Canal Sabedoria Infinita

15 novembro 2025

Confira o Olhar Digital News na íntegra (14/11/2025)

Veja os destaques do Olhar Digital News desta sexta-feira:

Em breve, Brasil vai elevar idade para uso de redes sociais e chatbots

O governo federal vai aumentar a idade mínima recomendada para o acesso de crianças e adolescentes às redes sociais e chatbots de inteligência artificial. A mudança, que passa a valer em março de 2026, faz parte da implementação do ECA Digital, lei sancionada em setembro de 2024, e será acompanhada de um novo Guia de Classificação Indicativa do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

Não é só o Sol: estrela próxima é flagrada lançando jato de plasma para o espaço

O Sol não é a única estrela em fúria na vizinhança! Um artigo publicado na revista Nature relata a primeira observação de uma estrela relativamente próxima lançando ao espaço o fluxo de plasma conhecido como ejeção de massa coronal, fenômeno semelhante ao liberado pelas explosões que ocorrem no Sol.

Astronautas chineses que estavam “presos” no espaço voltam para a Terra

Depois de passarem um tempinho a mais do que o previsto no espaço, os três astronautas chineses que ficaram “presos” na estação Tiangong voltaram à Terra. Membros da missão Shenzhou-20, o trio enfrentou problemas ao tentar retornar na quarta-feira passada. A cápsula que faria o transporte sofreu alguns impactos antes do desacoplamento da estação Tiangong, possivelmente causados por fragmentos de lixo espacial. 

Robô muda de forma e desafia qualquer terreno

Conheça o robô D1, um robô quadrúpede modulado e com uma característica única: a capacidade de mudar a própria forma. A novidade é da Direct Drive Technology, uma empresa de robótica de Hong Kong.

O Olhar Digital News vai ao ar de segunda a sexta-feira nas nossas redes sociais!

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source https://olhardigital.com.br/2025/11/14/videos/confira-o-olhar-digital-news-na-integra-14-11-2025/

14 novembro 2025

“Ângela Diniz: Assassinada e Condenada”: conheça lei alterada após crime

A nova série da HBO Max, “Ângela Diniz: Assassinada e Condenada“, conta a história de Ângela Diniz, uma mulher que, por conta da liberdade e autonomia, desafiou os padrões impostos às mulheres e foi brutalmente punida por isso.

Seu último relacionamento terminou em tragédia quando foi assassinada com quatro tiros à queima-roupa pelo namorado Doca Street. Marjorie Estiano interpreta Ângela, enquanto Emilio Dantas é o companheiro.

A lei que protegeu Doca é categorizada como “legítima defesa da honra”, que foi alterada há quatro anos. A alteração foi realizada para não permitir brechas, já que o assassino de Ângela teve a pena reduzida em dois anos —  ao todo ele cumpriu 15 anos.

A alegação feita no primeiro julgamento, dizia que as atitudes de Ângela feriam a honra e a reputação de Doca. Em outro julgamento, em 1981, a pena foi alterada para 15 anos de reclusão.

Apenas em 2021, o STF (Supremo Tribunal Federal) julgou a utilização destas teses em casos de feminicídio e agressão contra a mulher, e as considerou inconstitucional, tendo reafirmado a mudança em 2023.

“A sociedade ainda hoje é machista, sexista, misógina e mata mulheres apenas porque elas querem ser donas de suas vidas”, disse a ministra Cármen Lúcia na época.

Assista ao trailer da série:

“Pecadores” chegará ao catálogo da HBO Max em julho



source https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/angela-diniz-assassinada-e-condenada-conheca-lei-alterada-apos-crime/

Conheça Petra, a cidade perdida esculpida em rochas

Talvez você já tenha ouvido falar de Petra, uma das várias cidades perdidas e lendárias do mundo. Localizada na região do deserto da Jordânia, a 1,5 mil metros de altitude, ela é singular, pois suas edificações foram talhadas na rocha avermelhada.

Logo na entrada, após o desfiladeiro Siq, podemos ver a fachada monumental de Al Khazna (Tesouro). Hoje abandonada, a cidade, apesar de estar em uma das regiões mais inóspitas do mundo, foi cheia de vida por séculos, depois, abandonada e perdida e, então, encontrada novamente.

Petra era a capital do povo nabateu, que viveu por lá há cerca de dois mil anos e que acabou perdendo-a para os romanos, império que a anexou ao seu vasto território por volta de 106 d.C., sendo ponto estratégico no comércio realizado entre as regiões do sul da Arábia (atuais Iêmen e Omâ), África, Índia e a região greco-romana.

Edificação de Petra
Petra era a capital do povo nabateu, que viveram lá há cerca de dois mil anos (Imagem: Projecturk/Shutterstock)

Como Petra foi construída

  • Petra foi financiada com os impostos de até 25% cobrados sobre as mercadorias importadas;
  • Até a água tomada pelos camelos dos viajantes era cobrada;
  • Os nabateus traziam especiarias, incenso, seda e outras mercadorias valiosas;
  • Estima-se que Petra abrigou, em seu ápice, entre 20 mil e 30 mil habitantes;
  • Boa parte de sua arquitetura está talhada nas rochas, onde as fachadas de túmulos, templos e estruturas cerimoniais se encontram, em parte, até hoje.

No começo, citamos o Tesouro, cujo nome em árabe é Al Khazna. Ela é uma das principais edificações de Petra, mas, até hoje, arqueólogos e pesquisadores debatem sobre qual seria sua real função.

Imagina-se que o local seja um túmulo real, templo ou tesouraria, pois não possui grandes câmaras mortuárias. Uma das teorias diz que o espaço era um mausoléu dedicado ao rei Aretas IV (9 a.C. – 40 d.C.), um dos principais monarcas da história da cidade.

A técnica utilizada para esculpir Petra necessitava de planejamento preciso e domínio técnico, algo que também vemos em outras culturas, como a romana e a egípcia.

Segundo Zeyad Al-Salameen, arqueólogo da Universidade Mohamed Bin Zayed de Humanidades em Abu Dhabi (Emirados Árabes), em entrevista ao National Geographic, boa parte das instalações preservadas da cidade perdida são túmulos, indo de simples câmaras a grandes e suntuosas fachadas, como a do Tesouro.

As maravilhosas construções esculpidas nas rochas possuíam tons de cor variando entre laranja, vermelho e rosa, sendo, até hoje, algo de tirar o fôlego. Segundo uma lenda, a rainha do Egito Cleópatra teria pedido a seu então marido, César, imperador de Roma, que lhe desse Petra de presente como prova de amor.

A infraestrutura de Petra era sofisticada, permitindo que a cidade prosperasse. O sistema hidráulico dela foi dominado pelos nabateus, assim como vemos em outras culturas da época. Lembre-se: a região da cidade perdida é árida. Agora, pense: nessa situação, eles conseguiram desenvolver um sistema de captação de água bastante eficaz. Ele canalizava fontes externas e era composto por condutos nas rochas, reservatórios, cisternas e represas.

E se engana quem pensa que o calor foi páreo para esse povo. Eles fizeram túneis subterrâneos para evitar o aquecimento da água e até criaram represas que impediam que enchentes sazonais destruíssem as passagens pelo Siq. Eles conseguiam captar gota a gota e, no entorno, como ao norte, em Beidha, cultivavam árvores e alimentos em terraços agrícolas que evitavam a erosão.

Por lá, há evidências de que eles cultivavam vinhedos, oliveiras e cereais, como trigo e cevada. Além disso, alguns papiros contém registros de compra e venda, indicando práticas agrícolas.

Acima, no monte Umm al-Biyara, existiu uma grande cidadela que, provavelmente, era uma área administrativa ou palaciana de Petra. “Eles praticamente não deixaram registros escritos próprios”, diz Megan Perry, professora de antropologia na East Carolina University (EUA) e especialista na história de Petra, ao National Geographic.

Desfiladeiro Siq abriga a cidade perdida (Imagem: Richie Chan/Shutterstock)

Achados

Os arqueólogos continuam desenterrando a história de Petra. Lá, encontraram, em 2024, uma tumba de dois mil anos, localizada sob o Tesouro. Nela, havia 12 esqueletos.

Além disso, foram encontrados fragmentos de cerâmica e um dos esqueletos segurava o que parecia ser um cálice cerâmico. Os sedimentos onde houve o achado foram datados de entre o século I a.C. e o início do século II d.C., apontou Tim Kinnaird, pesquisador da Escola de Ciências da Terra e Ambientais da Universidade de St. Andrews (Escócia).

Não se sabe ao certo a identidade das 12 pessoas. A descoberta aconteceu enquanto Richard Bates, geofísico da Universidade de St. Andrews, fazia um trabalho de sensoriamento remoto.

O professor do Centro de Pesquisa em Arqueologia e Patrimônio da Universidade Livre de Bruxelas (Bélgica) Laurent Tholbecq explica que, há cerca de 20 anos, duas tumbas similares foram encontradas na região.

Para Perry, o achado de 2024 foi supervalorizado, pois uma tumba escavada em 2003, junto a outras encontradas na cidade perdida, continham muito mais indivíduos.

Leia mais:

Nabateus: vida e obra

A vida dos nabateus era encarada como algo breve: “Eles encaravam a vida como uma curta jornada.”, diz Al-Salameen. Alguns historiadores acreditam que esse povo passou a ser formado no século IV a.C. a partir de tribos árabes que começaram a perceber que era melhor vender suas mercadorias aos viajantes do que saqueá-los.

Sua língua era o aramaico e inscrições funerárias encontradas na região explicam quem podia ser sepultado em cada túmulo. Havia, ainda, listas de punições e maldições contra quem as violasse. Outras traziam eram usadas como uma espécie de livro de visitas para viajantes, podendo conter um nome e uma súplica a divindades.

Com essas informações, os pesquisadores definem os nabateus como politeístas. Entre seus deuses, estavam Dushara (o principal; masculino e associado a Zeus) e Allat (deusa ligada à fertilidade, que, posteriormente, passou a ser representada como Afrodite).

Originalmente, esses deuses eram representados de forma abstrata (geometricamente) em blocos de pedra denominados bétilos. Com o passar do tempo, eles começaram a criar representações antropomórficas e humanas, inclusive sob a influência greco-romana, além da indiana.

Contudo, os nabateus não eram conhecidos somente por suas especiarias e habilidades. Eles juntaram, ao seu estilo, a arquitetura helenística, com frontões, colunas coríntias e motivos florais nas fachadas esculpidas nas rochas.

Eles também faziam cerâmica fina, conhecida como “Nabatean Fine“. Eles são vasos delgados, meio avermelhados e alguns foram levados à Roma como especiaria de exportação.

Escavações realizadas na região também apontaram que os nabateus tinham uma dieta com frutas, grãos, carnes e peixes advindos do Mar Morto. Também existiam vestígios de banquetes funerários, contendo ossos de animais, o que pode indicar que a comida também tinha papel cerimonial. “Temos muitas evidências de banquetes nabateus”, conta Perry.

Ruínas da cidade perdida
Nabateus eram (muito) bons na técnica adotada para construir a cidade (Imagem: Vadim_N/Shutterstock)

Quando falamos da orientação política dos nabateus, eles eram orientados a um sistema sem sucessão hereditária, até que a dinastia real foi implementada em 168 a.C., com o primeiro rei da história de Petra, Aretas I. Chegaram a travar várias guerras contra os judeus, que ficavam na margem oposta do Mar Morto.

Obodas I (96 a.C. – 86 a.C.) foi bem-sucedido nas conquistas. Ele obteve parte da Síria, onde batizou uma cidade e a deificou. Aretas III (86 a.C. – 62 a.C.), seu sucessor, foi um dos primeiros nabateus a ter contato com a cultura helênica durante a ocupação de Damasco (Síria), adotando o título de Philhellene, o amante dos gregos.

Um dos mais poderosos reis de Petra foi Aretas IV, que citamos há alguns parágrafos, cujas construções foram monumentais. Existia, ainda, um conselho, chamado Gerúsia (que também esteve presente em outras culturas, como a dos espartanos). Ele participava das decisões administrativas com o rei.

Após Aretas III, a cultura nabateusa se confunde com a dos romanos, que foram tanto aliados, como inimigos. Um exemplo foi durante o reinado de Cleópatra no Egito, quando, em 31 a.C., o imperador nabateu Malichos I queimou os navios da rainha egípcia, que estavam tentando cruzar o Mediterrâneo — eles estavam em fuga. Esse ato pôs fim à batalha de Actium, na qual o imperador romano Marco Antônio (83 a.C. – 30 a.C.) foi vencido por Otávio e fez com que Cleópatra se suicidasse.

Quanto ao sistema familiar, organização, relação com divindades, como ganhavam a vida e demais costumes, é algo ainda incerto e alvo de pesquisas e investigações. Até hoje, as informações que existem sobre o povo nabateu vieram de documentos comerciais em papiro e pelas estruturas que permanecem de pé.

As pesquisas genéticas realizadas nos esqueletos encontrados na região mostram origens mistas: árabes, levantinos e, inclusive, povos do Cáucaso. Isso é de se imaginar, pois os moradores de Petra viveram no caminho das rotas comerciais. Ainda assim, “há centenas de perguntas ainda sem resposta“, pontua Al-Salameen.

Os nabateus também tinham um grande trunfo: sabiam montar em camelos, o que lhes dava vantagem ante a seus adversários, que só sabiam montar em cavalos.

Segundo o Aventuras na História, no século III a.C., o então rei da Macedônia, Dóson, tentou tomar a cidade. Os gregos tentaram realizar o feito montando em cavalos, mas não obtiveram sucesso, pois os nabateus e os camelos já estavam adaptados à vida no deserto jordaniano. Vale lembrar que esses animais podem ficar até sete dias sem água, podendo ficar ainda mais, caso permaneçam inativos.

Declínio e fim

A sorte dos nabateus começou a mudar em 20 d.C., quando o grego Hipalo achou um caminho via mar para o Oriente, acabando com o monopólio do povo de Petra na chamada Rota do Incenso.

Essa crise econômica que assolou a cidade coincidiu com disputas entre judeus e romanos, precipitando sua decadência. “No fim do século I d.C,. o reinado dos nabateus era a única peça que faltava no quebra-cabeça romano do Oriente Médio”, afirma Jane Taylor em seu livro “Petra and the Lost Kingdom of the Nabataeans” (“Petra e o reino perdido dos nabateus”, em tradução livre).

Os romanos anexaram Petra a seu território em 106 d.C., fazendo com que o idioma aramaico fosse substituído pelo latim e pelo grego (dos bizantinos).

Mas o efetivo “início do fim” de Petra se deu com um terremoto em 363 d.C. Ele destruiu boa parte dos espaços da cidade, inclusive, o sofisticado sistema hidráulico. Em 551 d.C., outro tremor de terra agravou as infraestruturas locais, especialmente o sistema de captação de água.

Isso fez com que a população passasse a deixar a cidade gradativamente, indo morar em assentamentos próximos às nascentes, até que ela virou uma cidade fantasma. Al-Salameen explica que esse [terremotos] “foi um dos motivos para o abandono geral da cidade”.

Em maio deste ano, Petra enfrentou outro fenômeno climático (com vítimas fatais). Uma enchente repentina atingiu o sul da Jordânia, chegando à antiga cidade. No momento do acontecido, centenas de turistas a visitavam e precisaram ser evacuados. Na região toda, foram cerca de 1,8 mil. Contudo, os corpos de duas pessoas — mãe e filho belgas — foram encontrados durante as buscas. Abaixo, veja um breve vídeo da enchente:

Redescoberta

Petra foi redescoberta em 1812 pelo aventureiro suíço Johann Burckhart. Para chegar até lá, ele precisou se disfarçar de peregrino muçulmano para que um guia beduíno o levasse à região.

Além disso, segundo a DW, para convencer o guia, ele afirmou que sacrificaria uma cabra no túmulo de Aaron, que fica a quatro quilômetros de Petra. Seus relatos foram publicados pela Assosiação Africana Britânica, em inglês, entre 1819 e 1831.

Até então, ela estava perdida e até se pensava que era uma lenda. “Após a Idade Média, não houve mais registro sobre Petra, envolta em uma névoa de mistérios. A população local escondia a região, porque acreditava que ali havia um tesouro“, explica a arqueóloga Martha Sharp Joukowsky.

No século em que foi redescoberta (século XIX), tudo que tínhamos sobre a cidade perdida eram relatos antigos, que, até hoje, não são compovadamente sobre Petra.

Mais de 100 anos após a redescoberta da cidade, Thomas Edward Lawrence (o famoso Lawrence da Arábia) apontou em seu livro “Os Sete Pilares da Sabedoria” que “Petra é o lugar mais magnífico do mundo“. As explorações arqueológicas das belas ruínas da região começaram na década de 1920 e permanecem até hoje.

Em 1985, foi reconhecida como Patrimônio Mundial da UNESCO e, em 1989, estreou nos cinemas em “Indiana Jones e a Última Cruzada“. No longa, foi lá que o Santo Graal foi encontrado.

Contudo, boa parte da cidade está esperando para ser explorada e redescoberta. Isso porque as áreas residenciais, estruturas administrativas e parte das vias estão soterradas. Até o momento, a área central de Petra teve apenas 2% escavado. Mas, nesse pequeno percentual, já existem 800 construções encontradas.

“Se você quiser visitar Petra, não conseguirá conhecê-la em um único dia“, afirma Al-Salameen, natural da região e que passou boa parte de sua juventude explorando-a. “Você verá uma cidade viva diante de si”, prossegue.

Ruínas de Petra
Apenas 2% da região central da cidade foi escavado, mas cerca de 800 edificações já foram encontradas (Imagem: volkova natalia/Shutterstock)

O que são cidades perdidas

“O termo ‘cidade perdida’ costuma designar locais com um número significativo de construções feitas com materiais não perecíveis, cuja localização permaneceu desconhecida por longos períodos para os pesquisadores”, explica o professor doutor Ângelo Alves Corrêa, do curso de Arqueologia da Universidade Federal do Piauí (UFPI)  ao Olhar Digital.

O abandono dessas cidades resultou tanto de fatores climáticos, como secas, quanto sociais, como conflitos, migrações e reorganizações territoriais. Em alguns casos, mudanças ideológicas também influenciaram, com populações questionando a autoridade de nobres ou reis e buscando formas de vida mais autônomas. Esses processos graduais levaram ao esquecimento de antigas cidades, muitas vezes cobertas pela vegetação ou soterradas.

Corrêa explica que a ideia de “cidade perdida” ganhou força nos séculos XIX e XX, em meio ao avanço do colonialismo europeu, do imperialismo e do surgimento da arqueologia como disciplina científica. 

Esse imaginário foi alimentado por narrativas de exploração e descoberta, muitas vezes romantizadas, que ignoravam o fato de que esses locais nunca estiveram realmente perdidos. “As populações locais sempre souberam de sua existência, utilizando-os como áreas de cultivo, pastagem ou como fonte de materiais para construção”.

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13 novembro 2025

Após hat-trick, Deyverson se torna terceiro maior artilheiro da Arena MRV

O atacante Deyverson alcançou uma marca histórica na Arena MRV nesta quarta-feira (12). O jogador do Fortaleza marcou três vezes no empate em 3 a 3 com o Atlético-MG, pela 16ª rodada do Brasileirão, e se tornou o terceiro maior artilheiro da história do estádio.

Agora, o camisa 18 do Leão do Pici chegou aos nove gols na Casa do Galo e ultrapassou o lateral-esquerdo Guilherme Arana, atleta do time mineiro.

O primeiro gol de Deyverson no confronto veio logo no começo do segundo tempo, com o centroavante antecipando a defesa atleticana para marcar o primeiro da equipe comandada por Martín Palermo. Ele ampliou aos 21 minutos, de pênalti, diminuindo o placar para 3 a 2.

Já nos acréscimos, o atacante do Fortaleza marcou pela terceira vez. Após cruzamento, Deyverson desviou para as redes e deixou tudo igual em Belo Horizonte.

Ranking de artilheiros da Arena MRV

  1. Hulk: 21 gols em 54 jogos
  2. Paulinho: 17 gols em 36 jogos
  3. Deyverson: 9 gols em 10 jogos
  4. Guilherme Arana: 8 gols em 46 jogos
  5. Igor Gomes: 5 gols em 51 jogos
  6. Gustavo Scarpa: 5 gols em 52 jogos
  7. Matías Zaracho: 4 gols em 23 jogos
  8. Rubens: 4 gols em 26 jogos
  9. Rony: 3 gols em 22 jogos

Tradicional clube do Brasil avança em processo para se tornar SAF



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12 novembro 2025

Paraná Pesquisas: governo Lula é desaprovado por 50,9%; 45,9%, aprovam

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é desaprovado por 50,9% dos brasileiros e aprovado por 45,9%, segundo o levantamento divulgado pelo instituto Paraná Pesquisas nesta terça-feira (11).

Não sabe ou não opinaram somam 3,2%.

Ao todo, 2.020 eleitores foram ouvidos entre os dias 6 e 10 de novembro de 2025. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Em relação ao último mês, a aprovação da gestão oscilou dois pontos percentuais, saindo de 47,9% para 45,9%.

Já a desaprovação oscilou para cima, indo de 49,2% para 50,9%.

Avaliação

Também foi testada a avaliação do governo Lula.

São 32,1% os que acham ótimo ou bom. Outros 23,2% consideram regular e 43,3% ruim ou péssimo. Não sabe ou não opinaram, 1,4%.



source https://www.cnnbrasil.com.br/politica/parana-pesquisas-governo-lula-e-desaprovado-por-509-459-aprovam/

Saiba quais foram os piores desastres causados por tornados no Brasil

O tornado que destruiu cerca de 90% da cidade de Rio Bonito do Iguaçu (PR) não foi o primeiro fenômeno devastador que passou pelo Brasil.

Segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), desde 2013, o país registrou 87 desastres atrelados a tornados. Dessa quantia, 34 tiveram tratamento de situação de emergência e, somados, resultaram em 19 mortos, mais de 1,2 mil feridos, 873 pessoas desabrigadas e em torno de 17 mil desalojadas.

Todavia, o que mais deixou vítimas fatais foi justamente o de sexta-feira (7), no Paraná. Foram sete mortes, sendo seis delas só em Rio Bonito do Iguaçu, e uma em Guarapuava (PR).

Destruição vista de cima em Xanxerê (SC)
Destruição vista de cima em Xanxerê (SC) (Imagem: Divulgação/Coordenadoria Regional da Defesa Civil)

Catalogação de desastres no Brasil

Informações passadas ao g1, pelo pesquisador Victor Marchezini, do Cemaden, os desastres são registrados via formulário, no qual se documentam danos materiais (como casas destruídas) e humanos (quantidade de mortos, feridos, desabrigados e desalojados).

Segundo o pesquisador, em geral, os municípios registram uma ocorrência independente da quantidade de desastres que aconteçam, como chuva forte, inundação e deslizamento. Ele tem uma opinião formada do porquê isso acontece. “Imagino que, às vezes, as pessoas não saibam reconhecer o que foi um tornado e isso está aparecendo como vendaval”, disse.

Já o pesquisador da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Daniel Cândido, explicou que apesar desses registros catalográficos, não há, no Brasil, uma base oficial que se dedique integralmente aos fenômenos de tornados.

“Como esse tipo de evento ainda não é amplamente monitorado ou registrado no país, o que temos oficialmente são bases de desastres, onde os tornados aparecem junto com outros eventos”, afirmou ao g1.

Além disso, Cândido argumentou que não há como prever muito antecipadamente um tornado e nem os danos causados onde passou. Sem contar que há situações onde o fenômeno não passa de um vendaval, mas, ainda assim, têm o potencial destrutivo igual.

“Você pode ter microexplosões atmosféricas, vendavais, frentes de rajada, outros eventos que causam também episódios de vento muito intenso, muita destruição, mas não necessariamente é o tornado“, continuou.

Leia mais:

Prédio destruído em Taquarituba (SP)
Vendaval em Taquarituba deixou rastro de destruição (Imagem: Carlos Alberto de Castilho/TEM Você)

Lista dos desastres associados a tornados no país

A seguir, veja a lista de desastres causados por tornados com mais vítimas fatais, com base nos dados do Cemaden:

Rio Bonito do Iguaçu (PR) — 2023

O tornado que atingiu o Paraná originou-se de um ciclone extratropical que atravessou o Sul. Rio Bonito do Iguaçu foi quase totalmente destruída e os ventos chegaram à velocidade de 250 km/h, indo à categoria três na Escala Fujita Aprimorada (vai de um a cinco e mede a intensidade do fenômeno com base na velocidade do vento).

Números:

  • Sete mortos;
  • 800 feridos;
  • 205 desabrigados;
  • 29 mil desalojados.

Xanxerê (SC) — 2015

O tornado que atingiu Xanxerê, oeste de Santa Catarina, em março de 2015, chegou a velocidades de entre 100 e 300 km/h.

Números:

  • Quatro mortos;
  • 95 feridos;
  • Cerca de 2,1 mil desalojados ou desabrigados.

Taquarituba (SP) — 2013

Em 2013, Taquarituba, interior de São Paulo, sofreu com ventos acima de 100 km.

Números:

  • Dois mortos;
  • 64 feridos;
  • Cerca de 1,3 mil perderam suas casas.

Itaperuçu (PR) — 2018

Em dezembro de 2018, o município paranaense foi atingido por tornado cujos ventos chegaram a 100 km/h, apontou o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (SIMEPAR).

Números:

  • Dois mortos;
  • 87 desalojados;
  • 12 desabrigados.

Círiaco (RS) — 2018

  • Uma morte;
  • um ferido;
  • 528 desalojados.

São Francisco de Paula (RS) — 2017

Março de 2017 foi um mês no qual São Francisco de Paula registrou um tornado com velocidade de 140 km/h.

Números:

  • Um morto;
  • 370 desabrigados;
  • 600 desalojados.

Erebango (RS) — 2014

Na madrugada de 12 de abril de 2014, Erebango foi alvo de um tornado e, segundo a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (Cedec/RS), o fenômeno atingiu a categoria F2, registrando ventos de até 252 km/h.

Números:

  • Uma morte;
  • 26 desabrigados.

Palmitos (SC) — 2025

Maio deste ano foi marcado por um tornado que atingiu Palmitos, em Santa Catarina.

Números:

  • Um morto;
  • 75 desabrigados.
Montagem com destruição em três lugares em Palmitos (SC)
Montagem com destruição em três lugares em Palmitos (SC) (Imagem: Divulgação)

E qual foi o mais letal?

Contudo, nenhum desses foi o mais letal. O que atingiu o país com mais severidade e destruição foi o registrado em 1959, na divisa entre os estados de Santa Catarina e Paraná.

Ao todo, cerca de 90 pessoas morreram, indicou Ernani Lima, especialista em tornados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Foram três as cidades atingidas: União da Vitória (PR), Palmas (PR) e Canoinhas (SC).

Em 1991, um tornado passou por São Paulo e matou 15 pessoas em Itu, interior do Estado. Os ventos chegaram a 300 km/h na época.

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11 novembro 2025

Trump mira contra frigoríficos em meio à alta no preço da carne nos EUA

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma investigação contra o que o presidente Donald Trump chamou de “conluio ilícito” de frigoríficos – o que incluiria a brasileira JBS.

A medida é um aceno aos produtores locais, mas também uma resposta do presidente americano à inflação no país.

Trump demandou a investigação sobre as empresas após acusá-las de inflacionar artificialmente os preços e colocar em risco o abastecimento de alimentos do país.

Juntas, Cargill, Tyson Foods, National Beef e a JBS são responsáveis pelo abatimento de 85% do gado no país, segundo o governo americano.

Os pecuaristas há muito reclamam que as gigantes do setor detêm um poder indevido e pedem maior fiscalização e regras mais claras de rotulagem de origem, especialmente sobre o selo “produto dos EUA”.

Eles apontam para dados que mostram que os preços da carne bovina no varejo subiram na última década, mesmo com a queda no preço que recebem pelo gado, com intermediários como os frigoríficos ficando com a maior parte do lucro.

De janeiro deste ano, quando Trump reassumiu a presidência, até setembro, o Índice de Preços ao Consumidor dos Estados Unidos registra altas de mais de 10% no valor da carne. A carne moída é a que mais subiu no período: 14,2%.

Em outubro, diante do cenário inflacionário, Trump sugeriu importar mais carne da Argentina. Dias depois, governo americano quadruplicou a cota anual que o país sul-americano pode exportar aos Estados Unidos com tarifas reduzidas.

A medida foi criticada pelos pequenos e médios pecuaristas americanos — que, agora, recebem uma sinalização de Trump em relação ao poder dos grandes frigoríficos.



source https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/trump-frigorificos-alta-preco-carne/

10 novembro 2025

6 jogos de estratégia para quem ama “Civilization”

Sid Meier’s Civilization conquistou uma legião de fãs ao redor do mundo com sua proposta ambiciosa. O game permite que o jogador construa e gerencie uma civilização inteira, desde a pré-história até o futuro. 

A franquia é um dos pilares do gênero 4X (sigla para eXplorar, eXpandir, eXtrair e eXterminar) e combina decisões diplomáticas, científicas, econômicas e militares em um tabuleiro vivo de possibilidades.

Ao longo dos anos, Civilization inspirou uma geração de jogos que reinterpretam suas ideias, experimentam novas mecânicas e expandem o conceito de estratégia global. 

Nesta lista, apresentamos seis títulos ideais para quem curte Civilization e quer explorar títulos semelhantes. 

6 jogos de estratégia para quem ama “Civilization”

Humankind

Humankind
Humankind / Crédito: SEGA, Amplitude Studios (divulgação)
  • Plataformas: Microsoft Windows, macOS, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One e Xbox Series X/S

Considerado o concorrente mais direto e moderno de Civilization. Sua principal inovação está na mistura de culturas ao longo das eras. 

Em vez de escolher uma civilização fixa do início ao fim, o jogador pode evoluir e adotar novos povos conforme progride — por exemplo, começar como Egípcio, evoluir para Francês e depois se tornar Japonês no futuro.

Essa mecânica cria milhares de combinações únicas, que alteram não apenas a estética e as unidades, mas também a filosofia e o estilo de jogo de cada império.

Old World

Old World
Old World / Crédito: Mohawk Games (divulgação)
  • Plataformas: Windows, macOS e Linux

Criado por Soren Johnson, o designer de Civilization IV, o game Old World leva o gênero a um enfoque mais histórico e em uma mecânica de dinastias. Em vez de atravessar milênios, o jogo concentra-se nas civilizações da Antiguidade, explorando temas como sucessão de poder, alianças familiares e decisões morais.

Cada turno representa um ano de reinado, e as escolhas do governante moldam não apenas o destino do império, mas também o caráter de seus herdeiros. 

O sistema de ordens, que limita o número de ações por turno, adiciona uma camada estratégica extra, que exige do jogador  um planejamento cuidadoso.

Stellaris

Stellaris
Stellaris / Crédito: Paradox Interactive (divulgação)
  • Plataformas: Windows, macOS, Linux, PlayStation 4, Xbox One

Esse game leva a ideia de Civilization para o espaço sideral. É um jogo de estratégia em tempo real com pausa, mas mantém o mesmo DNA 4X, só que agora em uma escala galáctica.

O jogador começa comandando uma única espécie espacial e evolui até liderar um império interplanetário, interagindo com civilizações alienígenas, manipulando políticas internas e travando guerras interestelares.

Sua grande força está na profundidade narrativa: cada partida é diferente, com eventos gerados proceduralmente, dilemas éticos e decisões políticas que moldam a identidade da sua civilização. 

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Endless Legend

Endless Legend
Endless Legend / Crédito: Amplitude Studios (divulgação)
  • Plataformas: Microsoft Windows e Mac OS X

Outro título da Amplitude Studios, Endless Legend combina ficção científica e fantasia em um mundo alienígena. 

A estrutura ainda é a de um jogo 4X baseado em turnos e em mapa hexagonal, mas a grande diferença está nas facções radicalmente distintas, cada uma com mecânicas próprias e formas diferentes de expansão e sobrevivência. 

O mapa é dividido em regiões, e cada uma pode conter apenas uma cidade. Ao fundar a primeira cidade, toda a região passa a pertencer à facção. Essa estrutura regional e a diversidade entre civilizações tornam o jogo mais estratégico e distinto de outros títulos do gênero.

Age of Wonders 4 

Age of Wonders 4
Age of Wonders 4 / Crédito: Triumph Studios, Paradox Interactive (divulgação)
  • Plataformas:PlayStation 5, Windows, Xbox Series X/S

Mais um título que une construção de império e batalhas táticas em mapa hexagonal. Aqui, o jogador cria sua própria civilização fantástica, personalizando raças, magias e poderes únicos.

O jogo mistura a macrogestão de Civilization com o combate detalhado. Isso torna cada confronto mais tático e visualmente impactante. 

O sistema de evolução permite ajustar constantemente o estilo do seu império, e as campanhas são geradas proceduralmente, garantindo alta rejogabilidade.

The Battle of Polytopia

The Battle of Polytopia
The Battle of Polytopia / Crédito: Midjiwan AB (divulgação)
  • Plataformas: Android, iOS, Windows ,macOS, Linux e Nintendo Switch

Para quem procura uma versão portátil, Polytopiaé o que você procura. O game  é uma versão minimalista e acessível do gênero 4X, perfeita para partidas curtas no celular ou computador.

Com gráficos em estilo low-poly e regras simplificadas, o jogo mantém a essência de explorar, expandir e conquistar, mas sem a complexidade excessiva. 

Cada partida dura cerca de 30 minutos, o que o torna ideal para jogadores casuais ou para quem quer praticar estratégias rápidas antes de encarar desafios maiores.

Apesar da simplicidade, possui profundidade tática, com dezenas de tribos jogáveis e estilos de mapa variados. É uma ótima porta de entrada para o universo 4X.

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The Witcher vai ter 5ª temporada? Veja o que se sabe até agora

Os novos episódios da série The Witcher finalmente chegaram à Netflix, com a aguardada quarta temporada, após uma pausa de dois anos. Agora com Liam Hemsworth no papel de Geralt, substituindo Henry Cavill, a trama continua a explorar os eventos dramáticos que separaram os protagonistas. Geralt, Yennefer e Ciri enfrentam novos desafios, enquanto se veem envolvidos em uma guerra devastadora e com novos aliados ao longo de sua jornada.

Enquanto os oito episódios da quarta temporada já estão disponíveis para streaming, a quinta e última temporada já foi filmada e está em fase de pós-produção. Boa notícia para os fãs, que supostamente não precisarão esperar tanto pela próxima temporada. Com tudo encaminhado para um grande final, The Witcher deve concluir sua história de forma grandiosa.

The Witcher vai ter 5ª temporada? Veja o que se sabe até agora

Personagens de The Witcher
Henry Cavill na foto do lado esquerdo e Liam Hemsworth na fotografia da direita – Imagens: Divulgação/IMDb e Susie Allnutt/Netflix

Em abril de 2024, depois de confirmar que a série foi renovada para a quinta temporada, a Netflix revelou que esta seria a etapa final de The Witcher — concluindo, portanto, a trajetória de Geralt de Rivia.

Embora a mudança de elenco tenha gerado especulações sobre o desfecho do seriado, com Liam Hemsworth assumindo o papel de Geralt após a saída de Henry Cavill, a quarta temporada já está disponível no streaming. 

The Witcher é uma adaptação da série de livros homônima, do autor polonês Andrzej Sapkowski, trazida às telas pela Netflix. Em particular, a quinta temporada deve cobrir os dois últimos livros da saga, “A Torre da Andorinha” e “A Senhora do Lago”. 

Lauren Schmidt Hissrich, showrunner da série, afirmou que as duas últimas temporadas foram planejadas como uma história contínua, embora lançadas separadamente. Em tese, isso significa que a quinta temporada dará continuidade aos arcos não resolvidos da quarta, concluindo-os de maneira que possa refletir o desfecho do livro “A Senhora do Lago”.

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A 5ª temporada de The Witcher já tem data?

Cena da série The Witcher (Foto: Reprodução/Netflix)

As filmagens das duas últimas temporadas foram realizadas de forma consecutiva, com a quarta concluída em outubro de 2024 e a quinta finalizada recentemente. Isso sugere que, se o cronograma for mantido, a quinta temporada pode chegar ao público até o fim de 2026, encerrando a saga.

Entretanto, a Netflix ainda não divulgou informações sobre a quantidade de episódios que devem ser lançados na última temporada, e a data sugerida acima é apenas uma especulação. 

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Curtiu Tremembé? Veja o que é verdade ou ficção na série do Prime Video

A série “Tremembé“, produção original do Prime Video, reacendeu o interesse do público em alguns dos casos criminais mais conhecidos do Brasil. A trama se passa no presídio famoso por abrigar detentos ilustres e criminosos de grande repercussão.

Misturando fatos reais e elementos de ficção, a produção recria momentos marcantes da vida de figuras como Suzane von Richthofen, Elize Matsunaga e os irmãos Cravinhos. O resultado faz o público se perguntar: o que realmente aconteceu e o que foi criação para série?

A seguir, reunimos os principais pontos de verdade e invenção presentes na série. Acompanhe!

O que é verdade em Tremembé

A transferência de Suzane para Tremembé

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Tremembé / Crédito: Amazon Prime Video (reprodução/divulgação)

O ponto de partida da série é a transferência de Suzane von Richthofen para o presídio de Tremembé,fato que realmente aconteceu após uma rebelião. 

No dia 2 de fevereiro de 2007, as autoridades transferiram Suzane da Penitenciária Feminina de Ribeirão Preto (a 314 km da capital) para a Penitenciária de Tremembé (a 138 km de São Paulo), no Vale do Paraíba.

As autoridades tomaram essa decisão por questões de segurança e devido a incidentes registrados em outras unidades prisionais. A série retrata esse momento com intensidade e dramaticidade, mas a base dos acontecimentos é real.

O triângulo amoroso na prisão

Suzane e Sandrão na série Tremembé /
Suzane e Sandrão na série Tremembé / Crédito: Amazon Prime Video (reprodução/divulgação)

Outro ponto verdadeiro é o relacionamento entre Suzane, Elize Matsunaga e Sandra Regina Ruiz Gomes (a Sandrão). O triângulo amoroso foi confirmado por diferentes fontes jornalísticas, incluindo uma reportagem da Veja São Paulo, de 2014.

Na vida real, Elize teve um breve romance com Sandrão, que durou apenas três dias. Pouco depois, Sandrão se envolveu afetivamente com Suzane, com quem trabalhava na fábrica de costura da prisão. 

As duas chegaram a assinar um termo de compromisso que lhes permitia conviver na ala destinada a casais. Esse documento não tinha caráter oficial, mas teve reconhecimento dentro do presídio.

A entrevista de Suzane com Gugu Liberato

Entrevista do Gugu e a sua reprodução na série/ Crédito: Record e Tremembé (Amazon Prime Video)/ (reprodução/divulgação)

A cena em que Gugu entrevista Suzane também aconteceu na realidade. O apresentador recebeu autorização judicial para visitar o presídio e gravar a conversa, exibida em 2015, no programa Domingo Show, da Record. Sandrão também participou do encontro.

Segundo reportagens, Suzane recebeu cerca de R$ 100 mil pela entrevista, enquanto Sandrão teria ganhado R$ 20 mil. Além do valor em dinheiro, Suzane também recebeu três máquinas de costura, que mais tarde utilizou em sua tentativa de recomeçar a vida durante o regime semiaberto.

O caso Roger Abdelmassih

Anselmo Vasconcelos como Roger Abdelmassih na série Tremembé /
Anselmo Vasconcelos como Roger Abdelmassih na série Tremembé / Crédito: Amazon Prime Video (reprodução/divulgação)

Preso em Tremembé desde 2014, Roger Abdelmassih, ex-médico condenado por abuso sexual, também aparece na série fingindo estar doente para tentar ser transferido, episódio inspirado em fatos reais. 

Ao longo dos anos, ele alegou diversos problemas de saúde para conseguir cumprir pena fora da prisão, mas a Justiça de São Paulo manteve sua detenção, considerando que o presídio oferece suporte clínico adequado. Em 2017, o STF chegou a autorizar o regime domiciliar, decisão revogada em 2019 após suspeitas de fraude em exames médicos. 

Desde então, Abdelmassih alternou períodos de internação e novos pedidos negados, permanecendo sob custódia do sistema prisional.

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O relacionamento de Cristian Cravinhos na prisão

Tremembé / Crédito: Amazon Prime Video (reprodução/divulgação)

A série retrata Cristian Cravinhos em um relacionamento com um detento identificado como Duda, algo que também teria acontecido na vida real. Duda é Ricardo de Freitas Nascimento, condenado por assalto à mão armada. Os dois mantiveram um envolvimento afetivo em Tremembé, que terminou quando Cristian passou ao regime semiaberto.

Segundo o jornalista e roteirista Ulisses Campbell, autor das reportagens que inspiraram parte da trama, o relacionamento entre os dois é confirmado por documentos e cartas trocadas dentro da prisão. 

Print do post do Instagram de Ulisses Campbell (reprodução)

Um dos momentos mais curiosos retratados na série mostra Cristian pedindo à mãe que levasse uma peça íntima para usar em seus encontros com Duda, fato que, de acordo com Ulisses, realmente aconteceu. O jornalista chegou a exibir o item em suas redes sociais como prova.

Após o lançamento da série, Cristian Cravinhos criticou sua representação nas redes, chamando o conteúdo de “fake news”. Campbell respondeu divulgando cartas e objetos atribuídos ao ex-detento. Ainda assim, parte do público permanece dividida sobre a veracidade dessa história.

O que é ficção em Tremembé

Diálogos e confrontos

Personagens da série
Personagens da série Tremembé – Imagem: Divulgação/Amazon Prime Video

Grande parte dos diálogos, brigas e momentos íntimos entre os personagens é dramatizada. 

Os roteiristas usaram licenças criativas para imaginar como poderiam ter ocorrido determinadas situações, já que não existem registros públicos ou depoimentos que descrevam essas interações com exatidão.

Ordem dos acontecimentos

Crédito: Amazon Prime Video (reprodução/divulgação)

A ordem cronológica dos eventos teve grandes alterações para criar uma narrativa mais envolvente. O ritmo da série combina fatos de diferentes períodos, reorganizando a linha do tempo para aumentar a tensão dramática. 

Dessa forma, relacionamentos e encontros podem aparecer em uma sequência diferente da que ocorreu na realidade.

Nomes e personagens alterados

Crédito: Amazon Prime Video (reprodução/divulgação)

Alguns nomes e perfis foram modificados por questões de privacidade ou direitos autorais. É o caso de Alyne Bento, que na vida real é a esposa de Daniel Cravinhos, e de Duda, o detento que se relaciona com Cristian. 

Há também personagens secundários, como Poliana e outras presas, que foram inspirados em pessoas reais, mas retratados com nomes e traços ficcionais.

A forma como Suzane e Elize se conheceram

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Tremembé / Crédito: Amazon Prime Video (reprodução/divulgação)

Outro ponto que não aconteceu de acordo com o real é a forma como Suzane e Elize se conheceram. A série dramatiza o primeiro encontro entre as duas para dar um tom mais cinematográfico, mas, na realidade, o contato entre elas se deu de maneira mais discreta e gradual, no cotidiano do presídio.

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