

Os cientistas sabem agora que aves maiores e com aberturas de bico mais largas tendem a produzir sons mais intensos. Ainda assim, essas características não explicam completamente como algumas espécies relativamente pequenas conseguem chegar a volumes comparáveis aos de animais muito maiores.

Para Menezes, duas questões devem orientar os próximos estudos: qual é o mecanismo que permite a essas aves produzir e irradiar sons tão fortes e qual é a vantagem evolutiva dessa capacidade? “Agora queremos entender melhor o que há de especial nessas espécies que as permite produzir e irradiar sons tão intensos.”

Também permanece a dúvida sobre os custos desse comportamento. Um canto extremamente alto pode ajudar na comunicação ou na disputa por parceiros, mas também pode tornar a ave mais fácil de ser localizada por predadores.

“O interessante agora é testar diretamente quais vantagens esses cantos extremamente altos oferecem e quais custos vêm junto com eles. É bem possível que espécies diferentes tenham chegado a amplitudes extremas por caminhos evolutivos completamente diferentes”, encerra o pesquisador brasileiro.

Para os pesquisadores, portanto, descobrir quais aves fazem mais barulho é apenas o começo. A questão central agora é entender por que a evolução levou espécies diferentes a desenvolver uma capacidade vocal tão extrema.

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29 setembro 2026

Amigas de longa data, Paula Fernandes reencontra Shania Twain: “Referência”

A sertaneja Paula Fernandes, 42, reencontrou a amiga de longa data Shania Twain, 61, a convite da veterana do country. A dupla esteve no interior de São Paulo nesta segunda (28) para relembrar os velhos tempos.

“Tivemos tempo para conversar sobre a vida, compartilhar um pouco dos nossos trabalhos mais recentes, relembrar histórias, falar bastante sobre uma paixão que temos em comum, que são os cavalos, e dar muita risada”, comentou a voz de “Pássaro de Fogo” em nota. “Não é todo dia que a gente tem o privilégio de estar tão perto de uma artista que é referência mundial e me inspira há anos. Tenho uma admiração enorme.”

Paula também compartilhou um vídeo em que mostrava sua interpretação de “Man! I Feel Like a Woman” em seu show, cover que faz parte do repertório de sua turnê que percorre o Brasil. Na gravação, Shania comemora os passinhos criados por Paula, que fica cheia com o elogio: “Ai estou emocionada”.

A amizade das cantoras tem longa data, desde que, em 2014, Paula participou de uma versão bilíngue ao lado de Shania do hit “You’re Still The One”, que fez parte do disco “Encontros Pelo Caminho”. Desde então, elas compartilham uma amizade marcada pela paixão pelos cavalos, pela estética country e até pela data de aniversário, 28 de agosto.

Shania está no Brasil para uma série de compromissos profissionais, que contou com um show em Porto Feliz, no interior de São Paulo, no último final de semana.

Chitãozinho e Xororó sobre passado no sertanejo: “Muito criticados”

 



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Zuckerberg, Amodei e outros chefes de big techs se reúnem com Trump nesta terça-feira (29)

Os principais executivos do setor de tecnologia se reúnem nesta terça-feira (29) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, em almoço que reunirá nomes, como Mark Zuckerberg, Dario Amodei, Sundar Pichai e Jensen Huang.

O CEO da Anthropic, Dario Amodei, e o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, estão entre os executivos esperados no encontro, segundo pessoas familiarizadas com os planos ouvidas pela CNBC sob condição de anonimato, já que os detalhes ainda não são públicos.

A Alphabet confirmou, nesta segunda-feira (28), que seu CEO, Sundar Pichai, também participará do almoço. Jensen Huang, CEO da Nvidia, estará presente, segundo a MS Now. Greg Brockman, presidente da OpenAI, também participará, de acordo com a Reuters, que citou uma pessoa familiarizada com o assunto.

O encontro acontecerá durante evento promovido pela Casa Branca ao longo de todo o dia. Trump, o vice-presidente JD Vance e outros integrantes do governo estadunidense apresentarão novo site destinado a reunir informações e recursos federais. A programação também terá painéis sobre inteligência artificial (IA), energia, espaço e outros temas.

Anthropic no centro das discussões

Além de Amodei, Tom Brown, cofundador da Anthropic e diretor de computação da empresa, também estará no evento, segundo uma pessoa familiarizada com os planos. A participação de Amodei ganha destaque porque o executivo ficou de fora do jantar de Estado realizado na semana passada durante a visita do presidente chinês Xi Jinping aos Estados Unidos.

No domingo, porém, Amodei teve um jantar privado com Trump. Foi o primeiro encontro individual entre os dois, segundo uma pessoa familiarizada com a visita.

Close do rosto de Jensen Huang, que está ligeiramente sorrindo
CEO da Nvidia, Jensen Huang, também estará presente – Imagem: FotoField/Shutterstock

A reunião desta terça-feira poderá representar outra oportunidade para executivos do setor de tecnologia, especialmente Amodei, reduzirem as tensões com a Casa Branca em meio ao debate sobre segurança da IA e possíveis regulamentações para a indústria.

A discussão ganhou força depois que um ex-pesquisador da Anthropic acusou os laboratórios que desenvolvem os sistemas de IA mais avançados de estar “apostando com nossas vidas”.

Leia mais:

Divergências sobre o ritmo da IA

  • O debate também colocou diferentes líderes da indústria em lados semelhantes em relação à necessidade de desacelerar o desenvolvimento da tecnologia;
  • Executivos, como Sam Altman, da OpenAI, e Elon Musk, concordaram com pedidos por uma desaceleração em toda a indústria. Amodei, por sua vez, publicou um ensaio defendendo que as empresas deveriam “dar ritmo à fronteira” no desenvolvimento de IA avançada;
  • Trump tem adotado posição diferente. O presidente se mostrou publicamente resistente aos pedidos de desaceleração e, nas últimas semanas, classificou os temores relacionados à IA como “farsa” e “golpe”;
  • O almoço desta terça-feira reunirá, portanto, executivos de algumas das maiores empresas de tecnologia do mundo, justamente enquanto o governo estadunidense e a indústria discutem como lidar com o avanço da IA e os possíveis limites para seu desenvolvimento.

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28 setembro 2026

VMA: Madonna diz que mandou DM para conseguir música com Sabrina Carpenter

O MTV Video Music Awards 2026 mostrou que a amizade entre Sabrina Carpenter, 27, e Madonna, 68, começou de um jeito inusitado.

Ao vencerem a categoria Melhor Colaboração com o single “Bring Your Love”, Madonna falou que não havia preparado um grande discurso, então revelaria como conseguiu a parceria. “Todo mundo que me conhece sabe o quanto sou impaciente. Quando passaram cinco dias e eu não havia conseguido falar com a Sabrina, eu não sabia se ela queria fazer uma música comigo. Cinco dias, e aí eu mandei uma DM“, revelou a veterana.

“É uma história real, então ela me respondeu… Passamos algumas semanas no estúdio e foi fabuloso. Se você acha que é uma música de amor, não é. É uma música sobre alguém que acha que te conhece melhor que você mesma”, finalizou Madonna. “E eu te amo, Sabrina.”

Sabrina respondeu à brincadeira com humor e ainda deixou um convite aberto: “Minha equipe responde. Eles falam com as pessoas, mas eu sou mais rápida. Então, me mandem mensagens. Te amo, Madonna.”

Mais cedo na noite, Madonna fez sua primeira apresentação em 23 anos no Video Music Awards, em que convidou a voz de “Espresso”  e Charlie XCX para cantarem “Bring Your Love” e “Danceteria”. No palco também subiram Seth Rogen, Julia Garner e Sombr.

O MTV Video Music Awards 2026 acontece no Peacock Theatre, em Los Angeles, EUA, pela primeira vez na Costa Oeste deste 2017. Confira aqui a lista completa de vencedores.

Chappell Roan sobre seu primeiro VMA: “Novo degrau na minha carreira”



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27 setembro 2026

Mr. Olympia: Ryan Terry mantém favoritismo e é tetra na Men’s Physique

O britânico Ryan Terry manteve seu favoritismo na Men’s Physique e venceu seu quarto título consecutivo na categoria no Mr. Olympia.

Já os atletas Ali Bilal e Kyron Holden fecharam o top 3.

Erin Banks e Brandon Hendrickson ficaram na quarta e quinta colocação, respectivamente.

Com o quarto título, Ryan iguala o ex-fisiculturista americano Jeremy Buendia como os dois maiores vencedores da categoria no Mr. Olympia. 

Buendia venceu entre 2014 e 2017.

Imagem mostra primeiro confronto da Men’s Physique nas prévias do Mr. Olympia 2026 • Divulgação/Mr. Olympia

Leia Mais:

Mais cedo, durante as prévias, Terry liderou o pré-julgamento, dividindo o centro do palco com o afegão Ali Bilal, projetando o campeão e o vice da categoria.

Os brasileiros Edvan Palmeira e Vitor Chaves também estiveram no primeiro “callout” no pré-julgamento, além de Erin Banks, Brandon Hendrickson, Kyron Holden e Isai Kesek.

Na categoria, além de Edvan e Chaves, o Brasil também conta com Diogo Basaglia, o “Basa”, Dilson Espíndola, Rafael ‘Fael’ Oliveira, Guilherme Gualberto, Kaique “KK” Santos, Vinícius Mateus e Mauro Fialho.



source https://www.cnnbrasil.com.br/esportes/fisiculturismo/mr-olympia-ryan-terry-mantem-favoritismo-e-e-tetra-na-mens-physique/

Mr. Olympia: Jasmine Gonzalez supera campeã e leva categoria Bikini

A fisiculturista americana Jasmine Gonzalez superou a atual campeã Maureen Blanquisco e ganhou a categoria Bikini no Mr. Olympia neste sábado (26).

 

Em atualização*



source https://www.cnnbrasil.com.br/esportes/fisiculturismo/mr-olympia-jasmine-gonzalez-supera-campea-e-leva-categoria-bikini/

Campanha de Flávio aponta que ‘Dilma Bolada’ começou boato sobre padroeira

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) aponta o influenciador Jeferson de Oliveira Monteiro, criador do perfil “Dilma Bolada”, como autor da primeira publicação que associou o candidato do PL à Presidência à informação falsa de que ele pretenderia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.

O perfil “Dilma Bolada” se tornou famoso no primeiro mandato da então presidente Dilma Rousseff (PT) pelo tom de humor favorável a ela. O perfil tentava transmitir uma imagem mais informal e descolada da então mandatária e tecia críticas a adversários.

A conta tinha mais de um milhão de seguidores — número significativo para a época.

Jeferson chegou a ser recebido por Dilma no Palácio da Alvorada em outubro de 2014, após a reeleição dela. No ano seguinte, ele também foi a uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara dos Deputados sobre crimes cibernéticos e negou que tenha recebido dinheiro do PT.

Anos depois, em 2023, Jeferson assumiu um cargo comissionado na Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e foi demitido meses depois por uma viagem indevida.

Segundo monitoramento feito pela equipe de Flávio, a postagem de Jeferson deu início a uma sequência de conteúdos que passaram a vincular o presidenciável à suposta mudança nas redes sociais.

A publicação de Jeferson citada pela campanha de Flávio foi feita às 21h50 de quarta-feira (23) e ainda estava disponível na rede social X na noite deste sábado (26).

“Católico não vota em nenhum Bolsonaro e nem em nenhum candidato que queira retirar o título de Nossa Senhora Aparecida de Padroeira e Rainha do Brasil. Tudo com Jesus. Nada sem Maria. E Bolsonaro na cadeia!”, diz a publicação.

Nos últimos dias, Jeferson continuou a publicar conteúdos críticos a Flávio Bolsonaro, inclusive com referências à Igreja Católica.

Seis minutos depois do post inicial, de acordo com o levantamento da campanha, outro usuário passou a divulgar conteúdo sobre o tema. O perfil @waglegal10 afirmou que Flávio poderia enfrentar pressão de uma ala de seus apoiadores para retirar de Nossa Senhora Aparecida o posto de padroeira do Brasil.

A partir daí, outros perfis começaram a escrever postagens na mesma linha.

“Nesse particular, vale ressaltar que o exíguo lapso temporal entre a gênese da mentira e a sua disseminação, inclusive com ilustração contendo reprodução de imagem do noticiante elaborada por inteligência artificial, demonstra não se tratar de um comportamento orgânico, mas sim de uma campanha estruturada de propagação de fake news por intermédio das redes sociais”, diz peça da equipe jurídica de Flávio Bolsonaro ao procurador-geral eleitoral, em que apresenta notícia-crime contra os donos dos perfis supostamente envolvidos.

De acordo com a campanha de Flávio, a narrativa ganhou força no dia seguinte. Perfis disseminaram conteúdo para dizer que Flávio estaria com essa pretensão, se eleito presidente.

Um dos posts identificados pela equipe de Flávio como de maior alcance foi publicado pelo usuário @vitor_dlucca. A publicação alcançou mais de 2 milhões de visualizações em menos de 24 horas, afirma a campanha.

Quatorze minutos depois, o usuário @CarlosPortoRJ publicou conteúdo sobre o caso.

“Eu custei a acreditar que Flávio Bolsonaro vai tirar Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil. Mas acabou de sair na GloboNews essa notícia. Isso é algo tão grave e sem precedentes. É o maior ataque aos católicos do Brasil.”

O post teve mais de 2,4 milhões de visualizações em menos de um dia, cita a campanha de Flávio.

A desinformação também passou a mencionar um projeto de lei relacionado ao título de Nossa Senhora Aparecida. O texto, no entanto, foi apresentado em 2007 pelo então deputado federal Victório Galli e arquivado em 2008, sem envolvimento com Flávio. Nestas eleições, Galli disputa uma vaga na Câmara dos Deputados pelo PP de Mato Grosso.

Uma das mudanças propostas pelo projeto era substituir a expressão “padroeira do Brasil” por “padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”.

Para a campanha de Flávio, portanto, houve uma ação coordenada entre perfis de cunho governista para atacar o candidato do PL à Presidência, que teria até começado alguns dias antes do estouro da fake news em questão. No entanto, esses perfis teriam aproveitado a fala da jornalista para potencializar a mentira de forma proposital.

Desde então, Flávio reforça em público negar qualquer intenção de alterar a condição de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil e busca fazer duras críticas aos responsáveis pela disseminação da mentira.

A equipe jurídica de Flávio também entrou com ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para derrubar os posts com o conteúdo inverídico e evitar que novos fossem publicados. Uma decisão favorável ao pedido foi dada pelo ministro da Corte André Mendonça.

A campanha avalia que agora conseguiu conter o desgaste inicial, apesar do tema ainda ter força em postagens da esquerda, e vê um alcance limite para a candidatura de Flávio.

A CNN Brasil tenta contato com o influenciador Jeferson de Oliveira Monteiro.

Flávio pede prisão de servidor do Planalto

A campanha de Flávio ainda pediu na sexta (25) a prisão preventiva e a expedição de um mandado de busca e apreensão contra um servidor do Palácio do Planalto: George Marques, coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

Segundo a campanha, Marques teria compartilhado nas redes sociais uma publicação que orientava os usuários a ignorar a retratação da imprensa sobre a informação falsa. A postagem dizia: “parem de divulgar a retratação. Deixem o assunto rolar. […] Continuem compartilhando que nossa senhora foi atacada, precisa chegar no interior do Nordeste, no interior do Norte”.

A campanha de Flávio afirma que o servidor tinha conhecimento de que a informação era falsa e de que havia sido desmentida publicamente.

“Não se trata de opinião. Trata-se de um plano”, afirma a notícia-crime.

Para os advogados, a conduta configura os crimes de divulgação de fatos sabidamente inverídicos em período eleitoral, além de incitação ao crime e associação criminosa.

Em nota, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência afirmou que as alegações de Flávio “não procedem”. Disse ainda causar estranheza um “pedido injusto e arbitrário” de prisão de um cidadão brasileiro.

A Secom afirma que, ao atribuir ao Governo Federal a responsabilidade por uma republicação realizada por George, Flávio estaria distorcendo os fatos e ignorando que a manifestação ocorreu em caráter estritamente pessoal, por meio de perfil particular, fora do horário de expediente e com a utilização de equipamento próprio.

“O Governo Federal reitera seu compromisso com a liberdade de expressão e de religião de todos os brasileiros e manifesta repúdio e profunda preocupação com o patrulhamento e a censura impostos à população nesse episódio, a pedido do candidato Flávio Bolsonaro”, diz.



source https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/campanha-de-flavio-aponta-que-dilma-bolada-comecou-boato-sobre-padroeira/

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