Canal Sabedoria Infinita

26 maio 2026

Poder de Leão XIV é limitado, mas não pequeno, diz professor sobre IA

A primeira encíclica do papa Leão XIV, que aborda temas como desemprego e o uso ético da inteligência artificial, foi comentada por Alexandre Gonçalves, professor da Universidade de Illinois Urbana-Champaign, em entrevista ao WW.

Segundo ele, o documento representa uma postura direta do papa em relação ao poder econômico concentrado nas mãos de poucas empresas de tecnologia.

Gonçalves destacou que, ao tratar da criação de modelos de inteligência artificial, Leão XIV aponta para uma tendência preocupante.

“Há uma tendência a que o poder econômico, que meia dúzia de empresas, que o oligopólio das empresas que estão criando os modelos, eles vão tomar todas as decisões”, afirmou o professor, sugerindo que o texto pode ser interpretado como uma crítica implícita a figuras como Elon Musk e Sam Altman.

Poder das ideias como instrumento de influência

Para Gonçalves, o papa tem plena consciência dos limites de sua autoridade, mas isso não significa que sua voz seja irrelevante.

“O poder da Igreja, nesse caso, é o poder das ideias. Só que esse poder não é pequeno”, afirmou.

O professor traçou um paralelo com Leão XIII, cujas ideias, segundo ele, contribuíram para alimentar a democracia cristã e a democracia social na Europa, ao se misturarem com outras correntes ideológicas e filosóficas ao longo do tempo.

Nesse sentido, Gonçalves acredita que a escolha do nome “Leão XIV” carrega uma intenção simbólica clara.

“Acredito que o papa Leão XIV escolhe o nome com essa esperança, de que ele também vai ser capaz de influenciar esse debate”, disse.

Para o professor, o papa enxerga uma hierarquia em que o poder econômico precisa ser controlado pelo poder político, e este, por sua vez, deve ser orientado por uma visão ética e moral.

“É aí que ele acha que ele pode influenciar, que ele pode ajudar”, concluiu Gonçalves.

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China: governo aproveita visita oficial para tratar de IA, data centers e TV 3.0

O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, iniciou, nesta segunda-feira (25), uma missão oficial na China voltada à atração de investimentos para áreas de infraestrutura digital, inteligência artificial (IA), conectividade, data centers e TV 3.0 no Brasil.

No primeiro dia da agenda internacional, o ministro participou de reuniões com empresas chinesas dos setores de logística, telecomunicações e tecnologia. Segundo o Ministério das Comunicações, a missão tem como objetivo ampliar parcerias internacionais e fortalecer a competitividade tecnológica brasileira.

O ministro e outras autoridades na sede da ZTE
Ministro esteve nas instalações da ZTE – Imagem: Shizuo Alves/MCom

Reuniões com empresas estratégicas na China

  • A primeira reunião ocorreu com a Starlink Express Latin, especializada em logística internacional e soluções voltadas ao comércio eletrônico na América Latina. A companhia atua em países, como Brasil, México, Chile, Colômbia e Peru, com serviços de desembaraço aduaneiro, armazenagem, transporte expresso e distribuição de última milha;
  • Durante a tarde, Filho visitou a ZTE, conhecida multinacional chinesa do setor de telecomunicações e tecnologia, responsável pela produção de equipamentos de infraestrutura 4G e 5G, além de dispositivos eletrônicos, como smartphones;
  • Durante o encontro com a empresa, foram discutidos investimentos em IA, oportunidades para instalação de data centers no Brasil e a ampliação da produção de equipamentos destinados à implementação da TV 3.0.

“A gente fez uma reunião com a diretoria e com a presidência da ZTE para discutir inteligência artificial, oportunidades para data centers e novos investimentos no Brasil. Eles também são grandes produtores dos conversores da TV 3.0 e demonstraram muito interesse em ampliar a produção no país e contribuir com essa entrega para a população brasileira”, afirmou o ministro.

De acordo com o ministério, a missão ocorre em um momento de expansão da infraestrutura digital brasileira e busca fortalecer o ambiente de investimentos em tecnologia, inovação e conectividade.

Leia mais:

Agenda do ministro

Nesta terça-feira (26), o ministro participa de uma agenda promovida pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), com o tema “Conectando a Rota da Seda Digital China-Brasil: criando o futuro da tecnologia em Nanshan”.

A programação inclui conferências e reuniões bilaterais voltadas a temas considerados estratégicos para o setor tecnológico brasileiro.

Entre os assuntos previstos estão a ampliação da capacidade de testes e encapsulamento de chips de memória no Brasil, a criação de fundos de investimento industrial em tecnologia, financiamento para startups, interoperabilidade de pagamentos digitais e expansão da produção nacional de smartphones.

A agenda internacional do ministro segue até a próxima sexta-feira (29). Entre os compromissos previstos está uma reunião em Xangai (China) com a SpaceSail para discutir o início da operação da companhia de satélites de baixa órbita no Brasil.

TV enorme na frente de uma pessoa pequena assistindo
TV 3.0 também está na agenda – Imagem: Rodrigo Mozelli (gerado com IA)/Olhar Digital

Segundo Filho, a ampliação da conectividade via satélite é considerada estratégica para o país, especialmente em regiões de difícil acesso.

“A expansão da conectividade via satélite é estratégica para o Brasil, principalmente em áreas de difícil acesso. Estamos trabalhando para ampliar as opções disponíveis no mercado e garantir mais acesso à internet de qualidade para a população. Queremos atrair investimentos, estimular a competitividade e levar mais inclusão digital aos brasileiros”, declarou.

Durante a missão na China, o ministro também terá reuniões com representantes do Novo Banco de Desenvolvimento, conhecido como Banco dos Brics. Os encontros devem tratar de investimentos em data centers, expansão da tecnologia 5G e desenvolvimento da TV 3.0 no Brasil.

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25 maio 2026

Rubio diz que EUA encontrarão “outro caminho” se acordo com Irã fracassar

Os Estados Unidos terão um bom acordo com o Irã ou lidarão com o país “de outra maneira”, disse o secretário de Estado Marco Rubio nesta segunda-feira (25), enquanto Washington minimizava as esperanças de um avanço iminente na guerra que já dura três meses.

Rubio disse a jornalistas, em Nova Délhi, que os EUA dariam à diplomacia todas as chances de sucesso antes de explorar “alternativas”, depois que o presidente americano, Donald Trump, afirmou no domingo (24) que havia instruído seus representantes a não se precipitarem em nenhum acordo com o Irã.

Havia “algo bastante sólido em cima da mesa em termos da capacidade deles de abrir o estreito, conseguir que o estreito fosse aberto, entrar em uma negociação muito real, significativa e com prazo determinado sobre a questão nuclear, e esperamos que possamos concretizar isso”, disse Rubio.

Um dia antes, Trump escreveu na rede Truth Social que o bloqueio dos EUA aos navios iranianos no Estreito de Ormuz “permaneceria em pleno vigor até que um acordo seja alcançado, certificado e assinado”.

Ele acrescentou: “Ambos os lados devem ter calma e fazer tudo certo.”

Não houve resposta imediata do governo iraniano. Mas a agência de notícias Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária do Irã, afirmou que os EUA ainda estavam obstruindo partes de um possível acordo, incluindo a exigência de Teerã pela liberação de fundos congelados.

Os preços do petróleo caíram 6% nesta segunda-feira, atingindo mínimas de duas semanas, à medida que crescia o otimismo de que os Estados Unidos e o Irã estivessem se aproximando de um acordo de paz.

No sábado (23), Trump aumentou as expectativas de um acordo iminente ao afirmar que Washington e Teerã haviam “negociado em grande parte” um memorando de entendimento sobre um acordo de paz que reabriria o Estreito de Ormuz.

Antes do conflito, essa importante hidrovia transportava um quinto das remessas globais de petróleo e gás natural liquefeito.

Os dois lados permanecem em desacordo em diversas questões difíceis, como as ambições nucleares do Irã, a guerra de Israel no Líbano contra a milícia Hezbollah, apoiada pelo Irã, e as exigências de Teerã para o levantamento das sanções e a liberação de dezenas de bilhões de dólares em receitas petrolíferas iranianas congeladas em bancos estrangeiros.

Pontos Críticos

Um alto funcionário do governo Trump descreveu o que ele afirmou serem os contornos mais recentes das questões em negociação. Falando sob condição de anonimato, o funcionário disse que o Irã concordou “em princípio” em abrir o Estreito de Ormuz, em troca do levantamento do bloqueio naval pelos Estados Unidos, e em se desfazer do urânio altamente enriquecido de Teerã.

Os EUA entenderam que o Líder Supremo do Irã, o Aiatolá Mojtaba Khamenei, havia endossado o esboço geral do acordo, acrescentou ele. Não houve confirmação imediata por parte do Irã nem esclarecimentos sobre o que significava um acordo “em princípio”.

O funcionário americano disse que Washington previa, em primeiro lugar, a reabertura do estreito e o levantamento do bloqueio naval americano. A negociação dos detalhes das medidas nucleares levaria mais tempo.

O funcionário rebateu as sugestões de que o Irã não teria aceitado se desfazer de seu estoque de urânio enriquecido. “A questão é como”, disse o funcionário.

Um segundo alto funcionário do governo disse no domingo que a estrutura proposta daria aos negociadores 60 dias para chegar a um acordo final.

Fontes iranianas disseram à Reuters que, em etapas futuras, “fórmulas viáveis” poderiam ser encontradas para resolver a disputa sobre seu estoque de urânio altamente enriquecido, incluindo a diluição do material sob a supervisão da agência nuclear da ONU.

O Irã há muito nega as acusações dos EUA e de Israel de que está buscando desenvolver armas nucleares e afirma ter o direito de enriquecer urânio para fins civis, embora a pureza alcançada exceda em muito a necessária para a geração de energia.

Trump, cuja popularidade foi afetada pelo impacto da guerra nos preços da energia nos EUA, e que enfrentou esforços do Congresso para restringir seus poderes de guerra, tem repetidamente enfatizado a possibilidade de um acordo para encerrar o conflito iniciado pelos EUA e Israel em 28 de fevereiro.

Um cessar-fogo frágil tem sido mantido desde o início de abril. O presidente rebateu as críticas sobre sua condução das negociações e sua disposição para chegar a um acordo com o Irã.

“Se eu fizer um acordo com o Irã, será um acordo bom e adequado… Portanto, não deem ouvidos aos perdedores, que criticam algo que desconhecem completamente”, publicou Trump no domingo.

Qualquer acordo que reforce o atual cessar-fogo, por mais frágil que seja, trará alívio aos mercados, mas não resolverá imediatamente a crise energética global, que elevou os custos de combustíveis, fertilizantes e alimentos.

Os bombardeios conjuntos entre Estados Unidos e Israel mataram milhares de pessoas no Irã antes de serem suspensos no início de abril.

Israel também matou milhares de pessoas e expulsou centenas de milhares de suas casas no Líbano, país que invadiu em perseguição ao grupo militante Hezbollah. Os ataques iranianos contra Israel e os países vizinhos do Golfo Pérsico causaram dezenas de mortes.

Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?



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Moraes é notificado judicialmente por Rumble e Trump Media, nos EUA

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes foi notificado judicialmente, por e-mail, para responder ao processo movido pela rede social Rumble e pela Trump Media & Technology Group, nos Estados Unidos.

Em publicação nas redes sociais na noite de domingo (24), o advogado Martin de Luca, que representa as plataformas, confirmou a intimação judicial.

Em publicação no X, Martin De Luca diz que o ministro do STF Alexandre de Moraes foi notificado por e-mail • Reprodução / X @emd_worldwide

“Hoje, de acordo com uma ordem do Tribunal Federal dos EUA, Rumble e Trump Media notificaram o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes por e-mail”, escreveu Martin de Luca.

Ainda no post, de Luca anexou o documento do processo, indicando que Moraes deve responder à petição inicial em até 21 dias. O documento também diz que caso Moraes não apresente defesa, as empresas poderão solicitar o registro de revelia, mecanismo que permite a continuidade do processo sem participação da defesa.

 

Print anexado na publicado de De Luca no X • Reprodução X / @emd_worldwide

Procurado, o ministro Alexandre de Moraes ainda não se manifestou.

Como mostrou a CNN, na sexta-feira (22), a Justiça Federal da Flórida autorizou a citação por e-mail de Moraes na ação movida pelas plataformas Rumble e Trump Media, dona da Truth Social.

A decisão foi assinada por uma juíza da Corte Distrital da Flórida e destrava o andamento do processo após meses de tentativa frustrada de notificação pelas vias diplomáticas previstas na Convenção da Haia.

O despacho não entra no mérito das acusações feitas contra Moraes. A decisão trata exclusivamente da autorização para a citação do ministro brasileiro por meio eletrônico e da manutenção de documentos sob sigilo no processo. A disputa entre Moraes e a Rumble ganhou dimensão internacional nos últimos meses e já provocou repercussões no Brasil, incluindo decisões envolvendo a atuação da plataforma no país.

O que motivou a ação nos Estados Unidos?

O processo foi aberto em fevereiro no Tribunal Federal da Flórida sob a acusação de que Moraes teria promovido censura ilegal contra discursos políticos de usuários alinhados à direita brasileira, como o influenciador Allan dos Santos.

Segundo as empresas, decisões do ministro obrigando a Rumble a remover contas de figuras brasileiras violariam a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que protege a liberdade de expressão.

Os autores da ação também afirmam que Moraes determinou que a plataforma mantivesse representação legal no Brasil para cumprimento de ordens judiciais.

Embora a Trump Media não tenha sido alvo direto das decisões do STF, a empresa argumenta que depende da infraestrutura tecnológica da Rumble para funcionamento da Truth Social.

Por que a Justiça americana autorizou a citação por e-mail?

Na decisão, a juíza afirma que as tentativas de cooperação jurídica internacional ficaram paralisadas após uma mudança de procedimento envolvendo o Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Segundo o documento, o STJ consultou previamente a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Advocacia-Geral da União (AGU) antes de avançar com o pedido de citação internacional.

As empresas alegaram que a PGR apresentou manifestação sigilosa defendendo que a notificação fosse barrada e que o procedimento passou a tramitar “sob sigilo”.

Para os autores da ação, a cooperação judicial teria se tornado “politizada e efetivamente indisponível”, criando um impasse sem previsão concreta de conclusão.

A juíza observou que a Convenção da Haia não proíbe expressamente a citação por e-mail e destacou precedentes da Justiça americana autorizando esse tipo de medida em casos envolvendo réus brasileiros.

A decisão também afirma que houve esforço suficiente das empresas para localizar e comunicar Moraes e que os e-mails vinculados ao STF foram considerados válidos e operacionais.



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Vídeo: Repórter se joga no chão após ouvir tiros perto da Casa Branca

Imagens divulgadas pela rede americana ABC News mostraram uma repórter se abaixando para se proteger enquanto tiros eram disparados nas proximidades da Casa Branca, em Washington. Os disparos assustaram jornalistas que cobriam a presidência americana no local.

A repórter da emissora foi se abaixou no meio de uma transmissão ao vivo no momento em que os disparos foram ouvidos.

Sua equipe recebeu ordens para deixar o local momentos após o início do tiroteio, sendo possível ouvir nas imagens gritos de “We have to evacuate, shooting” — em português, “Temos que sair, tiros”.

As imagens registraram ainda o momento de tensão vivido pelos profissionais de imprensa presentes na cena, que precisaram interromper abruptamente suas atividades e se retirar da área por razões de segurança.

Na noite de sábado (23), Agentes do Serviço Secreto mataram a tiros um indivíduo que, segundo a agência, se aproximou de um posto de segurança próximo à Casa Branca atirou contra eles, de acordo com um porta-voz da agência.

Pouco antes das 18h, horário local (19h, em Brasília), um indivíduo se aproximou de um posto de segurança nos arredores do complexo e começou a atirar contra os agentes, disse o porta-voz, citando uma investigação preliminar.

Os agentes revidaram e atingiram o suspeito, que morreu posteriormente em um hospital da região, disse o porta-voz.

“Durante o tiroteio, um pedestre também foi atingido por disparos. Ainda não está claro se o pedestre foi atingido pelos disparos iniciais do suspeito ou durante a troca de tiros subsequente”, acrescentou o porta-voz.

O suspeito foi identificado como Nasire Best, de 21 anos, disseram três fontes à CNN.

Best já havia tido encontros anteriores com o Serviço Secreto, disse uma fonte policial, incluindo uma ocorrência em junho de 2025, quando bloqueou uma das entradas da Casa Branca.

Após afirmar ser “Deus”, ele foi detido pelo Serviço Secreto e internado no Instituto Psiquiátrico de Washington para avaliação mental, disse a fonte.

Ao investigar os encontros no ano passado, os investigadores descobriram que Best havia feito várias declarações nas redes sociais, incluindo a afirmação de que ele era “o verdadeiro” Osama bin Laden, e pelo menos uma publicação indicando seu desejo de prejudicar Donald Trump, disse a fonte.

Os agentes do Serviço Secreto não ficaram feridos, e o presidente americano, Donald Trump, estava na residência e não foi afetado, disse o porta-voz. Ele foi informado sobre a ocorrência pelo Serviço Secreto, disse um funcionário da Casa Branca.

pedestre está em estado crítico, de acordo com um agente da lei.

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24 maio 2026

Cuca exalta Neymar na Seleção: “Não merecia ficar fora da Copa”

Técnico do Santos, Cuca comentou a convocação de Neymar para defender a Seleção Brasileira na Copa do Mundo e o impacto tanto do jogador no clube quanto o contrário. O treinador fez questão de exaltar o camisa 10 santista.

Neymar era a grande incógnita da convocação de Ancelotti após um longo período longe da Seleção por conta de problemas físicos. Ele se recuperou nos últimos meses e conseguiu ter uma boa sequência de jogos, convencendo o italiano.

“A gente poder ter um jogador do nível dele na Seleção, e arrisco a dizer que tivemos participação direta nisso, pois ele teve prazer de jogar, de ter uma sequência de jogos. Ficamos muito felizes. O Santos tem um jogador que foi para a Seleção, e um cara que, por tudo que fez pelo futebol, não merecia ficar fora dessa Copa. Ele pode ajudar muito ainda, dentro e fora de campo, tamanho é o dele”, declarou o treinador.

Questionado se não há um foco muito grande em Neymar no Santos, o que pode atrapalhar o time, Cuca discordou e garantiu que não há privilégios ao camisa 10.

“Neymar não tem prioridade de nada, chegar no horário para treinar, tem os mesmos afazeres de todos, faz tudo igual a todos. Não tenho o que queixar”, afirmou.

As declarações aconteceram após a derrota do Santos por 3 a 2 para o Grêmio no Rio Grande do Sul, pelo Brasileiro. Neymar não esteve em ação por uma pequena lesão. O resultado levou o time à zona de rebaixamento.

Galvão Bueno esbanja confiança após convocação de Carlo Ancelotti



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23 maio 2026

Decreto das big techs: André Marsiglia vê risco de censura em novas regras

O governo federal editou novos decretos com regras para as plataformas digitais nesta semana, com foco na proteção das mulheres e no enfrentamento de fraudes, golpes e atos criminosos nas redes sociais.

As medidas introduzem um novo modelo de responsabilidade para as big techs — e, segundo o especialista em Direito Constitucional André Marsiglia, carregam um risco considerável de censura.

Em entrevista ao CNN Prime Time, Marsiglia explicou a mudança de lógica trazida pelos decretos. “Antes, a gente tinha no Marco Civil da Internet uma lógica individualizada de retirada de conteúdos”, afirmou. “Agora, a gente passa a ter uma retirada mais genérica”, em que as plataformas ficam proativamente responsáveis por remover determinados conteúdos — o chamado dever de cuidado — independentemente de ordem judicial. “Nesse território, alguns desses conceitos, sendo vagos, podem gerar algum tipo de censura”, disse Marsiglia.

Um dos pontos mais sensíveis levantados por Marsiglia diz respeito ao período eleitoral. Ele alertou que a fiscalização do ambiente digital ficará a cargo de um órgão vinculado ao Ministério da Justiça e, portanto, subordinado ao governo federal.

“Quem fiscalizará o ambiente digital durante as eleições será um órgão atrelado ao próprio governo, ao próprio executivo, que será um dos candidatos à reeleição”, afirmou. Para ele, isso pode gerar “algum tipo de desbalanceamento na disputa eleitoral, que não é desejável”.

O especialista alertou que alguns dos conceitos utilizados nos decretos são imprecisos, o que pode gerar equívocos. “No receio de serem punidas em decorrência de não cumprir esse dever de cuidado, elas podem retirar aquilo que é lícito, aquilo que não é necessariamente errado, mas que é polêmico”, disse Marsiglia.

Ele citou como exemplos termos como “conteúdos antidemocráticos” e “incitação à discriminação”, categorias que já geraram controvérsia em casos anteriores. Para ilustrar a dificuldade de interpretação, mencionou o caso do humorista Leo Lins, que recebeu pena de oito anos por uma piada considerada discriminatória. “Como é que as plataformas vão, com seus algoritmos, seus robôs, lidar com isso de uma forma melhor que os juízes?”, questionou.

Marsiglia também destacou o risco de autocensura por parte dos próprios usuários das redes. Segundo ele, “a liberdade de expressão serve exatamente para proteger aquilo que é polêmico”.

O especialista ressaltou que conteúdos claramente ilícitos, como os relacionados à pedofilia e pornografia, já eram removidos pelas plataformas de forma espontânea. O problema, portanto, estaria justamente na chamada “zona cinza” — os conteúdos polêmicos, mas não necessariamente ilegais, que agora passam a ser alvo das novas regras.

Algoritmos

Sobre o papel dos algoritmos, Marsiglia pontuou que os decretos não combatem diretamente a lógica algorítmica das plataformas, mas sim o conteúdo por elas gerado ou promovido.

Ele defendeu que uma regulação mais inteligente poderia exigir transparência sobre os critérios utilizados pelos algoritmos para promover determinados conteúdos — modelo que, segundo ele, já é adotado na Europa. “A gente não está combatendo o algoritmo ou a lógica do algoritmo, mas a consequência dele, que são os conteúdos gerados”, concluiu.

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22 maio 2026

Análise: O que Trump espera conseguir com pressão a Cuba?

As tensões entre os Estados Unidos e Cuba se intensificaram com o indiciamento criminal do ex-presidente cubano Raúl Castro e a aproximação de embarcações militares americanas à ilha.

Para o analista de Internacional da CNN Lourival Sant’anna ao CNN Prime Time, a estratégia do presidente americano, Donald Trump, em relação a Cuba segue uma lógica semelhante à adotada anteriormente com o Irã.

Sant’anna explicou que, no caso iraniano, Trump foi convencido de que havia a possibilidade de um sucesso rápido: “Decapitar e mudar regime, fazer algo que nenhum presidente americano tinha ousado fazer em 47 anos de República Islâmica”.

Como esse objetivo não foi alcançado, o foco agora se volta para Cuba, considerada um alvo mais simples por estar a apenas cerca de 150km quilômetros da costa da Flórida, conforme destacou Marco Rubio.

Bloqueio naval e indiciamento como ferramentas de pressão

Segundo o analista, Trump teria lançado uma rede — o bloqueio naval — e, em seguida, uma isca, representada pelo indiciamento de Raúl Castro. A estratégia seria observar os efeitos dessas ações: “Como um pescador que fica esperando para ver o que ele pesca”, explica.

Entre os cenários possíveis, Lourival mencionou a hipótese de um golpe palaciano, com militares cubanos mais pragmáticos e menos ideológicos assumindo o poder e negociando com Trump.

Além de Raúl Castro, outros cinco cubanos foram indiciados, acusados de terem pilotado os caças que derrubaram aeronaves civis de pequeno porte.

Segundo o analista, essas aeronaves estavam “invadindo o espaço aéreo cubano”, jogando panfletos e tentando resgatar refugiados cubanos para os Estados Unidos.

O analista ressaltou que, embora a missão tivesse caráter de desestabilização, a decisão de abater os aviões constitui um crime, já que civis foram mortos. Uma eventual operação de forças especiais americanas poderia ter como missão capturar esses outros indiciados e, assim, criar uma desestabilização adicional.

Resposta cubana e contexto diplomático

Em resposta às pressões, Cuba teria adquirido 300 drones Shahid do Irã e incorporado doutrina russa de emprego dessas aeronaves, além de contar com inteligência militar chinesa. Todas essas informações seriam provenientes da inteligência americana.

Sant’anna destacou ainda que essas aquisições teriam ocorrido dois dias após o diretor da CIA, John Ratcliffe, visitar Havana para apresentar as condições americanas para uma eventual negociação — e que foi a partir desse encontro que veio o indiciamento de Raúl Castro.

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Radioastrônomos afirmam: contato alienígena é inevitável

Radioastrônomos ao redor do mundo permanecem otimistas sobre a probabilidade de contato com vida extraterrestre, acreditando que é apenas uma questão de tempo até que isso aconteça. Essa perspectiva é amparada por pesquisas contínuas e tecnologias cada vez mais sofisticadas que buscam sinais de inteligência além da Terra.

Esses cientistas baseiam seu otimismo no vasto número de estrelas e planetas que compõem o universo observável. A lógica por trás dessa expectativa é que, se a vida emergiu na Terra, um ambiente não necessariamente único, ela também pode ter surgido em outros lugares onde condições semelhantes se fazem presentes.

Por que a busca pela vida alienígena continua?

  • A radioastronomia, que detecta ondas de rádio provenientes do espaço, é uma das muitas ferramentas usadas na busca por sinais de vida extraterrestre;
  • As ondas são analisadas em busca de padrões ou sinalizações que possam ser associados à inteligência;
  • Projetos como o Search for Extraterrestrial Intelligence (SETI) estão na vanguarda desse tipo de investigação, utilizando instrumentos poderosos e métodos de análise avançados para sondar os céus;
  • Embora nenhum sinal conclusivo ainda tenha sido identificado, a comunidade científica vê cada dia de busca como uma aproximação a uma possível descoberta revolucionária.

Leia mais:

O radiotelescópio Australian Square Kilometre Array Pathfinder (ASKAP), localizado no Observatório de Radioastronomia Murchison da Organização de Investigação Científica e Industrial da Comunidade das Nações (CSIRO), na Austrália Ocidental – Imagem: © CSIRO

Desafios e expectativas dos radioastrônomos

Os pesquisadores enfrentam muitos desafios, como o ruído de fundo cósmico e a interferência terrestre nas transmissões. Apesar disso, eles mantêm a esperança de que um contato com uma civilização alienígena poderia trazer conhecimento inestimável, oferecendo novas percepções sobre o cosmos e nosso lugar nele.

O tempo para esse potencial encontro é incerto, com cientistas enfatizando que paciência e continuidade na pesquisa são cruciais. Enquanto aguardam essa revelação, os astrônomos permanecem atentos e dedicados, conduzindo suas tarefas diariamente.

Livro explora as possibilidades

Quem explica todas essas informações e dá uma pincelada na história da busca por vida alienígena pela radioastronomia é a radioastrônoma e astrofísica da Universidade de Nottingham Emma Chapman, no novo livro “The Echoing Universe: How Radio Astronomy Helps Us See the Invisible Cosmos”.

Nele, a especialista não coloca o contato entre humanos e extraterrestres como uma questão de “se”, mas, sim, de “quando”. E crava: quando tivermos notícias de fora do planeta, os radioastrônomos serão os primeiros a saber.

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21 maio 2026

Análise: Trump não quer ser relacionado com “sujeira” de big techs

A regulamentação brasileira das redes sociais é apontada como um dos pontos de tensão entre Brasil e Estados Unidos, mas a forma como o governo brasileiro empacotou o conjunto de medidas pode mudar a dinâmica das negociações entre os dois países. O analista de Internacional da CNN Lourival Sant’Anna comenta o assunto ao CNN Prime Time.

Segundo Lourival, a doutrina do presidente americano, Donald Trump, e dos republicanos em geral é a de que as redes sociais deveriam ser consideradas neutras, sem responsabilidade sobre os conteúdos que circulam em suas plataformas.

No entanto, a própria Justiça americana tem contrariado essa visão. “Sucessivas decisões, inclusive de tribunais de júri popular, têm aceitado a tese de vítimas das redes sociais de que as redes sociais usam toda uma engenharia, toda uma estratégia para viciar as pessoas”, afirmou o analista.

Proteção de mulheres e crianças muda o cenário

O analista destacou que o foco das medidas sancionadas pelo governo brasileiro — voltadas à proteção de mulheres contra abusos nas redes sociais, ao uso indevido de imagens, à coação e ao combate à pedofilia — confere ao tema uma ressonância diferente na Casa Branca.

Sant’Anna lembrou que, em 9 de abril, Melania Trump fez um pronunciamento de defesa das vítimas da rede de pedofilia e prostituição de Jeffrey Epstein, num movimento interpretado como uma tentativa de distanciamento de boatos que ligavam o casal ao caso Epstein. “A minha análise é de que Trump não gostaria de se ver envolvido em medidas que prejudicassem essa iniciativa do Brasil, porque isso seria associado pelos seus opositores a uma complacência com a prostituição e a pedofilia”, avaliou Sant’Anna.

Reunião entre representantes comerciais reforça clima positivo

No campo das relações comerciais, Sant’Anna também destacou o resultado positivo de uma reunião entre Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos, e ministro Márcio Elias Rosa, do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio). Segundo o analista, o próprio Greer classificou o encontro como muito bom, dando continuidade ao grupo de trabalho lançado por Trump e Lula. “O ambiente continua muito bom nessa frente”, concluiu Sant’Anna.

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Nvidia admite que “praticamente cedeu” mercado chinês de chips de IA à Huawei

A Nvidia declarou oficialmente que “em grande parte cedeu” o mercado chinês de chips de inteligência artificial (IA) para a Huawei, conforme afirmou o CEO, Jensen Huang, durante apresentação dos resultados trimestrais da empresa. A declaração marca um reconhecimento explícito do impacto das restrições de exportação estadunidenses no reposicionamento global da fabricante de semicondutores.

Os comentários de Huang coincidiram com a divulgação de mais um trimestre de resultados excepcionais da Nvidia, com receita saltando 85% para US$ 81,6 bilhões (R$ 409,1 bilhões), ante US$ 44 bilhões (R$ 220,8 bilhões) no mesmo período do ano anterior. A empresa também anunciou um programa de recompra de ações de US$ 80 bilhões (R$ 401 bilhões) e elevação de dividendos.

Huawei domina mercado local chinês

A demanda na China é bastante grande“, disse Huang à CNBC. “A Huawei é muito, muito forte. Eles tiveram um ano recorde, muito provavelmente terão um ano extraordinário pela frente, e seu ecossistema local de empresas de chips está indo muito bem, porque nós evacuamos esse mercado.”

Nós realmente cedemos amplamente esse mercado para eles“, acrescentou o executivo. As declarações evidenciam como as crescentes restrições de Washington às exportações de chips avançados de IA aceleraram o impulso de Pequim em direção à autossuficiência em semicondutores.

Mercado chinês representava um quinto da receita

  • O mercado chinês chegou a representar pelo menos um quinto da receita de data centers da Nvidia. Contudo, a empresa foi efetivamente excluída do mercado após o governo Trump determinar em abril que a Nvidia precisaria de licença para exportar chips para a China e outros países;
  • Na entrevista à CNBC, Huang adotou tom cauteloso sobre perspectivas de reabertura do mercado chinês no curto prazo, informando que disse aos investidores para “não esperarem nada” em relação a aprovações para vender chips avançados no país;
  • Eu não tenho nenhuma expectativa, que é a razão pela qual colocamos toda nossa orientação, todos nossos números, todas as expectativas que estabeleci com todos nossos analistas e investidores para não investir nada, não esperar nada”, disse Huang.

Pessoa segurando, na altura da cabeça, um smartphone na horizontal, no qual é visto o logo da Nvidia
Big tech ainda tem desejo de voltar a atuar mais firmemente na China – Imagem: Mamun_Sheikh/Shutterstock

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Nvidia mantém interesse no retorno

Apesar das restrições, Huang sugeriu que a Nvidia permanece ansiosa para retornar caso as condições melhorem. “Ficaríamos mais que felizes em atender o mercado“, afirmou. “Temos muitos clientes lá, muitos parceiros lá, e estivemos lá por 30 anos.

Huang foi adição de última hora à cúpula da China do presidente dos EUA, Donald Trump, na semana passada, embora a visita tenha esclarecido pouco sobre se os chips H200 da Nvidia serão permitidos no país. A Reuters reportou que algumas empresas chinesas receberam aprovação do Departamento de Comércio estadunidense para comprar chips H200, incluindo Alibaba, Tencent, ByteDance e JD.com.

Ainda assim, um representante comercial estadunidense disse que controles de exportação de chips não fizeram parte das discussões durante as conversas com a China na semana passada, indicando que qualquer flexibilização significativa das restrições às vendas de H200 pode permanecer distante.

Expansão agressiva da cadeia de suprimentos da Nvidia

A Nvidia também está expandindo agressivamente sua cadeia de suprimentos enquanto se prepara para o que Huang descreveu como uma oportunidade de crescimento massiva ligada à economia mais ampla da IA.

“A ideia de uma empresa muitas vezes maior não está fora de questão”, disse Huang, acrescentando que a Nvidia está investindo pesadamente no que chamou de “bolo de cinco camadas” da indústria de IA, abrangendo energia, chips, infraestrutura, modelos e aplicações.

Huang disse que a primeira prioridade da Nvidia para seu crescente caixa é apoiar fornecedores em meio à demanda crescente. “À medida que crescemos centenas de bilhões de dólares por vez, temos que apoiar nossa cadeia de suprimentos para que eles sejam capazes de apoiar nosso crescimento”, explicou.

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source https://olhardigital.com.br/2026/05/20/pro/nvidia-admite-que-praticamente-cedeu-mercado-chines-de-chips-de-ia-a-huawei/

20 maio 2026

Putin se reúne com Xi Jinping frente à aproximação cada vez maior com China

Poucos dias depois de Donald Trump, o presidente da Rússia, Vladmir Putin, desembarcou em Pequim para novas reuniões com o líder chinês, Xi Jinping. Essa é a 25ª visita de Putin à China ao longo dos diversos mandatos como líder russo.

Desde então, ele estreitou os laços com Pequim em aspectos comerciais, militares e diplomáticos. Em mensagem à mídia estatal do país antes da viagem, Putin disse que as relações entre os países estão em uma proximidade “sem precedentes”.

Essa aproximação tomou mais forma a partir do início da Guerra na Ucrânia, em fevereiro de 2022. Desde então, a Rússia viu em Pequim um parceiro econômico importante diante de uma série de sanções do Ocidente e um aliado militar com quem pode realizar treinamento de forças armadas.

“China e Rússia estão mais próximas hoje do que nas últimas décadas”, diz o relatório do Instituto Mercator de Estudos sobre a China.

No aspecto militar, os dois países expandiram o número – e o tamanho – de seus exercícios conjuntos. Segundo o Mercator, desde 2003, ambos realizaram 97 atividades de defesa – sendo que 32 dessas ocorreram depois da invasão ao território ucraniano. Foram 11 manobras em 2024, que caíram para 7 em 2025 – mas que contaram “com o primeiro exercício submarino” das potências.

Os russos usaram Pequim como uma forma de “driblar” as punições dos EUA e da União Europeia com o início do conflito contra os ucranianos. Uma das formas foi expandindo o uso e as reservas do Yuan – moeda chinesa – para evitar o dólar.

Outra forma foi aumentar os negócios. Tanto que o volume total de comércio entre os dois países saiu de US$ 12 bilhões em fevereiro de 2022 para US$ 22 bilhões em março deste ano – um salto de 83%, segundo dados do Mercator.

Combustíveis fósseis – especialmente petróleo e gás – puxam as exportações. Esses processos ajudaram o Kremlin a ter uma sobrevida frente às sanções ocidentais, mas, ao mesmo tempo, deixam os russos mais dependentes da China.

Xi e Putin devem manter o setor energético em pauta. Eles devem tratar sobre o gasoduto Força da Sibéria 2, que está parado há anos e avançou somente em setembro de 2025. O conflito dos Estados Unidos no Oriente Médio traz certa impaciência ao tema, já que o fechamento do Estreito de Ormuz também bloqueou muitas compras chinesas.

Cenário para Putin

O presidente russo chega em Pequim com um cenário doméstico complicado.

A Rússia enfrenta dificuldades na guerra contra a Ucrânia, com poucos ganhos territoriais recentes e um alto número de soldados mortos. Os ucranianos também conseguem manter uma capacidade de resposta, com ataques de drones que atingem, inclusive, Moscou.

Nessa situação, Zelensky – em um decreto irônico – “permitiu” a realização do desfile do Dia da Vitória, em 9 de maio, que marca a vitória da União Soviética contra a Alemanha nazista, na capital russa. Os dois países tinham assinado um cessar-fogo de 3 dias para a comemoração na Rússia.

O desfile, dessa vez, foi bem esvaziado, sem tanques ou equipamentos militares dos outros anos.

A China parece não confiar nas operações do Kremlin. Segundo o jornal britânico Financial Times, Xi Jinping disse a Donald Trump, na semana passada, que Putin poderia “se arrepender” da invasão na Ucrânia.

As reações do exército de Volodymyr Zelensky assustam Putin. Segundo apurou a CNN, o governo russo aumentou a segurança pessoal do líder como parte de novas medidas motivadas por uma onda de assassinatos de figuras militares russas e por temores de um golpe de Estado.

Visitantes do chefe do Kremlin devem passar por duas revistas, e aqueles que trabalham próximos a ele só podem usar telefones sem acesso à internet, diz um relatório de uma agência de inteligência europeia.

Com isso, Putin chega na China em desvantagem frente a uma aliança onde ele já é o lado mais fraco.



source https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/putin-se-reune-com-xi-jinping-frente-a-aproximacao-cada-vez-maior-com-china/

Lua: lasers em crateras podem criar “GPS” para missões Artemis

A corrida para estabelecer uma presença humana de longo prazo na Lua ganhou um novo e inovador aliado tecnológico.

Cientistas do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos Estados Unidos (NIST, na sigla em inglês) propuseram um método incomum, mas altamente eficaz, para criar um sistema de navegação semelhante ao GPS na superfície lunar: instalar lasers ultraestáveis dentro de algumas das crateras mais escuras e frias do satélite natural da Terra.

O sistema proposto visa facilitar drasticamente a orientação e a locomoção de astronautas do programa Artemis, além de rovers e espaçonaves, reduzindo a dependência histórica dos sistemas de rastreamento baseados na Terra.

Ambiente ideal no polo sul da Lua

  • As crateras permanentemente sombreadas, localizadas próximas ao polo sul da Lua, nunca recebem luz solar direta devido à baixa inclinação do eixo lunar;
  • O resultado é um cenário de escuridão eterna e frio extremo, com temperaturas que chegam a congelantes -223 °C — uma temperatura ainda mais baixa do que a registrada no planeta anão Plutão;
  • Embora essas crateras sejam amplamente conhecidas por abrigar reservas de água congelada, essenciais para o sustento de futuras colônias espaciais, os pesquisadores do NIST descobriram que as mesmas condições hostis oferecem o ambiente natural perfeito para a operação de lasers de alta precisão;
  • Para estabilizar a frequência de um laser e garantir que ele emita luz de forma perfeitamente constante — permitindo medir com exatidão a distância entre objetos —, é necessário o uso de um dispositivo chamado cavidade óptica de silício;
  • Trata-se de um equipamento que reflete a luz do laser entre espelhos separados por uma distância milimetricamente precisa.

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Vulcões entraram em erupção na superfície lunar em um período de tempo geologicamente recente – e ainda podem apresentar atividade
As crateras ideais são as permanentemente sombreadas, localizadas próximas ao polo sul da Lua, que nunca recebem luz solar direta devido à baixa inclinação do eixo lunar – Imagem: Herekle/Shutterstock

Na Terra, operar uma cavidade de silício desse nível exige sistemas complexos de resfriamento criogênico e isolamento contra vibrações, já que qualquer oscilação mínima de temperatura pode desestabilizar o laser devido à expansão térmica.

Na Lua, contudo, a própria natureza faz esse trabalho de graça. O vácuo natural absoluto, a ausência de calor e o ambiente de baixíssima vibração sísmica impedem a expansão térmica do silício, fornecendo a estabilidade de frequência necessária para calcular posições e rastrear movimentos com precisão inédita.

O autor principal do estudo, Jun Ye, destacou, em comunicado, o potencial da descoberta. “Assim que entendi o que as regiões permanentemente sombreadas podem oferecer, senti que este seria o ambiente mais ideal para um laser superestável.”

Transição para a independência terrestre

Atualmente, o funcionamento do GPS na Terra baseia-se em satélites que transmitem continuamente sinais de tempo gerados por relógios atômicos a bordo. Os receptores terrestres calculam a própria localização medindo o tempo que os sinais levam para viajar de vários satélites até o dispositivo.

As naves espaciais que operam ao redor da Lua hoje ainda dependem quase totalmente de antenas e infraestruturas de rastreamento na Terra. No entanto, à medida que a exploração lunar se intensifica e se concentra no relevo acidentado e nas condições de iluminação extremas e traiçoeiras do polo sul, essa abordagem deixará de ser prática ou segura para guiar astronautas e robôs em tempo real.

Como alternativa de infraestrutura, os cientistas sugerem que os lasers ultraestáveis instalados no fundo das crateras sirvam como referências de tempo mestras para satélites lunares e redes locais de comunicação.

Ao ser implantada dentro ou nas proximidades de uma dessas crateras escuras, a cavidade óptica travará a luz de um laser em uma única frequência altamente precisa. Segundo os pesquisadores, o sinal gerado funcionará diretamente como uma baliza de posicionamento (semelhante a um farol de GPS) para veículos espaciais.

Além disso, ao conectar esses lasers a relógios atômicos baseados em satélites, os cientistas pretendem estruturar o que descrevem como a “espinha dorsal do primeiro relógio atômico óptico em uma superfície extraterrestre“.

Os detalhes e as conclusões desse estudo foram publicados em 8 de maio na Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

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source https://olhardigital.com.br/2026/05/19/ciencia-e-espaco/lua-lasers-em-crateras-podem-criar-gps-para-missoes-artemis/

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