Canal Sabedoria Infinita

26 outubro 2025

O ChatGPT Atlas espiona os usuários? Entenda como a IA do navegador analisa sua atividade

O navegador ChatGPT Atlas é uma ferramenta que promete transformar a forma como interagimos com sites na internet, integrando a inteligência artificial diretamente à navegação. Em contrapartida, muitos usuários têm dúvidas sobre o nível de segurança da ferramenta e o que ela faz com os dados coletados.

A questão faz sentido: diferentemente do ChatGPT tradicional, que depende do usuário copiar e colar informações na janela de chat, o Atlas tem acesso direto à sua navegação, o que levanta questionamentos sobre privacidade e uso de dados.

A seguir, explicamos de forma detalhada como o Atlas lida com as informações dos usuários, quais são seus controles de privacidade e o que a própria OpenAI esclarece sobre o assunto.

O ChatGPT Atlas espiona os usuários?

ChatGPT Atlas
Crédito: ChatGPT Atlas (reprodução)

De acordo com a OpenAI, o Atlas possui camadas de privacidade configuráveis. Isso significa que o usuário decide o que o navegador pode ou não armazenar. O centro dessas configurações está na aba Data Controls (Controles de Dados), onde é possível determinar se o conteúdo das páginas visitadas pode ser usado para melhorar o modelo de IA ou não.

Por padrão, o recurso “Include web browsing” vem desativado. Essa função permite que o Atlas use o conteúdo navegado para treinar o modelo. Ou seja, a ferramenta não coleta automaticamente o que você lê ou acessa. O usuário precisa ativar manualmente essa opção se quiser contribuir com o aprimoramento do ChatGPT.

Mesmo quando ativada, a OpenAI esclarece que o navegador não armazena cópias completas das páginas visitadas. Em vez disso, o sistema cria resumos automáticos chamados Browser Memories (Memórias do Navegador). 

Esses resumos servem apenas para gerar respostas mais contextualizadas, sem registrar dados pessoais, informações sensíveis ou senhas.

Como funcionam as “Browser Memories”

Usuário navegando em um site
Usuário navegando em um site com janelas interativas do ChatGPT Atlas explicando e resumindo o conteúdo em tempo real / Crédito: OpenAI (divulgação)

As Browser Memories são um dos recursos mais inovadores e também mais polêmicos do ChatGPT Atlas. Elas permitem que a IA lembre fatos e padrões do seu histórico de navegação para oferecer respostas mais precisas.

A OpenAI cria essas memórias a partir de resumos automáticos das páginas que o usuário visita. Ela apaga o conteúdo original logo após gerar o resumo e exclui as informações resumidas em até sete dias. Além disso, aplica filtros que bloqueiam qualquer dado pessoal identificável, como números de documentos, contas bancárias, endereços, credenciais de login ou registros médicos.

O usuário também pode visualizar, arquivar ou apagar essas memórias a qualquer momento. Para isso siga o passo a passo:

  • Acesse menu Settings > Personalization > View Browser Memories

Se desejar mais privacidade, é possível desativar completamente a criação dessas memórias nas configurações.

Modos de navegação e histórico

Assim como outros navegadores, o Atlas também possui modo anônimo (Incognito). Quando o usuário ativa esse modo, o navegador não vincula suas ações à conta do ChatGPT, nem salva o histórico de navegação. Ao encerrar a sessão, ele apaga automaticamente cookies, dados de sites e informações preenchidas em formulários.

No entanto, é importante entender que o modo anônimo não torna o usuário invisível. A OpenAI mantém registros temporários (por até 30 dias) para detectar abusos ou uso indevido da plataforma. Além disso, provedores de internet, empresas e escolas ainda podem visualizar o tráfego de rede, como em qualquer outro navegador.

Para quem busca controle total, o Atlas também oferece opções para apagar o histórico de navegação, cookies e cache, selecionando períodos específicos (última hora, dia, semana ou todo o tempo).

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O Atlas usa seus dados para treinar o modelo?

Menu do navegador exibindo o botão para ativar ou desativar rapidamente o ChatGPT Atlas durante a navegação
Menu do navegador exibindo o botão para ativar ou desativar rapidamente o ChatGPT Atlas durante a navegação / Crédito: OpenAI (divulgação)

Essa é uma das principais preocupações entre os usuários. A resposta é: apenas se você permitir.

O ChatGPT Atlas segue o mesmo princípio da versão tradicional do ChatGPT. Quem usa a versão gratuita ou o plano Plus pode optar por compartilhar dados de uso para melhorar o modelo, mas isso é desativado por padrão.

No caso de contas Business e Enterprise, a OpenAI garante que nenhum dado é utilizado para treinamento, mantendo as informações restritas ao ambiente do usuário.

Também vale destacar que o Atlas diferencia os dados de navegação, memórias e cookies, permitindo apagar ou gerenciar cada tipo separadamente.

Transparência e controle do usuário

Logo da OpenAI em um smartphone que está em cima do teclado de um notebook
Dona do ChatGPT foi acusada de duas infrações (Imagem: Ascannio/Shutterstock)

O ChatGPT Atlas inclui uma seção detalhada de Configurações de Privacidade. Você pode acessá-la ao clicar no logotipo da OpenAI no canto superior direito. Lá, o usuário pode:

  • Revisar e alterar o que o navegador pode armazenar;
  • Revogar links compartilhados;
  • Arquivar ou deletar chats e memórias;
  • Ativar ou desativar o compartilhamento de logs técnicos (“Help improve browsing & search”);
  • Escolher se o conteúdo das páginas que a OpenAI irá usar para treinar o modelo.

Por fim, ChatGPT Atlas espiona você?

Usuário utilizando o ChatGPT Atlas para resumir automaticamente um artigo extenso diretamente na página do navegador
Usuário utilizando o ChatGPT Atlas para resumir automaticamente um artigo extenso diretamente na página do navegador / Crédito: OpenAI (divulgação)

A resposta curta é: não. O ChatGPT Atlas não espiona os usuários, mas monitora partes da navegação que o próprio usuário autoriza, algo necessário para o funcionamento da IA integrada.

A OpenAI oferece opções para ajustar e controlar quais dados a ferramenta pode coletar. A empresa também reforça que a responsabilidade de proteger a privacidade é compartilhada com o usuário, e que cabe a ele revisar e configurar suas preferências de acordo com o nível de exposição desejado.

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25 outubro 2025

Brasil não é prioridade para Trump em viagem à Ásia, diz especialista

O possível encontro entre Lula e Donald Trump no próximo domingo (26), em Kuala Lumpur, na Malásia, durante a cúpula da Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático), marca uma tentativa de reaproximação diplomática entre Brasil e Estados Unidos. Durante participação no WW, Alberto Pfeifer, coordenador da DSI-USP e pesquisador do Insper Agro, detalha que “o Brasil não figura entre as prioridades da agenda asiática do republicano”.

Segundo Pfeifer, Trump tem compromissos mais relevantes durante sua passagem pela Ásia, incluindo a participação na cúpula da Asean, reunião da Apec e, principalmente, o encontro com o presidente da China, Xi Jinping. O especialista ressalta que o giro do presidente dos EUA pela Ásia tem objetivos específicos e prioritários para os interesses americanos.

Para Pfeifer, caso o encontro entre os dois líderes se concretize, provavelmente resultará em uma conversa cordial e breve, sem grandes avanços nas relações bilaterais. “Não creio que sairá muita coisa desse encontro, pode ser um encontro cordial, mais um bate-papo”, afirma.

O especialista questiona a escolha do local e momento para uma possível reunião bilateral. Para ele, a Malásia não seria o ambiente mais apropriado para discussões substanciais entre os dois países, caracterizando o possível encontro como apenas um pequeno avanço nas relações diplomáticas.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.


source https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/brasil-nao-e-prioridade-para-trump-em-viagem-a-asia-diz-especialista/

Golpes e apostas ilegais: o que você precisa saber sobre o Universe Browser

O surgimento de um navegador associado a operações de jogos de azar e atividades fraudulentas na Ásia tem preocupado especialistas em segurança cibernética.

Pesquisadores da Infoblox e da United Nations Office on Drugs and Crime (UNODC) analisaram o Universe Browser e alertam para o avanço da sofisticação de criminosos na região.

Navegador Universe Browser tem ligação a cassinos online baseados na Ásia, permitindo que jogadores consigam acessar jogos de azar em países em que isso é proibido (Imagem: FOTOGRIN/Shutterstock)

Como funciona o Universe Browser

O navegador foi identificado no início de 2025 durante a análise de sistemas digitais ligados a um cassino online baseado no Camboja, que já havia sido alvo de operações policiais. Segundo a Wired, a Infoblox detectou um padrão de DNS único que permitiu rastrear sites e infraestrutura vinculados ao grupo Vault Viper.

Maël Le Touz, pesquisador da Infoblox, explica: “Não vimos o Universe Browser sendo divulgado fora dos domínios controlados pelo Vault Viper. O navegador teria sido desenvolvido para permitir que usuários na Ásia contornassem restrições impostas em países onde o jogo é ilegal. Todos os sites de cassino operados pelo grupo trazem links ou anúncios do navegador.”

O navegador está disponível para download nos sites de cassino e oferece versões para Windows e para iOS na App Store. Apesar de não estar na Play Store, arquivos APK permitem instalação em dispositivos Android.

malware celular
Segundo os pesquisadores, o navegador age de forma semelhante a um malware, instalando extensões e desabilitando recursos de segurança (Imagem: undefined undefined/iStock)

Navegador funciona como um malware

Análises indicam que o navegador contém funcionalidades semelhantes a malware, como checagem da localização do usuário, idioma, presença de máquinas virtuais e instalação automática de extensões que podem capturar screenshots e enviar dados a servidores controlados pelo navegador. Além disso, o Universe Browser desabilita recursos de segurança padrão de navegadores, aumentando o risco para quem o utiliza.

Estes grupos criminosos, particularmente organizações chinesas, estão cada vez mais diversificando e evoluindo para fraudes cibernéticas, personificação e golpes online. O risco está se tornando mais sério e preocupante.

John Wojcik, pesquisador sênior da Infoblox, à Wired
Pessoa mascarada com um celular no ouvido e mexendo em um notebook
Relatório aponta que o navegador está ligado a operações com conexões com grupos criminosos asiáticos (Imagem: sirikuan07/Shutterstock)

BBIN e o contexto de crime online

A BBIN, também conhecida como Baoying Group, tem base nas Filipinas e atua como fornecedora de software para cassinos online. Relatórios da UNODC apontam que a companhia está ligada a operações de jogos de azar e fraudes digitais na região, com conexões documentadas com grupos criminosos, incluindo Triads, como Bamboo Union, Four Seas e Tian Dao.

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A BBIN é descrita como “um conglomerado internacional de bilhões de dólares, com ligações profundas a crimes, oferecendo suporte a cassinos, golpes e atores de cibercrimes”, comenta Jeremy Douglas, chefe de gabinete da UNODC.

Por isso, especialistas alertam que o crescimento do jogo online está ligado a fraudes, com milhares de pessoas enganadas por golpes no Sudeste Asiático.

A metodologia usada para atrair pessoas para abrir contas em cassinos online é a mesma aplicada em golpes pig-butchering.

Jason Tower, da Global Initiative Against Transnational Organized Crime, à Wired

Recentes ações de fiscalização nos EUA levaram à apreensão de US$ 15 bilhões (R$ 81 bilhões) em Bitcoin, envolvendo grupos associados à tecnologia BBIN. Nos últimos anos, autoridades da China e de Taiwan relataram que a tecnologia BBIN tem sido utilizada em operações ilegais de jogos de azar.

“À medida que essas operações continuam a crescer e se diversificar, elas são marcadas por crescente expertise técnica, profissionalização, resiliência operacional e capacidade de operar discretamente, com escrutínio e supervisão muito limitados”, explica relatório da Infoblox.

Riscos do Universe Browser

  • Rastreia localização, idioma e detecta máquinas virtuais;
  • Instala extensões que podem capturar suas telas;
  • Desativa recursos de segurança padrão e remove criptografia antiga;
  • Bloqueia acesso a configurações e ferramentas do navegador;
  • Facilita ataques de criminosos cibernéticos.
  • É usado em cassinos online ilegais e sites de apostas proibidos, aumentando exposição a fraudes e malware.

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O Grande Debate: O que esperar do encontro entre Lula e Trump?

Os comentaristas José Eduardo Cardozo e Caio Coppolla discutiram, nesta sexta-feira (24), em O Grande Debate (de segunda a sexta-feira, às 23h), sobre o que esperar do encontro entre os presidentes Lula e Donald Trump.

A expectativa é de que os dois líderes conversem neste domingo (26) na Malásia. Antes do encontro, Lula afirmou que, se não acreditasse que fosse possível fazer um acordo, não participaria da reunião.

Cardozo acredita que o encontro será positivo.

“Acho que sinceramente esse encontro deve fazer a revisão de posturas tomadas por Donald Trump para punir o Brasil e por que isso? Porque a balança comercial sempre foi favorável aos Estados Unidos, quando Trump dá o tarifaço dele, ele fala que é por causa das decisões do Supremo e o Brasil não se acovardou, o Supremo não se acovardou, o presidente da República não se acovardou”, afirmou.

“Eu acho que vão efetivamente retroceder em situações para desespero de Eduardo Bolsonaro, que queria que os EUA invadissem o Brasil”, prosseguiu.

Coppolla avalia que uma delação do ex-chefe de Inteligência da Venezuela pode estar entre os temas em discussão.

“Eu acredito que um tópico muito sensível nessa reunião será a delação do senhor Hugo Carvajal, considerado o grande delator do narcotráfico chavista”, disse.

“Diz o senhor Hugo Carvajal, que era o chefe da inteligência chavista, que todos aqueles políticos ligados ao Foro de São Paulo eram financiados por capital do narcotráfico, se isso for verdade, se houve dinheiro estrangeiro influenciando o financiamento de partidos e eleições aqui no Brasil, aí nós estaremos diante de outro tipo de escândalo”, continuou.



source https://www.cnnbrasil.com.br/politica/o-grande-debate-o-que-esperar-do-encontro-entre-lula-e-trump/

24 outubro 2025

Familiares de Vini Jr. chegam com Virgínia na festa de Maria Flor

Familiares de Vinicius Jr. marcaram presença na festa de três anos de Maria Flor, filha de Virgínia e de Zé Felipe, nesta quinta-feira (23). Fernanda Cristina, mãe do craque do Real Madrid, e Bernardo, irmão mais novo do jogador, chegaram ao aniversário junto da influenciadora.

Antes da festa, os familiares de Vini Jr. se hospedaram na casa de Virgínia, em Goiânia. Na tarde desta quinta, a mãe de Maria Flor, Maria Alice e José Leonardo publicou um vídeo nas redes sociais em que mostrava a Bernardo os perfumes de sua marca WePink.

Casal “ViVi”?

O vídeo de Bernardo, irmão de Vinicius Jr., na casa de Virgínia causou burburinho nas redes sociais, aumentando os rumores de um relacionamento mais sério entre a influenciadora e o jogador.

Vale lembrar que os dois se aproximaram no início do mês, mas o affair sofreu um “término” precoce após conversas íntimas entre Vini Jr. e outra mulher, a modelo Day Magalhães, vazarem. As conversas teriam ocorrido no mesmo período em que Virginia viajou por três vezes à Espanha e se hospedou na casa do atacante.

Depois disso, Vini Jr. pediu desculpas publicamente à Vírginia, que decidiu dar uma nova chance ao jogador.

“Estou disposta a dar uma segunda chance […] Por mais que ele tenha errado, ele teve uma atitude de homem. Ele veio pedir desculpas, então eu achei legal da parte dele. Sou grata. Agradeci ele pelo texto e é isso”, disse Virginia em entrevista ao Léo Dias.

Vini Jr. revela estátua de cera “perfeita” na Apoteose; veja fotos



source https://www.cnnbrasil.com.br/esportes/futebol/familiares-de-vini-jr-chegam-com-virginia-na-festa-de-maria-flor/

Acordo bilionário: Anthropic expande uso do Google Cloud para IA

A Anthropic anunciou, nesta quinta-feira (23), que vai expandir o uso das tecnologias do Google Cloud para impulsionar sua linha de produtos com inteligência artificial (IA). O acordo vale dezenas de bilhões de dólares, segundo a empresa, mas as cifras não foram divulgadas. A parceria inclui acesso de até um milhão de TPUs, o que pode colocar mais de um gigawatt de capacidade de computação de IA online em 2026.

Do inglês Tensor Processing Unit (“Unidade de Processamento de Tensor” em português), TPUs são aceleradores de IA desenvolvidos pelo Google para otimizar o desempenho e a eficiência de custos do treinamento e da inferência de modelos de machine learning (“aprendizado de máquina”, em português) e grandes modelos de linguagem (LLMs, na sigla em inglês). O Google, aliás, utiliza a tecnologia para impulsionar seus próprios produtos, como Gemini, Pesquisa, Fotos, Maps, etc.

“A decisão da Anthropic de expandir significativamente o uso de TPUs reflete a excelente relação custo-benefício e a eficiência que suas equipes têm observado com TPUs há vários anos”, disse Thomas Kurian, CEO do Google Cloud.

“Continuamos inovando e impulsionando ainda mais a eficiência e o aumento da capacidade de nossas TPUs, com base em nosso já maduro portfólio de aceleradores de IA, incluindo nossa TPU de sétima geração, a Ironwood.”

google cloud
TPUs são aceleradores de IA desenvolvidos pelo Google para otimizar o desempenho e a eficiência de treinamento de LLMs (Imagem: Mijansk786/Shutterstock)

A Anthropic e o Google anunciaram, inicialmente, uma parceria estratégica em 2023, com a Anthropic usando a infraestrutura de IA do Cloud para treinar seus modelos e disponibilizá-los às empresas por meio da plataforma Vertex AI do Google Cloud e do Google Cloud Marketplace. Hoje, milhares de empresas utilizam os modelos Claude da Anthropic no Google Cloud, incluindo Figma, Palo Alto Networks, Cursor e outras.

Plataforma da Anthropic diversificada

  • O anúncio faz parte da estratégia da Anthropic de diversificar a computação com três plataformas de chips: TPUs do Google, Trainium da Amazon e chips gráficos (GPUs) da Nvidia;
  • Essa abordagem multiplataforma garante recursos aprimorados do Claude, segundo a empresa;
  • A expansão com o Google vai permitir testes mais completos, pesquisas de alinhamento e implantação responsável em escala;
  • “Nossos clientes — desde empresas da Fortune 500 até startups nativas de IA — dependem do Claude para seus trabalhos mais importantes e esta capacidade expandida garante que possamos atender à nossa demanda exponencialmente crescente, mantendo nossos modelos na vanguarda do setor”, disse Krishna Rao, CFO da Anthropic;
  • Atualmente, a empresa atende mais de 300 mil clientes empresariais, que representam mais de US$ 100 mil (R$ 538,3 mil) em receita operacional cada;
  • O número de “grandes contas” cresceu quase sete vezes no último ano, diz a Anthropic;
  • A receita anual da empresa está se aproximando de US$ 7 bilhões (R$ 37,6 bilhões).
Plataforma Claude permite acelerar tarefas científicas, da revisão de literatura à submissão regulatória.
Receita anual da empresa está se aproximando de US$ 7 bilhões (Imagem: gguy/Shutterstock)

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Como fica a Amazon?

O acordo com o Google não deve diminuir a parceria da Anthropic com a Amazon com serviços da Amazon Web Services (AWS), que sofreu uma pane mundial no início desta semana. No comunicado, a dona do Claude enfatizou que a varejista continua sendo a sua “principal parceira de treinamento e provedora de nuvem”.

Os investimentos da Amazon na Anthropic chegam a US$ 8 bilhões (R$ 43 bilhões) até o momento, mais do que o dobro dos US$ 3 bilhões (R$ 16,1 bilhões) em capital confirmados pelo Google, segundo a CNBC.

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AWS ainda é a principal provedora de nuvem da Anthropic (Imagem: Photo For Everything/Shutterstock)

A Anthropic também confirmou que vai manter o Projeto Rainier, um enorme cluster de computação com centenas de milhares de chips de IA em vários data centers nos EUA desenvolvido em parceria com a Amazon.

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Petrobras quer perfurar mais poços na bacia da Foz do Amazonas

A Petrobras quer expandir as operações na bacia marítima da Foz do Amazonas perfurando três novos poços que não estão contemplados na licença emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na segunda-feira (20). A petroleira enviou um pedido de extensão ao órgão ambiental um dia depois de obter a autorização, segundo reportagem da DW.

A empresa argumenta que “os três poços contingentes estavam previstos desde o início do processo de licenciamento ambiental” e sugere alterações no texto da licença, que passaria a incluir áreas das proximidades do poço FZA-M-59.

Fontes anônimas do Ibama relataram à DW que o processo autorizado considerou apenas impactos do FZA-M-59, sem análise técnica das demais perfurações solicitadas. A Petrobras e o Ibama ainda não se pronunciaram sobre o pedido de extensão da licença.

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Sonda de perfuração NS-42 fará pesquisas exploratórias pelos próximos cinco meses (Imagem: Divulgação/Petrobras)

Ambientalistas reagem

Nesta semana, oito organizações e redes dos movimentos ambientalista, indígena, quilombola e de pescadores artesanais entraram com uma ação na Justiça Federal do Pará contra o Ibama, a Petrobras e a União, pedindo a anulação do licenciamento. O grupo também pede uma liminar suspendendo imediatamente as atividades de perfuração, sob risco de danos irreversíveis ao meio ambiente.

“Às vésperas da COP30, é lamentável que o governo brasileiro tenha autorizado a abertura de nova fronteira de exploração de petróleo na região Amazônica. O licenciamento do Bloco FZA-M-59 atropelou requisitos fundamentais previstos na legislação ambiental brasileira e em tratados internacionais dos quais o país é signatário”, afirma Angela Barbarulo, gerente jurídica do Greenpeace Brasil.

“A anulação da licença de operação é urgente, uma vez que ela foi concedida sem estudos que identifiquem e mitiguem adequadamente os riscos e impactos socioambientais”, prossegue.

Ao emitir a licença, o Ibama informou que a autorização seguiu um “rigoroso processo de licenciamento ambiental”, com a realização de Estudo de Impacto Ambiental (EIA), audiências públicas, reuniões técnicas setoriais e avaliações em campo envolvendo mais de 400 pessoas. Já a Petrobras garantiu que vai operar na Margem Equatorial com “segurança, responsabilidade e qualidade técnica”.

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Petrobras pede alteração do texto da licença emitida pelo Ibama (Imagem: Donatas Dabravolskas/Shutterstock)

No entanto, ambientalistas avaliam que o Ibama concedeu a licença após quatro anos de pressão da Petrobras e do Ministério de Minas e Energia, contrariando pareceres técnicos do próprio instituto e recomendações do Ministério Público Federal. Na ação, o grupo lista o que chamou de “vícios fundamentais na licença de operação”:

  • Ausência do Estudo de Componente Indígena e do Estudo de Componente Quilombola, sem consulta livre, prévia e informada aos povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais que já são afetados pelo empreendimento desde a oferta do Bloco FZA-M-59;
  • Falhas na modelagem do licenciamento, que apresenta falhas no estudo em caso de vazamento de óleo, bem como no plano de emergência para conter o acidente, baseados em dados desatualizados de 2013. As ONGs destacam que 20% do óleo derramado num “blowout” afundaria, potencialmente atingindo o Grande Sistema Recifal Amazônico;
  • Licenciamento ignora impactos climáticos ao abrir a Amazônia para uma expansão maciça da produção de petróleo, o principal causador da crise do clima, colocando em risco o Acordo de Paris (de limitar o aquecimento global a 1,5 °C).

Leia mais:

Petrobras de olho no futuro

O bloco FZA-M-59, que abriga o poço de Morpho, é apenas o primeiro de uma série na bacia da Foz do Amazonas. Há outros oito blocos em licenciamento e 19 arrematados no leilão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em junho. Destes, dez ficaram com a ExxonMobil em parceria com a Petrobras e nove com a Chevron, com participação minoritária da estatal chinesa CNPC. ONGs avaliam que a participação estrangeira no leilão foi possível graças à flexibilização do Projeto de Lei (PL) do Licenciamento Ambiental.

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Brasil pode ficar entre os quatro maiores produtores globais de petróleo (Imagem: PhonlamaiPhoto/iStock)

Caso a exploração na bacia da Foz do Amazonas avance, o Brasil pode ficar entre os quatro maiores produtores globais de petróleo na próxima década, ultrapassando a marca de cinco milhões de barris diários de produção a partir de 2030, segundo o jornal O Globo. O país ficaria atrás apenas de Estados Unidos, Arábia Saudita e Rússia.

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source https://olhardigital.com.br/2025/10/23/ciencia-e-espaco/petrobras-quer-perfurar-mais-pocos-na-bacia-da-foz-do-amazonas/

23 outubro 2025

Análise: Trump surpreende o Kremlin com sanções ao petróleo russo

É madrugada em Moscou, então ainda não houve nenhuma reação oficial do Kremlin até agora em resposta à decisão do governo Trump de impor sanções às duas maiores empresas de petróleo da Rússia.

Mas quando a manhã chega, uma coisa fica clara: as autoridades russas não ficarão felizes com o que aconteceu.

Alguns na Rússia começaram a acreditar que o presidente dos EUA, Donald Trump, nunca usaria a influência à sua disposição para forçar seu colega russo a obedecer, principalmente depois que ele se recusou a fornecer mísseis de cruzeiro americanos Tomahawk à Ucrânia na semana passada.

Tudo parece ter mudado em questão de horas.

 

A medida também ocorre depois que autoridades americanas jogaram água fria na proposta de cúpula entre Trump e Putin, com o líder americano dizendo que ele próprio havia cancelado a reunião.

“Não parecia que chegaríamos ao ponto que precisamos – então cancelei, mas faremos isso no futuro”, explicou Trump a repórteres na Casa Branca.

Por sua vez, o lado russo disse que as negociações ainda estavam em andamento, mas com os EUA aumentando a pressão econômica sobre o país da noite para o dia, pouco resta de certo.



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Confira o Olhar Digital News na íntegra (22/10/2025)

Veja os destaques do Olhar Digital News desta quarta-feira:

Sem energia suficiente, empresas de IA estão construindo suas próprias usinas

As gigantes da tecnologia que disputam a corrida da inteligência artificial precisam de uma quantidade colossal de energia. E elas não estão dispostas a esperar que a rede elétrica dos Estados Unidos dê conta do recado. A solução? Construir suas próprias usinas, mudando o setor de energia do país.

Asteroide “deus do caos” será estudado de perto pela NASA

A paralisação do governo dos Estados Unidos coloca em dúvida várias missões da Nasa. Uma das mais importantes dos próximos anos estudará um asteroide gigante que cruzará os céus da Terra. E, por enquanto, os planos estão assegurados.

Carta aberta de famosos e cientistas pede proibição da superinteligência artificial

Centenas de cientistas, figuras públicas e pessoas ligadas ao mercado de tecnologia assinaram uma carta aberta pedindo uma desaceleração na corrida para desenvolver a superinteligência artificial. O grupo conta com nomes de peso, como o pioneiro da inteligência artificial e ganhador do Prêmio Nobel, Geoffrey Hinton, e o cofundador da Apple, Steve Wozniak.

Galaxy XR: Samsung lança headset com IA do Google

O Galaxy XR é o novo headset de realidade estendida da Samsung para competir com o Apple Vision Pro e com o Meta Quest. O modelo usa o sistema operacional Android XR e já vem com o Gemini, inteligência artificial do Google. Conheça!

Vida em Marte? Sabemos onde procurar!

Se Marte já abrigou vida em um passado remoto, não sabemos. Mas não é impossível de descobrir. Sinais moleculares podem ainda estar guardados sob o gelo do planeta. É o que diz um estudo publicado na revista Astrobiology, conduzido em uma parceria da NASA com a Universidade Estadual da Pensilvânia.

O Olhar Digital News vai ao ar de segunda a sexta-feira nas nossas redes sociais!

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22 outubro 2025

Presidente do Peru declara estado de emergência para combater criminalidade

O presidente do Peru, José Jerí, declarou estado de emergência na capital Lima justificando a medida para combater o aumento da criminalidade no país.

Em um anuncio televisionado nesta terça-feira (21), Jeri disse que a medida vale por 30 dias.

“O estado de emergência, aprovado pelo Conselho de Ministros, entra em vigor à meia-noite e por 30 dias na região metropolitana de Lima e Callao, e apresenta uma nova abordagem. Estamos passando da defensiva para a ofensiva na luta contra a criminalidade, uma luta que nos permitirá recuperar a paz, a tranquilidade e a confiança de milhões de peruanos”, disse Jerí.

“Guerras se vencem com ações, não com palavras. Viva o Peru!”, acrescentou.

A determinação acontece após uma série de protestos liderados por jovens da Geração Z e sindicatos de trabalhadores atingir o país, rejeitando o governo do presidente interino José Jerí e o Congresso, em meio a um clima de insegurança e criminalidade no país.

Onda de protestos

Os jovens marcharam na quarta-feira passada (15) de diferentes partes da capital em direção ao centro histórico, reunindo-se na Plaza San Martín e seguindo em direção à sede do Congresso, vigiada por centenas de policiais.

Em várias regiões de Lima, houve confrontos entre manifestantes e policiais, além de fechamento de estradas devido à mobilização dos manifestantes e à suspensão temporária de rotas de transporte, anunciou a Autoridade de Transporte Urbano de Lima e Callao (ATU) em suas redes sociais.

 

Os manifestantes carregavam bandeiras e cartazes rejeitando o Congresso e Jerí, que foi nomeado presidente da República após a destituição de Dina Boluarte (2022-2025) por incapacidade moral em sua função de chefe do Parlamento.

A saída de Boluarte marca mais um episódio de instabilidade no Peru, país que teve seis presidentes em apenas sete anos.

O protesto massivo em Lima deixou uma pessoa morta por um ferimento a bala e mais de 100 feridos (78 policiais e 24 manifestantes), segundo a Defensoria do Povo, além de dez prisões.

O presidente interino Jerí lamentou a morte de Ruiz e espera “que as investigações determinem objetivamente os fatos e as responsabilidades”.



source https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/presidente-do-peru-declara-estado-de-emergencia-em-lima-apos-protestos/

Nova temporada de série da Apple TV mostra preguiça-gigante na Era do Gelo

Durante o final do Pleistoceno, um gigante da Era do Gelo vagava pela América do Norte: o Megalonyx jeffersonii, uma espécie de preguiça terrestre de tamanho comparável ao de um urso e adaptada para sobreviver em condições congelantes.

Reconstrução da preguiça-gigante
Animais se adaptaram para viver nas condições de gelo extremo (Imagem: Reprodução/Apple TV)

Conhecida como a preguiça de Jefferson, a criatura recebeu esse nome em homenagem a Thomas Jefferson, que apresentou seus restos fossilizados em 1797 – embora na época ainda não se soubesse exatamente do que se tratava.

Agora, esses antigos animais voltam a ganhar vida na terceira temporada da série “Planeta Pré-Histórico: Era do Gelo“, que estreia em 26 de novembro na Apple TV.

A produção mostrará o planeta Terra milhões de anos após a extinção dos dinossauros, em um período dominado pelo gelo. Um novo clipe divulgado pela plataforma mostra um lado brincalhão do Megalonyx, com um trio se aventurando na neve.

Preguiça da Era do Gelo

  • O Megalonyx era muito maior que as preguiças modernas, medindo entre 2,4 e 3 metros de comprimento e pesando cerca de uma tonelada;
  • Por ser uma preguiça terrestre, não precisava se mover pelas copas das árvores, mas, apesar de seu porte impressionante, os fósseis da espécie ainda são raros. Um crânio foi descoberto no início deste ano, ampliando o conhecimento sobre o animal;
  • Esses gigantes permanecem entre as megafaunas menos conhecidas da Era do Gelo, mas ganharão destaque na nova série ao lado de outras criaturas emblemáticas, como mamutes-lanosos, tigres-dente-de-sabre, parentes anãos de elefantes e cangurus carniceiros;
  • Cada episódio explorará como a vida no planeta se adaptou para sobreviver quando a Terra entrou em um período de intenso resfriamento.
Duas preguiças deitadas no gelo
Por ser uma preguiça terrestre, não precisava se mover pelas copas das árvores (Imagem: Reprodução/Apple TV)

Leia mais:

Terceira temporada da série da Apple TV

Planeta Pré-Histórico: Era do Gelo tem produção executiva de Jon Favreau e Mike Gunton e foi realizada pela BBC Studios Natural History Unit.

A narração fica por conta de Tom Hiddleston — famoso por interpretar Loki nas franquias de filmes da Marvel, “Thor” e “Os Vingadores” —, que assume o papel antes ocupado por David Attenborough.

Preguiças vistas de cima
Animal viveu na Era do Gelo, eras após a extinção dos dinossauros (Imagem: Reprodução/Apple TV)

A trilha sonora original é assinada por Hans Zimmer, Anže Rozman e Kara Talve, do Bleeding Fingers Music – equipe conhecida por criar instrumentos inovadores para proporcionar uma experiência sonora imersiva e pré-histórica.

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source https://olhardigital.com.br/2025/10/21/ciencia-e-espaco/nova-temporada-de-serie-da-apple-tv-mostra-preguica-gigante-na-era-do-gelo/

21 outubro 2025

Vasco 2 x 0 Fluminense: veja gols e melhores momentos do clássico

Em grande fase, o Vasco venceu o Fluminense por 2 a 0, nesta segunda-feira (20), pela 29ª rodada do Brasileirão, e entrou de vez na briga por vaga na Libertadores de 2026.

Os gols do clássico no Maracanã foram marcados por Rayan e Nuno Moreira, um em cada tempo. Veja os melhores momentos da partida abaixo:

Com três vitórias seguidas e apenas uma derrota nos últimos 11 jogos, o Vasco passou o São Paulo e assumiu a 8ª posição na tabela, com 39 pontos, dois a menos que o próprio Fluminense, o 7º colocado.

Os dois rivais, vale lembrar, vão se reencontrar em dezembro para a semifinal da Copa do Brasil. Ambas as partidas serão no Maracanã, após o encerramento do Brasileirão.

CBF antecipa fim do Brasileirão e muda final da Copa do Brasil; veja



source https://www.cnnbrasil.com.br/esportes/brasileirao/vasco-2-x-0-fluminense-veja-gols-e-melhores-momentos-do-classico/

Saiba como produção de chips TSMC e Nvidia nos EUA impacta setor

A Nvidia e a Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC) celebraram a produção do primeiro wafer (disco com material semicondutor) Blackwell fabricado nos Estados Unidos, marcando avanço estratégico e simbólico para o setor de semicondutores e para a política industrial estadunidense.

“É a primeira vez na história recente dos Estados Unidos que o chip mais importante está sendo fabricado em solo estadunidense, pela fábrica mais avançada, a TSMC, aqui nos Estados Unidos”, disse o fundador e CEO da Nvidia, Jensen Huang, durante a cerimônia.

Chip Nvidia B200
Arquitetura Blackwell tem processo de fabricação complexo (Imagem: Divulgação/Nvidia)

Segundo o executivo, o projeto está alinhado à visão do presidente dos EUA, Donald Trump, de reindustrializar o país, criando empregos e fortalecendo a indústria tecnológica considerada a mais vital do mundo.

O que é e por que é tão importante o wafer Blackwell da Nvidia

  • O wafer Blackwell — base dos chips de inteligência artificial (IA) da Nvidia — foi produzido na fábrica Fab 21 da TSMC, que já alcançou capacidade de produção em escala;
  • A unidade produzirá tecnologias avançadas de dois, três e quatro nanômetros, além de chips A16, essenciais para aplicações em IA, telecomunicações e computação de alto desempenho;
  • Ray Chuang, CEO da TSMC Arizona, ressaltou a importância da novidade: “Chegar do zero ao primeiro chip Blackwell produzido nos Estados Unidos em poucos anos representa o melhor da TSMC. Esse resultado é fruto de três décadas de parceria com a Nvidia, ultrapassando juntos os limites da tecnologia, e do empenho de nossos funcionários e parceiros locais”;
  • A primeira fase da fábrica da TSMC no Arizona começou a operar no fim de 2024 e a Nvidia figura entre seus principais clientes, ao lado de Apple e AMD;
  • A instalação de produção avançada é parte dos esforços dos Estados Unidos para reduzir a dependência de semicondutores fabricados na Ásia, região de alta tensão geopolítica. A iniciativa também responde às metas do governo estadunidense estabelecidas pelo CHIPS Act, que oferece subsídios e incentivos à produção doméstica.

Apesar do avanço, a fabricação dos chips Blackwell ainda não é completamente internalizada. Após a produção dos wafers em território estadunidense, eles precisam ser enviados de volta a Taiwan, onde passam pelo processo de empacotamento avançado (CoWoS-L) e integração com memórias HBM3E em instalações da TSMC.

Esse processo aumenta os custos e mantém parte da dependência de etapas críticas fora dos EUA. No entanto, TSMC e Amkor estão construindo fábricas de empacotamento avançado nos Estados Unidos, o que deve reduzir essa dependência até o final da década.

Jensen Huang, CEO da Nvidia
Huang celebrou o feito (Imagem: QubixStudio/Shutterstock)

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O Blackwell, descrito como um dos chips mais complexos já criados, utiliza o processo de fabricação 4N da TSMC — um nó de quatro nanômetros customizado para a Nvidia — e oferece desempenho e eficiência energética muito superiores, diz a gigante das GPUs.

A nova geração promete até 25 vezes mais economia de custo e energia em relação à arquitetura anterior, com adoção prevista por grandes empresas, como Amazon, Google e OpenAI.

Tem política no meio

A produção do Blackwell em solo estadunidense também tem relevância política. Por décadas, os chips mais sofisticados do mundo eram projetados nos Estados Unidos, mas fabricados quase exclusivamente em Taiwan. A nova produção representa conquista tangível após anos de políticas de incentivo e pressões do governo dos EUA para trazer parte da cadeia produtiva de volta ao país.

Além da TSMC, outras fabricantes, como a Intel, também começaram a produzir chips avançados no Arizona (EUA). A TSMC, por sua vez, já planeja expandir sua operação além do investimento inicial de US$ 165 bilhões (R$ 886,8 bilhões, na conversão direta), adquirindo novos terrenos para sustentar a crescente demanda impulsionada pelos chips de IA.

Huang afirmou que a Nvidia pretende continuar expandindo sua presença nos Estados Unidos, com planos de investir US$ 500 bilhões (R$ 2,6 trilhões) em infraestrutura de IA em parceria com TSMC, Foxconn e outras empresas.

Logo da TSMC na fachada de um prédio
Taiwanesa está levando as produções para a Nvidia para os EUA (Imagem: Fiers/Shutterstock)

A companhia também pretende aplicar tecnologias de IA, robótica e gêmeos digitais no desenvolvimento e operação de novas fábricas locais.

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source https://olhardigital.com.br/2025/10/20/pro/saiba-como-producao-de-chips-tsmc-e-nvidia-nos-eua-impacta-setor/

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