Executivo de futebol do Corinthians, Fabinho Soldado admitiu o interesse do Internacional em contratá-lo para a temporada de 2026. Após o título da Copa do Brasil — conquistado neste domingo (21) sobre o Vasco —, o dirigente comentou sobre o seu futuro.
“A questão não é se fico ou não. É muito normal ser procurado por outros clubes. Eu tenho um carinho enorme pelo Internacional e sei que se fala muito sobre isso. Conheço as pessoas que estão lá. Eu tenho contrato com o Corinthians até 2026. Fico lisonjeado por ser lembrado, não só pelo Inter, mas também por outros clubes que me consultaram”, afirmou, no gramado do Maracanã, no Rio de Janeiro.
Soldado seguiu falando sobre a procura do Inter e mencionou uma reunião que terá com o presidente Osmar Stabile para discutir o futuro no Corinthians. A informação havia sido adiantada pela Itatiaia.
A reunião entre presidente e executivo do Corinthians já estava prevista para depois das finais da Copa do Brasil. Apesar de ser bem avaliado no CT Joaquim Grava e manter boa relação com o elenco, o dirigente enfrenta resistência de pessoas próximas ao mandatário. Entre as críticas estão o salário, considerado elevado, e o fato de ser uma “herança” da gestão de Augusto Melo.
Mesmo satisfeito no Timão, Soldado se vê “fritado” internamente por correntes políticas e só deve seguir no clube caso receba de Osmar a garantia de autonomia para comandar o departamento de futebol.
Em paralelo, o Inter monitora de perto a situação. Fabinho nutre carinho pelo clube, no qual, como jogador, conquistou a Copa Libertadores e o Mundial de Clubes de 2006.
Existe otimismo dentro do Beira-Rio pela chegada de Soldado. Em 2024, o dirigente recusou um convite para trabalhar no clube gaúcho.
Alex Brasil, ex-Corinthians, também está na pauta do Inter para o cargo de executivo. Outros nomes são avaliados para o caso de Fabinho, que é o “ficha 1”, não aceitar o convite.
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Jogadores do Corinthians celebram o título da Copa do Brasil • Buda Mendes/Getty Images
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Jogadores do Corinthians celebram após o apito final no Maracanã • Buda Mendes/Getty Images
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Memphis Depay comemora seu gol com a torcida do Corinthians no Maracanã • ANDRÉ FABIANO/ESTADÃO CONTEÚDO
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Yuri Alberto celebra o primeiro gol do Corinthians • Buda Mendes/Getty Images
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Memphis corre para celebrar seu gol no Maracanã, na final entre Vasco e Corinthians • uda Mendes/Getty Images
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Gol de Nuno Moreira sobre o Corinthians • Buda Mendes/Getty Images
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Nuno Moreira autor do gol de empate do Vasco
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Yuri Alberto dá um toque na bola para tirar Léo Jardim e abrir o placar para o Corinthians contra o Vasco • Buda Mendes/Getty Images
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Matheuzinho, do Corinthians, com Puma Rodríguez, do Vasco • Buda Mendes/Getty Images
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Philippe Coutinho chora após o Vasco perder a final da Copa do Brasil para o Corinthians • Buda Mendes/Getty Images
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Martinez e Cuesta disputam a bola em Vasco x Corinthians • Buda Mendes/Getty Images
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Taça da Copa do Brasil • Buda Mendes/Getty Images
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Bola da Final da Copa do Brasil • Divulgação/
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Maracanã antes de a bola rolar para Vasco x Corinthians na final da Copa do Brasil • Buda Mendes/Getty Images
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Torcida vascaína no Maracanã antes de Vasco x Corinthians • Buda Mendes/Getty Images
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Torcida corintiana no Maracanã antes de Vasco x Corinthians • Buda Mendes/Getty Images
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Torcedores do Vasco antes da partida
• Divulgação/vascodagama
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Torcedores do Vasco chegando em São Januário • Divulgação/vascodagama
A ameaça por ação humana é um problema que afeta os oceanos e que está cada vez mais evidente, já impacta diretamente o equilíbrio do planeta. Essenciais para o clima, para a biodiversidade e até para a produção de oxigênio, os oceanos enfrentam pressões constantes causadas, em grande parte, por nós mesmos.
Do lixo plástico às mudanças climáticas, passando pela exploração excessiva de recursos, os impactos se acumulam inclusive em áreas vastas como o oceano Pacífico, o maior de todos. Ainda assim, sabemos menos sobre os oceanos do que gostaríamos, o que torna a proteção desses ambientes um desafio ainda maior.
Infelizmente, esse cenário já representa um dos maiores desafios ambientais da atualidade. Esses vastos ecossistemas, que cobrem mais de 70% da superfície terrestre, são essenciais para regular o clima global e fornecer oxigênio à vida no planeta.
De acordo com relatórios de 2023 da ONU, cerca de 80% da poluição marinha origina-se de atividades terrestres, alterando ecossistemas inteiros. Espécies marinhas sofrem com o desequilíbrio, e soluções como áreas protegidas e redução de emissões ganham urgência, conforme evidenciado em estudos globais. A seguir, exploramos os principais problemas ambientais que ainda afetam os oceanos de todo o planeta.
8 problemas ambientais que ainda afetam os oceanos de todo o mundo
1. Aquecimento global
O aquecimento global eleva a temperatura do planeta e dos oceanos, intensificando eventos extremos e agravando os impactos das mudanças climáticas na vida marinha (Imagem: vectorfusionart / Shutterstock.com)
O aquecimento global, impulsionado pela queima de combustíveis fósseis como carvão e petróleo, eleva as temperaturas médias dos oceanos e da Terra em cerca de 0,88 °C desde a era pré-industrial. Geleiras e calotas polares derretem rapidamente, causando a elevação do nível do mar em até 20 cm desde 1900 e ameaçando populações costeiras, onde 40% da humanidade vive a menos de 100 km da costa, conforme relatório do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) de 2022.
Essa ameaça agrava problemas nos oceanos ao alterar correntes e habitats, com apenas 15% das áreas costeiras permanecendo ecologicamente intactas. Espécies marinhas lutam para se adaptar, e o impacto se estende a eventos climáticos extremos, como furacões mais intensos, com perdas de biodiversidade projetadas em até 30% em recifes de corais até 2050.
Esta referência aponta para a 9ª edição do Relatório sobre o Estado dos Oceanos Copernicus (OSR9), publicada em 2025 na revista State of the Planet. O relatório, editado por Karina von Schuckmann e outros, é uma compilação que avalia a saúde do oceano global.
2. Pesticidas
Espuma na superfície da água indica poluição química, um problema ambiental que compromete a qualidade dos oceanos e ameaça a vida marinha (Imagem: Siyanight / Shutterstock.com)
Pesticidas usados na agricultura também é um grande problema que ameaça os oceanos. Os neonicotinóides, por exemplo, são eficazes contra pragas, mas devastam a vida marinha ao serem levados para os oceanos via escoamento de águas superficiais ou deriva de pulverização, reduzindo populações de plâncton em até 50% em áreas contaminadas.
No Japão, esses químicos foram associados ao colapso de populações de peixes, esgotando oxigênio e matando plantas e mariscos. Esse estudp foi publicado em 2018 na revista Environmental Science & Technology e você pode acessar o resumo na página da ACS Publications (American Chemical Society) clicando aqui.
Essa poluição química representa um problema crônico para os oceanos, inibindo o crescimento de algas benéficas e contaminando a cadeia alimentar, com bioacumulação em peixes predadores detectada em 70% das amostras globais.
Estudos da ONU destacam que o controle rigoroso de resíduos agrícolas é essencial para mitigar esses efeitos em ecossistemas costeiros, com modelos prevendo redução de 40% nos impactos via regulamentações.
3. Resíduos industriais
A atividade naval com rebocador e navio-barcaça ilustra o risco de poluição dos oceanos pelo descarte de lodo de esgoto e outros resíduos gerados por embarcações (Imagem: GreenOak / Shutterstock.com)
Fábricas e indústrias descarregam esgoto, químicos tóxicos e lixo diretamente nos oceanos, causando acidificação em pH de 0,1 unidade desde 1750 e proliferação de algas nocivas que cobrem até 20% dos recifes. O excesso de dióxido de carbono absorvido pelos oceanos leva ao branqueamento de corais, um processo irreversível em muitos recifes, como confirmado por modelagens climáticas citadas no relatório do IPCC de 2022.
Esses resíduos industriais bloqueiam a luz solar para plantas marinhas e introduzem nutrientes como nitrogênio e fósforo, criando zonas mortas que afetam 245 mil km² anualmente. No Golfo do México, por exemplo, isso afeta a pesca e a biodiversidade, demandando regulamentações mais estritas para indústrias, com evidências de recuperação em 25% após reduções de emissões.
4. Derramamentos de petróleo
Crustáceo coberto por petróleo evidencia os impactos de vazamentos de óleo, uma grave ameaça aos oceanos e à biodiversidade marinha (Imagem: fluke samed / Shutterstock.com)
Milhares de derramamentos de petróleo ocorrem anualmente, conforme dados da NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA), com grandes incidentes como o Deepwater Horizon de 2010 causando danos por décadas, incluindo mortalidade de 20% a 50% em aves e mamíferos marinhos afetados. O óleo sufoca animais marinhos, causa defeitos congênitos em peixes e reduz sua mobilidade em até 30% (Estudo em Marine Pollution Bulletin, 2019, análise pós-Deepwater Horizon).
Essa ameaça pontual, mas devastadora, contamina sedimentos e afeta aves, mamíferos e plâncton nos oceanos, com persistência de hidrocarbonetos por 10 a 20 anos. A limpeza é desafiadora, e o impacto econômico na pesca reforça a necessidade de tecnologias preventivas, como melhores protocolos de perfuração offshore, comprovados em simulações ecológicas.
Emissões industriais lançam poluentes na atmosfera, agravando a poluição do ar e contribuindo para mudanças climáticas que afetam diretamente os oceanos (Imagem: Chris LeBoutillier / Unsplash)
Poluentes atmosféricos, responsáveis por quase um terço dos contaminantes tóxicos nos oceanos, incluem emissões de indústrias e incêndios florestais mais intensos, depositando metais pesados que acidificam águas em 15% a 20% das zonas costeiras. Esses poluentes acidificam as águas, matando corais e impedindo o desenvolvimento de conchas em moluscos e crustáceos, com perdas de calcificação de 10% a 30% em espécies sensíveis.
Apesar de avanços na qualidade do ar, o agravamento devido a eventos climáticos torna isso um problema crescente para os oceanos. A redução de emissões em terra pode aliviar esses efeitos, protegendo ecossistemas como os recifes da Grande Barreira de Corais, com modelos prevendo mitigação de 25% via políticas de ar limpo.
6. Espécies invasoras
O peixe-leão, uma espécie invasora no Atlântico, exemplifica como a introdução de animais exóticos desequilibra ecossistemas locais e ameaça a biodiversidade dos recifes de coral (Imagem: SYK Scuba / Shutterstock.com)
Espécies invasoras, transportadas por água de lastro de navios ou rotas comerciais, perturbam o equilíbrio ecológico dos oceanos, causando perdas de biodiversidade em 24% dos ecossistemas afetados globalmente. Algas venenosas e patógenos como a cólera alteram cadeias alimentares, competindo com espécies nativas e reduzindo a biodiversidade em até 40% em portos invadidos (como afirmado no estudo em PNAS, 2020, sobre bioinvasões marinhas).
Nos oceanos, isso leva a impactos como a proliferação de plantas exóticas que sufocam habitats locais. Regulamentações internacionais, como o tratamento de água de lastro, são cruciais, conforme alertas da ONU, para prevenir a propagação em áreas como o Mediterrâneo, com evidências de contenção em 60% dos casos monitorados, segundo o IPCC.
7. Pesca excessiva
A pesca excessiva gera grande desperdício, como pilhas de peixes descartados. Capturados em excesso, são reprocessados como alimento para outros peixes, um ciclo que demonstra a insustentabilidade das práticas atuais (Imagem: the photo art / Shuttetstock.com)
A pesca excessiva triplicou em 50 anos, segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), esgotando estoques de peixes e destruindo habitats com práticas como arrasto de fundo, afetando 33% das populações de peixes globais. Isso afeta a segurança alimentar de bilhões, com declínio de 50% em estoques de atum e bacalhau em oceanos como o Atlântico.
Nos oceanos, a sobrepesca altera dinâmicas predador-presa, favorecendo espécies indesejadas. Soluções incluem cotas sustentáveis e monitoramento por IA, como testado em regiões como o Atlântico Norte, para restaurar o equilíbrio, com projeções de recuperação em 20% a 30% até 2050.
8. Poluição por plástico
Asfixia dos oceanos: uma sacola plástica submersa ilustra a densidade da poluição por resíduos nos habitats marinhos. Milhões de toneladas de plástico entram no mar anualmente, fragmentando-se em microplásticos que contaminam a cadeia alimentar e comprometem a saúde dos ecossistemas (Imagem: Naja Bertolt Jensen / Unsplash)
A produção de plásticos descartáveis libera 8 milhões de toneladas anualmente nos oceanos, prejudicando mais de 2 mil espécies, que morrem por ingestão ou emalhes, com microplásticos detectados em 90% dos peixes analisados.
Microplásticos infiltram-se na cadeia alimentar, contaminando frutos do mar consumidos por humanos e causando toxicidade crônica, conforme publicado em 2025 pela Nature Sustainability, avaliando o risco ecológico de plásticos marinhos.
Essa ameaça global cria “sopas de plástico” como o Grande Círculo de Lixo no Pacífico, com impactos na saúde marinha e humana, incluindo bioacumulação de aditivos químicos. Iniciativas como a proibição de plásticos de uso único, apoiadas pela ONU, são vitais para reduzir esse problema persistente, com modelos indicando queda de 50% nos níveis até 2040.
Um homem morreu após ser baleado durante uma operação da Polícia Civil realizada nesta sexta-feira (19) na Favela do Moinho, região central de São Paulo. A ação tinha como alvo pessoas ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo informações da polícia, houve troca de tiros durante a operação. O homem baleado chegou a ser encaminhado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. A identidade oficial não foi confirmada pelas autoridades, mas moradores da comunidade afirmam que se tratava de Felipe Peta, que segundo eles era ex-professor de educação física.
Nas redes sociais, moradores da comunidade alegam que a vítima foi “assassinada de forma covarde” e que não estava armada no momento da abordagem. Entretanto, em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que foram apreendidos com o homem um celular e um revólver calibre 32. O caso foi registrado como morte decorrente de intervenção policial, posse ilegal de arma de fogo e resistência.
Operação contra o PCC
A operação realizada na Favela do Moinho cumpria mandados de busca e apreensão contra alvos ligados à família do traficante conhecido como Léo do Moinho, que foi preso no ano passado. De acordo com as investigações, Léo fazia parte da chamada “sintonia” do PCC, chefiava a favela e também atuava na Baixada Santista.
Conforme o Ministério Público de São Paulo, a família de Léo do Moinho cobrava propina de famílias em acordos de reurbanização com a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo, condicionando a liberação de cadastros e assinaturas ao pagamento exigido.
Casamentos religiosos celebrados em centros de Umbanda e Candomblé passaram a ser reconhecidos oficialmente no Rio de Janeiro. A medida está na Lei 11.058/25, de autoria do deputado estadual Átila Nunes (PSD), aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e sancionada pelo governo estadual.
A conversão dessas uniões em casamento com validade civil passa a seguir as regras do Código Civil (Lei 10.406/02) e da Lei dos Registros Públicos (Lei 6.015/73).
Para a cientista da religião e jornalista Claudia Alexandre, a decisão admite, mesmo com atraso, o valor das tradições afro-brasileiras e ajuda a combater a intolerância religiosa. Claudia é sacerdotisa da Umbanda e do Candomblé, e há 20 anos celebra casamentos e batizados no terreiro dela, que fica em Paraty, no litoral sul fluminense.
“Esse é um passo importante que vai contribuir para a eliminação do estigma que recai historicamente sobre as religiões afro-brasileiras. Celebrações de batismo, casamento e fúnebres sempre foram realizadas pelos terreiros e o Estado Laico precisa reconhecer a autoridade religiosa, assim como reconhece as celebrações na Igreja Católica”, diz Claudia.
“Em um país que naturaliza o aumento do racismo religioso, a lei é uma conquista, mesmo que, por enquanto, seja apenas no Rio de Janeiro”, complementa.
Para que a celebração religiosa possa produzir efeitos civis, será necessária uma declaração lavrada por autoridade religiosa da Umbanda ou do Candomblé. O documento deverá conter nome completo, CPF, documento de identidade e endereço dos noivos; data, local e hora da cerimônia; identificação da autoridade religiosa celebrante; identificação do templo, terreiro ou casa religiosa; além das assinaturas do celebrante e de, pelo menos, duas testemunhas da comunidade.
A declaração do casamento poderá ser encaminhada ao Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais competente, acompanhada da documentação exigida pela legislação federal.
Segundo Átila Nunes, a iniciativa assegura princípios como liberdade religiosa, dignidade da pessoa humana, igualdade, liberdade de associação e proteção à diversidade cultural. Ele diz que o Rio de Janeiro é o primeiro estado do país a aprovar uma lei sobre o tema.
“É um processo de equidade. As igrejas católicas e evangélicas têm todos os direitos que as religiões de matrizes africanas não tinham. A grande vitória é que agora os casamentos nesses ritos poderão ter efeitos civis”, diz o parlamentar.
A lei também define quem pode ser reconhecido como autoridade religiosa habilitada: sacerdotes e sacerdotisas, babalorixás, ialorixás, pais e mães de santo, chefes de terreiro e outras lideranças espirituais tradicionalmente reconhecidas na Umbanda e no Candomblé. O objetivo é respeitar os critérios internos de cada tradições, e preservar a autonomia espiritual e organizacional das comunidades.
“O reconhecimento tem especial relevância no atual contexto de combate à intolerância religiosa e ao racismo estrutural. A Umbanda e o Candomblé são tradições espirituais de origem africana que sofreram histórica marginalização, repressão e criminalização, muitas vezes invisibilizadas mesmo nas políticas públicas de promoção da igualdade e da liberdade religiosa”, disse Átila Nunes.
Durante a sanção, o governador Cláudio Castro vetou dois dispositivos da lei. Um deles previa punições a serventias extrajudiciais (cartórios) que se recusassem, de forma discriminatória, a receber ou processar documentos relacionados às celebrações religiosas. Segundo o governador, o trecho extrapola a competência estadual. Ele argumenta que a legislação sobre registros públicos é atribuição exclusiva da União.
“São obstáculos que anunciam que ainda haverá dificuldades para o reconhecimento real do direito à liberdade religiosa. Faz parte do racismo estrutural esse jogo de poder, essa política histórica de limitar os direitos”, analisa a cientista Claudia Alexandre.
“Um exemplo, nesse sentido, foi o veto à cláusula que previa punição às escolas que não cumprissem a lei 10 639/2003 – sobre obrigatoriedade do ensino das tradições afro-brasileiras. Hoje, mais de 70% das escolas públicas e particulares no Brasil não implementaram a lei. Muitas ainda punem professores e demonizam os conteúdos temáticos”, complementa.
Também foi vetado o artigo que autorizava os Poderes Executivo e Judiciário a promover campanhas educativas, capacitação de agentes públicos e notariais e ações de valorização das expressões culturais e religiosas da Umbanda e do Candomblé. De acordo com Castro, o dispositivo violava o princípio da separação dos Poderes ao impor diretrizes de políticas públicas ao Executivo.
“Campanhas de valorização às religiões afro-brasileiras ajudariam a combater o estigma e as distorções sobre as heranças e a cultura negro-africana, que são a base de formação da nossa sociedade”, critica Claudia Alexandre.
Pode parecer estranho, já que Lima está relativamente próxima da Amazônia e localizada em uma região tropical, mas a capital do Peru praticamente não registra chuvas. Essa curiosidade climática chama atenção e, embora a afirmação de que “nunca chove” seja exagerada, ela tem fundamento em um fenômeno real.
Lima está entre as capitais mais secas do planeta e apresenta um padrão meteorológico único, resultado de fatores geográficos e oceânicos que moldam seu clima há séculos. Neste artigo, vamos explicar os motivos por trás desse fenômeno.
(Imagem: Vinicius Ramalh Tupinamba / iStock)
Sabia que em Lima (quase) não chove? Saiba o motivo
Lima se localiza em uma estreita faixa desértica ao longo da costa do Oceano Pacífico, entre o mar e a Cordilheira dos Andes. Essa posição geográfica singular define quase tudo sobre o clima da cidade.
Ao contrário do que se espera de uma capital próxima ao mar, Lima recebe pouquíssima chuva ao longo do ano. Em média, a precipitação anual varia entre 6 e 12 milímetros, um índice inferior ao de muitas regiões desérticas do mundo.
Cidade de Lima, no Peru / Crédito: Wikimedia (reprodução)
A influência da Cordilheira dos Andes
A Cordilheira dos Andes exerce um papel decisivo na escassez de chuvas. As massas de ar úmidas que vêm da Amazônia avançam do leste para o oeste, mas encontram nos Andes uma barreira natural. Ao subir pelas montanhas, o ar se resfria e perde umidade na forma de chuva e neve no lado oriental da cordilheira.
Os Andes são a cordilheira mais alta fora da Ásia Imagem: Samuel Ericksen/Shutterstock
Quando esse ar chega ao litoral peruano, já está seco. Esse fenômeno é conhecido como sombra de chuva e explica por que a costa oeste do Peru permanece árida, enquanto o interior amazônico é extremamente úmido.
A corrente fria de Humboldt
Outro fator essencial é a Corrente de Humboldt, também chamada de Corrente do Peru. Trata-se de uma corrente oceânica fria que sobe da Antártida ao longo da costa do Pacífico sul-americano.
Diagrama da Corrente de Humboldt no Peru e no Chile / Crédito: Wikimedia (reprodução)
Águas frias evaporam menos, o que dificulta a formação de nuvens carregadas de chuva. Em vez de nuvens altas e tempestades, formam-se nuvens baixas, densas e pouco ativas, incapazes de gerar precipitações intensas.
A ideia de que “nunca chove” em Lima nasce da experiência cotidiana de seus moradores. A cidade praticamente não registra chuvas no sentido tradicional, com gotas grandes, temporais ou acúmulo de água no solo.
A presença constante da garúa
Garúa nas Lomas de Lachay, próximo a Lima, Peru / Crédito: Wikimedia (reprodução)
O fenômeno mais comum é a garúa, uma garoa extremamente fina e persistente. Ela se parece mais com uma névoa úmida do que com chuva propriamente dita. A garúa molha superfícies, deixa o ar frio e úmido, mas quase nunca gera poças ou infiltração no solo. Para muitos limenhos, isso nem chega a ser considerado chuva.
Durante os meses de inverno, entre maio e setembro, a garúa se intensifica e vem acompanhada de céu encoberto por longos períodos. Esse cenário ganhou o apelido local de “céu de bruxas”, devido ao aspecto cinzento e fechado que pode durar semanas.
Umidade alta, apesar da aridez
Cidade de Lima, no Peru / Crédito: Wikimedia (reprodução)
Mesmo com chuva quase inexistente, Lima apresenta índices elevados de umidade relativa do ar, que frequentemente ultrapassam 80%. Essa combinação causa uma sensação constante de frio úmido, favorece o aparecimento de mofo em paredes e roupas e surpreende visitantes que associam desertos a climas secos e quentes.
O impacto do El Niño
Embora a chuva seja rara, ela não é impossível. Em ocasiões excepcionais, Lima já registrou precipitações mais intensas, geralmente associadas ao fenômeno climático El Niño.
Durante episódios de El Niño, as águas do Pacífico se aquecem de forma anormal, alterando o regime atmosférico da região. Com mais evaporação, aumentam as chances de chuvas fora do padrão.
Paisagem de seca por conta do El Niño (Imagem: Mídia Ninja)
Em 1970, a cidade enfrentou dois dias de chuva intensa que causaram alagamentos, danos estruturais e levaram as autoridades a decretar estado de emergência. Mais recentemente, em 2017 e 2019, também houve registros de precipitações acima do normal, ainda que menos severas.
Uma cidade pouco preparada para a chuva
Como esses eventos são raros, Lima não desenvolveu um sistema de drenagem urbana semelhante ao de cidades tropicais. Quando chove além do habitual, mesmo volumes baixos podem provocar alagamentos, deslizamentos de terra e os chamados huaicos, enxurradas de lama que descem das encostas andinas em direção às áreas urbanas.
Um porta-voz do Departamento de Justiça dos EUA afirmou nesta sexta-feira (19) que a pessoa com o nome ocultado em uma das novas fotos amplamente divulgadas do ex-presidente Bill Clinton em uma banheira de hidromassagem é “uma vítima” de abuso sexual por Jeffrey Epstein.
A porta-voz, Gates McGavick, publicou a imagem no X e escreveu: “Amado presidente democrata. A tarja preta foi adicionada para proteger a vítima.”
A Lei de Transparência dos Arquivos Epstein exigiu que o Departamento de Justiça americano ocultasse informações que pudessem identificar vítimas de abuso sexual.
No entanto,não está claro se todas as omissões em todas as fotos foram feitas para proteger uma vítima confirmada. Por exemplo, o rosto de um homem mais velho foi ocultado em algumas imagens.
Clinton nunca foi acusado de nenhum crime nem indiciada pelas autoridades por qualquer irregularidade relacionada a Epstein.
Mais cedo, um porta-voz do ex-presidente afirmou que o governo Trump estava “se protegendo do que está por vir”. O comunicado acrescentou que o ex-presidente não tinha conhecimento dos crimes de Epstein e havia rompidoo relacionamento antes que esses crimes viessem à tona.
“Existem dois tipos de pessoas aqui”, disse o porta-voz, Angel Ureña. “O primeiro grupo não sabia de nada e cortou relações com Epstein antes que seus crimes viessem à tona. O segundo grupo continuou a ter contato com ele depois. Nós estamos no primeiro grupo.”
Em uma carta enviada ao Congresso nesta sexta, o vice-procurador-geral dos EUA, Todd Blanche, afirmou que a extensa revisão do Departamento de Justiça sobre materiais relacionados a Epstein “não revelou evidências que pudessem fundamentar uma investigação contra terceiros não acusados”, o que incluiria Clinton.
Antes de ingressar no governo Trump este ano, McGavick trabalhou para o Comitê Nacional Republicano e para vários legisladores republicanos.
O Departamento de Justiça se recusou a comentar quando a CNN questionou sobre a publicação de McGavick.
Entenda o que são os “Arquivos de Epstein”
Durante as investigações e o processo sobre tráfico sexual contra Jeffrey Epstein e sua cúmplice e ex-namorada Ghislaine Maxwell, os procuradores federais reuniram milhões de documentos.
A biodiversidade brasileira é um dos maiores tesouros do planeta, mas muitas espécies raras correm o risco de desaparecer sem uma intervenção precisa. Felizmente, a integração de inteligência artificial e sensores avançados está revolucionando a forma como cientistas mapeiam e protegem nossa flora nativa.
Monitoramento por inteligência artificial e satélites
A tecnologia de monitoramento remoto aliada a algoritmos de aprendizado de máquina permite identificar variações sutis em biomas densos. De acordo com informações da Embrapa, o uso de inteligência artificial tem sido um aliado fundamental na identificação de espécies arbóreas e plantas raras em larga escala, permitindo que pesquisadores localizem populações isoladas que antes eram invisíveis aos métodos tradicionais.
Essas ferramentas tecnológicas oferecem uma série de capacidades cruciais para a conservação:
🔍Reconhecimento automatizado
Algoritmos que identificam espécies através de padrões de folhas e cascas em fotos de alta resolução.
🗺️Previsão de habitat
Modelos que indicam onde uma planta rara tem mais chances de sobreviver com base no solo e clima.
🚨Detecção de ameaças
Alertas imediatos sobre desmatamento ou invasão de espécies exóticas em áreas de preservação.
📊Análise de biomassa
Cálculo preciso do carbono estocado e da saúde geral da vegetação monitorada.
Sensores de solo e a Internet das Coisas
Para proteger plantas que restam apenas em pequenos nichos ecológicos, pesquisadores utilizam sensores de IoT (Internet das Coisas) espalhados estrategicamente pelo terreno. Esses dispositivos monitoram em tempo real a umidade do solo, a temperatura ambiente e a incidência de luz, enviando dados cruciais para centros de pesquisa. Essa aplicação da IA e da conectividade permite entender exatamente quais condições ambientais estão levando uma espécie ao declínio.
Com esses dados, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) pode criar planos de manejo muito mais eficazes. Se um sensor detecta uma queda atípica na umidade de uma região que abriga uma flor rara, as equipes de campo podem intervir antes que a planta sofra danos irreversíveis, garantindo a manutenção do microclima necessário para sua reprodução.
Para proteger plantas que restam apenas em pequenos nichos ecológicos, pesquisadores utilizam sensores de IoT – (Imagem gerada por inteligência artificial-ChatGPT/Olhar Digital)
Drones e o mapeamento de precisão em áreas remotas
Drones equipados com câmeras multiespectrais conseguem sobrevoar cânions e florestas fechadas, capturando detalhes que satélites comuns não alcançam. Essa tecnologia é essencial para a sustentabilidade dos projetos de reflorestamento, pois permite lançar sementes de espécies raras em locais de difícil acesso para seres humanos, acelerando a recuperação de áreas degradadas.
Tecnologias para Conservação de Plantas Raras
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Drones LiDAR
Função: Mapeamento 3D da estrutura florestal.
Benefício: Identifica plantas raras escondidas sob o dossel das árvores.
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Sensores IoT
Função: Monitoramento contínuo de microclima.
Benefício: Garante níveis ideais de umidade e luz para espécies sensíveis.
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Bancos de DNA Digital
Função: Armazenamento de sequências genéticas.
Benefício: Preserva a identidade genética das espécies para o futuro.
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Visão Computacional
Função: Classificação automática de imagens.
Benefício: Acelera o inventário botânico diretamente em campo.
O papel das instituições e a proteção do futuro verde
Projetos apoiados pelo WWF Brasil e outras organizações utilizam a ciência de dados para criar corredores ecológicos digitais. Ao cruzar informações de diferentes fontes, é possível entender como as mudanças climáticas globais afetarão a flora brasileira nas próximas décadas. A proteção do meio ambiente deixou de ser apenas um trabalho de campo braçal e se tornou uma operação tecnológica de alta complexidade.
O futuro da preservação das plantas brasileiras depende dessa simbiose entre a biologia tradicional e as novas fronteiras da computação. À medida que as ferramentas de análise se tornam mais acessíveis, a chance de salvarmos espécies que estão à beira da extinção aumenta consideravelmente, garantindo que a riqueza natural do país continue viva para as próximas gerações.
O conselho administrativo do centro cultural John F. Kennedyvotou na quinta-feira (18) para renomear o local em homenagem ao presidente dos EUA, Donald Trump.
A medida rapidamente levantou preocupações legais sobre se o conselho tem autoridade para renomear a instituição artística, que o Congresso designou em 1964 como um memorial ao presidente democrata, e encontrou forte reação negativa da família Kennedy.
Trump, que foi eleito presidente por um conselho recém-constituído em fevereiro, frequentemente brinca sobre chamar o centro de artes cênicas de “Centro Trump Kennedy“.
O conselho escolhido a dedo pelo presidente aprovou seus desejos na reunião desta quinta, de acordo com uma fonte familiarizada com o assunto.
Mais cedo, Trump disse que estava “honrado” e “surpreso” com a votação.“Essa questão foi levantada por um dos membros mais ilustres do conselho, e eles votaram sobre isso, e são muitos membros do conselho, e a votação foi unânime”, disse ele.
Hoje mesmo o cabeçalho do site do centro foi atualizado para exibir “The Trump Kennedy Center”.
“Parabéns ao presidente Donald J. Trump e, da mesma forma, parabéns ao presidente Kennedy, porque esta será uma equipe verdadeiramente grandiosa por muitos anos”, disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, em uma publicação no Facebook.
“O prédio, sem dúvida, alcançará novos patamares de sucesso e grandeza.”
Embora a Casa Branca tenha afirmado que a votação foi unânime, a deputada democrata Joyce Beatty, membro ex-officio do conselho, disse que não foi esse o caso.
“Eu estava nessa chamada e, quando tentei apertar o botão para expressar minha preocupação, fazer perguntas e, certamente, não para votar a favor disso, meu microfone foi silenciado. Cada vez que eu tentava falar, meu microfone era silenciado”, disse ela em um vídeo postado no X.
Membros da família Kennedy condenam decisão
Permanecem dúvidas sobre a legalidade da decisão do conselho de renomear o prédio, e membros da família Kennedy condenaram a iniciativa.
“O Kennedy Center é um memorial vivo a um presidente falecido e foi nomeado em homenagem ao presidente Kennedy por lei federal”, disse Joe Kennedy III, ex-congressista e sobrinho-neto do falecido presidente, no canal X.
“Ele não pode ser renomeado, assim como ninguém pode renomear o Lincoln Memorial, não importa o que digam.”
Jack Schlossberg, neto de Kennedy e atualmente candidato à Câmara dos Representantes dos EUA por Nova York, também expressou preocupação nas redes sociais com relatos de supressão durante a votação.
O Congresso renomeou o centro de artes em homenagem ao ex-presidente John F. Kennedy em uma legislação aprovada após seu assassinato em 1963, e a lei federal exige que o conselho “assegure que, após 2 de dezembro de 1983, nenhum memorial ou placa adicional com caráter memorial seja designado ou instalado nas áreas públicas do Centro de Artes Cênicas John F. Kennedy”.
Especialistas disseram à CNN que, embora a decisão do conselho seja provavelmente ilegal, não está claro se alguém que deseje contestar a medida teria o direito legal – conhecido como “legitimidade” – de sequer apresentar tal caso.
“Não há absolutamente nenhuma maneira de eles fazerem isso legalmente”, disse David Super, professor da Faculdade de Direito de Georgetown, especializado em legislação.
Mas, acrescentou, “o governo não se preocupa com leis a menos que tenha uma perspectiva realista de ser processado”.
O especialista afirmou que é possível que um funcionário do centro tente entrar com um processo contestando a mudança de nome, alegando um “dano à reputação” decorrente da necessidade de incluir o novo nome em seu currículo, o que, segundo ele, pode confundir potenciais empregadores.
“Não estaria otimista de que um tribunal aceitaria esse caso”, disse ele.
O mesmo vale para os descendentes do falecido 35º presidente, disse Super à CNN. “Se ele estivesse vivo, provavelmente poderia processar, mas não acho que esteja claro que seus herdeiros teriam o direito de processar em seu nome”, afirmou.
Maria Shriver, sobrinha de Kennedy, classificou a iniciativa de renomear o memorial em homenagem a Trump como “incompreensível”, ao falar sobre os esforços de seu tio em apoio às artes.
O Google ampliou as capacidades de verificação de conteúdo do Gemini e passou a permitir a análise de vídeos criados ou editados com seus próprios modelos de inteligência artificial (IA).
A partir de agora, usuários podem enviar um vídeo ao assistente e perguntar diretamente se ele foi gerado com IA do Google, recebendo uma resposta detalhada baseada em sinais técnicos incorporados ao material.
A novidade expande um recurso lançado em novembro, quando o Gemini passou a identificar imagens produzidas ou alteradas com ferramentas de IA da empresa. Na ocasião, o Google já havia sinalizado que o suporte a vídeos chegaria em breve.
Sistema aponta trechos específicos marcados como conteúdo gerado artificialmente (Imagem: Google)
Como funciona a verificação de vídeos
O Gemini analisa tanto os elementos visuais quanto o áudio em busca do SynthID, a marca d’água digital proprietária do Google.
Segundo a empresa, o sistema não se limita a confirmar ou negar a origem do vídeo: ele também aponta momentos específicos em que a marca d’água aparece, oferecendo mais transparência sobre quais trechos foram afetados por ferramentas de IA.
O recurso é compatível com vídeos de até 100 MB e 90 segundos e está disponível em todos os países e idiomas onde o aplicativo Gemini opera.
Ferramenta tenta aumentar transparência em meio à proliferação de deepfakes (Imagem: Stock all / Shutterstock)
Limites da marcação e o desafio dos deepfakes
Embora o Google descreva o SynthID como “imperceptível”, ainda não está claro o quão resistente ele é à remoção ou se outras plataformas conseguirão detectar facilmente essas informações.
O tema ganhou destaque recentemente após a OpenAI reconhecer que marcas d’água em vídeos do Sora podiam ser removidas com relativa facilidade.
O Google também incorpora metadados no padrão C2PA em alguns conteúdos gerados por IA, mas a falta de uma adoção coordenada entre redes sociais e plataformas de vídeo continua permitindo que deepfakes circulem sem identificação clara.
Com a expansão para vídeos, o Google dá mais um passo para oferecer ferramentas de verificação, mas o combate à desinformação gerada por IA ainda depende de padrões mais amplos e interoperáveis.
Gemini passa a checar se vídeos foram gerados por IA do Google (Imagem: miss.cabul/Shutterstock)