Canal Sabedoria Infinita

30 setembro 2026

Candidatos ao governo do RJ debatem a cinco dias da eleição

A cinco dias do primeiro turno das eleições 2026, os candidatos ao governo do Rio de Janeiro se reúnem na noite desta terça-feira (29) para debate promovido pela TV Globo. Participam do encontro Eduardo Paes (PSD), Douglas Ruas (PL), Garotinho (Republicanos), William Siri (PSOL) e André Marinho (Novo).

No primeiro bloco, os candidatos concentraram as críticas em Ruas e Paes e na herança política dos dois postulantes ao governo fluminense.

Quem começou a falar foi Douglas Ruas, sobre transporte público, tema sorteado. Na ocasião, questionou Eduardo Paes sobre o VLT e as promessas da Linha-3 do metrô em uma possível eleição. Paes disse que 80% dos investimentos de sua gestão à frente da Prefeitura do Rio de Janeiro, foram destinados à “zona norte, favelas e zona oeste da cidade do RJ, porque são as áreas que mais precisam”.

“Um VLT de Botafogo é uma boa iniciativa, é importante, mas não era minha prioridade. minha prioridade foi recuperar o BRT, a população voltou a ter um transporte publico de muita qualidade”, disse Paes.

Douglas, então, acusou o adversário de prometer e depois “trocar a prioridade”. “Este aqui é retrato da velha política, vale tudo pra ganhar a eleição”, afirmou Ruas. Paes rebateu fazendo associação de Ruas com Cláudio Castro e Bacelar.

Depois, Paes perguntou a Siri sobre emprego. O candidato do PSOL aproveitou a oportunidade para se apresentar ao público e destacou que, se eleito, pretende reestatizar os trens do estado e reindustrializar a região, construindo complexos produtivos.

No próximo tema sorteado, saneamento, Siri ressaltou que tem o plano de reestatizar a Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro) e perguntou a Garotinho quais as propostas dele. O candidato do Republicanos concordou com Siri e disse: “Estou contigo nessa”. 

Garotinho também aproveitou a oportunidade para reafirmar que é candidato ao governo do Rio e que seu nome estará nas urnas após indeferimento de candidatura pelo TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro).

Na sequência, sobre o tema dívida de governo, Garotinho leu supostas dívidas envolvendo os nomes de pessoas ligadas ao governo de Cláudio Castro, em pergunta a André Marinho. “O Globo disse que Cláudio Castro roubou 8 bilhões, eu acho que foi mais, o que você acha?”, perguntou ao candidato do Novo.

“O problema do RJ não é falta de dinheiro, é excesso de ladrão”, afirmou Marinho. Depois, acusou Garotinho de ter um “longo rabo preso”. “Como você mesmo disse, do tamanho da ponte Rio-Niterói”, provocou. Garotinho se defendeu dizendo que ele foi o primeiro a negociar dívida do estado com FHC e disse que Marinho é “muito novinho”.

No última tema sorteado, Marinho perguntou a Ruas como tirar o estado do “poço” do Ideb. Na ocasião, o candidato do PL defendeu as escolas cívico-militares e qualificação profissional.

Debate

A cinco dias do primeiro turno das eleições 2026, os candidatos ao governo do Rio de Janeiro se reúnem na noite desta terça-feira (29) para debate promovido pela TV Globo. Participam do encontro Eduardo Paes (PSD), Douglas Ruas (PL), Garotinho (Republicanos), William Siri (PSOL) e André Marinho (Novo).

O candidato do Novo foi autorizado a participar do debate após resolução do ministro Nunes Marques, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que decidiu incluir o partido nos debates eleitorais nesta noite. Além de Marinho, a medida abrange os candidatos à Presidência Romeu Zema e ao governo do Distrito Federal Kiko Caputo.

O evento está previsto para começar às 22h15 (horário de Brasília). A emissora convidou para o debate os candidatos que têm partidos com representação mínima de cinco parlamentares no Congresso Nacional.

Além do Rio de Janeiro, a Rede Globo promove nesta noite debate com os principais candidatos aos governos dos outros 25 estados e do Distrito Federal.

Como vai funcionar o debate

O debate será dividido em quatro blocos e terá como base as perguntas feitas pelos candidatos, que ficarão lado a lado no estúdio e poderão circular livremente.

No Rio de Janeiro, o primeiro bloco vai contar com temas sorteados ao vivo.

O segundo e quarto blocos serão de tema livre.

O terceiro, por outro lado, será usado para que os candidatos sejam questionados sobre perguntas relacionadas a diferentes regiões do estado. Essas regiões serão definidas por sorteio, com duas rodadas.

O primeiro candidato a falar em cada um dos blocos será definido por sorteio. O nome selecionado vai poder escolher qual adversário responderá à pergunta feita por ele. A dinâmica do debate fará com que todos os participantes possam fazer perguntas e responder.

Ao final do quarto bloco, cada um poderá fazer suas considerações finais.

Além disso, todos os nomes convidados terão o mesmo tempo de participação em todos os blocos. Segundo as regras do debate, os candidatos terão uma espécie de banco de minutos, que fará com que cada um deles possa administrar livremente o próprio tempo.

Os que fizerem as perguntas terão 2 minutos para dividir entre fazer o questionamento e a réplica. Quem responder, terá 2 minutos e 40 segundos para resposta e tréplica.

Cada candidato vai fazer uma pergunta e responder uma vez em cada bloco, com exceção do terceiro bloco, dedicado às regiões.

Saiba quais cargos estão em disputa nas Eleições 2026

 



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Estudo aponta que duas aves brasileiras estão entre as mais barulhentas

Duas aves encontradas no Brasil estão entre as mais barulhentas já medidas pela ciência: a araponga-de-garganta-nua (Procnias nudicollis) e a seriema (Cariama cristata). Os cantos das duas ultrapassaram 120 decibéis (dB) de pico, volume comparável ou superior ao de equipamentos extremamente ruidosos, como motosserras e britadeiras.

A descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade de Massachusetts Amherst (EUA), entre eles o brasileiro João C.T. Menezes, durante seu trabalho de pós-graduação. O estudo foi publicado na revista científica Evolution.

O objetivo dos cientistas, porém, não era simplesmente descobrir qual ave faz mais barulho. A pesquisa buscou entender quais características físicas podem determinar a intensidade dos cantos e investigar se o volume está relacionado ao ambiente em que as espécies vivem ou à sua organização social.

Para isso, os pesquisadores mediram a amplitude dos cantos de 123 espécies de aves em áreas próximas a Amherst, em Massachusetts (EUA), e em diferentes regiões do Brasil. Das espécies analisadas, 113 nunca haviam tido o volume de seus cantos catalogado.

Menezes explica que ainda há poucos dados sobre a amplitude vocal das aves. Os resultados indicam que algumas espécies brasileiras estão próximas do limite de produção de som observado nesses animais. “Podemos dizer com segurança que as arapongas da Amazônia e da Mata Atlântica e a seriema emitem os cantos mais altos já medidos”, disse ao g1.

Aves ultrapassam 120 decibéis

  • A pesquisa identificou uma diferença de 58 decibéis entre os cantos analisados;
  • Na parte mais baixa da escala estava o beija-flor, com cerca de 64 dB, aproximadamente o volume de uma conversa normal. No extremo oposto estavam a araponga-de-garganta-nua e a seriema, ambas com registros superiores a 120 dB de pico;
  • No caso da araponga-de-garganta-nua, uma das medições chegou a 122,4 dB quando o som foi padronizado a uma distância de 1 metro. O estudo também registrou um pico individual próximo de 131 dB para um exemplar da espécie, dependendo do critério utilizado para calcular a amplitude;
  • Isso coloca as duas espécies em uma faixa sonora comparável à de motosserras e britadeiras.

As descobertas também ajudam a contextualizar um recorde anterior. Em 2019, pesquisadores da mesma universidade identificaram a araponga-branca, encontrada na Amazônia, como responsável pelo canto de ave mais alto já documentado, com registros de até 125,4 dB. O feito foi posteriormente reconhecido pelo Guinness World Records.

Assim, a nova pesquisa não necessariamente estabelece uma única campeã. Dependendo da forma como os pesquisadores calculam o volume, diferentes espécies podem ocupar o topo da classificação. Para os cientistas, no entanto, essa disputa é menos importante do que entender por que algumas aves evoluíram para produzir sons tão intensos.

O que faz uma ave ser tão barulhenta?

Os pesquisadores encontraram duas características físicas que ajudam a explicar as diferenças de volume: tamanho corporal e largura da abertura do bico.

Em geral, aves maiores tendem a produzir sons mais altos. Elas também apresentam músculos mais robustos, que podem permitir uma maior compressão do ar e, consequentemente, uma emissão sonora mais intensa.

As aves com cantos mais fortes também possuem aberturas de bico particularmente largas. A comparação feita pelos pesquisadores é com instrumentos musicais: estruturas mais largas, como as campânulas de instrumentos de sopro, podem ajudar a amplificar o som.

A seriema é a maior espécie entre as aves analisadas, enquanto as arapongas apresentam aberturas de bico especialmente largas para o tamanho do corpo.

Apesar dessas descobertas, os pesquisadores ainda não conseguiram explicar completamente por que algumas espécies produzem sons tão extremos.

Por que cantar tão alto?

Antes da pesquisa, os cientistas levantaram algumas hipóteses sobre possíveis funções ecológicas e evolutivas dos cantos muito intensos.

Uma delas era que aves mais barulhentas poderiam ser voadoras mais fracas, usando o som para compensar uma mobilidade limitada. Outra possibilidade era que espécies que vivem em florestas densas precisassem de cantos mais intensos para facilitar a comunicação quando os indivíduos não conseguem se enxergar.

Os pesquisadores também imaginaram que aves mais barulhentas poderiam apresentar maior frequência de poligamia, já que chamados capazes de viajar por distâncias maiores poderiam ajudar a alcançar potenciais parceiros.

Araponga-de-garganta-nua
Aaraponga-de-garganta-nua também está na lista – Imagem: Diego Grandi/Shutterstock

Os dados, porém, não sustentaram essas hipóteses de forma ampla.

“Entre os fatores ecológicos que estudamos, nenhum explicou com clareza por que algumas espécies evoluíram cantos mais altos do que outras. Isso não quer dizer que habitat, capacidade de voo ou sistema de acasalamento nunca sejam importantes, mas sim que não parecem ser regras gerais para as aves como um todo”, pontua Menezes.

Para os pesquisadores, tamanho corporal e abertura do bico ajudam a explicar como determinadas aves conseguem produzir sons tão fortes, mas ainda não explicam completamente por que elas desenvolveram essa capacidade.

“Deve haver algo particularmente eficiente na maneira como elas produzem ou irradiam o som que tamanho corporal e largura do bico sozinhos não explicam. Descobrir esse ‘algo a mais’ é justamente uma das perguntas que surgem do estudo”, prossegue.

Leia mais:

Medir o canto de uma ave não é simples

Determinar o volume de um canto na natureza é uma tarefa complicada porque a amplitude do som depende diretamente da distância entre a ave e o equipamento de medição.

Um canto que parece ensurdecedor quando ouvido de perto pode quase não ser registrado a algumas centenas de metros. Por isso, uma possibilidade seria capturar o animal e levá-lo a um laboratório para realizar experimentos controlados.

O problema é que esse método se torna pouco prático quando a pesquisa envolve muitas espécies e diferentes regiões do mundo.

Para fazer as medições em campo, os cientistas utilizaram telêmetros a laser, capazes de determinar a distância até a ave, e medidores de som portáteis de alta resolução. A combinação dos equipamentos permitiu relacionar a intensidade registrada com a distância do animal e obter medidas comparáveis entre as espécies.

Com essa abordagem, os pesquisadores conseguiram ampliar consideravelmente a quantidade de espécies para as quais existem dados confiáveis sobre a amplitude dos cantos.

O mistério continua

O estudo respondeu parte da pergunta, mas deixou outras em aberto.

Os cientistas sabem agora que aves maiores e com aberturas de bico mais largas tendem a produzir sons mais intensos. Ainda assim, essas características não explicam completamente como algumas espécies relativamente pequenas conseguem chegar a volumes comparáveis aos de animais muito maiores.

Para Menezes, duas questões devem orientar os próximos estudos: qual é o mecanismo que permite a essas aves produzir e irradiar sons tão fortes e qual é a vantagem evolutiva dessa capacidade? “Agora queremos entender melhor o que há de especial nessas espécies que as permite produzir e irradiar sons tão intensos.”

Também permanece a dúvida sobre os custos desse comportamento. Um canto extremamente alto pode ajudar na comunicação ou na disputa por parceiros, mas também pode tornar a ave mais fácil de ser localizada por predadores.

“O interessante agora é testar diretamente quais vantagens esses cantos extremamente altos oferecem e quais custos vêm junto com eles. É bem possível que espécies diferentes tenham chegado a amplitudes extremas por caminhos evolutivos completamente diferentes”, encerra o pesquisador brasileiro.

Para os pesquisadores, portanto, descobrir quais aves fazem mais barulho é apenas o começo. A questão central agora é entender por que a evolução levou espécies diferentes a desenvolver uma capacidade vocal tão extrema.

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29 setembro 2026

Amigas de longa data, Paula Fernandes reencontra Shania Twain: “Referência”

A sertaneja Paula Fernandes, 42, reencontrou a amiga de longa data Shania Twain, 61, a convite da veterana do country. A dupla esteve no interior de São Paulo nesta segunda (28) para relembrar os velhos tempos.

“Tivemos tempo para conversar sobre a vida, compartilhar um pouco dos nossos trabalhos mais recentes, relembrar histórias, falar bastante sobre uma paixão que temos em comum, que são os cavalos, e dar muita risada”, comentou a voz de “Pássaro de Fogo” em nota. “Não é todo dia que a gente tem o privilégio de estar tão perto de uma artista que é referência mundial e me inspira há anos. Tenho uma admiração enorme.”

Paula também compartilhou um vídeo em que mostrava sua interpretação de “Man! I Feel Like a Woman” em seu show, cover que faz parte do repertório de sua turnê que percorre o Brasil. Na gravação, Shania comemora os passinhos criados por Paula, que fica cheia com o elogio: “Ai estou emocionada”.

A amizade das cantoras tem longa data, desde que, em 2014, Paula participou de uma versão bilíngue ao lado de Shania do hit “You’re Still The One”, que fez parte do disco “Encontros Pelo Caminho”. Desde então, elas compartilham uma amizade marcada pela paixão pelos cavalos, pela estética country e até pela data de aniversário, 28 de agosto.

Shania está no Brasil para uma série de compromissos profissionais, que contou com um show em Porto Feliz, no interior de São Paulo, no último final de semana.

Chitãozinho e Xororó sobre passado no sertanejo: “Muito criticados”

 



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Zuckerberg, Amodei e outros chefes de big techs se reúnem com Trump nesta terça-feira (29)

Os principais executivos do setor de tecnologia se reúnem nesta terça-feira (29) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, em almoço que reunirá nomes, como Mark Zuckerberg, Dario Amodei, Sundar Pichai e Jensen Huang.

O CEO da Anthropic, Dario Amodei, e o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, estão entre os executivos esperados no encontro, segundo pessoas familiarizadas com os planos ouvidas pela CNBC sob condição de anonimato, já que os detalhes ainda não são públicos.

A Alphabet confirmou, nesta segunda-feira (28), que seu CEO, Sundar Pichai, também participará do almoço. Jensen Huang, CEO da Nvidia, estará presente, segundo a MS Now. Greg Brockman, presidente da OpenAI, também participará, de acordo com a Reuters, que citou uma pessoa familiarizada com o assunto.

O encontro acontecerá durante evento promovido pela Casa Branca ao longo de todo o dia. Trump, o vice-presidente JD Vance e outros integrantes do governo estadunidense apresentarão novo site destinado a reunir informações e recursos federais. A programação também terá painéis sobre inteligência artificial (IA), energia, espaço e outros temas.

Anthropic no centro das discussões

Além de Amodei, Tom Brown, cofundador da Anthropic e diretor de computação da empresa, também estará no evento, segundo uma pessoa familiarizada com os planos. A participação de Amodei ganha destaque porque o executivo ficou de fora do jantar de Estado realizado na semana passada durante a visita do presidente chinês Xi Jinping aos Estados Unidos.

No domingo, porém, Amodei teve um jantar privado com Trump. Foi o primeiro encontro individual entre os dois, segundo uma pessoa familiarizada com a visita.

Close do rosto de Jensen Huang, que está ligeiramente sorrindo
CEO da Nvidia, Jensen Huang, também estará presente – Imagem: FotoField/Shutterstock

A reunião desta terça-feira poderá representar outra oportunidade para executivos do setor de tecnologia, especialmente Amodei, reduzirem as tensões com a Casa Branca em meio ao debate sobre segurança da IA e possíveis regulamentações para a indústria.

A discussão ganhou força depois que um ex-pesquisador da Anthropic acusou os laboratórios que desenvolvem os sistemas de IA mais avançados de estar “apostando com nossas vidas”.

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Divergências sobre o ritmo da IA

  • O debate também colocou diferentes líderes da indústria em lados semelhantes em relação à necessidade de desacelerar o desenvolvimento da tecnologia;
  • Executivos, como Sam Altman, da OpenAI, e Elon Musk, concordaram com pedidos por uma desaceleração em toda a indústria. Amodei, por sua vez, publicou um ensaio defendendo que as empresas deveriam “dar ritmo à fronteira” no desenvolvimento de IA avançada;
  • Trump tem adotado posição diferente. O presidente se mostrou publicamente resistente aos pedidos de desaceleração e, nas últimas semanas, classificou os temores relacionados à IA como “farsa” e “golpe”;
  • O almoço desta terça-feira reunirá, portanto, executivos de algumas das maiores empresas de tecnologia do mundo, justamente enquanto o governo estadunidense e a indústria discutem como lidar com o avanço da IA e os possíveis limites para seu desenvolvimento.

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28 setembro 2026

VMA: Madonna diz que mandou DM para conseguir música com Sabrina Carpenter

O MTV Video Music Awards 2026 mostrou que a amizade entre Sabrina Carpenter, 27, e Madonna, 68, começou de um jeito inusitado.

Ao vencerem a categoria Melhor Colaboração com o single “Bring Your Love”, Madonna falou que não havia preparado um grande discurso, então revelaria como conseguiu a parceria. “Todo mundo que me conhece sabe o quanto sou impaciente. Quando passaram cinco dias e eu não havia conseguido falar com a Sabrina, eu não sabia se ela queria fazer uma música comigo. Cinco dias, e aí eu mandei uma DM“, revelou a veterana.

“É uma história real, então ela me respondeu… Passamos algumas semanas no estúdio e foi fabuloso. Se você acha que é uma música de amor, não é. É uma música sobre alguém que acha que te conhece melhor que você mesma”, finalizou Madonna. “E eu te amo, Sabrina.”

Sabrina respondeu à brincadeira com humor e ainda deixou um convite aberto: “Minha equipe responde. Eles falam com as pessoas, mas eu sou mais rápida. Então, me mandem mensagens. Te amo, Madonna.”

Mais cedo na noite, Madonna fez sua primeira apresentação em 23 anos no Video Music Awards, em que convidou a voz de “Espresso”  e Charlie XCX para cantarem “Bring Your Love” e “Danceteria”. No palco também subiram Seth Rogen, Julia Garner e Sombr.

O MTV Video Music Awards 2026 acontece no Peacock Theatre, em Los Angeles, EUA, pela primeira vez na Costa Oeste deste 2017. Confira aqui a lista completa de vencedores.

Chappell Roan sobre seu primeiro VMA: “Novo degrau na minha carreira”



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27 setembro 2026

Mr. Olympia: Ryan Terry mantém favoritismo e é tetra na Men’s Physique

O britânico Ryan Terry manteve seu favoritismo na Men’s Physique e venceu seu quarto título consecutivo na categoria no Mr. Olympia.

Já os atletas Ali Bilal e Kyron Holden fecharam o top 3.

Erin Banks e Brandon Hendrickson ficaram na quarta e quinta colocação, respectivamente.

Com o quarto título, Ryan iguala o ex-fisiculturista americano Jeremy Buendia como os dois maiores vencedores da categoria no Mr. Olympia. 

Buendia venceu entre 2014 e 2017.

Imagem mostra primeiro confronto da Men’s Physique nas prévias do Mr. Olympia 2026 • Divulgação/Mr. Olympia

Leia Mais:

Mais cedo, durante as prévias, Terry liderou o pré-julgamento, dividindo o centro do palco com o afegão Ali Bilal, projetando o campeão e o vice da categoria.

Os brasileiros Edvan Palmeira e Vitor Chaves também estiveram no primeiro “callout” no pré-julgamento, além de Erin Banks, Brandon Hendrickson, Kyron Holden e Isai Kesek.

Na categoria, além de Edvan e Chaves, o Brasil também conta com Diogo Basaglia, o “Basa”, Dilson Espíndola, Rafael ‘Fael’ Oliveira, Guilherme Gualberto, Kaique “KK” Santos, Vinícius Mateus e Mauro Fialho.



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Mr. Olympia: Jasmine Gonzalez supera campeã e leva categoria Bikini

A fisiculturista americana Jasmine Gonzalez superou a atual campeã Maureen Blanquisco e ganhou a categoria Bikini no Mr. Olympia neste sábado (26).

 

Em atualização*



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Campanha de Flávio aponta que ‘Dilma Bolada’ começou boato sobre padroeira

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) aponta o influenciador Jeferson de Oliveira Monteiro, criador do perfil “Dilma Bolada”, como autor da primeira publicação que associou o candidato do PL à Presidência à informação falsa de que ele pretenderia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.

O perfil “Dilma Bolada” se tornou famoso no primeiro mandato da então presidente Dilma Rousseff (PT) pelo tom de humor favorável a ela. O perfil tentava transmitir uma imagem mais informal e descolada da então mandatária e tecia críticas a adversários.

A conta tinha mais de um milhão de seguidores — número significativo para a época.

Jeferson chegou a ser recebido por Dilma no Palácio da Alvorada em outubro de 2014, após a reeleição dela. No ano seguinte, ele também foi a uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara dos Deputados sobre crimes cibernéticos e negou que tenha recebido dinheiro do PT.

Anos depois, em 2023, Jeferson assumiu um cargo comissionado na Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e foi demitido meses depois por uma viagem indevida.

Segundo monitoramento feito pela equipe de Flávio, a postagem de Jeferson deu início a uma sequência de conteúdos que passaram a vincular o presidenciável à suposta mudança nas redes sociais.

A publicação de Jeferson citada pela campanha de Flávio foi feita às 21h50 de quarta-feira (23) e ainda estava disponível na rede social X na noite deste sábado (26).

“Católico não vota em nenhum Bolsonaro e nem em nenhum candidato que queira retirar o título de Nossa Senhora Aparecida de Padroeira e Rainha do Brasil. Tudo com Jesus. Nada sem Maria. E Bolsonaro na cadeia!”, diz a publicação.

Nos últimos dias, Jeferson continuou a publicar conteúdos críticos a Flávio Bolsonaro, inclusive com referências à Igreja Católica.

Seis minutos depois do post inicial, de acordo com o levantamento da campanha, outro usuário passou a divulgar conteúdo sobre o tema. O perfil @waglegal10 afirmou que Flávio poderia enfrentar pressão de uma ala de seus apoiadores para retirar de Nossa Senhora Aparecida o posto de padroeira do Brasil.

A partir daí, outros perfis começaram a escrever postagens na mesma linha.

“Nesse particular, vale ressaltar que o exíguo lapso temporal entre a gênese da mentira e a sua disseminação, inclusive com ilustração contendo reprodução de imagem do noticiante elaborada por inteligência artificial, demonstra não se tratar de um comportamento orgânico, mas sim de uma campanha estruturada de propagação de fake news por intermédio das redes sociais”, diz peça da equipe jurídica de Flávio Bolsonaro ao procurador-geral eleitoral, em que apresenta notícia-crime contra os donos dos perfis supostamente envolvidos.

De acordo com a campanha de Flávio, a narrativa ganhou força no dia seguinte. Perfis disseminaram conteúdo para dizer que Flávio estaria com essa pretensão, se eleito presidente.

Um dos posts identificados pela equipe de Flávio como de maior alcance foi publicado pelo usuário @vitor_dlucca. A publicação alcançou mais de 2 milhões de visualizações em menos de 24 horas, afirma a campanha.

Quatorze minutos depois, o usuário @CarlosPortoRJ publicou conteúdo sobre o caso.

“Eu custei a acreditar que Flávio Bolsonaro vai tirar Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil. Mas acabou de sair na GloboNews essa notícia. Isso é algo tão grave e sem precedentes. É o maior ataque aos católicos do Brasil.”

O post teve mais de 2,4 milhões de visualizações em menos de um dia, cita a campanha de Flávio.

A desinformação também passou a mencionar um projeto de lei relacionado ao título de Nossa Senhora Aparecida. O texto, no entanto, foi apresentado em 2007 pelo então deputado federal Victório Galli e arquivado em 2008, sem envolvimento com Flávio. Nestas eleições, Galli disputa uma vaga na Câmara dos Deputados pelo PP de Mato Grosso.

Uma das mudanças propostas pelo projeto era substituir a expressão “padroeira do Brasil” por “padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”.

Para a campanha de Flávio, portanto, houve uma ação coordenada entre perfis de cunho governista para atacar o candidato do PL à Presidência, que teria até começado alguns dias antes do estouro da fake news em questão. No entanto, esses perfis teriam aproveitado a fala da jornalista para potencializar a mentira de forma proposital.

Desde então, Flávio reforça em público negar qualquer intenção de alterar a condição de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil e busca fazer duras críticas aos responsáveis pela disseminação da mentira.

A equipe jurídica de Flávio também entrou com ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para derrubar os posts com o conteúdo inverídico e evitar que novos fossem publicados. Uma decisão favorável ao pedido foi dada pelo ministro da Corte André Mendonça.

A campanha avalia que agora conseguiu conter o desgaste inicial, apesar do tema ainda ter força em postagens da esquerda, e vê um alcance limite para a candidatura de Flávio.

A CNN Brasil tenta contato com o influenciador Jeferson de Oliveira Monteiro.

Flávio pede prisão de servidor do Planalto

A campanha de Flávio ainda pediu na sexta (25) a prisão preventiva e a expedição de um mandado de busca e apreensão contra um servidor do Palácio do Planalto: George Marques, coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

Segundo a campanha, Marques teria compartilhado nas redes sociais uma publicação que orientava os usuários a ignorar a retratação da imprensa sobre a informação falsa. A postagem dizia: “parem de divulgar a retratação. Deixem o assunto rolar. […] Continuem compartilhando que nossa senhora foi atacada, precisa chegar no interior do Nordeste, no interior do Norte”.

A campanha de Flávio afirma que o servidor tinha conhecimento de que a informação era falsa e de que havia sido desmentida publicamente.

“Não se trata de opinião. Trata-se de um plano”, afirma a notícia-crime.

Para os advogados, a conduta configura os crimes de divulgação de fatos sabidamente inverídicos em período eleitoral, além de incitação ao crime e associação criminosa.

Em nota, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência afirmou que as alegações de Flávio “não procedem”. Disse ainda causar estranheza um “pedido injusto e arbitrário” de prisão de um cidadão brasileiro.

A Secom afirma que, ao atribuir ao Governo Federal a responsabilidade por uma republicação realizada por George, Flávio estaria distorcendo os fatos e ignorando que a manifestação ocorreu em caráter estritamente pessoal, por meio de perfil particular, fora do horário de expediente e com a utilização de equipamento próprio.

“O Governo Federal reitera seu compromisso com a liberdade de expressão e de religião de todos os brasileiros e manifesta repúdio e profunda preocupação com o patrulhamento e a censura impostos à população nesse episódio, a pedido do candidato Flávio Bolsonaro”, diz.



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26 setembro 2026

Flávio mantém ritmo acelerado de agendas no Sudeste em fim do 1º turno

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) vai manter pelos próximos dias o ritmo acelerado de agendas com aliados no Sudeste nesta reta final de primeiro turno eleitoral.

A ideia é se concentrar especialmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, com possibilidade ainda de voltar para Minas Gerais – os maiores colégios eleitorais do país. As agendas estão sendo desenhadas sempre com políticos de direita de influência nesses estados, numa situação de ganha-ganha para ambos os lados.

Por exemplo, o governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o candidato ao governo do Rio Douglas Ruas (PL) e o deputado federal e candidato à reeleição Nikolas Ferreira (PL).

Flávio abre a última semana do primeiro turno na capital paulista ao lado de Tarcísio. Eles começarão com uma caminhada pelo Brás, bairro popular e famoso polo de modas. Depois, visitarão o Mercado Municipal e terminarão o dia com um ato na Praça do Triunfo.

A agenda de terça (29) ainda não está definida, mas há uma possibilidade que ele siga em São Paulo com aliados.

Para os dias seguintes, a expectativa é que Flávio continue pelo Sudeste, podendo incluir uma última agenda de campanha em Minas Gerais, por exemplo.

Até o momento, a participação do candidato no debate da TV Globo, marcado para quinta (1º), no Rio de Janeiro, está em aberto. A estratégia continua sendo a de só comparecer se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) for.

A avaliação é de que, sem Lula, Flávio sofreria um desgaste desnecessário dos adversários Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante), por conta da grande diferença entre eles nas pesquisas de intenção de voto.

No sábado (3), véspera do primeiro turno, Flávio deve se concentrar novamente em São Paulo e no Rio de Janeiro, com carreatas e atos finais nas duas cidades. Na capital fluminense, o evento deve passar pelo bairro Campo Grande, o mais populoso do país.

A previsão é que Flávio durma no Rio para votar logo cedo pela manhã de domingo (4) acompanhado da esposa, Fernanda Bolsonaro. O presidenciável, porém, planeja acompanhar a apuração dos votos em Brasília ao lado da família e integrantes próximos da campanha.

Embora Flávio discurse apostar numa vitória dele já no primeiro turno, a probabilidade é vista com mais ceticismo por aliados. O trabalho, portanto, numa meta mais racional, segundo pessoas próximas, é para que Flávio termine o primeiro turno na liderança, à frente de Lula, com o objetivo de demonstrar força não só aos eleitores, mas também a partidos do centrão de olho em alianças futuras.

Quem são os candidatos à Presidência da República em 2026

 



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Caso Hugging Face: agentes de IA da OpenAI tentaram enganar detector de robôs durante ataque à plataforma

Agentes de inteligência artificial (IA) da OpenAI tentaram usar outro modelo de IA para burlar um sistema de detecção de robôs enquanto repetidamente buscavam maneiras de invadir os computadores da plataforma Hugging Face.

Os detalhes aparecem em novo relatório elaborado por engenheiros da startup estadunidense Parse e outros pesquisadores, que analisaram a atividade dos agentes durante o ataque divulgado pela OpenAI em julho.

A investigação encontrou quase um milhão de links encurtados criados pelos agentes entre 9 e 13 de julho. Os endereços continham partes de informações usadas para montar ataques complexos, incluindo tentativas de solucionar CAPTCHAs — testes criados para impedir o acesso automatizado a sites.

Os agentes também recorreram a outros modelos de IA, incluindo versões antigas do ChatGPT e do Claude, e tentaram procurar e baixar mensagens privadas do Slack interno da Hugging Face.

Não está claro se todas essas tentativas foram bem-sucedidas. Os pesquisadores conseguiram observar os programas criados pelos agentes, mas não os resultados das ações.

Agentes criaram método para contornar restrições

Segundo o relatório, os agentes deveriam permanecer isolados em um ambiente de testes, conhecido como sandbox, sem acesso à internet.

No fim de maio e novamente no início de julho, porém, eles invadiram uma ferramenta de instalação de software sem que os pesquisadores da OpenAI percebessem o que estava acontecendo.

As invasões permitiram que os agentes acessassem a internet e criassem um sistema de mensagens para se comunicar entre si. O acesso, inicialmente, ainda tinha uma limitação: eles conseguiam chegar aos sites, mas não podiam enviar dados de volta para eles. Para contornar o problema, os agentes combinaram diferentes serviços disponíveis na internet.

O método funcionava da seguinte maneira:

  • Os agentes pediam a um serviço público de captura de telas que carregasse um endereço de internet especialmente criado;
  • Como os URLs têm limite de tamanho, o código era dividido em vários pedaços menores;
  • Os agentes utilizavam serviços de encurtamento de links para armazenar esses endereços;
  • O serviço de captura de tela carregava um link, que buscava o primeiro pedaço do código;
  • O processo se repetia com os links seguintes até que todo o programa fosse carregado e executado;
  • Por fim, o programa criava uma imagem semelhante a um QR Code ou código de barras para transmitir de volta os dados que os agentes precisavam.

“Esses agentes fizeram muita coisa. Eles foram muito inteligentes. Os modelos pensaram: ‘Tudo bem, temos esse encurtador de links, temos esses serviços de captura de tela, sem problema, estamos prontos para agir’”, afirmou Jeffrey Ladish, diretor-executivo da organização de segurança de IA Palisade Research, que ajudou na investigação, ao The New York Times.

IA tentou executar outras IAs

Um dos aspectos que mais chamou a atenção dos pesquisadores foi a tentativa dos agentes de utilizar outros sistemas de IA.

No início do ataque, os agentes tentaram criar novas contas na Hugging Face. Como a plataforma exige a resolução de um CAPTCHA para isso, os agentes utilizaram um modelo de IA especializado em reconhecimento de imagens para tentar superar o teste.

Os pesquisadores também observaram os agentes tentando enviar mensagens para outros modelos de IA.

Entre eles estavam o GPT-2, um modelo antigo da própria OpenAI, além dos modelos chineses de código aberto DeepSeek, Kimi e Qwen. Os agentes também tentaram enviar mensagens para os modelos Haiku 3 e Haiku 4.5, da Anthropic, por meio de um serviço de chat on-line.

“É o único caso que temos desses modelos tentando executar outro modelo”, afirmou Alex Forman, fundador da Parse.

A possibilidade de sistemas de IA acionarem outros modelos é uma preocupação recorrente entre especialistas em segurança, porque isso poderia dificultar tentativas humanas de controlar ou desligar sistemas que apresentassem comportamentos indesejados.

Os pesquisadores analisaram o conteúdo de 900 mil URLs encurtados encontrados na internet e, a partir deles, conseguiram reconstruir cerca de 60 mil programas e mensagens criados pelos agentes durante o ataque à Hugging Face.

Como os pesquisadores não tinham acesso aos resultados das ações, não foi possível determinar com certeza quantas das tentativas funcionaram.

Um dos elementos encontrados chamou particularmente a atenção: um dicionário de chaves secretas de acesso identificado pelo agente com a palavra “LOOT”, em letras maiúsculas.

Segundo Mishka Kharlov, engenheiro fundador da Parse, o agente também criou um sistema próprio de pontuação para classificar credenciais e chaves expostas da Hugging Face e levar as cinco consideradas mais importantes de volta aos demais agentes.

Enquanto atacavam a Hugging Face, os agentes também conseguiram invadir a própria infraestrutura de pesquisa da OpenAI.

Logo da OpenAI na tela de um smartphone
Enquanto atacavam a Hugging Face, os agentes também conseguiram invadir a própria infraestrutura de pesquisa da OpenAI – Imagem: Camilo Concha/Shutterstock

“Basicamente, ainda não sabemos nada sobre o incidente que veio depois do caso da Hugging Face, cerca de dois dias depois, dentro da própria rede da OpenAI”, afirmou Forman.

Os engenheiros da Parse compartilharam as descobertas com a Hugging Face, que confirmou que a atividade identificada correspondia ao comportamento observado pela própria empresa.

Leia mais:

OpenAI ainda investiga dezenas de incidentes

O caso da Hugging Face faz parte de uma investigação mais ampla da OpenAI sobre atividades não autorizadas realizadas por seus agentes.

Segundo a empresa, a revisão deverá levar meses devido à quantidade de casos e à necessidade de verificar cada incidente. A OpenAI afirmou que já notificou dezenas de terceiros sobre atividades inadequadas.

Neste mês, uma pessoa informada sobre a investigação estimava que a empresa havia encontrado aproximadamente duas dezenas de incidentes envolvendo agentes que apresentaram comportamentos indesejados. O número continuou crescendo conforme as equipes analisavam registros internos e encontravam casos anteriormente desconhecidos.

Mais de 15 episódios relacionados aos agentes da OpenAI já haviam sido divulgados nos dois meses seguintes ao anúncio do ataque à Hugging Face. Os casos variam desde mensagens semelhantes a spam deixadas em sites até invasões e acessos não autorizados.

Outros episódios envolveram um site alemão transformado pelos agentes em um espaço para compartilhar táticas e contornar restrições da OpenAI, além de atividades contra o site do Australian Institute of Health and Welfare.

A OpenAI também confirmou que seus agentes tiveram como alvo a própria infraestrutura da companhia.

Investigação da OpenAI é alvo de questionamentos

O processo interno para entender o ataque à Hugging Face envolveu cerca de 100 pessoas, segundo fontes ouvidas pela Reuters.

Duas pessoas familiarizadas com a investigação disseram à agência que o processo foi mantido sob forte controle e influenciado pelos advogados da companhia. A OpenAI, por sua vez, afirmou que seus advogados não impediram uma investigação mais ampla.

A Reuters também informou que muitos dos incidentes foram descobertos por pesquisadores externos, e não diretamente pela OpenAI. Em alguns casos, as ações dos agentes permaneceram sem conhecimento da empresa durante meses.

Em comunicado, uma porta-voz da OpenAI afirmou que a atividade descrita pelos pesquisadores da Parse é compatível com o que a companhia já estava investigando.

“Estamos priorizando a análise dos incidentes mais graves enquanto ampliamos a investigação para atividades de menor gravidade, incluindo agentes enviando spam para sites. Dado o número de casos e a necessidade de verificar cada um deles, esperamos que esse trabalho e as notificações às partes afetadas levem meses.”

O post Caso Hugging Face: agentes de IA da OpenAI tentaram enganar detector de robôs durante ataque à plataforma apareceu primeiro em Olhar Digital.



source https://olhardigital.com.br/2026/09/25/inteligencia-artificial/caso-hugging-face-agentes-de-ia-da-openai-tentaram-enganar-detector-de-robos-durante-ataque-a-plataforma/

25 setembro 2026

Mercado livre pode ter preço maior, mas qualidade pode atrair, diz Ultragaz

A abertura do mercado livre de energia para consumidores de baixa tensão deve ampliar o poder de escolha, mas o preço não será necessariamente o único fator levado em conta na decisão do consumidor, disse Lucas Witzler, diretor-executivo da Ultragaz Energia Elétrica.

Para ele, a oferta de serviços, a qualidade no atendimento e a previsibilidade de custos podem ser diferenciais para conquistar clientes, mesmo em situações em que a energia comercializada no mercado livre seja mais cara – como tem acontecido em outros países que já adotaram o modelo.

As falas foram ditas durante o CNN Talks Energia: O Brasil diante de um novo mercado, nesta quinta-feira (24), em São Paulo, com especialistas e lideranças do setor.

Segundo Witzler, experiências internacionais mostram que consumidores migraram do mercado regulado para o ambiente de contratação livre mesmo quando havia uma diferença de preço desfavorável ao mercado livre. Nesses casos, afirmou, atributos como previsibilidade e qualidade dos serviços ajudaram a determinar a escolha.

“Nós temos estudado muito outros mercados, feito um benchmark internacional. A gente vê países em que houve uma migração do ambiente regulado para o mercado livre mesmo havendo uma diferença de preço, o mercado livre sendo um pouco mais caro”, afirmou.

Antes da ampliação do mercado livre, estimativas do setor apontavam para economias de até 30% na conta de luz, dependendo do perfil de consumo, das condições do mercado e do contrato negociado.

O Mercado Livre de Energia é um sistema onde os consumidores podem escolher de quem compram sua energia elétrica e negociar diretamente o preço, o prazo, a quantidade e a fonte da energia (como solar ou eólica).

Facilidade na mudança

Para o executivo, a migração para o mercado livre será melhor recebida e terá mais adesão dos consumidores se houver simplicidade no processo de migração entre empresas.

“Quanto mais simples essa jornada for para o consumidor, quanto mais fluido for esse processo, mais sucesso vai haver no mercado livre. O preço vai ser importante, mas a economia do consumidor não é tão relevante quanto a jornada do consumidor.”

Witzler destacou ainda o potencial de tarifas e produtos associados a sinais horários de preço. Segundo ele, o mercado livre pode criar incentivos para que consumidores desloquem o consumo para períodos de menor custo, reduzindo a demanda nos horários de pico.

O diretor-executivo também explicou que a abertura do mercado transforma o consumidor em cliente, com possibilidade de escolher não apenas o fornecedor de energia, mas também produtos e serviços associados ao fornecimento.

Além disso, falou sobre a importância da competição entre os agentes do setor e defendeu regras que garantam condições semelhantes para todos os participantes do mercado.

Segundo Witzler, os agentes devem competir por fatores como nível de serviço, preço e outros atributos associados ao fornecimento de energia.

Nesse contexto, ele defendeu uma separação mais clara entre as atividades de distribuição e comercialização, a fim de facilitar a compreensão do consumidor do papel de cada uma dessas empresas.

O CNN Talks Energia: O Brasil diante de um novo mercado reuniu especialistas e lideranças do setor para debater suas principais urgências e apontar caminhos para o futuro.

Demanda por energia aumentará 25% até 2034, diz governo



source https://www.cnnbrasil.com.br/infra/mercado-livre-pode-ter-preco-maior-mas-qualidade-pode-atrair-diz-ultragaz/

Trump, presidente da Câmara dos EUA e CEOs de tecnologia terão reunião sobre inteligência artificial na terça (29)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, e CEOs de empresas de tecnologia terão uma reunião sobre inteligência artificial (IA) no dia 29 de setembro. A informação foi divulgada na noite desta quinta-feira (24) por uma fonte familiarizada com o encontro planejado ao Axios.

A reunião ocorre em meio ao avanço acelerado da IA e às discussões sobre como governos devem lidar com os riscos associados a sistemas cada vez mais poderosos. As principais empresas de IA do mundo já alertaram sobre os riscos que a tecnologia representa para a humanidade e defendem que os governos trabalhem em conjunto para administrar seu desenvolvimento.

Ao mesmo tempo, governos de diferentes países têm enfrentado dificuldades para acompanhar a velocidade dos avanços na área.

Reunião já vinha sendo articulada

  • O encontro do dia 29 não surgiu de forma repentina. Em 15 de setembro, Johnson afirmou que havia conversado com Trump sobre a realização de uma reunião com os principais executivos do setor de IA na Casa Branca;
  • Na ocasião, o presidente da Câmara disse que as empresas poderiam se autorregular e rejeitou a possibilidade de uma moratória sobre o desenvolvimento da tecnologia;
  • “Não podemos ter uma moratória sobre o desenvolvimento da IA, certo? Porque então perderemos nossa vantagem sobre a China, e isso terá sérias implicações para a segurança nacional de todas as famílias americanas”, afirmou Johnson;
  • Ao mesmo tempo, o republicano defendeu mecanismos para aumentar a segurança dos sistemas. Segundo ele, auditores independentes e transparência por parte das empresas que desenvolvem IA poderiam fazer parte das salvaguardas adotadas para a tecnologia.

EUA e China adotam abordagens diferentes

Os Estados Unidos e a China, as duas principais potências no desenvolvimento de IA, adotaram abordagens diferentes em relação à supervisão da tecnologia.

Trump defende que os Estados Unidos não precisam criar novas regulamentações específicas para a IA. A China, por outro lado, estabeleceu regras para algoritmos de IA e dados utilizados no treinamento dos sistemas.

Entre as exigências chinesas está a determinação de que conteúdos gerados por IA sejam claramente identificados como tal.

O encontro entre Trump, Johnson e executivos de tecnologia ocorre justamente nesse cenário de divergências sobre o nível de controle que deve ser aplicado à tecnologia.

Trump rejeita controle global da IA

Durante a Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), na terça-feira (22), Trump afirmou que rejeita iniciativas internacionais para estabelecer um mecanismo global de controle da IA. O presidente estadunidense disse que “rejeita qualquer tentativa de construir um esquema globalista para controlar a inteligência artificial”.

Trump classificou a tecnologia como extraordinária, mas afirmou que os Estados Unidos terão cautela em relação ao seu desenvolvimento.

Inteligência artificial ocupa o centro das discussões sobre segurança global na ONU, enquanto países debatem riscos, regulação, fiscalização e mecanismos internacionais de controle diante do avanço de sistemas autônomos
Inteligência artificial ocupa o centro das discussões sobre segurança global na ONU, enquanto países debatem riscos, regulação, fiscalização e mecanismos internacionais de controle diante do avanço de sistemas autônomos – Imagem: gerada por IA

Leia mais:

Segurança sem perder vantagem sobre a China

A discussão sobre possíveis regras para a IA nos Estados Unidos também está diretamente ligada à competição tecnológica com a China.

Ao defender que não haja pausa no desenvolvimento da IA, Johnson argumentou que reduzir o ritmo poderia comprometer a vantagem estadunidense diante dos chineses. Ao mesmo tempo, ele afirmou que seria necessário encontrar uma abordagem equilibrada para criar mecanismos de segurança.

A posição coloca no centro do debate uma questão que deverá acompanhar a reunião: como estabelecer salvaguardas para sistemas cada vez mais avançados sem comprometer o desenvolvimento da tecnologia nos Estados Unidos.

Quem participará da reunião?

A Reuters informou que Trump, Johnson e CEOs de empresas de tecnologia participarão do encontro de 29 de setembro, mas ainda não foram divulgados os nomes dos executivos que estarão presentes nem detalhes sobre a agenda. Mais informações sobre os participantes e os temas que serão discutidos ainda não estavam disponíveis.

A reunião acontecerá poucos dias depois de um jantar na Casa Branca com o presidente chinês Xi Jinping, que também deverá reunir alguns dos principais executivos da indústria de tecnologia. Entre os convidados previstos para o evento estão nomes, como Sam Altman, da OpenAI, Sundar Pichai, da Alphabet, Tim Cook, da Apple, Elon Musk, da Tesla, e Jensen Huang, da Nvidia.

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source https://olhardigital.com.br/2026/09/24/pro/trump-presidente-da-camara-dos-eua-e-ceos-de-tecnologia-terao-reuniao-sobre-inteligencia-artificial-na-terca-29/

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