Canal Sabedoria Infinita

20 dezembro 2025

A tecnologia está ajudando a salvar espécies raras de plantas brasileiras

A biodiversidade brasileira é um dos maiores tesouros do planeta, mas muitas espécies raras correm o risco de desaparecer sem uma intervenção precisa. Felizmente, a integração de inteligência artificial e sensores avançados está revolucionando a forma como cientistas mapeiam e protegem nossa flora nativa.

Monitoramento por inteligência artificial e satélites

A tecnologia de monitoramento remoto aliada a algoritmos de aprendizado de máquina permite identificar variações sutis em biomas densos. De acordo com informações da Embrapa, o uso de inteligência artificial tem sido um aliado fundamental na identificação de espécies arbóreas e plantas raras em larga escala, permitindo que pesquisadores localizem populações isoladas que antes eram invisíveis aos métodos tradicionais.

Essas ferramentas tecnológicas oferecem uma série de capacidades cruciais para a conservação:

  • 🔍 Reconhecimento automatizado
    Algoritmos que identificam espécies através de padrões de folhas e cascas em fotos de alta resolução.
  • 🗺️ Previsão de habitat
    Modelos que indicam onde uma planta rara tem mais chances de sobreviver com base no solo e clima.
  • 🚨 Detecção de ameaças
    Alertas imediatos sobre desmatamento ou invasão de espécies exóticas em áreas de preservação.
  • 📊 Análise de biomassa
    Cálculo preciso do carbono estocado e da saúde geral da vegetação monitorada.

Sensores de solo e a Internet das Coisas

Para proteger plantas que restam apenas em pequenos nichos ecológicos, pesquisadores utilizam sensores de IoT (Internet das Coisas) espalhados estrategicamente pelo terreno. Esses dispositivos monitoram em tempo real a umidade do solo, a temperatura ambiente e a incidência de luz, enviando dados cruciais para centros de pesquisa. Essa aplicação da IA e da conectividade permite entender exatamente quais condições ambientais estão levando uma espécie ao declínio.

Com esses dados, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) pode criar planos de manejo muito mais eficazes. Se um sensor detecta uma queda atípica na umidade de uma região que abriga uma flor rara, as equipes de campo podem intervir antes que a planta sofra danos irreversíveis, garantindo a manutenção do microclima necessário para sua reprodução.

A tecnologia está ajudando a salvar espécies raras de plantas brasileiras
Para proteger plantas que restam apenas em pequenos nichos ecológicos, pesquisadores utilizam sensores de IoT – (Imagem gerada por inteligência artificial-ChatGPT/Olhar Digital)

Drones e o mapeamento de precisão em áreas remotas

Drones equipados com câmeras multiespectrais conseguem sobrevoar cânions e florestas fechadas, capturando detalhes que satélites comuns não alcançam. Essa tecnologia é essencial para a sustentabilidade dos projetos de reflorestamento, pois permite lançar sementes de espécies raras em locais de difícil acesso para seres humanos, acelerando a recuperação de áreas degradadas.

Tecnologias para Conservação de Plantas Raras
🛰️

Drones LiDAR

Função: Mapeamento 3D da estrutura florestal.

Benefício: Identifica plantas raras escondidas sob o dossel das árvores.

🌡️

Sensores IoT

Função: Monitoramento contínuo de microclima.

Benefício: Garante níveis ideais de umidade e luz para espécies sensíveis.

🧬

Bancos de DNA Digital

Função: Armazenamento de sequências genéticas.

Benefício: Preserva a identidade genética das espécies para o futuro.

👁️‍🗨️

Visão Computacional

Função: Classificação automática de imagens.

Benefício: Acelera o inventário botânico diretamente em campo.

O papel das instituições e a proteção do futuro verde

Projetos apoiados pelo WWF Brasil e outras organizações utilizam a ciência de dados para criar corredores ecológicos digitais. Ao cruzar informações de diferentes fontes, é possível entender como as mudanças climáticas globais afetarão a flora brasileira nas próximas décadas. A proteção do meio ambiente deixou de ser apenas um trabalho de campo braçal e se tornou uma operação tecnológica de alta complexidade.

O futuro da preservação das plantas brasileiras depende dessa simbiose entre a biologia tradicional e as novas fronteiras da computação. À medida que as ferramentas de análise se tornam mais acessíveis, a chance de salvarmos espécies que estão à beira da extinção aumenta consideravelmente, garantindo que a riqueza natural do país continue viva para as próximas gerações.

Leia mais:

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19 dezembro 2025

Trump-Kennedy Center: Centro cultural é renomeado em homenagem a Trump

O conselho administrativo do centro cultural John F. Kennedy votou na quinta-feira (18) para renomear o local em homenagem ao presidente dos EUA, Donald Trump.

A medida rapidamente levantou preocupações legais sobre se o conselho tem autoridade para renomear a instituição artística, que o Congresso designou em 1964 como um memorial ao presidente democrata, e encontrou forte reação negativa da família Kennedy.

Trump, que foi eleito presidente por um conselho recém-constituído em fevereiro, frequentemente brinca sobre chamar o centro de artes cênicas de “Centro Trump Kennedy“.

O conselho escolhido a dedo pelo presidente aprovou seus desejos na reunião desta quinta, de acordo com uma fonte familiarizada com o assunto.

Mais cedo, Trump disse que estava “honrado” e “surpreso” com a votação. “Essa questão foi levantada por um dos membros mais ilustres do conselho, e eles votaram sobre isso, e são muitos membros do conselho, e a votação foi unânime”, disse ele.

Hoje mesmo o cabeçalho do site do centro foi atualizado para exibir “The Trump Kennedy Center”.

“Parabéns ao presidente Donald J. Trump e, da mesma forma, parabéns ao presidente Kennedy, porque esta será uma equipe verdadeiramente grandiosa por muitos anos”, disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, em uma publicação no Facebook.

“O prédio, sem dúvida, alcançará novos patamares de sucesso e grandeza.”

Embora a Casa Branca tenha afirmado que a votação foi unânime, a deputada democrata Joyce Beatty, membro ex-officio do conselho, disse que não foi esse o caso.

“Eu estava nessa chamada e, quando tentei apertar o botão para expressar minha preocupação, fazer perguntas e, certamente, não para votar a favor disso, meu microfone foi silenciado. Cada vez que eu tentava falar, meu microfone era silenciado”, disse ela em um vídeo postado no X.

Membros da família Kennedy condenam decisão

Permanecem dúvidas sobre a legalidade da decisão do conselho de renomear o prédio, e membros da família Kennedy condenaram a iniciativa.

“O Kennedy Center é um memorial vivo a um presidente falecido e foi nomeado em homenagem ao presidente Kennedy por lei federal”, disse Joe Kennedy III, ex-congressista e sobrinho-neto do falecido presidente, no canal X.

“Ele não pode ser renomeado, assim como ninguém pode renomear o Lincoln Memorial, não importa o que digam.”

Jack Schlossberg, neto de Kennedy e atualmente candidato à Câmara dos Representantes dos EUA por Nova York, também expressou preocupação nas redes sociais com relatos de supressão durante a votação.

O Congresso renomeou o centro de artes em homenagem ao ex-presidente John F. Kennedy em uma legislação aprovada após seu assassinato em 1963, e a lei federal exige que o conselho “assegure que, após 2 de dezembro de 1983, nenhum memorial ou placa adicional com caráter memorial seja designado ou instalado nas áreas públicas do Centro de Artes Cênicas John F. Kennedy”.

Especialistas disseram à CNN que, embora a decisão do conselho seja provavelmente ilegal, não está claro se alguém que deseje contestar a medida teria o direito legal – conhecido como “legitimidade” – de sequer apresentar tal caso.

“Não há absolutamente nenhuma maneira de eles fazerem isso legalmente”, disse David Super, professor da Faculdade de Direito de Georgetown, especializado em legislação.

Mas, acrescentou, “o governo não se preocupa com leis a menos que tenha uma perspectiva realista de ser processado”.

O especialista afirmou que é possível que um funcionário do centro tente entrar com um processo contestando a mudança de nome, alegando um “dano à reputação” decorrente da necessidade de incluir o novo nome em seu currículo, o que, segundo ele, pode confundir potenciais empregadores.

“Não estaria otimista de que um tribunal aceitaria esse caso”, disse ele.

O mesmo vale para os descendentes do falecido 35º presidente, disse Super à CNN. “Se ele estivesse vivo, provavelmente poderia processar, mas não acho que esteja claro que seus herdeiros teriam o direito de processar em seu nome”, afirmou.

Maria Shriver, sobrinha de Kennedy, classificou a iniciativa de renomear o memorial em homenagem a Trump como “incompreensível”, ao falar sobre os esforços de seu tio em apoio às artes.



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Google amplia verificação de IA do Gemini para vídeos

O Google ampliou as capacidades de verificação de conteúdo do Gemini e passou a permitir a análise de vídeos criados ou editados com seus próprios modelos de inteligência artificial (IA).

A partir de agora, usuários podem enviar um vídeo ao assistente e perguntar diretamente se ele foi gerado com IA do Google, recebendo uma resposta detalhada baseada em sinais técnicos incorporados ao material.

A novidade expande um recurso lançado em novembro, quando o Gemini passou a identificar imagens produzidas ou alteradas com ferramentas de IA da empresa. Na ocasião, o Google já havia sinalizado que o suporte a vídeos chegaria em breve.

Sistema aponta trechos específicos marcados como conteúdo gerado artificialmente (Imagem: Google)

Como funciona a verificação de vídeos

  • O Gemini analisa tanto os elementos visuais quanto o áudio em busca do SynthID, a marca d’água digital proprietária do Google.
  • Segundo a empresa, o sistema não se limita a confirmar ou negar a origem do vídeo: ele também aponta momentos específicos em que a marca d’água aparece, oferecendo mais transparência sobre quais trechos foram afetados por ferramentas de IA.
  • O recurso é compatível com vídeos de até 100 MB e 90 segundos e está disponível em todos os países e idiomas onde o aplicativo Gemini opera.

Leia mais:

Novo agente Gemini Deep Research aprimora buscas complexas e será integrado ao app Gemini e outros serviços.
Ferramenta tenta aumentar transparência em meio à proliferação de deepfakes (Imagem: Stock all / Shutterstock)

Limites da marcação e o desafio dos deepfakes

Embora o Google descreva o SynthID como “imperceptível”, ainda não está claro o quão resistente ele é à remoção ou se outras plataformas conseguirão detectar facilmente essas informações.

O tema ganhou destaque recentemente após a OpenAI reconhecer que marcas d’água em vídeos do Sora podiam ser removidas com relativa facilidade.

O Google também incorpora metadados no padrão C2PA em alguns conteúdos gerados por IA, mas a falta de uma adoção coordenada entre redes sociais e plataformas de vídeo continua permitindo que deepfakes circulem sem identificação clara.

Com a expansão para vídeos, o Google dá mais um passo para oferecer ferramentas de verificação, mas o combate à desinformação gerada por IA ainda depende de padrões mais amplos e interoperáveis.

Ícone do aplicativo do Gemini em um smartphone
Gemini passa a checar se vídeos foram gerados por IA do Google (Imagem: miss.cabul/Shutterstock)

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18 dezembro 2025

Lia Clark transforma novo álbum em manifesto de liberdade: “Ápice do tesão”

A cantora Lia Clark, 33, apresentou recentemente “Fenomenal”, quarto álbum de estúdio dela, e usou o projeto como espaço para falar abertamente sobre liberdade, corpo, desejo e identidade.

Em entrevista à CNN, a cantora explicou que a música dela vai além do entretenimento e carrega um posicionamento claro sobre existir sem amarras.

“O meu trabalho como um todo, não só o Fenomenal, é posicionamento político. Sobre liberdade, sobre corpo, sobre nossos desejos, sobre sermos quem somos”, disse Lia Clark à CNN, ao afirmar que intenção é criar um ambiente em que o público consiga se sentir menos pressionado pelos padrões impostos pela sociedade.

Apesar do discurso potente, Lia reforçou que a diversão sempre foi central na trajetória dela. “Eu faço música para a galera se divertir. Eu sempre pontuo isso desde 2016, quando lancei meu primeiro álbum: eu quero que as pessoas me ouçam e se divirtam”.

Segundo a artista, “Fenomenal” nasceu de um momento muito específico da vida dela. Após realizar conquistas que antes pareciam impossíveis, como cantar no Rock in Rio, liderar paradas de streaming e circular por grandes programas de TV, ela sentiu a necessidade de transformar esse sentimento em arte

“Eu estava vivendo o sonho da minha vida e pensei: ‘cara, eu preciso me expressar em relação a isso’”, contou Lia à CNN.

A mudança de sonoridade também foi consciente. Conhecida pelo funk pop, Lia decidiu mergulhar no funk eletrônico, acompanhando a evolução do gênero no Brasil e no mundo. “O funk está crescendo muito e se fundindo com vários estilos”.

Inspirada por nomes como Britney Spears, Madonna e Beyoncé, Lia Clark construiu um disco que mistura referências pop com batidas eletrônicas intensas.

Para ela, “Fenomenal “funciona como um grande clímax emocional. “O álbum chega como um grande fenômeno, que se assemelha ao ápice do tesão. É um lugar onde você não tem controle sobre si.”

Com 13 faixas, o projeto traz colaborações diversas, pensadas para que o disco não ficasse preso a um único tema. Entre os convidados estão MC Carol, Johnny Hooker, MC Mari, MC GW, MC Tha, Hitmaker e Kate da Voz e As Abusadas.

Algumas músicas, segundo Lia, representaram desafios pessoais. “A faixa ‘Disse que Namorada’ com certeza me tirou da zona de conforto”, disse Lia Clark à CNN, ao comentar sobre experimentar uma sonoridade mais romântica sem perder a identidade. Já “Maldade”, com Johnny Hooker, reforça essa mistura entre funk e house.

A faixa-título também ocupa um lugar especial no disco. “Ela traz elementos e uma forma diferente de fazer funk”, afirmou Lia Clark, ao destacar a presença da guitarra, do funk eletrônico e do pop em uma mesma música, além dos versos que refletem o sentimento de afirmação como pioneira no funk LGBTQIAPN+.

Ao revisitar trajetória, a artista relembrou o início de carreira, quando a cena do funk queer ainda não existia como hoje. “Meu segundo verso fala muito sobre admitir que eu sou foda, que eu vim para fazer história”, afirmou.

Lia também falou sobre o preconceito velado que enfrentou ao ocupar espaços tradicionalmente negados a artistas LGBTQIAPN+. “Dava para perceber o desconforto das pessoas com a nossa presença, como se a gente não pertencesse àquele lugar”, disse à CNN. Apesar dos avanços, ela ressaltou que ainda há desigualdade de visibilidade e investimento.

Lia também xplicou como a drag foi essencial para sua autoestima. “Eu comecei a me olhar e me amar quando comecei a me montar”, afirmou, ao contar que o processo artístico a ajudou a se sentir bem com a própria aparência.

Confira as 5 “músicas do verão” deste ano eleitas pelo Spotify



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HiRISE bate 100 mil fotos de Marte: nova imagem revela mudanças na superfície

A câmera HiRISE, a bordo do Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) da NASA, alcançou a marca de 100 mil imagens de Marte, anunciou a agência espacial estadunidense nesta terça-feira (16).

A foto comemorativa, feita em 7 de outubro, retrata mesas e campos de dunas em Syrtis Major, a cerca de 80 quilômetros a sudeste da cratera Jezero, onde o rover Perseverance explora rochas e sedimentos antigos.

Esta imagem da região chamada Syrtis Major foi capturada pela câmera HiRISE da sonda Mars Reconnaissance Orbiter da NASA em 7 de outubro de 2025 (Imagem: NASA/JPL-Caltech/Universidade do Arizona)

O feito coroa quase duas décadas de observação de alta resolução do planeta vermelho e alimenta estudos sobre como o vento, a poeira e o gelo moldam continuamente a superfície marciana.

O que a marca de 100 mil imagens revela sobre Marte

  • Há quase 20 anos, a HiRISE acompanha as mudanças do relevo marciano com uma nitidez inédita;
  • Ao apontar para Syrtis Major no registro de número 100 mil, a equipe pretende entender como o vento desloca areia e como esses grãos ficam retidos na paisagem, formando e remodelando dunas com o tempo;
  • Em comunicado, a NASA destacou: “Cientistas estão analisando a imagem para compreender melhor a origem da areia soprada pelo vento que fica presa na paisagem da região, formando dunas”;
  • Essa investigação é mais do que um exercício de geologia planetária. O desenho e a migração das dunas são rastros da circulação atmosférica, da força dos ventos sazonais e de como a poeira — onipresente em Marte — se levanta e se deposita;
  • Esses processos influenciam desde a operação de naves no solo até a segurança de futuras missões tripuladas;
  • Como explicou a agência: “HiRISE é o instrumento de que a missão depende para imagens de alta resolução de feições que vão de crateras de impacto a dunas e depósitos de gelo, além de potenciais locais de pouso.”
Representação artística da sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), da NASA, que orbita Marte desde 2006 (Imagem: Merlin74/Shutterstock)

Mais do que produzir belas imagens, a HiRISE oferece contexto científico e operacional. Seus retratos do terreno ajudam a equipe a guiar rovers, escolher alvos de perfuração e monitorar encostas instáveis ou tempestades de poeira em formação. Em outra passagem, a NASA resumiu o impacto direto: “Essas imagens ajudam a aprimorar nossa compreensão de Marte e a preparar as futuras missões humanas”.

Leia mais:

Mais dispositivos na superfície marciana

O marco também lança luz sobre a frota ativa no planeta vermelho. Além do MRO e da veterana Mars Odyssey, atuam as sondas europeias Mars Express e ExoMars TGO, a chinesa Tianwen-1 e a missão Hope dos Emirados Árabes Unidos, além dos rovers Curiosity e Perseverance.

A MAVEN, que estuda a atmosfera superior, enfrenta um período desafiador: está em silêncio desde 4 de dezembro e aparentemente começou a girar de modo inesperado. Esse contexto reforça a importância de ter vários “olhos” no planeta, com diferentes instrumentos e órbitas, para garantir dados contínuos e complementares — como a HiRISE vem entregando com consistência desde 2006.

Para o público e para a ciência, a mensagem é clara: cada nova imagem de alta resolução não vale apenas pelo que mostra, mas pelo que permite inferir.

Representação artística de um rover da China coletando amostra de solo de Marte
Representação artística da missão Tianwen, da China, que também está no solo de Marte (Imagem: Televisão Central da China [CCTV], Rede Global de Televisão da China [CGTN]/Administração Espacial Nacional da China [CNSA]/Laboratório de Exploração do Espaço Profundo)

Com a HiRISE, pesquisadores detectam mudanças sutis, interpretam a ação do clima marciano e reduzem incertezas na preparação de missões. Em termos práticos, isso se traduz em escolhas mais seguras de rotas e locais de pouso, melhor previsibilidade de fenômenos atmosféricos e, no futuro, mais segurança para astronautas.

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17 dezembro 2025

Pesquisa consolida candidatura, diz entorno de Flávio Bolsonaro

O entorno do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) avalia que a pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta terça-feira (16), consolida sua candidatura, mesmo com números que projetam uma possível derrota e mostram uma rejeição de 62%.

Segundo a apuração do analista de Política da CNN Caio Junqueira, assessores próximos ao parlamentar consideram que os resultados são positivos porque mostram que, entre os potenciais adversários, Flávio é o que mais pontua, inclusive à frente de outros nomes do campo político da direita.

A equipe do senador vê na alta rejeição um espaço para trabalho, avaliando que esta se deve muito mais ao pai, Jair Bolsonaro (PL), do que ao próprio Flávio. A estratégia será destacar características que diferenciam o filho de Bolsonaro, apresentando-o como alguém menos radical, mais hábil para negociações políticas e com perfil mais conciliador.

Resistências e agenda política

Apesar do otimismo da equipe do senador, integrantes do Centrão contestam a viabilidade da candidatura, utilizando justamente a alta taxa de rejeição como argumento de que Flávio teria dificuldades em um potencial segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A pré-campanha segue em andamento. Para esta quarta-feira (17), está previsto um almoço com agentes financeiros da chamada Faria Lima, grupo que demonstrou preocupação quando a candidatura foi anunciada, refletindo até mesmo em reações negativas na Bolsa de Valores. O encontro tem como objetivo quebrar resistências do mercado financeiro ao nome do senador.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.


source https://www.cnnbrasil.com.br/politica/pesquisa-consolida-candidatura-diz-entorno-de-flavio-bolsonaro/

Warner Bros. Discovery deve rejeitar proposta da Paramount, segundo site

Nesta terça-feira (16), a Bloomberg afirmou que a Warner Bros. Discovery deve rejeitar, oficialmente, nesta quarta-feira (17), a proposta hostil feita pela Paramount Skydance e manter sua palavra no acordo feito com a Netflix.

Fachada da Paramount
Proposta hostil é superior, mas executivos da empresa acham ser mais seguro fechar com a Netflix (Imagem: Tada Images/Shutterstock)

A oferta da Paramount é significativamente superior: US$ 108,4 bilhões (R$ 597,2 bilhões, na conversão direta), ante US$ 82,7 bilhões (R$ 455,6 bilhões) da Netflix.

Leia mais:

Serviços de streaming
Para concretizar a compra, a Netflix aposta no argumento de que a fusão entre as duas empresas será benéfica para os usuários (Imagens: wutwhanfoto/iStock e Pandora Pictures/Shutterstock)

Por que a Warner vai rejeitar a proposta da Paramount?

  • A Bloomberg aponta que, apesar de a oferta da Paramount (US$ 30/R$ 165,28 por ação) ser maior, os diretores da Warner consideram ser mais seguro fechar com a Netflix;
  • Por sua vez, a Paramount afirma que a proposta tem percurso regulatório mais claro;
  • A oferta cobre toda a empresa (incluindo ativos de TV a cabo);
  • O financiamento de US$ 54 bilhões (R$ 297,5 bilhões) em dívida tem, como base, o Bank of America, Citi e Apollo;
  • Por fim, o portal diz que a Affinity Partners deixou o grupo da oferta.
Várias janelas de streaming abertas; à frente, uma mão segurando um controle
Aquisição deve revolucionar o universo dos streamings (Imagem: Proxima Studio/Shutterstock)

Monopólio? CEOs da Netflix falam sobre preocupações após compra da Warner Bros.

Conforme reportado pelo Olhar Digital, a Netflix chegou a um acordo definitivo para comprar a Warner Bros. Discovery (WBD), em uma operação de US$ 82,7 bilhões. As primeiras reações da indústria de entretenimento foram majoritariamente negativas.

Em carta enviada aos funcionários nesta segunda-feira (15), os co-CEOs da Netfix, Greg Peters e Ted Sarandos, se manifestaram sobre as preocupações relacionadas à fusão, inclusive sobre um suposto monopólio.

União entre Netflix e Warner Bros. preocupa indústria

O acordo foi anunciado em 5 de dezembro. A Netflix comprou a Warner Bros. Discovery por US$ 82,7 bilhões. O pacote inclui os estúdios de cinema e TV, além de HBO Max e HBO. Confira os detalhes aqui.

A fusão entre dois grandes nomes da indústria de entretenimento tem potencial de redefinir o setor. A Netflix prometeu manter as operações atuais da Warner e reforçar seus pontos fortes, incluindo os lançamentos de cinema antes da chegada ao streaming.

Mas as preocupações continuaram. O Sindicato dos Roteiristas da América (WGA) se pronunciou de forma contrária à compra, dizendo que a aquisição viola as leis antitruste destinadas a impedir monopólios.

CEOs da Netflix se pronunciaram

  • Bloomberg obteve acesso a uma carta enviada pelos co-CEOs Greg Peters e Ted Sarandos aos funcionários da empresa;
  • Os executivos tranquilizaram os trabalhadores, reafirmando que manteriam os lançamentos dos filmes da Warner Bros. no cinema;
  • Eles escreverem que a aquisição “visa o crescimento” e que a empresa está “fortalecendo um dos estúdios mais icônicos de Hollywood, apoiando empregos e garantindo um futuro promissor para a produção de cinema e televisão”.

Leia a matéria completa aqui

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source https://olhardigital.com.br/2025/12/16/pro/warner-bros-discovery-deve-rejeitar-proposta-da-paramount-segundo-site/

16 dezembro 2025

Esposa de William Bonner se emociona ao falar da morte da mãe

Natasha Dantas, 55, esposa do apresentador William Bonner, 62, usou as redes sociais, nesta segunda-feira (15), para abrir o coração ao falar da mãe, que completaria 76 anos.

Em publicação nas redes sociais, Natasha escreveu: Sinto saudade de muitas coisas. Tantas que nem saberia por onde começar. Mas, de todas elas, o que mais sinto falta é de criar novas memórias com você”.

“Hoje, cantaríamos parabéns pelos 76 anos dela. Que sorte a minha por tê-la chamado de mãe”, concluiu.

Em setembro, Natasha comemorou os 7 anos com Bonner.

Os dois se conheceram em 2017, quando o jornalista enfrentava uma hérnia de disco e ela era a fisioterapeuta responsável pelo tratamento dele.

Você sabia que William Bonner apresentou o Fantástico? Relembre

 



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3I/ATLAS pode não ser um cometa? Novo estudo acende debate sobre natureza do objeto

Um estudo recente sobre o 3I/ATLAS – o terceiro objeto que veio de fora do Sistema Solar já detectado por aqui – levantou uma dúvida: ele seria mesmo um cometa ou poderia ser um asteroide? A questão surgiu após a análise de imagens que mostram comportamentos incomuns em sua superfície, dificilmente vistos em cometas.

O 3I/ATLAS é um visitante interestelar, o que significa que ele se formou em outra estrela e, por motivos ainda desconhecidos, foi lançado ao espaço até cruzar o caminho do Sol. Por ser algo extremamente raro, qualquer nova observação gera debates intensos.

As imagens analisadas no estudo mostram jatos de material sendo expelidos a partir de regiões específicas do objeto. Esse padrão levou alguns pesquisadores a sugerirem a presença de “vulcões de gelo”, um fenômeno conhecido como criovulcanismo, no qual gases e materiais congelados escapam do interior do corpo.

O cometa 3I/ATLAS parece ter jatos expelidos de sua superfície, que um novo estudo interpreta como um tipo de criovulcanismo. Crédito: Josep M. Trigo-Rodríguez/Observatório B06 Montseny

Embora não tão comuns, jatos e explosões não são inéditos entre cometas do Sistema Solar. Um exemplo é o 12P/Pons–Brooks, apelidado de “Cometa do Diabo”, descoberto em 2024. No caso do 3I/ATLAS, no entanto, a atividade chamou atenção por ocorrer em um objeto interestelar, com composição química de proporções fora do padrão.

3I/ATLAS: cometa ou asteroide?

Alguns chegaram a sugerir que o 3I/ATLAS poderia não ser um cometa, mas sim um asteroide ou até algo diferente das categorias tradicionais. No entanto, segundo o astrônomo amador Cristóvão Jacques, fundador do Observatório SONEAR, em Oliveira (MG), o estudo não propõe uma mudança de classificação. “Não dá para dizer que já temos uma conclusão. Vários estudos estão sendo feitos e publicados aos poucos, e ainda não existe uma resposta definitiva sobre a composição desse objeto”, disse ele em entrevista à Marisa Silva, apresentadora do programa Olhar Digital News nesta segunda-feira (15).

Jacques, que integra a Rede Brasileira de Observação de Meteoros (Bramon), o Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais (CEAMIG) e a Rede de Astronomia Observacional (REA), reforçou que o 3I/ATLAS continua sendo classificado como cometa, uma vez que apresenta coma e cauda – a nuvem de gás e poeira ao redor do núcleo e o rastro luminoso que se forma quando o objeto se aproxima do Sol, respectivamente.

MarisaSilva entrevistou o astrônomo amador Cirstóvão Jacques no Olhar Digital News desta segunda-feira (15), sobre o cometa interestelar 3I/ATLAS. Crédito: Captura de tela YouTube

“O que sabemos até agora é que ele tem uma composição interessante e diferente dos cometas do nosso Sistema Solar, o que já era esperado por ser um objeto de outro sistema planetário”, explica. “Mas isso não significa que ele deixe de ser um cometa.”

A comparação com outros visitantes interestelares ajuda a entender o debate. O primeiro deles, o 1I/‘Oumuamua, descoberto em 2017, foi classificado como asteroide justamente por não apresentar coma nem cauda. Já o segundo, o 2I/Borisov, identificado em 2019, era claramente um cometa.

O 3I/ATLAS se encaixa nessa segunda categoria, embora apresente características atípicas. Ele pode ser um cometa rico em metais, algo raro entre os objetos gelados do Sistema Solar, além da possível presença de criovulcanismo. “Muita coisa foi dita sobre possíveis anomalias, mas, na prática, ele não apresenta nada fora do esperado a ponto de justificar uma nova classificação”, afirma Jacques. Segundo o especialista, o excesso de especulações acabou chamando mais atenção do que os dados realmente permitem concluir.

O astrônomo destaca que o que pode mudar, no futuro, é o entendimento sobre os diferentes tipos de cometas. “Pode surgir uma subdivisão dentro da classe, como já aconteceu antes na astronomia”.

Cometa 3I/ATLAS, o terceiro objeto interestelar já detectado no Sistema Solar. Crédito: Cristóvão Jacques / Observatório SONEAR

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Especialista destaca “descoberta dos sonhos”

Ele lembrou o caso de Plutão, descoberto em 1930 e considerado planeta por cerca de 70 anos, até que a detecção de outros objetos semelhantes levou à criação da categoria de planeta anão. Um processo parecido ocorreu com Ceres, inicialmente classificado como planeta e “rebaixado” para asteroide.

No caso dos objetos interestelares, o principal desafio é a pequena amostra disponível. “Estamos observando esse tipo de objeto apenas pela terceira vez. É muito pouco para tirar conclusões mais amplas”, explica Jacques.

Para ele, a “descoberta dos sonhos” seria identificar a estrela ou o sistema planetário de onde o 3I/ATLAS se originou. “Isso permitiria entender melhor o ambiente em que ele se formou e comparar com o que observamos hoje, a partir das análises feitas na Terra.” Jacques reconhece, no entanto, que essa informação provavelmente nunca será determinada com exatidão. “Saber qual estrela específica deu origem a esse objeto é algo extremamente difícil, talvez impossível.”

Vera C. Rubin pode descobrir mais objetos interestelares

A expectativa é que esse cenário mude com o início das operações do telescópio Vera C. Rubin, no Chile. Segundo Jacques, a estimativa é que pelo menos um objeto interestelar seja descoberto por ano, o que ampliaria significativamente o número de exemplos disponíveis para estudo.

A aproximação do 3I/ATLAS com a Terra também gerou especulações exageradas. No ponto mais próximo, o objeto estará a cerca de 270 milhões de quilômetros do planeta, quase o dobro da distância entre a Terra e o Sol. “Essa menor distância não muda de forma significativa o nosso conhecimento sobre ele”, afirma o especialista. “Ela facilita as observações com telescópios, mas não representa um salto extraordinário no volume de informações.”

Representação artística do cometa 3I/ATLAS passando “próximo” da Terra (imagem meramente ilustrativa e fora de escala). Crédito: Gerada por IA/Gemini

Ele também nega boatos de que o cometa teria mudado de rota ou apresentado movimentos estranhos. “O 3I/ATLAS segue exatamente a órbita prevista, sem qualquer movimento anômalo detectado até agora.”

Com uma órbita hiperbólica, o objeto atravessará o Sistema Solar apenas esta única vez. De acordo com Jacques, após uma aproximação de Júpiter, no ano que vem, ele seguirá para o espaço interestelar, sem chance de retorno. “O 3I/ATLAS continuará sua jornada por bilhões de anos, até, eventualmente, passar próximo de outra estrela.”

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source https://olhardigital.com.br/2025/12/15/ciencia-e-espaco/3i-atlas-nao-e-um-cometa-estudo-traz-debate-sobre-natureza-do-objeto/

15 dezembro 2025

Com Corinthians e Vasco em final, São Paulo está fora da Libertadores

A final da Copa do Brasil está definida: Corinthians e Vasco se enfrentam em dois jogos, nos dias 17 e 21 de dezembro. Mas a decisão também impactou quem nem está envolvido com o campeonato, tirando uma possível vaga do São Paulo para a Libertadores.

Isso porque Fluminense e Cruzeiro se classificaram para o campeonato continental pelo Brasileirão mas, se chegassem à final da Copa do Brasil, também ganhariam uma vaga e não precisariam usar a conquistada na Série A, criando uma sequência que levava o Tricolor Paulista a fase preliminar da Libertadores.

 

 

 

O Botafogo, 6º colocado no Brasileirão, sairia da fase preliminar para a fase de grupos da Libertadores, “deixando” sua classificação para o São Paulo.

Já Corinthians e Vasco terminaram na 13ª e 14ª colocação no Campeonato Brasileiro, respectivamente. Ou seja, um dos dois vai conquistar uma vaga que não tinha para a Libertadores, e a Série A continuou classificando “apenas” o G7.



source https://www.cnnbrasil.com.br/esportes/futebol/copa-do-brasil/com-corinthians-e-vasco-em-final-sao-paulo-esta-fora-da-libertadores/

Como autoexcluir o CPF de casas de apostas

Na quarta-feira (10), a Plataforma Centralizada de Autoexclusão começou a funcionar. A ferramenta foi lançada pelo Governo Federal no início do mês e permite que qualquer cidadão bloqueie o próprio acesso em sites de apostas, além de não receber mais publicidade relacionada a esse tipo de jogo durante um determinado período. 

Por que autoexcluir o CPF de casas virtuais de apostas? Entenda a proposta do Governo Federal

Nos últimos anos, o crescimento das apostas online — especialmente as chamadas bets — gerou preocupações significativas no Brasil. Apesar de legalizadas e parcialmente regulamentadas desde 2018, essas plataformas passaram a impactar negativamente a saúde financeira e mental de muitos brasileiros, elevando casos de jogo compulsivo e prejuízos pessoais e familiares. Em resposta, o Governo Federal lançou uma iniciativa inédita: a Plataforma Centralizada de Autoexclusão.

A proposta do Governo é múltipla e está integrada em um conjunto de políticas públicas que envolvem prevenção, redução de danos e cuidado com a saúde mental. Conforme previsto em um Acordo de Cooperação Técnica entre os ministérios da Fazenda e da Saúde, a plataforma de autoexclusão é uma ferramenta estratégica no enfrentamento da dependência por jogos e apostas, permitindo:

  • Proteção de pessoas vulneráveis
    Ao autoexcluir o CPF, o indivíduo fica impedido de criar novos cadastros, acessar contas existentes ou receber publicidade segmentada de apostas online durante o período escolhido. Isso reduz gatilhos e estímulos que podem reforçar o comportamento compulsivo.
  • Ação preventiva para quem não aposta
    Destina-se também a pessoas que não têm histórico de apostas, mas desejam evitar que seu CPF seja usado indevidamente ou exposto a marketing agressivo de casas de apostas.
  • Integração a políticas de saúde mental

A autoexclusão é complementada por iniciativas como o Observatório Brasil Saúde e Apostas Eletrônicas e a Linha de Cuidado do SUS para problemas relacionados a jogos de apostas, que visam monitorar comportamentos de risco e oferecer suporte.

“A partir dos dados que temos, vamos identificar padrões como os de dependência ou compulsão das pessoas. Os registros nos ajudarão a ver onde a pessoa está, para que nossas equipes possam entrar em contato e servirem de ombro amigo ou braço de apoio dessas pessoas”, explicou Alexandre Padilha, segundo a Agência Brasil.

Tecnicamente, conforme informações disponíveis no Gov.br, após a pessoa realizar a solicitação de autoexclusão, o CPF dela fica inserido no Módulo de Impedidos, integrado ao Sistema de Gestão de Apostas (SIGAP), consultado por todas as casas de apostas legalizadas no Brasil para barrar o uso do documento. 

Como todas as casas de apostas legalizadas exigem que o apostador, para criar uma conta e jogar, insira um documento e faça comprovações de sua identidade, isso faz com que a pessoa fique impossibilitada de apostar. 

Leia mais:

Como impedir que seu CPF seja utilizado em aplicativos de casas de apostas

Primeiramente, saiba que qualquer pessoa pode solicitar o bloqueio do próprio CPF. No entanto, é necessário ter cadastro no portal Gov.br e a conta precisa possuir o nível prata ou ouro. 

Além disso, conforme informou o Governo Federal, durante a solicitação, a pessoa tem a possibilidade de escolher um prazo para o bloqueio, que pode ser de um, três, seis ou doze meses, ou então optar por um período indeterminado. 

“Uma vez selecionado o prazo, não é possível reverter a escolha durante o período indicado. Há a opção de se autoexcluir do ambiente de apostas por tempo indeterminado (sem prazo). Somente nesse caso, o usuário terá até um mês para invalidar a decisão”, disse o governo.

Confira o passo a passo para realizar a autoexclusão

  1. Acesse o site http://gov.br/autoexclusaoapostas

    Autoexclusão

  2. Role a tela para baixo e clique em “Acesse aqui”

    Autoexclusão

  3. Faça login no Gov.br

    Coloque primeiro o seu login e depois insira a senha.
    Autoexclusão

  4. Autorize o compartilhamento de dados pessoais

    Autoexclusão

  5. Confira os seus dados pessoais, selecione o período no qual deseja se autoexcluir e também o motivo que o fez solicitar o serviço

    Se for de sua preferência, na parte do motivo, pode marcar que não deseja informá-lo. Por último, clique em “Avançar”.Autoexclusão

  6. Leia os termos de uso e também a política de privacidade e, se concordar, selecione as caixas afirmando ter lido e concordar com as condições. Por fim, vá em “Avançar”

    Autoexclusão

  7. Confirme a autoexclusão

    Autoexclusão

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