Canal Sabedoria Infinita

26 novembro 2025

Fim do processo: Warner se junta à Suno para licenciar músicas com IA

A Warner Music anunciou uma parceria com a Suno, líder em inteligência artificial (IA) para música, para encerrar um processo envolvendo violação de direitos autorais pela startup. O acordo abre “novas fronteiras na criação, interação e descoberta musical, ao mesmo tempo que compensa e protege artistas, compositores e a comunidade criativa em geral”, segundo um comunicado divulgado à imprensa.

“A IA se torna pró-artista quando adere aos nossos princípios: compromisso com modelos licenciados, valorização da música dentro e fora da plataforma e oferta aos artistas e compositores da opção de usar seus nomes, imagens, vozes e composições em novas músicas criadas por IA”, disse Robert Kyncl, CEO da Warner Music Group.

Artistas e compositores terão controle total sobre se e como seus nomes, imagens, semelhanças, vozes e composições serão usados ​​em novas músicas geradas por IA, garante o acordo. Grandes nomes, como Lady Gaga, Coldplay, The Weeknd e Sabrina Carpenter estão entre os músicos contratados pela Warner.

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Artistas e compositores terão controle total sobre as produções de IA (Imagem: T. Schneider/Shutterstock)

Expandindo as operações

A Suno também anunciou a aquisição da Songkick, plataforma de descoberta de shows e música ao vivo, da Warner Music Group. Segundo a empresa, a combinação criará um novo potencial para aprofundar a conexão entre artistas e fãs. Por enquanto, a Suno não pretende alterar a maneira como a plataforma é gerida.

“Juntos, podemos aprimorar a forma como a música é criada, consumida, vivenciada e compartilhada. Isso significa que lançaremos novos recursos mais robustos para criação, oportunidades de colaboração e interação com alguns dos músicos mais talentosos do mundo, tudo isso enquanto continuamos a construir o maior ecossistema musical possível”, afirmou Mikey Shulman, CEO da Suno.

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Modelos atuais de licenciamento da Suno serão desativados a partir de 2026 (Imagem: miss.cabul/Shutterstock)

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Mudanças por vir

  • Como parte do acordo, em 2026, a Suno fará diversas mudanças na plataforma, incluindo o lançamento de novos modelos mais avançados e licenciados. Assim, os modelos atuais serão desativados. Daqui para frente, o download de áudio exigirá uma conta paga;
  • Além disso, a Suno introduzirá restrições de download em determinados cenários: especificamente, no futuro, as músicas criadas no plano gratuito não poderão ser baixadas, mas, sim, reproduzidas e compartilhadas;
  • Os usuários do plano pago terão limites mensais de download, com a possibilidade de pagar por downloads adicionais.

Na avaliação da startup, o acordo permite que artistas e compositores se beneficiem de novas fontes de receita e adiciona recursos interativos que oferecem oportunidades para um maior engajamento dos fãs. Atualmente, a plataforma conta com 100 milhões de pessoas cadastradas.

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Daqui para frente, o download de áudio exigirá uma conta paga (Imagem: Fanta Media/Shutterstock)

Warner e Suno fazendo as pazes

O processo de violação de direitos autorais teve início no ano passado e envolveu também a Universal Music Group e a Sony Music Entertainment — ambas as empresas, aliás, estariam prestes a fechar acordos com a Suno para também encerrar disputas na Justiça e licenciar suas obras para a startup de IA.

Na semana passada, a Warner também anunciou que resolveu o impasse sobre o mesmo problema envolvendo a startup de música com IA, Udio. Um serviço de criação musical com IA licenciado pelo grupo está previsto para ser lançado em 2026. Universal e Sony também negociam um acordo com a Udio.

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25 novembro 2025

Abel poupa contra Grêmio e indica Palmeiras para final da Libertadores

O Palmeiras irá a campo com uma equipe considerada reserva para o jogo contra o Grêmio, nesta terça-feira (24), em Porto Alegre (RS), pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro. Visando a final da Libertadores no sábado (29), diante do Flamengo, o técnico Abel Ferreira poupará 11 jogadores para o duelo.

O goleiro Carlos Miguel, os laterais Piquerez e Khellven, os zagueiros Gustavo Gómez, Murilo e Bruno Fuchs, os meio-campistas Andreas Pereira e Raphael Veiga e os atacantes Flaco López, Allan e Vitor Roque ficaram em São Paulo, segundo publicação inicial do ge.globo.

Eles treinarão mais um dia na Academia de Futebol e se juntarão ao elenco na quarta-feira (26). Dessa forma, o Verdão pode entrar em campo com: Marcelo Lomba; Giay, Benedetti, Micael e Jefté; Aníbal Moreno, Emi Martínez e Mauricio; Felipe Anderson; Sosa e Bruno Rodrigues.

A Itatiaia apurou que alguns atletas não viajaram para Porto Alegre, mas não foi divulgada lista de relacionados. A tendência é que o Palmeiras entre em campo para encarar o Flamengo na final com: Carlos Miguel, Khellven, Gómez, Murilo e Piquerez; Bruno Fuchs, Andreas Pereira e Raphael Veiga; Allan, Flaco López e Vitor Roque.

Veja as opções do Palmeiras para o duelo com o Grêmio

  • Goleiros: Lomba, Luiz Sá, Aranha
  • Laterais: Giay e Jefté;
  • Zagueiros: Micael e Benedetti;
  • Meio-campistas: Larson, Felipe Anderson, Lucas Evangelista, Maurício, Aníbal Moreno e Emi Martínez;
  • Atacantes: Ramón Sosa, Luighi, Bruno Rodrigues, Facundo Torres, Paulinho, Riquelme Fillipi e Erick Belé.

Palmeiras ‘desistiu’ do Brasileirão?

O Palmeiras ocupa a segunda posição no Campeonato Brasileiro, com 70 pontos. No sábado (22), o Verdão empatou sem gols com o Fluminense, no Allianz Parque, e viu o Flamengo abrir quatro pontos de distância na luta pelo título após vencer o Red Bull Bragantino por 3 a 0 e chegar aos 74 pontos.

“Devemos canalizar a nossa energia agora para aquilo que é o próximo sábado. Temos um jogo a meio de semana, vamos prepará-lo da forma que acharmos que é melhor, mas acho que o campeonato está entregue”, afirmou o técnico Abel Ferreira após o 0 a 0.

Palmeiras e Flamengo medem forças às 18h, no sábado (29), no Estádio Monumental de Lima, no Peru. O vencedor vai se tornar o primeiro clube brasileiro tetracampeão da Libertadores.

Libertadores: Palmeiras x Flamengo definirá 1º tetracampeão do Brasil

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OpenAI: protótipo de seu primeiro hardware já existe, diz Altman

A OpenAI está dando novos passos rumo ao lançamento de seu primeiro dispositivo físico. Durante o Emerson Collective’s 2025 Demo Day, o CEO, Sam Altman, e o ex-designer da Apple Jony Ive confirmaram que já existe um protótipo funcional do equipamento — um marco importante para o projeto que, até agora, permanecia envolto em segredo. Segundo Ive, o produto pode chegar ao mercado em “menos de dois anos”.

Sam Altan gesticulando
CEO da OpenAI descreve hardware como “simples e intuitivo” (Imagem: jamesonwu1972/Shutterstock)

OpenAI aposta em design simples, funcional e sem tela

Pouco se sabe oficialmente sobre o hardware da OpenAI, mas rumores apontam que o dispositivo não terá tela e terá um tamanho semelhante ao de um smartphone. Tanto Altman quanto Ive reforçaram que o conceito segue uma filosofia de simplicidade e apelo sensorial. Altman descreveu o visual como “simples, bonito e divertido”, indicando que o objetivo é criar um produto que desperte um desejo imediato de uso.

Logo da OpenAI em um smartphone que está rodeado por um fone de ouvido, um mouse e um teclado
Rumores apontam que o dispositivo não terá tela e terá um tamanho semelhante ao de um smartphone (Imagem: JarTee/Shutterstock)

O CEO ainda comentou que, apesar de versões anteriores terem animado a equipe, nenhuma transmitia a sensação de ser um objeto irresistível. “Não tinha aquela vontade de pegar e usar de imediato”, disse. Isso mudou com o protótipo atual, que, segundo Altman, finalmente alcançou esse nível de atratividade.

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Visão de Jony Ive para o dispositivo

Jony Ive reforçou que o propósito do projeto é criar algo sofisticado, mas descomplicado. Para ele, boas soluções parecem quase inocentes de tão simples, mas entregam inteligência e facilidade de uso.

Entre os conceitos defendidos por Ive estão:

  • Produtos que convidam ao toque;
  • Dispositivos que não intimidam o usuário;
  • Ferramentas tão naturais que podem ser usadas quase sem pensar.
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Designer Jony Ive reforçou que o propósito do projeto é criar algo sofisticado, mas descomplicado (Imagem: Visuals6x/Shutterstock)

Altman complementou afirmando que espera que, ao verem o produto final, as pessoas simplesmente reconheçam: “É isso!”. Ive, por sua vez, demonstrou confiança ao responder: “Sim, elas vão.”

Com expectativa crescente e poucas informações divulgadas, o primeiro hardware da OpenAI surge como uma das apostas mais curiosas do setor de tecnologia para os próximos anos.

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24 novembro 2025

Estudiantes protesta contra título do Rosario Central na Argentina; veja

Uma cena curiosa ocorreu no confronto entre Rosario Central e Estudiantes, válido pelas oitavas de final do Torneio Clausura do Campeonato Argentino, neste domingo (23). Os jogadores do time de La Plata deram as costas aos atletas da equipe adversária na entrada de ambos ao campo de jogo.

A ação foi um protesto do Estudiantes à Associação do Futebol Argentino (AFA). A entidade alterou as regras do campeonato nacional na última quinta-feira (20) e anunciou o Rosario Central como campeão argentino por ter tido o melhor desempenho na tabela anual do torneio.

A mudança foi anunciada após uma reunião de membros da AFA com Gonzalo Belloso, presidente do Rosario.

O regulamento anterior dava o troféu somente aos vencedores dos Torneios Apertura e Clausura. O Apertura da atual temporada foi vencido pelo Platense. Já o Clausura, ainda está em disputa com 12 clubes na briga pelo título.

Dentro das quatro linhas, o Estudiantes levou a melhor e calou os torcedores no Gigante de Arroyito com uma vitória por 1 a 0, carimbando o passaporte para as quartas de final.

O que é o “pasillo”?

Na cultura do futebol argentino, na partida seguinte a um título, o time campeão é recebido sob aplausos pela equipe adversária. Os jogadores ficam enfileirados na entrada de campo e fazem um “corredor” para receberem os atletas campeões.

O movimento é chamado de “pasillo” e também ocorre em outros países, como na Espanha.

Libertadores: Palmeiras x Flamengo definirá 1º tetracampeão do Brasil



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Tempestade em linha reta? Conheça o curioso fenômeno “Derecho”

As tempestades estão entre os eventos climáticos mais destrutivos e costumam se deslocar de forma irregular, com velocidade e direção influenciadas por diversos fatores atmosféricos.

Mas existe um tipo específico que avança quase em linha reta e chama a atenção dos meteorologistas: o derecho.

A seguir, o artigo explica o que é esse fenômeno, como ele se forma, quais são suas principais características e por que seu estudo é fundamental.

O que é o fenômeno “derecho”?

Ilustração que representa um derecho
Ilustração que representa um derecho / Crédito: Revista Arco (UFSM / reprodução)

O derecho é um fenômeno atmosférico pouco conhecido no Brasil, mas capaz de provocar danos comparáveis aos de furacões e tornados. Ele corresponde a uma tempestade de ventos intensos que avança em linha reta por longas distâncias, deixando um rastro de destruição em poucos minutos.

Embora mais comum na América do Norte, pesquisadores brasileiros já identificaram episódios no Rio Grande do Sul, mostrando que o país também está exposto a esse tipo de evento extremo.

Trata-se de uma tempestade de ventos retos, extensa e duradoura, associada a um sistema convectivo de mesoescala. O derecho se desloca rapidamente e pode gerar rajadas acima de 140 km/h, provocando queda de árvores, destelhamentos, danos à infraestrutura e interrupções no fornecimento de energia. O termo vem do espanhol e significa “direto”, referência ao padrão linear de seus ventos, diferente do movimento giratório típico dos tornados.

Embora seja classificado como raro, o derecho exige condições atmosféricas muito específicas e, quando ocorre, costuma afetar áreas amplas e causar prejuízos significativos.

Como se forma a ‘tempestade derecho’

Evento de derecho progressivo, com área hachurada associada a uma linha de instabilidade mais curta, contendo um ou vários ecos em arco
Evento de derecho progressivo, com área hachurada associada a uma linha de instabilidade mais curta, contendo um ou vários ecos em arco / Crédito: Wikimedia (domínio público)

O derecho geralmente surge a partir de linhas de instabilidade que se organizam de forma alinhada, formando extensas faixas de tempestades. No radar meteorológico, esse conjunto costuma aparecer com formato de arco, conhecido como bow echo. Em situações ainda mais intensas, a tempestade pode apresentar uma estrutura semelhante a “arco e flecha”, como já observado no Rio Grande do Sul.

Para que esse tipo de sistema se desenvolva, é necessário reunir condições específicas na atmosfera. Entre elas estão altos níveis de umidade perto da superfície, transporte de ar quente, instabilidade moderada ou forte, vento divergente nas camadas superiores da troposfera e cisalhamento vertical significativo. Essa combinação favorece não apenas a formação da tempestade, mas também sua organização e persistência ao longo de grandes distâncias.

Quando o derecho ocorre

Evento de derecho em série, mostrando área hachurada ligada a uma extensa linha de instabilidade com múltiplos ecos em arco
Evento de derecho em série, mostrando área hachurada ligada a uma extensa linha de instabilidade com múltiplos ecos em arco / Crédito: Wikimedia (domínio público)

O derecho é mais comum em períodos de calor. No Hemisfério Norte, costuma ocorrer entre junho e agosto. No Hemisfério Sul, aparece com mais frequência entre março e maio. Entretanto, o fenômeno não se limita a essas estações. Pode surgir em qualquer época do ano, de dia ou de noite, desde que as condições atmosféricas estejam favoráveis à formação de tempestades severas.

Intensidade e características da tempestade

Intensidade dos ventos

As rajadas registradas em um derecho podem ultrapassar 45 m/s, equivalente a cerca de 160 km/h. Em eventos extremos, a velocidade pode chegar a 60 m/s, ou mais de 200 km/h. É comum que a tempestade produza downbursts, que são colunas de ar descendente muito intensas, e até tornados localizados. Porém, como o dano predominante ocorre em uma única direção, detectar tornados dentro da área afetada pode ser difícil.

Formação de um derecho
Formação de um derecho / Crédito: Wikimedia (domínio público)

Dinâmica e evolução

O derecho pode durar muitas horas, e em casos raros, até mais de um dia. Ele se mantém ativo porque consegue regenerar novas células de tempestade à medida que avança para regiões com ar quente e úmido. Esse processo contínuo faz com que o sistema viaje centenas de quilômetros, sempre produzindo ventos fortes no percurso.

Derecho de 27 de maio de 2001, próximo a Fort Supply, Oklahoma / Crédito: Doug Berry (reprodução)
Derecho de 27 de maio de 2001, próximo a Fort Supply, Oklahoma / Crédito: Doug Berry (reprodução)

Em situações específicas, as tempestades internas podem se intensificar a ponto de exibirem estruturas complexas, como um “olho” e bandas convectivas, lembrando a formação típica de ciclones. Esse comportamento reforça o poder destrutivo do fenômeno.

Casos registrados no Brasil

O Brasil tem poucos registros científicos sobre derechos. No entanto, pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria documentaram dois episódios importantes no Rio Grande do Sul, ocorridos em 29 de maio de 2013 e entre 18 e 19 de outubro de 2014. Esses estudos representaram a primeira comprovação oficial do fenômeno no país e mostraram que tempestades dessa natureza podem ocorrer na região sul.

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23 novembro 2025

Vigília acaba em confusão após fala pró-prisão de Bolsonaro; veja vídeo

Durante a vigília realizada por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), neste sábado (22) em Brasília, um homem que se identificou como pastor Ismael Lopes, da Frente Evangélica pelo Estado de Direito, usou o microfone para fazer uma pregação.

Nos primeiros cinco minutos, citou trechos bíblicos e fez uma pregação que parecia em defesa do ex-presidente. Até que, em determinado momento, começou a falar das pessoas que morreram de Covid-19, colocando Bolsonaro como responsável pelas mortes.

 

 

Após dizer isso, pessoas que estavam em volta retiraram o microfone das mãos do pastor, que saiu correndo e foi atacado com socos e pontapés por parte do público. A Polícia Militar precisou intervir com spray de pimenta.

Depois do episódio, Ismael Lopes explicou que resolveu participar do ato pró-Bolsonaro para “falar verdades”. Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e filho do ex-presidente, classificou a confusão como “obra do diabo”.

Vigília

A vigília convocada por apoiadores durou pouco mais de uma hora e foi realizada numa área pública próxima ao condomínio onde mora a família do ex-presidente.

O ex-presidente foi preso neste sábado na Superintendência da Polícia Federal.

No despacho em que determinou a prisão, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), alegou que a vigília poderia causar desordem. Além disso, argumentou que houve tentativa de violação da tornozeleira eletrônica que Bolsonaro usava.

* Publicado por Cristiane Norberto



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8 atores que mais morreram em filmes e séries

Morrer nas telas é quase um ofício para alguns atores. Embora o britânico Sean Bean tenha virado meme por isso, ele está longe de ser o líder neste quesito. Quando o assunto é atores que mais morreram em filmes e séries, outros nomes acumulam nos currículos, finais ainda mais sangrentos, brutais, poéticos ou simplesmente inevitáveis.

Assim, seja por escolhas de carreira, tipo físico, presença dramática ou simples coincidência, os atores que mais morreram em filmes e séries, são artistas que conquistaram o público e transformaram a arte de morrer na ficção em uma marca registrada.

8 atores que mais morreram em filmes e séries

Entre monstros, vilões e anti-heróis, alguns atores são verdadeiros especialistas em interpretar personagens fadados a um fim trágico. Portanto, nesta lista, você vai conhecer os 8 atores que mais morreram em filmes e séries.

Como os números variam muito entre as fontes consultadas, optamos, então, por utilizar os dados mais recorrentes em rankings especializados.

Christopher Lee (70 mortes)

Christopher Lee como Drácula, vampiro com olhos arregalados, presas expostas e expressão agressiva, em referência ao tema “atores que mais morreram em filmes e séries”
Christopher Lee (Imagem: Divulgação/Paramount)

Segundo levantamentos gerais, Christopher Lee encabeça essa lista. Ao longo da carreira, acumulou cerca de 70 mortes, sendo 61 delas reconhecidas pelo Guinness Book. O britânico, eternizou figuras como Drácula nos filmes da Hammer, além de ter vivido Saruman (O Senhor dos Anéis) e Conde Dooku (Star Wars). Assim, sua presença sombria e voz imponente o transformaram em um mestre do adeus em cena, consolidando seu nome entre os atores que mais morreram em filmes da história do cinema.

Danny Trejo (65 mortes)

Danny Trejo com expressão séria aparece sem camisa, exibindo tatuagens no peito e usando um colar comprido, em cena de estilo intenso ligada ao tema “atores que mais morreram em filmes e séries”.
Danny Trejo (Imagem: Divulgação/Paramount)

Por muitos, Danny Trejo é visto como o verdadeiro campeão de mortes na ficção. O ator de visual inconfundível acumula incríveis 65 mortes nas telas. De ex-presidiário a astro de ação, ele construiu uma carreira repleta de personagens durões que quase sempre enfrentam finais brutais. Em “Um Drink no Inferno,Anaconda“ e “Machete“, ele morre de forma tão sangrenta quanto icônica, sendo, portanto, sua presença obrigatória em qualquer ranking dos atores que mais morreram em filmes de ação e terror.

Vincent Price (48 mortes)

Vincent Price com expressão séria e elegante, segurando um cigarro entre os dedos, em estilo clássico ligado ao tema “atores que mais morreram em filmes e séries”
Vincent Price (Imagem: Divulgação/Liberty Pictures)

Conhecido em massa por quem aprecia o horror clássico, Vincent Price foi o rosto das tragédias góticas do cinema. Ao todo, contabiliza 48 mortes em filmes e séries, quase sempre envoltas por uma atmosfera sombria. Assim, sua voz única e atuação teatral marcaram obras como “O Abominável Dr. Phibes,A Casa dos Maus Espíritos” e “Edward Mãos de Tesoura. Vincent sabia morrer com classe e, por isso, continua sendo uma referência de estilo e presença cênica mesmo décadas após sua morte.

Dennis Hopper (48 mortes)

Dennis Hopper com expressão intensa e olhar fixo, retratado em ambiente escuro, em referência ao tema “atores que mais morreram em filmes e séries”
Dennis Hopper (Imagem: Divulgação)

Ícone do cinema marginal, Dennis Hopper era um mestre em interpretar personagens que flertavam com o caos e a destruição. Foram 48 mortes contabilizadas, em papéis que iam de criminosos perturbados a vilões explosivos. Aliás, em “Apocalypse Now“ e “Velocidade Máxima“, ele entregou performances intensas e quase sempre condenadas a finais trágicos. Hopper, além disso, é lembrado como um dos grandes rebeldes de Hollywood e, inevitavelmente, um dos que mais colecionaram mortes na ficção.

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John Hurt (43 mortes)

John Hurt om expressão serena e mão apoiada no queixo, olhando diretamente para a câmera, em referência ao tema “atores que mais morreram em filmes e séries”
O ator John Hurt (Imagem: Divulgação)

John Hurt é dono de uma das mortes mais emblemáticas do cinema, o estouro de peito em “Alien – O Oitavo Passageiro“. Mas essa foi apenas uma entre as 43 vezes em que morreu nas telas. Aliás, o ator também se despediu em “1984,O Homem Elefante” e “V de Vingança, com atuações cheias de sensibilidade. Dessa forma, Hurt elevou o ato de morrer em cena a uma forma de arte, sendo sempre lembrado como um dos atores que mais morreram em filmes e séries com emoção e profundidade.

Boris Karloff (42 mortes)

Boris Karloff usando uniforme militar e olhando para o lado com expressão apreensiva, em referência ao tema “atores que mais morreram em filmes e séries”
Boris Karloff (Imagem: Divulgação/ Robertson-Cole Corp.)

Quando se pensa em terror clássico, é impossível não lembrar de Boris Karloff e de quantas vezes ele morreu. O ator soma 42 mortes registradas, a maioria delas em produções sombrias que definiram o gênero de horror. Ele deu vida ao monstro de “Frankenstein“, mas também se destacou em “A MúmiaeO Gato Preto. Karloff é um símbolo eterno do cinema de terror, afinal, seu legado permanece vivo mesmo depois de tantas despedidas na tela.

Lance Henriksen (41 mortes)

Lance Henriksen em ambiente escuro, com expressão assustada e olhar voltado para cima, em referência ao tema “atores que mais morreram em filmes e séries”
Lance Henriksen (Imagem: Divulgação/Cineverse)

Se há um rosto que simboliza o fim trágico em mundos distópicos, é o de Lance Henriksen. O ator soma 41 mortes na ficção, muitas delas em produções como “Alien 3,O Exterminador do Futuro“ e diversos thrillers de suspense. Henriksen carrega no olhar a exaustão de quem já enfrentou monstros, máquinas e o próprio destino, firmando-se, então, como uma lenda discreta entre os artistas mais recorrentes em cenas de morte no cinema e na TV.

Sean Bean (25 mortes)

Ned Stark (Sean Bean) com a filha Arya (Maisie Williams) em cena da primeira temporada de 'Game of Thrones'. Imagem: HBO/Divulgação
Ned Stark (Sean Bean) com a filha Arya (Maisie Williams) em cena da primeira temporada de ‘Game of Thrones’. Imagem: HBO/Divulgação

Impossível deixá-lo de fora dessa lista. Sean Bean virou meme por morrer tanto e, tão bem, em filmes e séries. São cerca de 25 mortes em sua filmografia, e embora não lidere o ranking de atores que mais morreram em filmes e séries, é definitivamente o mais lembrado. Ele se despediu em grandes momentos como Boromir em “O Senhor dos Anéis, Ned Stark em “Game of Thrones“ e Alec Trevelyan em “007 – GoldenEye“. Por isso, mesmo sem ocupar o topo, Bean conquistou uma reputação que o manterá para sempre entre os atores que mais morreram em filmes e séries.

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22 novembro 2025

COP30 retoma negociações neste sábado em busca de consenso na reta final

O embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, se reuniu na noite desta sexta-feira (21) com os principais negociadores para tentar solucionar as divergências que travam a construção de um acordo na conferência.

A reunião começou às 17 horas e será retomada em uma plenária já agendada para as 10h da manhã deste sábado (22).

Cerca de 30 negociadores de alto escalão — incluindo ministros que representam os principais blocos de negociação da conferência — estão reunidos em um esforço final para buscar consenso.

Periodicamente, representantes deixam a sala para consultar suas capitais e alinhar posições com os demais países do bloco, num movimento constante de ida e volta que indica a intensidade das tratativas nas últimas horas da cúpula. É possível observar o constante entra e sai de diplomatas na sala da presidência da COP, onde a reunião ocorre, muitos deles ao telefone para alinhar posições com seus países.

O encontro tenta deliberar o posicionamento dos países sobre financiamento climático para adaptação, medidas unilaterais de comércio, insuficiência das metas climáticas e o mapa do caminho para redução dos combustíveis fósseis.

A presidência da COP30 divulgou nesta sexta um novo rascunho da decisão final da conferência. O texto retirou a proposta de criação de um plano de transição para a eliminação gradual do uso de combustíveis fósseis, aposta do Brasil para a conferência e que havia sido defendido por mais de 80 países, de acordo com o governo.

A ministra Marina Silva, do Meio Ambiente e Mudança do Clima, se reuniu na manhã de sexta com negociadores dos quase 200 países que participam da COP30 para ouvi-los sobre os principais pontos de discordância remanescentes.

O debate sobre uma proposta para a transição de combustíveis fósseis para energias renováveis coloca em lados opostos países árabes – liderados por Arábia Saudita -, China, Índia e Rússia, contrários à inclusão do assunto no texto final da COP30, e Brasil, Colômbia, Chile, União Europeia, Panamá e países insulares, defensores da proposta.

A retirada do mapa do caminho do rascunho divulgado fez com que países europeus impusessem dificuldades para discutir outros temas, como o financiamento climático para adaptação e medidas unilaterais de comércio.

O presidente da COP30 defendeu, no último dia oficial da conferência, que os países abandonem a ideia de vitória ou derrota e trabalhem para alcançar um acordo.

“Temos que preservar este regime com o espírito de cooperação e não com o espírito de quem vai ganhar ou quem vai perder. Porque sabemos que, com o Acordo de Paris, pelo qual tanto lutamos durante todos estes anos, se não o fortalecermos, todos perderão. Todos perderão”, afirmou mais cedo Corrêa do Lago às delegações.



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O Grande Debate: Qual o impacto no STF da indicação de Messias à Corte?

O comentarista José Eduardo Cardozo e o empresário e ex-deputado federal Alexis Fonteyne discutiram, nesta sexta-feira (21), em O Grande Debate (de segunda a sexta-feira, às 23h), sobre o impacto no STF (Supremo Tribunal Federal) da indicação de Jorge Messias à Corte.

O atual advogado-geral da União afirmou que buscará demonstrar ao Senado Federal que possui os “requisitos” necessários para assumir o cargo.

Cardozo entende que Messias será uma boa adição à Corte.

“A escolha de Jorge Messias foi rigorosamente correta, ele tem mais de 20 anos de servidor concursado, procurador da Fazenda Nacional, um dos cargos de grande dificuldade de acesso para todos os bacharéis em direito que querem ocupar carreiras públicas, desempenhou funções muito nobres no Poder Executivo”, defendeu.

“Nenhum juiz é neutro, eles têm que ser imparciais, não neutros. E particularmente as cortes constitucionais, como interpretam a aplicação da constituição e de princípios que comportam muitas visões, têm uma formação política”, continuou.

Fonteyne avalia que a indicação deixa o STF cada vez mais próximo da esquerda.

“O impacto é de um STF que vai ficar, entre os seus onze membros, com nove indicados por Dilma e Lula, claro, um espectro ideologicamente muito de esquerda”, disse.

“Messias a gente tem algumas questões que me preocupam muito. Extremamente jovem para um cargo que eu acho que tem que ter muita experiência, notório conhecimento jurídico, parcimônia, maturidade, um pacote para você poder manter um equilíbrio nos seus julgamentos e de um Supremo que preocupa a todos os brasileiros porque ele está literalmente fazendo uma caça às bruxas contra a direita brasileira”, continuou.



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COP30: pressão por fim dos combustíveis fósseis escancara impasse global

A COP30, realizada em Belém, termina com mais perguntas do que respostas. Embora esta sexta-feira (21) fosse o prazo oficial para o encerramento das negociações, o cenário indica que os debates devem se estender pelo fim de semana. O motivo vai além do incêndio nas instalações do evento: a polêmica exclusão do trecho que previa o fim do uso de combustíveis fósseis do rascunho do acordo final causou indignação global e reacendeu um embate histórico entre ciência, diplomacia e interesses econômicos.

Lideranças políticas e ambientais, como a União Europeia, já ameaçaram vetar o texto caso não haja mudanças. Especialistas ouvidos pelo Olhar Digital apontam que, embora a COP30 tenha sido simbólica e inovadora em diversos aspectos, ela também escancarou o maior obstáculo das últimas décadas: o poder de influência da indústria fóssil nas decisões climáticas.

Logomarca da COP30
Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) – Brasil, Amazônia. (Imagem: DOERS / Shutterstock.com)

A exclusão do “mapa dos combustíveis fósseis” — apelido dado ao plano de eliminação do petróleo, gás e carvão — não é apenas uma ausência; para os cientistas, é um sinal de que o planeta caminha para o colapso climático com os olhos bem abertos.

Combustíveis fósseis: o “elefante na sala” que finalmente apareceu

“[O elefante] ficou desaparecido de quase todas as outras 29 COPs e agora ele está explícito em cima da mesa”, afirmou ao Olhar Digital News o físico Paulo Artaxo, professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo, coordenador do Centro de Estudos Amazônia Sustentável da USP e vice-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.

Um dos principais especialistas brasileiros em mudanças climáticas, Artaxo acredita que o rascunho apresentado hoje reflete diretamente a atuação do lobby das indústrias de petróleo, que pressionam os países a evitarem qualquer acordo que ameace seus lucros.

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A dificuldade de incluir os combustíveis fósseis nas decisões é o maior impasse da COP30 (Imagem: gualtiero boffi / Shutterstock.com)

Apesar disso, o especialista avalia que o simples fato de o tema estar no centro das discussões já representa um avanço. “É imprevisível saber quem vai ganhar no fim, mas o que eu acho é que é importante que o elefante no meio da sala tenha aparecido […] isso eu considero que já é um ponto positivo”, declarou. Ele destaca que mais de 80 países pressionam pela reinclusão de metas para o fim do uso de combustíveis fósseis no texto final.

Carlos Nobre: “Sem cortar fósseis, vamos rumo a um ecocídio”

O climatologista Carlos Nobre, também da USP e copresidente do Painel Científico para a Amazônia, foi ainda mais direto. Em entrevista ao Olhar Digital News, ele classificou como positiva a inclusão no rascunho de metas para zerar o desmatamento até 2030 e promover a regeneração das florestas tropicais. No entanto, chamou de “grande lacuna” a ausência de qualquer referência à eliminação dos combustíveis fósseis.

O nosso documento dizia, idealmente, zerar o uso de combustíveis fósseis em 2040, não mais que em 2045, para não deixar a temperatura do planeta aquecer demais, não deixar em 2050, por exemplo, chegar a dois graus, que isso vai ser um ecocídio, um suicídio ecológico.

Carlos Nobre, climatologista, Professor Titular da Cátedra de Clima e Sustentabilidade da Universidade São Paulo e copresidente do Painel Científico para a Amazônia
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Pesquisador destaca que estamos a caminho de um ecocídio se o planeta não rumar para a eliminação do uso de combustíveis fósseis (Imagem: anne-tipodees / Shutterstock.com)

Nobre relatou que, durante a COP, o recém-criado Pavilhão de Ciência Planetária apresentou estudos científicos e promoveu debates com ampla participação pública. O grupo entregou aos negociadores um documento propondo metas claras para abandonar os combustíveis fósseis até meados do século. Ele também destacou que, a partir de abril de 2026, um novo painel científico de transição energética será lançado, com base em uma reunião internacional na Colômbia.

Avanços reais: financiamento e valorização das florestas tropicais

Apesar do impasse climático, os especialistas concordam que a COP30 produziu avanços relevantes. Artaxo cita como exemplo o fundo TFFF (Florestas Tropicais para Sempre), que ganhou novo fôlego com o aporte de € 1 bilhão (cerca de R$ 6,1 bilhões) da Alemanha, somando agora mais de US$ 6 bilhões. O fundo visa financiar países em desenvolvimento na preservação de florestas, como as nações da Bacia do Congo e do Sudeste Asiático.

Outro ponto positivo foi a consolidação de mecanismos de financiamento para a transição energética. Embora o fundo global de adaptação ainda esteja longe da meta de US$ 1,3 trilhão por ano, o reforço em relação à COP anterior indica uma tendência de crescimento, essencial para que países em desenvolvimento acelerem sua descarbonização.

Muitas vezes é muito mais barato você cortar emissões ajudando países em desenvolvimento a implementarem a sua transição energética do que alterarem complexos processos e infraestrutura em países desenvolvidos. Então, além de tudo, é um bom negócio.

Paulo Artaxo, professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo, coordenador do Centro de Estudos Amazônia Sustentável da USP e vice-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência
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Fundo que financia países em desenvolvimento na preservação de florestas ganhou fôlego durante a COP30 com novos investimentos (Imagem: Gino Tuesta/iStock)

O Brasil será um dos países mais atingidos pela crise climática

A urgência de ações concretas é ainda mais evidente para países tropicais como o Brasil. Segundo Artaxo, os modelos climáticos indicam que, se o mundo seguir no ritmo atual de emissões, a temperatura média global pode subir 2,8 °C, mas o Brasil enfrentaria até 4,5 °C de aumento.

Vocês podem facilmente imaginar o que é um aumento de 4,5 graus em Palmas, em Teresina, em Cuiabá ou em Belém, este impacto é muito maior do que um aumento de 4 graus em Estocolmo, em Montreal ou em Moscou…

Paulo Artaxo

Esse cenário colocaria o país entre os mais vulneráveis do planeta, especialmente em áreas já fragilizadas por desmatamento, pobreza e infraestrutura precária. O discurso do presidente Lula na abertura da COP, defendendo o fim dos fósseis e a proteção das florestas, foi elogiado por especialistas, mas agora o foco está em garantir que essa posição seja refletida no documento final.

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Uma COP histórica, mas que ainda pode fracassar

A COP30 marcou a história por vários motivos: foi a primeira realizada em uma floresta tropical, contou com participação inédita da sociedade civil e abriu espaço para temas como saúde, seguros e povos indígenas. Segundo Artaxo, o evento já é considerado um sucesso em termos de mobilização e inovação temática.

“Nós tivemos 195 países formalmente participando, e nós tivemos mais de 42 mil participantes…”, afirmou Ataxo. “O presidente desta COP permanecerá nesse cargo por um ano, e o embaixador [André] Corrêa do Lago já deixou muito claro que, independente do documento final […] ele vai trabalhar ao longo de toda a sua presidência da COP em cima da questão de acabar com os combustíveis fósseis no planeta como um todo.”

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Lideres posam para a foto de familia durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (Imagem: COP30)

Mas para que a COP30 entre para a história como a mais importante de todas, o consenso é claro: o texto final precisa conter um roteiro claro para a eliminação dos combustíveis fósseis.

“Na minha opinião, o documento final tem que conter pelo menos uma proposta de rota para o fim de combustíveis fósseis,” concluiu Ataxo. “E se isso acontecer, esta COP provavelmente vai ser a mais importante das 30 COPs realizadas até agora. Porque pela primeira vez a gente colocou o dedo na ferida, porque nós só estamos enfrentando essa emergência climática por causa da indústria de combustíveis fósseis, não há outra razão.”

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21 novembro 2025

Relembre todos os escândalos que marcaram o Miss Universo 2025

A 74ª edição do concurso deste ano foi marcada por escândalos, incluindo alegações de manipulação e uma grande desistência por parte das concorrentes após um diretor do concurso tailandês repreender uma rainha da beleza.

O Miss Universo é amplamente conhecido como o “Super Bowl” dos concursos de beleza e atrai milhões de telespectadores todos os anos. As delegadas de cada país são selecionadas por meio de concursos locais que licenciam os direitos locais da Organização Miss Universo.

A Tailândia, país anfitrião deste ano, tem uma indústria de concursos de beleza vibrante e lucrativa, com uma das maiores bases de fãs na Ásia, ao lado das Filipinas. O evento deste ano contou com representantes de mais de 120 países.

Nadeen Ayoub se tornou a primeira mulher a representar o povo palestino no concurso. “Eu represento toda mulher e criança palestina cuja força o mundo precisa ver”, escreveu ela no Instagram.

A competição aconteceu ao longo de três semanas, com as delegadas viajando pelo país para ensaiar e participar de eventos.

Na quarta-feira (19), as rainhas da beleza competiram no desfile de trajes típicos nacionais, no qual as concorrentes usaram roupas extravagantes projetadas para destacar seus países de origem. A Miss EUA, Audrey Eckert, fez uma homenagem à sua terra natal com um elaborado traje de águia careca, criado por Simon Villalba.

A candidata da Jamaica, Gabrielle Henry, sofreu uma queda assustadora durante a rodada de vestidos de gala nas preliminares de quarta-feira e foi levada em uma maca, de acordo com vídeos nas redes sociais que circularam sobre sua queda. O presidente do Miss Universo, Raul Rocha, informou em uma atualização no Instagram que Henry estava “sob bons cuidados” no hospital e que não havia fraturado nenhum osso.

Controvérsias no concurso

A competição deste ano do Miss Universo foi marcada por escândalos, o que gerou discussões sobre os méritos do concurso internacional de beleza, que se diz promover o empoderamento feminino.

Em uma reunião transmitida ao vivo antes do concurso, no início deste mês, o diretor do Miss Universo Tailândia, Nawat Itsaragrisil, repreendeu publicamente a Miss México, Fátima Bosch, por não postar conteúdo promocional suficiente, aparentemente chamando-a de “burra”, embora Nawat tenha negado, insistindo que, na verdade, a acusou de causar “dano”.

Após Bosch reagir contra os insultos, Nawat chamou a segurança para escoltá-la para fora da sala. Outras concorrentes então se levantaram e saíram em solidariedade.

O incidente gerou amplas alegações de misoginia e gerou uma reação global, incluindo da presidente do México, Claudia Sheinbaum, que descreveu o episódio como uma “agressão” que Bosch lidou com “dignidade”.

A Organização Miss Universo condenou o comportamento de Nawat e limitou seu papel no concurso. Nawat se desculpou em uma cerimônia de boas-vindas transmitida ao vivo e se recusou a comentar mais sobre o incidente à CNN.

Em seguida, em um vídeo ao vivo no Instagram discutindo o incidente, a Miss Universo 1996, Alicia Machado, gerou uma reação negativa com comentários racistas.
Machado se referiu a Nawat como “aquele chinês desprezível”, e quando um comentarista apontou que ele era tailandês, Machado disse: “Chinês, tailandês, coreano. Para mim, todas essas pessoas com os olhos puxados assim são todos chineses“, enquanto puxava os cantos dos olhos.

O representante de Machado não respondeu a um pedido de comentário da CNN.

Juiz desiste e diz que o concurso foi manipulado

Dois juízes desistiram abruptamente da competição dias antes da coroação da vencedora, com um acusando o concurso de ser manipulado. O compositor Omar Harfouch disse no Instagram que havia renunciado ao painel de juízes de oito membros, e alegou que havia um painel secreto de juízes que já havia pré-selecionado as 30 melhores concorrentes antes da final.

“Eu não poderia ficar diante do público e das câmeras de televisão, fingindo legitimar um voto no qual nunca participei”, disse Harfouch em uma declaração.

A Organização Miss Universo disse que as alegações de Harfouch “caracterizam incorretamente” o processo de julgamento. “A Organização Miss Universo esclarece firmemente que nenhum júri improvisado foi criado, que nenhum grupo externo foi autorizado a avaliar as delegadas ou selecionar finalistas, e que todas as avaliações da competição continuam a seguir os protocolos estabelecidos, transparentes e supervisionados da MUO”, disse a organização em um comunicado. A Organização Miss Universo não respondeu a um pedido de comentário da CNN.

Um segundo juiz, o ex-jogador de futebol francês Claude Makélélé, desistiu no mesmo dia, citando “razões pessoais imprevistas”. “Eu tenho o maior respeito pelo Miss Universo”, disse ele no Instagram.

A Organização Miss Universo passou por uma mudança de liderança após a saída da magnata dos meios de comunicação tailandesa Anne Jakkaphong Jakrajutatip em junho. Mario Búcaro foi nomeado o novo CEO no final de outubro, poucos dias antes da chegada das delegadas. Jakkaphong, que também é defensora dos direitos dos transgêneros, comprou a organização por US$ 20 milhões em 2022, mas sua empresa entrou em falência em 2023.

Eduarda Braum é primeira brasileira a vencer Miss Supranational 2025



source https://www.cnnbrasil.com.br/lifestyle/relembre-todos-os-escandalos-que-marcaram-o-miss-universo-2025/

Trailer revela novo Jogos Vorazes com história 24 anos antes; assista

Nesta quinta-feira (20), o estúdio Lionsgate divulgou o primeiro trailer do filme Jogos Vorazes: O Amanhecer da Colheita, longa que estreia nos cinemas no dia 20 de novembro de 2026 e marca o retorno da franquia às telonas após grande expectativa dos fãs.

A produção é baseada no livro de mesmo nome, que foi lançado no primeiro semestre de 2025. A obra é dirigida por Francis Lawrence, diretor dos demais filmes da saga — com exceção do primeiro. O roteirista é Billy Ray, que retorna à franquia após ter assinado o primeiro filme da franquia, Jogos Vorazes (2012).

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Confira o trailer

Narrativa do filme

O longa se passa 24 anos antes do primeiro filme e segue o jovem Haymitch Abernathy, interpretado por Joseph Zada, escolhido para participar da 50ª edição dos Jogos Vorazes. Os Jogos são o segundo Massacre Quaternário, que acontece a cada 25 anos (o terceiro é apresentado no segundo filme da franquia, Jogos Vorazes – Em Chamas). Nessa edição, cada distrito de Panem precisa mandar o dobro de tributos para a Capital. Na arena, 48 crianças vão lutar até a morte.

Joseph Gordon-Levitt discursando atrás de um púlpito
Joseph Zada será o protagonista da trama (Imagem: s_bukley/Shutterstock)

Elenco principal

Entre os destaques estão Joseph Zada, no papel do protagonista Haymitch Abernathy; Elle Fanning, que interpreta a versão mais jovem de Effie Trinket; e Ralph Fiennes, que atua como o Presidente Coriolanus Snow. Kieran Culkin é Caesar Flickerman, o apresentador de TV dos Jogos Vorazes. Outro nome importante é o de Jesse Plemons, que interpretará a versão mais jovem de Plutarch Heavensbee.

Completam o elenco Kelvin Harrison Jr., Maya Hawke, Glenn Close, Mckenna Grace, Whitney Peak, Billy Porter, Ben Wang, Iona Bell, Molly McCann e Percy Daggs IV, em uma produção que reúne nomes de diferentes gerações para retratar uma fase anterior ao núcleo original da franquia.

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source https://olhardigital.com.br/2025/11/20/cinema-e-streaming/trailer-revela-novo-jogos-vorazes-com-historia-24-anos-antes-assista/

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