Canal Sabedoria Infinita

17 março 2026

Ultradireita garante espaço em 1° turno das eleições municipais na França

A um ano da corrida presidencial, o partido de ultradireita Reunião Nacional (RN), de Marine Le Pen e Jordan Bardella, garantiu vitórias importantes no 1° turno das eleições municipais na França. Segundo estimativas da afiliada francesa da CNN, BFM TV, o partido garantiu, junto de aliados, mais de 1 milhão de votos e foi ao 2° turno em cidades importantes, como Nice e Marselha – a segunda maior do país.

“É uma vitória imensa para o nosso movimento. Em todos os lugares, nós progredimos – com uma chance real de vitória em 22 de março”, disse a ex-presidente do partido Marine Le Pen em uma publicação no X.

O eurodeputado e possível candidato à presidência da República, Jordan Bardella, também comemorou o resultado do partido.

“Eu convido os franceses a escolherem prefeitos profundamente patriotas, que serão a voz da mudança e da recuperação do país”, afirmou.

O Reunião Nacional é uma sigla polêmica no país.

Fundada com o nome de Frente Nacional por Jean-Marie Le Pen – pai de Marine -, ela trocou de nome para tentar se posicionar um pouco mais distante do extremismo político que marcou suas décadas iniciais e atrair novos eleitores. Jean-Marie, em 1987, disse que as câmaras de gás dos campos de concentração nazistas eram um “ponto de detalhe na história da Segunda Guerra Mundial”.

Mesmo depois da alteração, o partido segue conhecido por suas propostas anti-imigração consideradas preconceituosas, contrárias à União Europeia e próximas à Rússia.

Em Marselha, o candidato do RN, Franck Allisio, terminou em 2° lugar – pouco mais de 1 ponto percentual atrás do atual prefeito, Benoît Payan. O resultado foi mais forte em Nice, com Eric Ciotti ficando na 1ª posição em uma grande margem para os concorrentes – incluindo o atual prefeito, Christian Estrosi.

Estrosi, depois da divulgação dos resultados, pediu a criação de uma “barreira” contra a ultradireita.

“A extrema direita é uma ameaça e coloca Nice em perigo. Peço a todos aqueles que se abstiveram e aos eleitores de esquerda que se identificam com os valores republicanos para que se unam”, afirmou.

O resultado expõe a força do partido no sul da França, onde conquistou a maioria dos seus números positivos. A região sofre com problemas de segurança, com um aumento no tráfico de drogas e outros crimes violentos. Se aproveitando da situação, o partido foca seus esforços em um discurso duro para a segurança – marcado por falas contra a imigração.

Além da situação nas urnas, as pesquisas mostram um cenário mais favorável à sigla de ultradireita. De acordo com dados da Ipsos-BVA, metade dos franceses deseja que o Reunião Nacional saia fortalecido dessas eleições.

O RN busca seguir com esses resultados no ano que vem, com as eleições presidenciais na França. Pesquisas colocam Bardella – que ainda não confirmou sua candidatura – na 1ª posição com uma grande vantagem frente a todos os concorrentes.

Emmanuel Macron, atual presidente, enfrenta dificuldades para formar um sucessor para o pleito – e ele não pode mais concorrer, por já estar em um 2° mandato.

Algumas cidades, no entanto, ainda mostram resistência à ultradireita.

Em Paris, Emmanuel Grégoire, do Partido Socialista, vai ao 2° turno junto de outros 4 candidatos.

Na França, os candidatos que alcançarem mais de 10% dos votos vão ao 2° turno. Com isso, em cenários muito divididos, uma nova rodada de votos pode ter mais de dois nomes.

Grégoire representa uma sucessão da atual prefeita da Cidade Luz, Anne Hidalgo – que está no cargo há mais de 10 anos. O RN conseguiu levar sua candidata, Sarah Knafo, ao 2° turno, mas ela foi a última colocada.

Em Lyon, o Reunião Nacional ficou de fora do segundo turno e viu a centro-direita avançar para uma disputa com a esquerda e a extrema esquerda.

Para alguns franceses, esses números são, de certa forma, reconfortantes.

“Eu estou agradavelmente surpreso com os resultados da esquerda em muitas cidades, isso é uma boa surpresa. Honestamente, não é tão ruim quanto eu imaginava”, disse Luna Varanguien, uma produtora de festivais à Reuters.



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Seu carro demora a ligar? Veja o que pode estar acontecendo

Saber se a bateria do carro está prestes a morrer é essencial para evitar imprevistos na estrada. Além disso, a bateria desempenha papel crítico no funcionamento do veículo, desde a partida até a alimentação de sistemas elétricos.

Portanto, identificar sinais de desgaste ou problemas pode prevenir panes e gastos desnecessários. Contudo, muitos motoristas só percebem que a bateria está fraca quando o carro não liga.

Quais sinais indicam que a bateria do carro está fraca?

Segundo um artigo publicado pelo MPDI, sinais como luzes fracas no painel, lentidão na partida do motor e odores de sulfato podem indicar que a bateria está perto do fim da vida útil. Além disso, barulhos de clique ao tentar ligar o carro também são indicadores comuns.

Portanto, observar esses sinais regularmente ajuda a evitar surpresas desagradáveis. Contudo, é importante checar com equipamentos de medição para confirmar a condição da bateria.

⚡ Luz fraca no painel
Indicativo de tensão baixa, que pode comprometer a partida do veículo.

🔋 Lentidão na partida
O motor demora mais a girar ou emite sons de clique ao tentar ligar, sinalizando baixa carga.

⚠️ Odores de sulfato
Cheiro ácido próximo à bateria indica vazamento ou desgaste químico interno.

Como testar a bateria do carro de forma segura?

Você pode utilizar um multímetro para medir a voltagem da bateria, que deve estar em torno de 12,6V quando o carro está desligado. Além disso, existem testadores automáticos que avaliam a saúde da bateria rapidamente.

Portanto, medições periódicas ajudam a identificar problemas antes que eles se agravem. Contudo, é recomendado que o teste seja feito em local seguro e com atenção às polaridades.

Seu carro demora a ligar? Veja o que pode estar acontecendo
Uso de multímetro permite testar voltagem e saúde da bateria com segurança – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Quais cuidados prolongam a vida útil da bateria?

Manter os terminais limpos, evitar descargas profundas e conferir regularmente o nível de eletrólito (em baterias convencionais) ajuda a aumentar a durabilidade. Além disso, desligar equipamentos elétricos quando o motor não está ligado evita sobrecarga.

Portanto, a manutenção preventiva é essencial para reduzir riscos de pane. Contudo, o clima e o uso frequente em trajetos curtos também influenciam na vida útil da bateria.

Cuidados Descrição Benefício
Manter terminais limpos Evita oxidação e mau contato Melhora a performance da bateria
Evitar descargas profundas Não deixar a bateria zerar Aumenta a vida útil
Verificar eletrólito Manter nível adequado em baterias convencionais Previne falhas e danos

Quando substituir a bateria do carro?

Se a bateria apresentar sinais persistentes de fraqueza, dificuldade na partida ou idade superior a 4-5 anos, é recomendável trocá-la. Além disso, falhas frequentes em testes de voltagem indicam que a bateria não suporta mais a carga.

Portanto, agir preventivamente evita panes inesperadas e problemas na estrada. Contudo, escolher uma bateria compatível e de qualidade é essencial para segurança e desempenho.

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16 março 2026

Como reduzir o custo do próximo leilão de capacidade

O próximo Leilão de Reserva de Capacidade, agendado para quarta-feira (18), coloca o Brasil diante de um ponto de inflexão que definirá o custo da nossa energia pelas próximas décadas.

Temos duas alternativas claras: continuar financiando tecnologias dispendiosas e estáticas ou abrir as portas para soluções que entregam o que o sistema realmente precisa urgentemente – potência despachável de alta flexibilidade – por uma fração do preço.

A questão central é o déficit de potência e de flexibilidade em horas específicas do dia, como apontado pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) e pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética). Com o escopo do problema bem definido, o sinal de maior eficiência aponta para a contratação de soluções capazes de entregar os atributos necessários em ampla competição.

O desenho do leilão com produtos por tecnologia (programado para março) e a recente discussão sobre os preços-teto divulgados pelo MME (Ministério de Minas e Energia) revela uma preocupante insistência em criar “reservas de mercado” para fontes específicas.

Primeiro, a quebra por fontes, inúmeros produtos por ano de entrega e revisão (para cima) dos preços-teto reforça uma impressão dos que vão pagar a conta de que a preocupação é muito mais viabilizar cada “cercadinho” pela próxima década do que buscar atender as reais necessidades do sistema.

Além disso, ao preterir soluções tecnicamente aptas e economicamente mais vantajosas, como os sistemas de armazenamento em baterias (BESS) ou mesmo programas de Resposta da Demanda, corre-se risco de criar sobrecustos ao sistema que, ao final, atingirão as tarifas e comprometerão a competitividade da indústria.

Há uma oferta potencial de mais de 20 GW em projetos de baterias disponíveis, mas o governo sinaliza um teste de apenas 1 a 2 GW. Dados da Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia mostram que, em cenários otimizados, o custo das baterias gira em torno de R$ 1,2 milhão/MW por ano.

Os valores são substancialmente menores que os novos preços-tetos republicados, que alcançam até R$ 2,9 milhão/MW por ano. Os tetos elevados refletem o cenário em que o custo de novas térmicas a gás subiu na ordem de 30-70% em todo o mundo, com prazos de entrega de equipamentos ultrapassando quatro anos, pressionado pela expansão acelerada de data centers e inteligência artificial.

Em outras palavras, estamos contratando novas térmicas no ponto mais caro do ciclo global!
Ao excluir ou limitar soluções mais baratas, o leilão ignora o princípio da modicidade tarifária e impõe um ônus desnecessário ao sistema.

O futuro da nossa matriz depende de renunciarmos à lógica de proteger arranjos específicos para realizar leilões de atributos, com uma discussão técnica pautada pela eficiência econômica. Os certames devem promover uma competição aberta entre aqueles capazes de provê-los, seja uma usina térmica, um conjunto de baterias ou soluções pelo lado da demanda.

Assim, é técnica e economicamente defensável que as baterias concorram em igualdade de condições com as demais alternativas no atendimento das necessidades anuais de potência flexível, inclusive nos produtos de entrega mais próxima, tradicionalmente associados às térmicas existentes.

Projetos de armazenamento em larga escala têm prazos de implantação da ordem de 18 a 24 meses, compatíveis com janelas de suprimento de curto prazo, além de apresentarem menor risco de execução e maior previsibilidade de Capex.

Caso o MME opte, ainda assim, por estruturar produtos segregados por tecnologia, a lógica econômica recomenda inverter a ordem tradicional.

O desenho mais eficiente seria realizar inicialmente um leilão com volume mais restrito para termelétricas e direcionar maior parcela da demanda para baterias, que combinam menor custo total e maior rapidez de entrega.

Apenas se o volume ofertado de baterias não se mostrar competitivo, seja em preço ou em atributos técnicos, deveria ser convocado leilão complementar para contratação adicional de térmicas. Essa sequência preserva a competição, reduz o custo ao consumidor e alinha o certame à real necessidade do sistema, que é potência flexível, e não energia adicional.

Se o Brasil precisa de soluções de alta flexibilidade para atender às horas críticas do sistema, e existem alternativas capazes de entregar esse atributo com menor custo e maior rapidez de implantação, o desenho do leilão deve maximizar a competição entre todas as opções aptas. O foco deve ser o atributo contratado — potência flexível – e não a tecnologia específica.

*Bernardo Bezerra é diretor de Inovação e Regulação da Serena. Doutor em Engenharia Elétrica pela PUC-Rio, tem quase duas décadas de experiência no setor elétrico, com passagens pela liderança de consultorias estratégicas voltadas ao planejamento e operação de sistemas de energia.

Os artigos publicados pelo CNN Infra buscam estimular o debate, a reflexão e dar luz a visões sobre os principais desafios, problemas e soluções enfrentados pelo Brasil e por outros países do mundo. Os textos publicados neste espaço não refletem, necessariamente, a opinião da CNN Brasil.


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Esse hábito comum ao dirigir pode estar acabando com seu carro

Muitos motoristas aprendem a dirigir sem receber explicações técnicas sobre o funcionamento do carro. Por isso, alguns hábitos acabam se tornando comuns no trânsito do dia a dia. Um dos mais debatidos é andar segurando embreagem, prática que pode parecer inofensiva à primeira vista. Portanto, entender se andar segurando embreagem gasta disco mais rápido ajuda a evitar desgaste prematuro e custos inesperados de manutenção.

Por que andar segurando embreagem gasta disco mais rápido?

Segundo explicações técnicas apresentadas em guias automotivos publicados pela Springer Nature, o sistema de embreagem foi projetado para trabalhar em dois estados principais, totalmente engatado ou totalmente desacoplado. Quando o motorista mantém o pedal parcialmente pressionado, ocorre um atrito constante entre o disco e o platô, o que acelera o desgaste do conjunto.

Além disso, essa fricção contínua gera calor excessivo no sistema. Portanto, quanto mais tempo o motorista permanece segurando a embreagem, maior será o desgaste do disco. Assim, um componente que poderia durar muitos quilômetros pode precisar de substituição muito antes do esperado.

🚗 Contato Parcial
O disco encosta parcialmente no volante do motor, gerando atrito constante e desgaste progressivo.

🔥 Aumento de Temperatura
O atrito prolongado gera calor excessivo, o que acelera a deterioração do material do disco.

⚙️ Desgaste Prematuro
Com o tempo, o disco perde eficiência e pode começar a patinar, exigindo troca do kit de embreagem.

Quais sinais indicam desgaste do disco de embreagem?

Alguns sintomas aparecem gradualmente quando o disco começa a se desgastar. Portanto, prestar atenção nesses sinais pode evitar danos maiores ao sistema de transmissão. Além disso, identificar o problema cedo reduz custos de reparo.

Contudo, muitos motoristas confundem esses sintomas com problemas no motor ou na caixa de câmbio. Assim, compreender os sinais corretos ajuda a tomar decisões mais rápidas e evitar falhas inesperadas durante a condução.

  • Dificuldade para engatar marchas
  • Aumento da rotação do motor sem ganho de velocidade
  • Cheiro de material queimado após arrancadas
  • Pedal de embreagem mais alto ou mais duro
Esse hábito comum ao dirigir pode estar acabando com seu carro
Manter o pedal parcialmente pressionado gera atrito constante no sistema de transmissão. – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Andar segurando embreagem gasta disco mais rápido no trânsito?

No trânsito urbano, especialmente em congestionamentos, muitos motoristas mantêm o carro em primeira marcha com o pedal parcialmente pressionado. Portanto, esse hábito se torna um dos principais fatores de desgaste prematuro da embreagem.

Além disso, dirigir dessa forma mantém o disco em constante deslizamento. Assim, mesmo em velocidades baixas, o sistema sofre um desgaste contínuo que reduz sua vida útil ao longo do tempo.

Situação de Condução Impacto na Embreagem
Segurar meia embreagem Desgaste acelerado do disco
Arrancadas suaves e rápidas Menor atrito e maior durabilidade
Parar em neutro no semáforo Redução de esforço no sistema

Como dirigir para aumentar a vida útil da embreagem?

Primeiramente, o motorista deve evitar manter o pé apoiado no pedal durante a condução. Portanto, usar a embreagem apenas no momento necessário para trocar marchas ajuda a preservar o disco e o platô. Além disso, arrancadas suaves reduzem o atrito inicial do sistema.

Contudo, também é importante adaptar a condução ao trânsito urbano. Assim, colocar o câmbio em ponto morto quando o veículo estiver parado por alguns segundos diminui o esforço mecânico. Dessa forma, a embreagem pode durar muito mais tempo sem apresentar falhas.

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15 março 2026

Técnico do Atlético-MG perde a paciência e chuta garrafa após coletiva

Após mais um revés do Atlético-MG na temporada, o técnico Eduardo Domínguez não escondeu o descontentamento com o rendimento de seus comandados. Neste sábado (14), após a derrota por 2 a 0 para o Vitória, o argentino perdeu a paciência e teve uma atitude de nervosismo flagrada no Barradão.

Assim que encerrou a entrevista coletiva com os jornalistas, o treinador deixou a sala de imprensa do estádio e, acompanhado do CSO Paulo Bracks, chutou a garrafa de água que segurava. A cena foi flagrada pelo repórter Breno Galante.

O confronto em terras baianas foi o primeiro de Domínguez fora de Minas Gerais desde que assumiu a função no final de fevereiro. Ele foi contratado para substituir o compatriota Jorge Sampaoli, demitido após início ruim de temporada.

Eduardo Domínguez pelo Atlético-MG

  • América 0 x 0 Atlético (vitórias nos pênaltis)
  • Cruzeiro 1 x 0 Atlético (finalíssima do Mineiro)
  • Atlético 1 x 0 Internacional (quinta rodada do Campeonato Brasileiro)
  • Vitória 2 x 0 Atlético (sexta rodada do Campeonato Brasileiro)

Próximo jogo

O Atlético-MG volta a campo na próxima quarta-feira (18) e encara o São Paulo na partida válida pela sétima rodada do Brasileirão. Os times se enfrentam a partir das 20h (de Brasília), na Arena MRV, em Belo Horizonte.

Ruptura de ligamento cruzado anterior: o que é a lesão sofrida por Rodrygo



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Esse animal parece um crustáceo simples, mas é uma nova espécie invasora

O surgimento do camarão-marrom invasor em águas europeias tem acendido um alerta vermelho entre biólogos e pescadores locais. Originária das costas dos Estados Unidos, a espécie chegou silenciosamente através de águas de lastro e agora ameaça a biodiversidade nativa. Entenda como este pequeno crustáceo está alterando o equilíbrio marinho e impactando a economia regional.

Como o camarão-marrom invasor chegou ao nosso ecossistema?

Segundo um estudo publicado na revista Biology pela MDPI, a introdução dessa espécie ocorreu de forma acidental, provavelmente via transporte marítimo comercial de longa distância. O descarte inadequado de águas de lastro sem o devido tratamento permitiu que larvas e indivíduos jovens cruzassem o Atlântico com facilidade.

A resistência biológica desse animal permite que ele sobreviva a variações extremas de salinidade e temperatura durante as viagens nos tanques dos navios. Uma vez liberado em costas receptivas, o crustáceo encontrou um ambiente propício para sua rápida proliferação, fugindo do controle biológico natural de sua terra natal.

🚢 Origem e Transporte: A espécie Penaeus aztecus é nativa do Golfo do México e chega à Europa escondida em águas de lastro de grandes navios.

🦐 Erro de Identificação: Devido à semelhança com espécies locais, o invasor foi inicialmente ignorado por pescadores, facilitando sua expansão silenciosa.

⚠️ Domínio Territorial: Com taxas reprodutivas altíssimas, a espécie começa a expulsar o camarão-nativo das zonas de pesca tradicionais.

Quais são os riscos para as espécies de crustáceos nativas?

A competição direta por recursos alimentares é o fator mais crítico observado por especialistas em ecologia marinha após a chegada do invasor. O camarão-marrom possui uma agressividade alimentar superior, consumindo detritos e pequenos organismos antes que as espécies locais consigam se alimentar adequadamente.

Além da fome, o deslocamento físico dos habitats de reprodução cria um efeito cascata que pode levar à extinção local de variedades nativas mais sensíveis. Sem predadores naturais que reconheçam o Penaeus aztecus como presa imediata, a população invasora cresce de forma desordenada e perigosa.

  • Redução drástica na população do camarão-curto nativo.
  • Alteração na cadeia alimentar de peixes demersais locais.
  • Risco de introdução de novos patógenos e vírus marinhos.
  • Degradação da qualidade do solo marinho por hábitos de escavação.
Esse animal parece um crustáceo simples, mas é uma nova espécie invasora
A competição por recursos alimentares prejudica drasticamente as populações de crustáceos nativos locais. – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

O camarão-marrom invasor pode alterar a culinária tradicional?

O impacto econômico e cultural é uma das maiores preocupações para as comunidades costeiras que dependem da pesca artesanal há gerações. A substituição biológica nos estoques pesqueiros reflete diretamente no que chega às mesas dos restaurantes e nos pratos típicos de cada região costeira.

Especialistas apontam que, embora o invasor seja comestível, suas características de textura e sabor diferem significativamente das iguarias locais consagradas. Essa mudança força uma adaptação forçada do setor gastronômico, que muitas vezes precisa rebatizar pratos para evitar a rejeição do consumidor final.

Característica Espécie Nativa Invasor (P. aztecus)
Tamanho Médio 12-15 cm Até 22 cm
Crescimento Moderado Acelerado
Habitat Preferido Estuários rasos Águas profundas e lodo

Por que a identificação correta desta espécie é tão difícil?

Muitos profissionais da pesca e consumidores finais confundem o invasor com espécies locais devido às semelhanças morfológicas superficiais, como a coloração. Essa confusão permitiu que o crustáceo fosse comercializado por anos como se fosse um produto nativo, camuflando a gravidade da invasão biológica.

Para uma identificação precisa, é necessário observar detalhes técnicos, como sulcos no exoesqueleto e a formação das pinças, algo que raramente ocorre no dia a dia do mercado. O uso de análises genéticas tem sido a única forma definitiva de mapear a real extensão do domínio desse animal nas costas internacionais.

Quais medidas estão sendo tomadas para conter essa ameaça?

Governos e órgãos de proteção ambiental estão correndo contra o tempo para implementar normas mais rígidas de controle sanitário em portos comerciais. A principal estratégia foca na esterilização obrigatória das águas de lastro, impedindo que novos “caroneiros” biológicos desembarquem em territórios sensíveis.

Além da regulação, campanhas de conscientização junto aos pescadores são vitais para que a presença do invasor seja notificada imediatamente às autoridades competentes. Somente através do monitoramento constante e da ciência aplicada será possível mitigar os danos causados por esse indesejado turista marítimo.

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14 março 2026

Ronaldinho Gaúcho à CNN: “Nunca sonhei em virar documentário”

Um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos, Ronaldinho Gaúcho, terá a sua história fora e dentro dos gramados contadas em uma série documental produzido a pela Netflix.

Em entrevista exclusiva nesta sexta (13) à CNN, ao lado do diretor do projeto Luis Ara, Ronaldinho revelou a sensação de ter a sua trajetória revisitada.

“Nunca sonhei com isso de virar documentário. Meu sonho era ser jogador de futebol, conquistar títulos e realizar sonhos… Era só isso. Ver a minha história sendo contada num documentário é uma coisa mais do que grandiosa. Muito feliz e curioso pra assistir”, comentou.

Com estreia para o próximo dia 16 de abril, a produção promete trazer a intimidade de Ronaldinho Gaúcho por meio de histórias poucas conhecidas e depoimentos inéditos sobre a carreira e a vida pessoal.

A família é um ponto central da produção segundo o diretor Luis Ara, principalmente pelos depoimentos dos seus irmãos Deisi Assis e Roberto Assis, seu irmão mais velho, também ex-jogador e seu empresário.

“Sua família, ele com seu irmão… pra mim foi uma descoberta muito legal. Uma das coisas mais importantes da série é contar como funciona a sua família, a importância dela e os amigos pra ele”, contou.

Libertadores: conheça todos os campeões da competição

 



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Instagram não terá mais criptografia de ponta a ponta nas mensagens

A Meta informou, nesta sexta-feira (13), que vai descontinuar a criptografia de ponta a ponta das mensagens diretas (as famosas DMs) no Instagram. Segundo a big tech, o recurso “não será mais compatível após 8 de maio de 2026“.

Apesar do anúncio, vale dizer que, diferentemente do que ocorre no WhatsApp, nem todos os usuários do Instagram possuem o recurso e ele não é ativado por padrão. É preciso ativá-lo individualmente em cada conversa.

Instagram: por que a Meta descontinuou a criptografia de ponta a ponta nas DMs?

  • Em comunicado, um porta-voz da empresa de Mark Zuckerberg disse que a ideia de remover o recurso veio por conta da baixa adesão:
  • “Muito poucas pessoas estavam optando pela criptografia de ponta a ponta nas mensagens diretas. Então, removeremos essa opção do Instagram nos próximos meses”, explicou;
  • “Quem quiser continuar enviando mensagens com criptografia de ponta a ponta pode fazer isso facilmente no WhatsApp“, prosseguiu.

E no Messenger?

Como lembra o Engadget, a Meta também oferece a criptografia de ponta a ponta no Facebook Messenger, mas não citou sua situação atual na declaração desta sexta.

A big tech começou a ativar o recurso por padrão em 2023, após trabalhar nele por anos a fio. Contudo, uma página de suporte do mensageiro diz que a companhia “está em processo de proteger as mensagens pessoais com criptografia de ponta a ponta por padrão”.

Mudança de abordagem

Com o passar dos anos, a Meta mudou sua abordagem quando se fala de mensagens criptografadas. Em 2016, ela começou a criptografar as conversas do WhatsApp. Em 2019, Zuckerberg delineou uma reformulação “focada na privacidade” em todos os apps da empresa, dizendo, à época, que “implementar criptografia de ponta a ponta para todas as comunicações privadas é a coisa certa a se fazer”.

Já em 2021, o então chefe de segurança da Meta afirmou que a big tech estava adiando o trabalho de criptografar seus apps para 2023, sob a alegação de criar recursos de segurança mais robustos.

Ao fundo, logo da Meta; à frente o mesmo logo em um smartphone
Meta teve abordagens distintas durante o passar dos anos quando se fala em criptografia em seus aplicativos (Imagem: Thrive Studios ID/Shutterstock)

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Críticas ao sistema da Meta

A abordagem da Meta com a criptografia de ponta a ponta é bastante criticada por autoridades e organizações de proteção à infância. Eles dizem que o recurso torna mais difícil a detecção e captura de pedófilos e outros criminosos que atuam nas redes sociais em busca de vítimas infantis.

O tema chegou a ser abordado novamente em um julgamento realizado no Estado do Novo México (EUA) sobre segurança infantil. Documentos internos da Meta foram divulgados no tribunal e mostram executivos e pesquisadores da empresa discutindo prós e contras da segurança e da privacidade relacionadas à criptografia.

Em depoimento, Zuckerberg, que é cofundador e CEO da Meta, disse que questões de segurança foram “grande parte do motivo pelo qual demorou tanto” para o recurso de criptografia no Messenger ser implementado.

“Houve debate sobre isso, mas acredito que a maioria das pessoas, desde usuários dos nossos produtos até especialistas em segurança em geral, concorda que uma criptografia forte é positiva“, afirmou.

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13 março 2026

Venezuela e Colômbia cancelam reunião entre líderes

Venezuela e Colômbia cancelaram, sem dar explicações, uma reunião entre seus líderes, marcada para esta sexta-feira (13).

O encontro perto da cidade de Cúcuta seria o primeiro da líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, com um chefe de Estado estrangeiro desde que substituiu o ditador Nicolás Maduro, preso após operação dos EUA em janeiro.

Em um comunicado conjunto divulgado nesta quinta-feira (12), Venezuela e Colômbia atribuíram o cancelamento da reunião entre Rodríguez e o presidente colombiano, Gustavo Petro, a “força maior”, termo que significa circunstâncias extraordinárias ou imprevisíveis.

O comunicado não forneceu detalhes sobre a possibilidade do encontro ser reagendado.

A notícia do cancelamento veio após um telefonema na quinta-feira entre Petro e o presidente dos EUA, Donald Trump, que desejou sucesso a Petro na reunião com Rodríguez, segundo um comunicado do gabinete de Petro.

“Os governos da Colômbia e da Venezuela reiteram sua disposição de fortalecer a confiança, a cooperação e as relações bilaterais, promovendo oportunidades para o desenvolvimento e a integração dos territórios fronteiriços”, diz o comunicado conjunto dos dois países.

A Colômbia e os Estados Unidos tiveram repetidos desentendimentos, embora ambos os lados tenham demonstrado sinais de reaproximação durante uma reunião em Washington no mês passado.



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12 março 2026

BBB 26: “Plano” de Samira dá certo e Ana Paula é barrada na Festa do Líder

Ana Paula foi a mais nova “Barrada no Baile” após ser escolhida novamente pelos Líderes Jonas Sulzbach e Alberto Cowboy para ficar de fora da festa, nesta quarta-feira (11).

Ao chegar no local designado, Ana Paula Renault lê as instruções do desafio que deverá realizar se quiser ir à festa.

“Você tem uma chance de ir à Festa dos Líderes. Para isso, precisa preencher todas as linhas das 50 páginas pautadas do caderno. Você deve seguir o modelo e copiar a frase ‘eu mereço ir à Festa do Líder’. Não pode deixar nenhuma linha sem ser preenchida, e todas as frases precisam estar preenchidas corretamente”, diz o texto.

Em tom de brincadeira, a sister risca o caderno com: “Caderno do Humberto e 5ª série. Bem melhor”.

Na terça-feira (10), Samira, a aliada de Ana Paula, tentou uma articulação com Alberto Cowboy para que não fosse ela a vetada da festa.

Relembre os ex-BBBs que mudaram de profissão após o confinamento

 

 



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Ford: antes de acidentes fatais, motoristas com sistema semiautônomo se distraíram

Documentos recentes divulgados pelo National Transportation Safety Board (NTSB) indicam que motoristas de veículos da Ford, que utilizavam o sistema de condução semiautônoma BlueCruise, provavelmente estavam desatentos segundos antes de colidir fatalmente com outros automóveis em 2024.

As informações foram tornadas públicas nesta quarta-feira (11) e antecedem uma audiência pública marcada para 31 de março, em Washington D.C. (EUA), onde o NTSB discutirá as conclusões e poderá propor recomendações à Ford.

O NTSB atua como agência federal independente que investiga acidentes de transporte, mas não possui poder regulatório sobre a indústria. Espera-se que um relatório final sobre o caso seja divulgado semanas após a audiência.

Investigações e recomendações

  • Além da análise do NTSB, os incidentes desencadearam uma investigação por parte da National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA);
  • A NHTSA, órgão regulador de segurança, informou no início de 2025 que o BlueCruise apresentava limitações na detecção de veículos estacionados sob certas condições, intensificando a apuração;
  • Em junho de 2025, a reguladora enviou um extenso questionário à Ford, que respondeu em agosto do mesmo ano;
  • A investigação da NHTSA permanece em andamento.

A Ford, por sua vez, tem reiterado que o BlueCruise é um recurso para comodidade, e que os condutores devem permanecer vigilantes e aptos a assumir o controle do veículo a qualquer momento. A empresa também alerta que o recurso “não é um sistema de aviso ou prevenção de colisões“.

Diante desses eventos, a investigação do NTSB e a audiência iminente devem aumentar o escrutínio sobre como as fabricantes, como a Ford, comunicam a finalidade dos sistemas de assistência ao motorista e quais são as melhores práticas para garantir seu uso adequado.

A distração ao volante é um tema recorrente em várias investigações que envolvem outros sistemas populares de assistência, como o Autopilot da Tesla, já aposentado, e o software “Full Self-Driving (Supervised)”, o FSD.

Uma investigação anterior do NTSB sobre uma morte relacionada ao Autopilot em 2018 destacou a importância da distração.

Robert Sumwalt, então presidente do NTSB, comentou sobre o acidente de 2018: “Neste acidente, observamos uma dependência excessiva da tecnologia, vimos distração, notamos a ausência de uma política que proibisse o uso de celular enquanto se dirige e identificamos falhas na infraestrutura, que, juntas, levaram a essa perda trágica.”

Primeiro acidente

Os acidentes envolvendo o sistema BlueCruise ocorreram no início de 2024. O primeiro incidente foi registrado em fevereiro, na cidade de San Antonio, Texas (EUA). Um motorista, transitando na faixa central da Interestadual 10 em um Ford Mustang Mach-E 2022, colidiu com um Honda CR-V 1999 que estava parado.

A velocidade do Mach-E no momento do impacto era de aproximadamente 119 km/h. O condutor do Ford utilizava o BlueCruise pouco antes da colisão, que aconteceu às 21h48, horário local. O motorista do Ford sofreu ferimentos leves, enquanto o condutor do Honda veio a óbito em decorrência dos ferimentos.

Os novos dados divulgados pelo NTSB nesta quarta-feira (11) indicam que o sistema de monitoramento de motoristas, baseado em câmeras do Ford, identificou que o condutor olhava para a tela de infoentretenimento principal nos cinco segundos anteriores ao impacto.

O sistema só registrou que ele olhou para a via por curtos períodos: algumas frações de segundo, aproximadamente 3,6 segundos antes da colisão, e novamente cerca de 1,6 segundo antes. Ele recebeu dois alertas visuais e sonoros para prestar atenção na via nos 30 segundos que antecederam o acidente, mas não acionou o freio antes da batida.

Documentos revelam que o motorista informou à Polícia de San Antonio que utilizava o sistema de navegação do veículo para localizar um posto de carregamento. Um dos relatórios aponta que “ele pode ter olhado para a tela central do console porque as instruções para a estação de carregamento eram exibidas ali”.

Embora seja improvável confirmar com base nas informações divulgadas, é possível que ele estivesse demonstrando sinais de sonolência antes do acidente. O sistema da Ford capturou uma imagem do motorista dois segundos antes da colisão, que, conforme o NTSB, o mostra “sentado ereto e de frente, com a cabeça apoiada (ou quase apoiada) no encosto de cabeça e levemente virada para a direita”. Após ser interrogado pela polícia, o motorista contratou um advogado, que não permitiu que ele falasse com o NTSB.

Mustang Mach-E azul
Nos dois acidentes, o veículo com o sistema autônomo era um Mustang Mach-E (Imagem: Jonathan Weiss/Shutterstock)

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Segundo acidente

O segundo acidente fatal envolvendo um veículo com Ford BlueCruise ocorreu em março de 2024, na Filadélfia (EUA). A motorista de um Mach-E 2022 colidiu com um Hyundai Elantra 2012, que estava parado na faixa esquerda da Interestadual 95, às 3h16 da manhã, horário local. O Elantra atingiu um Toyota Prius 2006 que havia parado à sua frente.

Os dois motoristas do Elantra e do Prius eram amigos e haviam parado por uma razão desconhecida; o condutor do Prius havia saído do carro e estava ao lado esquerdo do Elantra. Os dois motoristas — do Elantra e do Prius — morreram, enquanto a motorista do Mach-E teve ferimentos leves.

A motorista do Mach-E, uma mulher de 23 anos chamada Dimple Patel, estava embriagada no momento do acidente, segundo a polícia local. No final de 2024, ela foi acusada de homicídio por dirigir sob a influência de álcool ou drogas. Ela estava a aproximadamente 116 km/h antes do impacto, apesar de estar em zona de construção com limite de velocidade de 72 km/h.

Zak Goldstein, advogado de Patel, confirmou ao TechCrunch que o caso ainda está em andamento e a data do julgamento não foi estabelecida. Os novos documentos do NTSB indicam que o sistema de monitoramento de motoristas no carro de Patel registrou os olhos dela “na estrada” durante os cinco segundos completos antes da colisão.

No entanto, uma fotografia tirada dois segundos antes do impacto parece mostrar ela em uma posição que poderia indicar distração ou sonolência, apesar do registro do sistema de monitoramento de motoristas.

Estes casos somam-se ao crescente debate sobre a interação entre a assistência tecnológica na condução e a responsabilidade humana, levantando questões importantes sobre a segurança e a comunicação dos fabricantes em relação às capacidades de seus sistemas de assistência ao motorista.

As investigações continuam a fornecer dados cruciais para entender as causas e as implicações desses acidentes e para informar futuras regulamentações e melhorias nos sistemas de condução autônoma e semiautônoma.

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source https://olhardigital.com.br/2026/03/11/carros-e-tecnologia/ford-antes-de-acidentes-fatais-motoristas-com-sistema-semiautonomo-se-distrairam/

11 março 2026

Yuri Lima posa com a filha após desabafar sobre falta e ciúmes de Iza

O jogador Yuri Lima, 31, posou com a filha, Nala, de 1 ano, nesta terça-feira (10), após desabafar sobre a falta da pequena em entrevista.

Nos stories, Yuri apareceu com Nala no colo com a música “Don’t Worry, Be Happy” de fundo.

Nesta semana, Yuri desabafou sobre a distância de Nala. Emocionado, ele afirmou que sente falta da pequena.

“A única coisa que sinto falta, hoje em dia, é estar perto da minha filha. A distância é complicada, mas o futebol tem me ajudado. A Iza tem me ajudado bastante para eu poder vê-la. Não estou [sendo impedido], nem um pouco. Não estou conseguindo ver a Nala por conta da minha rotina e da rotina dela”, contou em entrevista ao Leo Dias.

“Sinto que estou perdendo muita coisa, sabe? Coisas da Nala que não vão voltar mais”, desabafou.

O jogador ainda disse que a situação em que se encontra é culpa dele. “Eu errei, fui imaturo”, assumiu, dizendo que aprendeu totalmente com os próprios erros. “Ficar longe delas é a maior punição possível”, disse.

Além disso, ele afirmou que sentiu ciúmes ao ver Iza com o novo namorado, o ator João Vitor Silva.

Após término, distância entre casa de Virginia e Zé Felipe espanta fãs



source https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/yuri-lima-posa-com-a-filha-apos-desabafar-sobre-falta-e-ciumes-de-iza/

Google, Tesla e gigantes da energia se unem para otimizar rede global

Empresas de peso, como Google e Tesla, estão liderando um movimento inédito ao se aliar a outros influenciadores do setor de energia.

O objetivo central é desafiar e reformular a gestão da rede elétrica em escala global. A premissa fundamental que impulsiona essa colaboração é a crença de que a infraestrutura energética atual está sendo insuficientemente explorada, operando abaixo de sua capacidade máxima.

A intenção do grupo vai além da indústria, buscando envolver de forma proativa políticos e órgãos reguladores. O intuito é conscientizá-los sobre a urgência e a necessidade imperativa de adotar metodologias e tecnologias inovadoras que permitam um aproveitamento mais eficiente e inteligente da rede elétrica existente.

Surgimento do Coletivo Utilize

Essa audaciosa iniciativa se materializou na criação do coletivo Utilize, que fez sua estreia oficial nesta terça-feira (10). Este novo grupo não é homogêneo; ele agrega sete empresas distintas, cada uma trazendo sua expertise de diferentes verticais do mercado.

Além da reconhecida presença de Google e Tesla, o Utilize conta com a participação estratégica de:

  • Verrus: desenvolvedor de data centers, um setor com alta demanda energética;
  • Carrier: gigante consolidada no segmento de aquecimento, ventilação e ar-condicionado;
  • Renew Home: especialista em usinas de energia virtuais;
  • Sparkfund: desenvolvedora de recursos energéticos distribuídos;
  • Span: startup inovadora focada em painéis elétricos inteligentes.

O propósito primordial do Utilize é atuar como um catalisador para uma transformação profunda na maneira como a rede de energia é concebida, operada e utilizada.

O coletivo ressalta que a rede, em sua arquitetura atual, foi desenhada para lidar com momentos de pico de demanda, o que, inevitavelmente, resulta em capacidade ociosa considerável na maior parte do tempo. Essa capacidade inexplorada, argumentam os membros, representa uma oportunidade gigantesca para otimização e aprimoramento de todo o sistema energético.

Para o Utilize, a subutilização da rede é um problema que demanda soluções imediatas e eficientes. O grupo enfatiza que já existem tecnologias avançadas e comprovadas que poderiam ser implementadas para maximizar o aproveitamento dessa capacidade. Dentre as soluções promissoras, com o potencial de revolucionar a infraestrutura elétrica, destacam-se armazenamento de baterias, resposta à demanda e usinas de energia virtuais.

Essas inovações, que ganharam maturidade e consolidação na última década, ainda enfrentam barreiras para sua plena adoção no sistema elétrico global. A utilização dessas tecnologias não apenas aumentaria significativamente a eficiência operacional da rede, mas também contribuiria para fortalecer sua resiliência e robustez.

Um exemplo concreto e notável dessa melhoria pode ser observado na rede elétrica do Texas (EUA). Durante as recentes e severas ondas de frio, a rede do Estado demonstrou uma capacidade superior de resistência, em grande parte impulsionada pelo aumento substancial na capacidade de armazenamento de baterias implementada na região.

Apesar desses benefícios, o grupo Utilize observa que muitos reguladores e líderes políticos ainda demonstram certa hesitação em abraçar essas inovações, muitas vezes preferindo soluções mais convencionais e historicamente estabelecidas, como as usinas de energia centralizadas, frequentemente movidas a combustíveis fósseis.

Logo da Tesla em um veículo
Tesla é uma das empresas no grupo (Imagem: DiPres/Shutterstock)

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Estrutura e impacto potencial do Utilize

O Utilize posiciona-se como um defensor ativo de políticas públicas que não somente incentivem, mas também facilitem a adoção em larga escala dessas tecnologias energéticas inovadoras.

A composição do grupo é estrategicamente pensada: cada empresa integrante possui uma posição única e relevante no ecossistema da rede elétrica, o que sublinha uma sinergia de interesses e uma complementariedade de capacidades técnicas e comerciais.

No que tange à oferta de soluções, a Tesla se destaca com sua expertise na venda de baterias e painéis solares, elementos cruciais para a transição energética.

A Span, por sua vez, introduz um painel elétrico com a capacidade de se ajustar de forma dinâmica às variações da carga, otimizando o consumo doméstico e comercial.

A Carrier contribui com seus avançados sistemas de bomba de calor, que são fundamentais para a climatização eficiente. Já a Sparkfund e a Renew Home são reconhecidas por sua especialização no desenvolvimento e na agregação de recursos energéticos distribuídos.

No lado da demanda, empresas, como Google e Verrus, são consumidores de energia em vasta escala, operando extensos parques de servidores que exigem um suprimento constante e robusto de eletricidade.

Essa diversidade de membros, que abrange tanto produtores quanto consumidores e desenvolvedores de tecnologia, confere ao Utilize uma perspectiva abrangente e uma capacidade de influência significativa.

Influência política e futuro da rede elétrica

Embora o Utilize se descreva como uma “coalizão” – um termo que, em sua interpretação mais ampla, sugere uma união de forças –, o grupo já tem indícios de realizações políticas.

“Alguns membros” do coletivo mencionaram publicamente o apoio a um projeto de lei no Estado da Virgínia (EUA). Essa proposta legislativa visa impor às empresas de serviços públicos a obrigação de quantificar e detalhar abertamente o uso da rede elétrica em suas operações. Tal exigência se alinha diretamente com o objetivo do Utilize de promover maior transparência e eficiência no setor.

A menção a “alguns membros do Utilize” apoiando a legislação sugere que, embora o coletivo esteja engajado em promover mudanças políticas substanciais, sua atuação como lobista direto pode estar em estágios iniciais ou ser conduzida de forma mais indireta, aponta o TechCrunch.

É importante ressaltar que a formação de organizações de defesa de interesses não é uma novidade na influente indústria de serviços públicos.

No entanto, a forma como o Utilize congrega um espectro tão variado de empresas – desde gigantes da tecnologia até empresas de energia, atuando tanto na produção quanto no consumo – confere-lhe uma característica singular.

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source https://olhardigital.com.br/2026/03/10/pro/google-tesla-e-gigantes-da-energia-se-unem-para-otimizar-rede-global/

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